quarta-feira, 25 de novembro de 2015

As cores e os sabores da deliciosa culinária Nordestina



De Alagoas a Sergipe, passando por Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, e Rio Grande do Norte e Sergipe, a região Nordeste possui uma culinária bem variada, sob influência européia, africana e indígena e carrega, de forma injusta, a fama de calórica e indigesta para estômagos mais sensíveis

Em geral, os alimentos que possuem mais a “cara” do Nordeste são os frutos do mar, milho verde e seus derivados (pipoca, cuscuz, bolo de milho, mugunzá, pamonha, canjica, entre outros), batata doce, macaxeira, água de coco, carne de sol, arroz doce, moquecas, vatapá, buchada, sarapatel, farinha, queijo coalho, feijão verde, caranguejo, panelada, manteiga de garrafa, coalhada, castanha, pudim.

As frutas que predominam a região são: sapoti, pitanga, graviola, cajá, caju, acerola, tamarindo, manga, goiaba, entre outros. A região também é conhecida por fabricar doces como: ambrosia, doce de carambola, pitomba, cocada, compotas de caju, manga, goiaba e doces de casca de laranja, limão e etc.

E os temperos? Comida nordestina possui sempre seus temperos peculiares, como pimenta de cheiro, pimentão verde, tomate, cheiro verde, alho, pimenta, cebola, além dos toques com leite de coco e o azeite de dendê. 


Benefícios da culinária nordestina

Em destaque, os frutos do mar (peixes, camarões, siris, lulas, polvos, ostras, mariscos e mexilhões) fortalecem o sistema imunológico, contribuem para a redução dos níveis de colesterol, previnem contra a demência, evitam o diabetes, diminuem as chances de depressão, ajudam na formação dos músculos e protegem contra doenças cardiovasculares. 

O ômega 3, por sinal, é a grande estrela quando se trata das maravilhas vindas do mar. Esse tipo de ácido graxo, encontrado principalmente nos habitantes de água fria, como salmão, atum, sardinha, arenque, anchova, tainha, bacalhau e truta, promove uma faxina geral nas artérias. Além disso, faz o coração bater forte porque aumenta o colesterol bom (HDL) e reduz o ruim (LDL). E ainda diminui o índice de triglicérides e a pressão sanguínea, prevenindo contra aterosclerose, infarto e derrame.

Outro alimento que merece destaque é o milho, um cereal rico em carboidratos e uma ótima fonte de energia. Ao contrário do que muitos pensam, mesmo quem está de dieta precisa de doses adequadas deste nutriente, principalmente dos chamados carboidratos complexos, como o milho, que alivia a vontade de comer doces. Além disso o milho é rico em vitamina B1 (tiamina), conhecida como a vitamina da memória por participar dos impulsos nervosos que fazem as transmissões entre neurônios. O milho é fonte de fibras que são aliadas do funcionamento intestinal, controle do colesterol e aumento da saciedade. Sem contar que não contém glúten, sendo uma opção adequada para quem tem sensibilidade ao nutriente ou doença celíaca.
Estrela da companhia
Consumida de norte a sul doa país, a água de coco é rica em vitaminas, minerais, aminoácidos, carboidratos, antioxidantes, enzimas e outros fitonutrientes que ajudam o corpo a funcionar com mais eficiência. Seu conteúdo eletrolítico (mineral iônico) semelhante ao plasma humano garantiu-lhe o reconhecimento internacional como melhor reidratante oral. Após a prática do esporte, em um fim de tarde, acompanhando refeições, enfim, a água de coco é sempre bem vinda e não tem contra-indicação.

A castanha, - de caju ou do Pará, - é um fruto seco oleaginoso, de sabor doce e agradável, rica em ácidos graxos não saturados como o oléico e linoléico, além de vitaminas como B1e B2 e ácido pantatênico. Mais do que isso, esse fruto seco é rico em potássio, fósforo e zinco, com maior destaque, em magnésio e ferro.
Cuidados que devem ser observados

De acordo com a forma de preparo, os pratos nordestinos podem adquirir nível calórico, necessitando controle no consumo para não extrapolar nas quantidades, mas vale destacar que a forma de preparação influencia muito na quantidade de calorias dos alimentos. O ideal é o consumo de grelhados ou assados, de preferência acompanhados de molhos leves, arroz, purês e vegetais. Mudar a forma de preparo de alguns pratos, substituindo ingredientes que darão maiores benefícios pode ser uma dica para quem não abre mão de um verdadeiro e inigualavelmente saboroso prato nordestino.

Os temperos e pimenta são carregados nos pratos, mas é perfeitamente possível dosar os ingredientes e evitar os exageros. Um dos itens inevitáveis no preparo dos frutos do mar, - notadamente na Bahia, - é o azeite de dendê mas, quando utilizado em doses comedidas, longe de fazer mal, traz benefícios ao coração.

Raciocínio idêntico para outros pratos da culinária nordestina, onde é perfeitamente possível reduzir ao máximo a gordura dos ingredientes, bem como substituir o óleo de soja, por exemplo, pelo de caroço de algodão, canola ou milho. Resumindo: pode-se consumir os pratos da culinária nordestina reduzindo-se as calorias e os excessos de gordura, apenas mudando a forma de preparo, mas sem alterar o sabor.

Bom apetite!


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!