sábado, 31 de outubro de 2015

Homenagens a Carlos Drummond de Andrade marcam o Dia Nacional da Poesia



Leitura de obras de Carlos Drummond de Andrade, palestras, oficinas e filmes vão marcar o Dia Nacional da Poesia, neste sábado, 31 de outubro, data em que se comemora o aniversário do poeta. As comemorações fazem parte do encerramento da 14ª edição da Semana Drummondiana, realizada pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) em Itabira

A programação do Dia Nacional da Poesia está recheada de homenagens a um dos maiores poetas brasileira. Os eventos são quase todos gratuitos e incluem: exibição do filme “Vida e verso de Carlos Drummond de Andrade – uma leitura”; oficinas de decoupage “Todas as Rosas” (para jovens e adultos) e a de pintura (para crianças de 6 a 8 anos).

Homenagens

A leitura do roteiro do livro “A Rosa do Povo”, que completa 70 anos, também faz parte das homenagens. Ainda estão na lista o concurso de poesia – “Itabira, seu nome é poesia” e a entrega do Selo Dia Nacional da Poesia.

Mais detalhes da programação no site da Fundação Carlos Drummond de Andrade.

Primeiro Dia Nacional da Poesia

A Semana Drummondiana, que começou na última quarta-feira, acontece há 14 anos, mas somente este ano foi estabelecida a lei federal que torna 31 de outubro o Dia Nacional da Poesia. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade.

Este, portanto, é o primeiro ano em que se comemora oficialmente o dia da poesia. Para marcar o momento, o secretário de Estado da Cultura, Angelo Oswaldo, participará de uma solenidade em Itabira e entregará um selo simbólico em comemoração à data.

A vida do poeta e cronista
Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros, estudou em Belo Horizonte, onde também começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que reunia conhecidos jornalistas e escritores mineiros expoentes do movimento modernista.

Pressionado pela família, Drummond formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto, em 1925. Não seguiu a carreira. Ingressou no serviço público e, em 1934, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete do amigo Gustavo Capanema, então ministro da Educação. Em 1945, passou a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional até se aposentar em 1962.

Ao longo de sua carreira como escritor, lançou dezenas de livros de prosa, verso, contos e ensaios. Teve seu título traduzido para diversas línguas e levou a poesia mineira para muito além das fronteiras brasileiras. Drummond foi o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo. Além disso, foi tradutor de autores estrangeiros: Balzac, Marcel Proust, García Lorca e Molière.

Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro, no dia 17 de agosto de 1987, 12 dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

“Se eu gosto de poesia?

Gosto de gente, bichos, plantas, lugares, chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor. Acho que a poesia está contida nisso tudo”

(Carlos Drummond de Andrade em 'Procura da poesia')

Referência: De Fato ON LINE

Na bela e acolhedora Campos do Jordão, a Pousada Savoy se destaca por encantar o cliente


 



Quem disse que, para encantar o hóspede é necessário que o hotel disponha de instalações suntuosas e requintadas? Vale muito mais o mimo de chegar no quarto e encontrar um lindo papel timbrado do estabelecimento, com uma mensagem de boas vindas escrita do próprio punho
 


Em uma das cidades mais encantadoras do Brasil, é possível dispor de um lugar tranquilo, charmoso e com vista para as montanhas, um quarto espaçoso e aconchegante onde se pode acordar com a trilha sonora do canto dos pássaros em meio a Serra da Mantiqueira e um gostoso café da manhã sem exageros, mas que agrada em cheio ao hóspede.

Estamos falando da Pousada Savoy, localizada em região tranquila, próxima ao local onde tudo acontece em Campos do Jordão: o Capivari. A entrada poderia ser melhor sinalizada pois, à noite, não é fácil ler o letreiro em cor escura e sem iluminação. Nada de luxo, mas de um bom gosto elogiável, desde o jardim com espreguiçadeiras e vista para as montanhas, até a sala de estar e o salão de jogos com uma legitima mesa de sinuca Wurttemberg profissional, DVDteca com mil itens, passando pelo chá da tarde com bolos e biscoitos.

