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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos | Palco do sincretismo religioso que é a verdadeira identidade de Salvador BA





Um verdadeiro tesouro cultural de Salvador, a Igreja do século XVIII construída por negros escravos da Irmandade do mesmo nome, ostenta notável frontaria em estilo rococó e altares neoclássicos e era onde se fazia o velório dos membros das seitas afro-brasileiras
 

A construção da igreja levou quase todo o século 18 para ser concluída – ela foi erguida pelos membros da Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Pretos do Pelourinho, escravos que só podiam trabalhar na obra em seus momentos de folga. Finalizada em 1796, é um dos marcos do Centro Histórico, com torres de influência indiana e fachada em estilo rococó. Em uma época em que não era permitida a presença de negros nas igrejas de Salvador, o tempo representou o resgate da fé e local onde era professada na sua plenitude por escravos e seus descendentes.

A principal atração é a missa de domingo, às 10h, que apresenta cânticos acompanhados por instrumentos africanos como atabaques, agogôs, tamborins e repiques, além de incenso perfumando o ambiente, sendo uma das maiores expressões do sincretismo baiano. Para os que preferem o final da tarde, há uma segunda celebração às terças-feiras, às 18h.

Venerável Ordem Terceira


A Venerável Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo, ereta canonicamente na Capital do Estado da Bahia, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Praça José de Alencar, s/nº, Pelourinho, foi fundada no ano de 1685 e elevada à categoria de Ordem Terceira em 02 de julho de 1899.

Trata-se de uma associação religiosa, sem fins lucrativos, de pessoas católicas de ambos os sexos, de cor negra, de conduta ilibada e que praticam como bons cristãos os mandamentos de Deus e da Igreja. Ao longo do tempo esta Irmandade acabou por adquirir um cunho cultural, já que sempre foi um espaço de fortalecimento de identidade e preservação da cultura afro – brasileira.

Atração turística

A igreja do Rosário dos Pretos atrai turistas dos mais diversos países, principalmente durante o verão. Segundo o prior Ubirajara as legendas bilíngues visam atender públicos diversos. “Desde junho deste ano (2012) mais de seis mil visitantes passaram por aqui, entre brasileiros, franceses, americanos, espanhóis e portugueses”, diz.

Sincretismo religioso


No último domingo de outubro acontece uma das missas mais bonitas do ano em Salvador. A festa se estende por quase uma semana de celebrações, ao som de atabaques, perfume do incenso e oferendas bem incomuns, uma das mais simbólicas irmandades da cidade celebram o dia da Virgem do Rosário, os 328 anos da própria Irmandade dos Homens Pretos e os 309 anos da construção da igreja.

Dos atabaques às oferendas, dos santos negros às datas comemorativas, a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos é um lugar de fé, mistérios e muito respeito. Ao longo do ano, em todas as semanas existem motivos para celebração.

Na sua história, conta-se que nossos antepassados negros tinham especial devoção pela Nossa Senhora do Rosário. Registros indicam a predileção pela Virgem Maria, com pedidos contra todo o sofrimento causado pela escravidão. Ao mesmo tempo, os santos negros – Antonio de Categeró, Benedito, Elesbão e Ilfigênia – são tradicionalmente prestigiados pelas comunidades negras brasileiras desde o tempo colonial.

Já Santa Bárbara chegou à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em 1987 e representa um elemento afro-baiano importante para nossa cidade, já que no sincretismo, a santa é Iansã.

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