sexta-feira, 20 de novembro de 2015

“Mangás” eróticos com crianças geram debate sobre liberdade de expressão no Japão mas serve de alerta para toda a sociedade



Uma discussão tem dado o que falar no país do sol Nascente: os famosos quadrinhos japoneses, conhecidos como mangás, voltados para adultos têm gerado debates no Japão sobre os limites entre liberdade de expressão artística e pedofilia
A polêmica começou há algumas semanas quando a relatora especial da ONU para tráfico de menores e prostituição e pornografia infantis, Maud de Boer-Buquicchio, pediu que esse tipo de material fosse banido no Japão.
No ano passado, o governo japonês decretou uma lei que proíbe e penaliza a posse de fotos e vídeos abusivos de menores. Mas, para a relatora da ONU, ainda existem brechas que permitem a exploração infantil, como é o caso dos mangás eróticos.

Quadrinhos

Apesar das leis e das restrições, a grande discussão gira mesmo em torno dos mangás. A maioria dos desenhistas e criadores de animes (desenhos animados japoneses) é contra a ideia de proibir a divulgação de algum tipo de sexualização infantil, sempre utilizando o mote da ‘liberdade de expressão’.

Para eles, desenhos são representações ficcionais, criações artísticas, e não registros de abuso infantil, como fotos de pedofilia.

“Proibir o material ficcional porque ele pode incentivar as pessoas a realizar atos criminosos limita não só severamente a liberdade de expressão, mas pressupõe que as pessoas não devam ter livre arbítrio”, argumentam os defensores dos mangás.

Opinião do Artecultural
A grande fundamental questão é: ‘onde termina a liberdade de expressão e onde começa a exploração de material erótico infantil?’ Em mundo onde as crianças têm acesso a tantas informações, esse tipo de material é realmente válido? 
A proibição dele fere realmente a liberdade de expressão ou protege as nossas crianças contra uma exposição erótica cada vez mais avassaladora e permissiva?

São questões para a sociedade moderna discutir, avaliar e sopesar prós e contras desse tipo de material e se ele deve ter realmente livre circulação.

Euriques Carneiro

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