Acomodações


Os quartos são dignos de destaque por dispor de itens que não são vistos sequer nas grandes redes hoteleiras, como a decoração em estilo provençal, dupla ducha, dupla pia, aquecedor portátil, lençol térmico, closet e aquecimento do piso do banheiro. Não são todos, mas alguns quartos oferecem uma belíssima vista para a Serra da Mantiqueira.

Querem mais uma demonstração de que o importante é agradar o cliente? o hotel dispõe de espaço intimista e super aconchegante para que os hóspedes possam degustar uma boa garrafa de vinho, por exemplo. E mais: você não é obrigado a adquirir a bebida na pousada; pode comprá-la onde quiser e vir sorvê-la no espaço pois a Savoy não cobra a "taxa de rolha".

Some-se a isso, a atenção e o carinho que é dispensado pelo staff da pousada. Pouco adiantaria os itens materiais diferenciados se eles não estivessem aliados ao padrão classe A de atendimento de todo o pessoal.

Deslocamento


Só um lembrete para quem for utilizar os excelentes serviços da Savoy: se você não estiver de carro, prepare-se para um despesa extra de taxi pois a distancia da pousada para as atrações de Campos do Jordão é considerável e não é possível fazer o trajeto a pé, para os pontos turísticos da cidade

O que fiz questão de demonstrar nessa matéria é que não basta itens de luxo, requinte e conforto para agradar e, mais que isso encantar o cliente. Para esse enlevo, conta muito mais os detalhes, - imagine um café de manhã que se estende até o meio dia, - e o toque especial de atenção para com o hóspede, fazendo-o sentir-se como a razão de ser do estabelecimento. 

Já escrevi nesse espaço sobre o Hotel Bourbon Ibirapuera SP, que apesar dos itens de conforto que oferece, cobra extra do cliente se ele preferir ovos fritos ao invés de mexidos, ou um prosaico suco de laranja, só porque não consta do cardápio usual do café da manhã do hotel. Aí o estabelecimento prima por itens de conforto, cobra uma diária compatível com o luxo que oferece e joga tudo por terra ao cobrar por dois itens que, somados, não atingem o custo de R$ 10,00. É o famoso tiro no pé!

Euriques Carneiro

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Uma tradição secular e difundida no mundo inteiro: os relógios suíços



Há séculos, a Suíça é famosa pelos seus relógios, mas nem sempre foi assim pois, quando a medição do tempo começou no século XIV, a Suíça estava muito atrás do seu tempo


A tradição dos relógios suíços teve início quando os refugiados huguenotes trouxeram a fabricação de relógios portáteis para Genebra na segunda metade do século XVI, que foi quando a relojoaria também começou a se difundir na Suíça. Nestes anos, a economia floresceu em Genebra, a cidade de Calvino.

E já que tudo no país funciona perfeitamente, como um legítimo relógio suíço, por lá, perder hora é um pecado imperdoável. O país que notabilizou-se pela qualidade dos seus relógios e as melhores marcas do mundo estão lá. Em Genebra, tem relógio de todo tipo, até de flores. A cidade é considerada a capital mundial desse acessório.

A vocação teve impulso no século 16, quando os ares da reforma protestante chegaram por lá. O movimento que contestou as bases do catolicismo proibiu o uso de jóias e, para os trabalhadores joalheiros, restou migrar para o ramo de relógios. Hoje, a cidade abriga fábricas das marcas mais cobiçadas do mundo. Os produtos feitos lá podem ser apreciados nas vitrines. É só dar uma voltinha pelas principais ruas do comércio local.

Custos


A fábrica da Custos é nova, foi fundada em 2005. Fica no tradicional bairro de São Gervásio, onde nasceu a indústria relojoeira de Genebra. Tradição unida com modernidade, diz um dos fundadores. Formado em engenharia micromecânica, Antonio Terranova é responsável pelo desenvolvimento das tecnologias embutidas em cada relógio.

São 35 funcionários, 80% deles portugueses. Eles fazem entre 1,5 mil e 2,5 mil relógios por ano. Um produto relativamente raro, feito com paciência e precisão. A diferença se reflete no tempo de trabalho: nas grandes fábricas, um relógio é concluído em 20 minutos; na Custos, leva quatro horas - 80% do trabalho são feitos de modo artesanal, o que significa foco nos detalhes.

