sábado, 31 de outubro de 2015

Homenagens a Carlos Drummond de Andrade marcam o Dia Nacional da Poesia



Leitura de obras de Carlos Drummond de Andrade, palestras, oficinas e filmes vão marcar o Dia Nacional da Poesia, neste sábado, 31 de outubro, data em que se comemora o aniversário do poeta. As comemorações fazem parte do encerramento da 14ª edição da Semana Drummondiana, realizada pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) em Itabira

A programação do Dia Nacional da Poesia está recheada de homenagens a um dos maiores poetas brasileira. Os eventos são quase todos gratuitos e incluem: exibição do filme “Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade – uma leitura”; oficinas de decoupage “Todas as Rosas” (para jovens e adultos) e a de pintura (para crianças de 6 a 8 anos).

Homenagens

A leitura do roteiro do livro “A Rosa do Povo”, que completa 70 anos, também faz parte das homenagens. Ainda estão na lista o concurso de poesia – “Itabira, seu nome é poesia” e a entrega do Selo Dia Nacional da Poesia.

Mais detalhes da programação no site da Fundação Carlos Drummond de Andrade.

Primeiro Dia Nacional da Poesia

A Semana Drummondiana, que começou na última quarta-feira, acontece há 14 anos, mas somente este ano foi estabelecida a lei federal que torna 31 de outubro o Dia Nacional da Poesia. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade.

Este, portanto, é o primeiro ano em que se comemora oficialmente o dia da poesia. Para marcar o momento, o secretário de Estado da Cultura, Angelo Oswaldo, participará de uma solenidade em Itabira e entregará um selo simbólico em comemoração à data.

A vida do poeta e cronista
Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros, estudou em Belo Horizonte, onde também começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que reunia conhecidos jornalistas e escritores mineiros expoentes do movimento modernista.

Pressionado pela família, Drummond formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto, em 1925. Não seguiu a carreira. Ingressou no serviço público e, em 1934, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete do amigo Gustavo Capanema, então ministro da Educação. Em 1945, passou a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional até se aposentar em 1962.

Ao longo de sua carreira como escritor, lançou dezenas de livros de prosa, verso, contos e ensaios. Teve seu título traduzido para diversas línguas e levou a poesia mineira para muito além das fronteiras brasileiras. Drummond foi o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo. Além disso, foi tradutor de autores estrangeiros: Balzac, Marcel Proust, García Lorca e Molière.

Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987, 12 dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

“Se eu gosto de poesia?

Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida nisso tudo”

(Carlos Drummond de Andrade em 'Procura da poesia')

Referência: De Fato ON LINE

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