domingo, 11 de outubro de 2015

O longa “Peter Pan” estreou com grande expectativa mas na primeira semana sua bilheteria ficou bem atrás de “Perdido em Marte”



Joe Wright foi uma escolha curiosa para a direção deste novo Peter Pan. (Re)conhecido por dramas de época de estilo clássico, ele apresentou uma mudança na carreira em sua versão de Anna Karenina, graças a um apurado e muito bem executado design de produção que encheu os olhos dos espectadores – e ainda rendeu uma indicação ao Oscar 

Percebendo o talento do diretor no desenvolvimento de um mundo repleto de imaginação, os executivos da Warner foram atrás dele para capitanear mais uma proposta de franquia: o prelúdio de Peter Pan. Wright topou, mesmo sem jamais ter dirigido um blockbuster. Ao assistir o primeiro filme de uma esperada trilogia, pode-se perceber que ele sabia muito bem aonde estava se metendo.

Com a mítica Terra do Nunca em mãos, Wright não se limitou a simplesmente replicar conceitos e ideias já vistos tanto no livro de J.M. Barrie quanto nas incontáveis versões feitas para o cinema. Por mais que estejam lá elementos como o crocodilo Tic-tac, as sereias e as fadas, todos foram recriados de forma que sejam reconhecidos, mas não sejam exatamente iguais à figura presente no imaginário coletivo.

Como um verdadeiro carnavalesco, Wright habilmente divide Peter Pan em camadas que se transformam ao longo do desfile nas telonas. São várias as técnicas exploradas, desde a fotografia cinzenta para retratar a Londres da Segunda Guerra Mundial à animação que serve para contar a história pregressa da mãe de Peter. 

A ação ganha espaço na empolgante – e surreal - perseguição do navio voador pirata por caças britânicos e também na fuga dos ainda amigos Peter e Gancho, com direito à queda livre de um teleférico amplificada pelo 3D. Este, por sinal, é outra característica relevante de Peter Pan: o bom uso do 3D, com sequências inteiras pensadas e rodadas de forma a explorar a sensação de profundidade que o efeito oferece. 

O melhor exemplo é o momento em que Hugh Jackman saca um bastão rumo ao público, que ainda pode acompanhar a queda vertiginosa de uma bomba.

Bilheteria

Apesar da campanha de lançamento de Peter Pan, Perdido em Marte não deu chance para o maior lançamento da semana e manteve a liderança nas bilheterias norte-americanas. Em sua segunda semana, a ficção científica estrelada por Matt Damon fez mais US$ 37 milhões, elevando seu total para US$ 108,2 milhões nos EUA.

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