É preciso mesmo ter atenção para trabalhar com peças tão pequenas. São de tungstênio, titânio, aço, vidro e pedras como safira e rubi. O resultado de tanta perícia é um produto que mistura performance, eficácia, elegância e precisão. Os relógios da Custos chegam a valer US$ 350 mil.

Show à parte


Na capital Berna, a precisão dos relógios virou atração. A torre do relógio fica na principal rua do centro histórico. Serve como uma fronteira entre passado e presente. A cada hora, pessoas de todo o mundo param para assistir a um show que atravessou séculos. Mas para conhecer melhor essa história é preciso subir escadas.

Num país conhecido pela pontualidade e pela fama de seus relógios, talvez nenhum outro local seja tão importante neste quesito do que o coração da torre, onde fica o maior relógio da Suíça. Acredite: o mecanismo está lá desde 1530. Isto significa que o pêndulo está balançando há quase 500 anos. Cada engrenagem tem uma função, algumas para marcar os minutos e as horas, outras para movimentar cada personagem do relógio.


Quartzo ignorado


Mas a maior revolução do século XX na relojoaria passou pela Suíça sem deixar sinais. Apesar de o primeiro relógio de quartzo ter sido desenvolvido em 1967 no Centre Electronique Horloger (CEH – Centro de Relógios Eletrônicos) em Neuchâtel, as empresas suíças perderam a oportunidade de ganhar dinheiro com a inovação. O desenvolvimento posterior foi deixado nas mãos de outros. 

Principalmente os japoneses e os americanos se empenharam muito, enquanto os suíços mobilizaram suas forças no desenvolvimento e no aperfeiçoamento dos relógios mecânicos. Quando o desenvolvimento dos relógios de quartzo fez cair drasticamente a procura por relógios tradicionais, nos meados dos anos 70 parecia que tinha chegado a derradeira hora da relojoaria suíça.

Mas a indústria suíça deu a volta por cima e, 30 anos após a crise, a transformação na relojoaria nacional suíça foi bem-sucedida e a relojoaria é, de novo, um dos ramos econômicos mais prósperos do país.


Feriadão | A Bahia oferece as mais diversas opções de passeios, da sua extensa orla à Chapada Diamantina



O feriado de 2 de novembro (Dia de Finados), que este ano cai numa segunda-feira, é mais uma oportunidade para conhecer ou rever a Bahia. Conheça todas as regiões e atrativos deste belo estado e escolha para onde será a sua viagem neste feriadão
O feriado de 2 de novembro - Dia de Finados - que este ano cai em uma segunda-feira, é mais uma oportunidade para conhecer ou rever a Bahia. O quinto estado brasileiro em extensão (aproximadamente 565 mil km²) e 1.183 quilômetros de litoral tem opções variadas para a viagem de três noites. Em pelo menos dois destinos o passeio pode até ser temático, com visitas a atrações que apresentam a “arte cemiterial”, como o Circuito Cultural do Campo Santo (esculturas de mármore e túmulos de vultos históricos, a exemplo do poeta Castro Alves), em Salvador, e o cemitério Bizantino de Mucugê, na Chapada Diamantina.

Em Salvador, outra dica é comemorar os 514 anos descobrimento da Baía de Todos-os-Santos pelo navegador Américo Vespúcio (1º de novembro de 1501), em um passeio de barco em direção às ilhas. A escuna sai do Centro Náutico, defronte ao Mercado Modelo, no Comércio, passando pelo Forte de São Marcelo, Península de Itapagipe (vista da Igreja do Bonfim, forte e igreja do Monte Serrat), ilhas dos Frades e de Itaparica. O passeio tem preços a partir de R$ 65 por pessoa (grupos).


No Litoral Norte da Bahia, a partir de 50 quilômetros de distância de Salvador, há oferta de esportes náuticos, spas e mais praias. Em Praia do Forte, no início de novembro, as tartarugas marinhas começam a chegar para a desova. Os passeios de observação são monitorados por técnicos do Projeto Tamar. Há a opção de conhecer exemplares na sede do projeto, onde alguns animais são mantidos temporariamente em tanques para observação. Uma vantagem da região é a variedade de resorts e pousadas, desde exclusiva e charmosíssima Guarajuba (a 40 quilômetros de Salvador) até o complexo hoteleiro da Costa do Sauípe.

