domingo, 15 de novembro de 2015

A Guarda Suíça, o menor exército do mundo, protege o Sumo Pontífice e ele é letal, se necessário for





 
Quem já viu alguma visita do Papa pelo mundo afora, deve ter reparado em um grupo de guardas que parecem ter saído do túnel do tempo ou de algum festival temático da Renascença. Estamos falando da Guarda Suíça, a força militar de elite com mais de 500 anos de história, composta por ex-soldados suíços treinados para proteger o líder da igreja católica e, além de bem treinados, eles têm uma das melhores coleções de armas de fogo no planeta para garantir a segurança de Sua Santidade

Mas para entender o porquê dessa escolha, devemos voltar à época do Renascimento e aos motivos que em 22 de janeiro de 1506 levaram o Papa Júlio II a trazer para Roma os soldados suíços: por sua fortaleza, por seus sentimentos nobres e lealdade proverbial, eram considerados invencíveis.

O grande historiador latino Tácito, muitos séculos antes, havia dito a seguinte frase: “Os helvéticos são guerreiros, famosos pela bravura de seus soldados.”

O Estado da Cidade do Vaticano tem sua própria bandeira e também um hino oficial, que desde 16 de outubro de 1949, por ordem do Papa Pio XII, é a Marcha Pontifícia composta pelo celebre músico católico francês e devoto Charles Gounod (1818-1893), famoso por suas composições musicais e, em particular, pela ópera lirica Faust e a bela Ave Maria.

Mas a guarda é suíça e o seu uniforme atual foi criado pelo coronel Jules Reponds (advogado do cantão de Fribourg) comandante do corpo no início de 1900. Baseia-se em pinturas do famoso pintor Raffaello. Não é absolutamente verdade, portanto, a teoria da criação de uniformes criados por Michelangelo, é pura lenda. E olha que até eu acreditava nessa história!

Porque ser um Guarda Suíço

E o que leva um jovem a escolher um trabalho como esse? Não pense que por super salário! Segundo uma entrevista recente do comandante do Corpo da Guarda Suíça, Theodor Elamar Mader, as razões são várias: uma das principais, é a aventura, como há 500 anos. Estes jovens entram em contato com uma nova língua, uma nova cultura, devem conviver com outros militares e aprofundar a própria fé. 

O ambiente internacional do Vaticano favorece a um grande amadurecimento durante os 25 meses de estadia desses jovens no lugar. A principal razão portanto, não é definitivamente o salário, e nunca foi, já que ganham pouco em relação aos salários da Suíça.

Saliente-se ainda que a Guarda Suíça não se limita àqueles soldados que você vê na entrada do vaticano, eles acompanham o papa em todos os lugares. Aqueles homens que ficam em torno ao carro papal vestidos de terno e gravata durante as visitas do papa, são também Guarda Suíça.

Pré-requisitos

E para fazer parte da Guarda Suíça, é necessário ter os seguintes requisitos: ser cidadão suíço e ter concluído a escola de recrutas (4 meses) na Suíça, ser de fé católica com a prática religiosa comprovada, ter no mínimo 1,74 m, ser solteiro, ter uma reputação irrepreensível, ter concluído o segundo grau, ter um certificado de capacidade profissional e uma idade entre 19 e 30 anos. O serviço da Guarda Suíça Papal não é considerado um serviço militar. No seu regresso a casa, o ex-guarda, deve cumprir o serviço restante até a idade de 32 anos.

A data do juramento da Guarda Suíça no Vaticano recorda o Sacco di Roma (o Saque de Roma) no dia 06 de maio de 1527 e que fez 147 vítimas.

Todos os anos, neste dia os novos recrutas fazem o seu juramento solene. A cerimônia é realizada em presença de personalidades religiosas do Vaticano, representantes políticos e militares da Confederação Suíça, parentes, amigos e simpatizantes que ajudam. Prometem fidelidade, obediência, respeito, dedicação e proteção dando a própria vida.

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