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domingo, 4 de outubro de 2015

Para quem já cansou dos destinos tradicionais, Marselha e suas maravilhosas calanques é um paraíso no mediterrâneo provençal



Existem várias razões para se visitar Marseille e uma delas é o Parque Nacional das Calanques. Para quem não sabe o que são ‘calanques’, são acidentes geográficos provocados pelo Mar Mediterrâneo em contato com rochas calcárias, formando enseadas e escarpas

Ao longo do litoral entre Marseille e Cassis, e estendendo-se até a cidade de La Ciotat, o relevo acidentado de paredões de falésias calcárias que invadem o azul do mediterrâneo compõe uma paisagem digna de deixar qualquer pessoa de queixo caído em qualquer estação do ano: trata-se do Parque Nacional das Calanques, criado em abril de 2012 depois de quase um século de discussões, projetos e estudos para viabilizar a proteção da área de 8500 hectares terrestres e 43500 hectares marinhos, e este misto de proteção marinha e terrestre faz dele o único parque natural do gênero na Europa.

Assim, o acesso ao Parque pode ser feito por via terrestre ou marítima, com passeios de barco que saem dos portos de Marseille e Cassis e que tem duração variada entre 45 minutos e 3 horas. Pode-se escolher a via terrestre pra acessar as praias escondidas no meio das falésias, e a escolha é grande: são 160 km de trilhas balizadas que podem ser percorridas dentro do parque, e a caminhada é devidamente recompensada, seja com um mergulho refrescante nas águas do mediterrâneo, seja com a vista de uma paisagem magnífica pra quem escolhe percorrer as trilhas em períodos menos favoráveis ao banho de mar.


É possível ver os traços dessa exploração abandonada há tempos, e o produto dali extraído pode ser visto nos portos de Marseille e Cassis, assim como em Nova York, sob os pés da estátua da Liberdade. Chegando ao final da península, temos a vista pras praias do centro de Cassis, o porto e também o Cap Canaille, a mais alta falésia da Europa. Do outro lado da península a vista é pra calanque de Port Miou, primeira das calanques que tem acesso regulamentado e da qual partem trilhas pras demais, e que vai ser o ponto de referência pro tempo gasto pra chegar às seguintes: Port Pin e En Vau.

Calanque de Port Pin
O caminho que leva de Port Miou a Port Pin é relativamente tranquilo, e é bastante comum ver famílias com crianças pequenas a percorrê-lo. Entretanto, é preciso ter em mente que em determinados pontos da trilha precisaremos descer ou subir encostas com pedras um pouco escorregadias, por isso é importante pensar em usar um calçado apropriado e confortável (havaianas e afins são altamente inapropriadas pra caminhada em questão, leve na mochila). A caminhada até Port Pin dura cerca de 40 minutos, e alguns trechos com subidas e descidas podem nos levar a diminuir o ritmo, principalmente quando as temperaturas são elevadas

Calanque d'en Vau

Essa é para quem gosta de aventuras radicais: vale à pena caminhar uma hora e meia, descer uma pirambeira praticamente agachados, e pensar na volta pelo mesmo caminho, tudo isso pra ir à praia? Em se tratando da Calanque d'en Vau, vale levar pra casa hematomas e arranhões nas pernas, com certeza. Mas a recompensa vem na forma de um mergulho em um mar relativamente convidativo afinal, a água com temperatura em torno dos 20° é lucro, depois de uma hora e meia de caminhada ininterrupta.


As trilhas são indicadas com traços coloridos e, após escolher uma cor. A trilha azul é a mais bonita, pois ela segue a borda das calanques e em vários pontos é possível ver o azul impressionante do mediterrâneo. Na volta, novamente o panorama do Cap Canaille impressiona, principalmente porque desta vez o sol ilumina cada detalhe dos milhões de anos de história do planeta nele registrados. As falésias contam a história do planeta de uma bela forma, e os geólogos são uns privilegiados por saberem decifrá-la.

Do estacionamento até a calanque são 4,3km de distância percorridos em cerca de 50 minutos de caminhada, mas muitas famílias não se importam, e sempre vemos crianças e bebês na praia d'en Vau.


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