terça-feira, 24 de novembro de 2015

O artesanato é uma das várias atrações para quem visita a Bahia, o mais multifacetado estado do país quando o assunto e cultura



Berço de diversos segmentos artísticos, a Bahia possui uma grande variedade de artesanato, com peculiaridades próprias de cada região. Alguns objetos impressionam os visitantes, principalmente pelos temas que carregam as mais inusitadas características deste estado

Referenciando desde as belezas naturais até as crenças religiosas, os artesãos não esquecem nenhum detalhe. Em algumas cidades, dezenas de barracas, armadas como uma grande feira oferecem uma enorme variedade de “lembranças”. Em todo o estado podem ser encontradas peças de metal, tecido, renda, couro, cestaria e trançados, tecelagem, madeira, cerâmica e bordados, além do artesanato mineral.
Do tradicional polo oleiro de Maragojipinho, com seu o Boi Bilha, de Vitorino Moreira, à riqueza do artesanato diversificado do município de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, são várias as manifestações culturais presentes em cada canto onde a fronteira entre as cidades podem chegar a 1.500 km, como é o casos de Abaré, no extremo Nordeste até Cocos, no lado oeste da Bahia.

Vejamos a diversidade do artesanato baiano e os principais locais de produção:

Artesanato Indígena: Abaré, Banzaê, Euclides da Cunha, Glória, Ilhéus, Pau Brasil, Porto Seguro, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Rodelas e Santa Cruz Cabrália.

Artesanato Mineral: Andaraí, Bom Jesus da Lapa, Brumado, Campo Formoso, Caetité, Iraquara, Lençóis, Lauro de Freitas, Morro do Chapéu, Macaúbas e Salvador.

Bordado: Aporá, Dário Meira, Camaçari, Guanambi, Inhambupe, Itaberaba, Morro do Chapéu, Nova Soure, Retirolândia, Rio de Contas e Salvador.

Cerâmica: Andorinha, Aratuípe, Barra, Belmonte, Cachoeira, Caetité, Condeúba, Feira de Santana, Ibitiara, Ibirataia, Irará, Itabuna, Itagi, Itiúba, Lençóis, Livramento, Macaúbas, Maragojipe (Coqueiros), Monte Santo, Rio de Contas, Rio Real, Rio de Antônio, Seabra e Salvador.

Cestaria e Trançado: Araci, Barreiras, Cairu, Camaçari, Cipó, Conceição do Coité, Entre Rios, Iaçu, Irará, Itiúba, Jaguariri, Laje, Mata de São João, Nova Fátima, Salvador, Santa Brígida, Saubara, Seabra, Valente, Vera Cruz, Entre Rios (Massarandupió, Porto de Sauípe), Mata de São João (Diogo, Curralinho, V. Sauípe) e Vera Cruz (Jiribatuba). Couro: Ipirá, Feira de Santana e Tucano.

Couro: tendo o município de Ipira como referência, onde se produz cerca de 80% de todos os produtos oriundos do couro, notadamente nos distritos de Malhador, Rio do Peixe e Umburanas, também são produzidos em Baixa Grande, Pintadas, Feira de Santana e Tucano.

Instrumentos Musicais: Salvador e Simões Filho.

Madeira: Bom Jesus da Lapa, Cachoeira, Dário Meira, Feira de Santana, Gandu, Jaguaquara, Jaguarari, Juazeiro, Laje, Nova Viçosa, Paramirim, Rio de Contas, Salvador, Santa Brígida, Santa Maria da Vitória e Valença.

Metal: Canavieiras, Lençóis, Rio de Contas e Salvador.

Releitura de Materiais: Andaraí, Catu, Dário Meira, Itaparica, Itaquara, Juazeiro, Maraú, Morro do Chapéu, Nova Soure, Salvador e Santa Cruz Cabrália.

Renda: Paulo Afonso, Salvador (Ilha de Maré) e Saubara.

Tecelagem: Cipó, Guanambi, Nova Soure, Paramirim, Paulo Afonso, Ribeira do Amparo, Rodelas, Salvador e Simões Filho.


A arte de Maragojipinho


Um capítulo à parte quando falamos em artesanato em cerâmica, Maragogipinho é um distrito de Aratuípe. A produção de cerâmica, conhecida como das mais bonitas da região, chega de 700 a 1.200 caxixis – cestos entrelaçados, preenchidos com pequenas contas, conchas, pedras ou feijões – por dia. Talhas, porrões, moringas, louças diversas e objetos de decoração, feitos em torno manual e assados em forno, também artesanal, mantêm viva a tradição de confeccionar peças em barro. Quem quiser visitar as olarias, elas se localizam à margem do rio Jaguaripe, entrecortado por manguezais.

Uma das mais tradicionais manifestações culturais do Estado, a Feira dos Caxixis, em Nazaré das Farinhas, com mais de dois séculos de edições ininterruptas, é alimentada pelo artesanato de Maragogipinho, que exibem durante a Semana Santana, todos os anos, a arte dos ceramistas que são expressas em espécimes simples, como os famosos cofrinhos em forma de porco, até peças mais trabalhadas como as mulheres que decoram espaços nobres Brasil afora.

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