Boa parte dos principais destinos turísticos da Bahia fica próxima a Salvador ou a cidades com boa infraestrutura, como Ilhéus e Porto Seguro, e o conforto de aeroportos, ideal para quem quer aproveitar ao máximo cada minuto de folga. Destinos mais sofisticados ou mais procurados, como a Ilha de Comandatuba, em Una (Costa do Cacau), ou o Morro de São Paulo, arquipélago de Tinharé, em Cairu (Costa do Dendê), possuem aeroportos próprios.


Das praias boas para o surfe às piscinas naturais de águas mornas, das montanhas, grutas e rios da Chapada às cidades históricas, há de tudo no Estado que possui 156 municípios com interesse turístico. Aventura, trilhas e esportes radicais são encontrados na litorânea Itacaré, sul da Bahia, a apenas 60 quilômetros de Ilhéus, ou na Chapada Diamantina, a 400 quilômetros de Salvador, ideal para curtir belezas naturais. É possível fazer um passeio de três noites para a Chapada, saindo de Salvador de ônibus (ou carro).

Como o tempo é curto, Lençóis e Mucugê (distância de 140 km entre eles) são o suficiente para uma pequena mostra do que a natureza oferece naquela região. Em Mucugê, uma das atrações, bem apropriada para o feriado de Finados, é o histórico Cemitério Bizantino, incrustado ao pé de uma montanha, único nesse estilo nas Américas.


Em Lençóis, no primeiro dia, o visitante pode conhecer as praças e ruas, belos casarões do século XIX, alguns transformados em centros de cultura, e a vida noturna. Os bares funcionam até mais ou menos a meia-noite. Dorme-se cedo porque o dia seguinte é de aventura. No segundo dia, o ideal é o passeio (de oito horas) com guia e carro (em média, R$ 90 por pessoa) até os principais pontos, passando por uma gruta (a Chapada concentra o maior acervo de grutas e cavernas da Bahia), duas cachoeiras, culminando com o pôr do sol no Morro do Pai Inácio (já no município de Palmeiras).

Itacaré, no sul do Estado, a 60 quilômetros de Ilhéus, é a cidade das praias de enseada, protegidas por morros e vegetação. O rafting – descer corredeiras de bote por um rio caudaloso – é feito em Taboquinhas, distrito a 27 quilômetros do centro da cidade. O turista é levado ao Rio de Contas, para um percurso de 3 quilômetros, passando por cinco corredeiras, entre cânions, rio abaixo.

Principal cidade da Costa do Cacau, Ilhéus, a 458 quilômetros de Salvador, é opção no ano em que se comemora o centenário do escritor Jorge Amado, natural da região, e da exibição da novela “Gabriela” (da obra do escritor). O município ainda abriga fazendas da época do apogeu da cultura cacaueira, com roteiros entre as plantações de cacau até o beneficiamento das sementes que serão transformadas em chocolate.


No centro de Ilhéus ficam as construções históricas que serviram de cenário para a gravação da novela, como o Bataclã de Maria Machadão, interpretada pela cantora Ivete Sangalo, e o bar Vesúvio, além da casa (hoje museu) onde Jorge Amado morou com os pais.

Localizada mais um pouco ao sul do Estado, Porto Seguro possui 90 quilômetros de praias protegidas por recifes de corais, coqueirais e remanescentes da exuberante Mata Atlântica brasileira, infraestrutura completa e diversos tipos de passeios. Os mais procurados levam às localidades de Recife de Fora, Coroa Alta (em Santa Cruz Cabrália), Trancoso e Caraíva.


Já no extremo sul, Prado (Costa das Baleias), que realiza neste mês de outubro um festival gastronômico, ainda terá em seus restaurantes, durante o feriadão, as novidades culinárias criadas para o evento, cujo tema foi o camarão. A cidade, a cerca de 200 quilômetros de Porto Seguro, tem ótimos passeios de praia, como os que levam a Cumuruxatiba, Ponta do Corumbau ou Barra do Cahy, praia descrita pelos moradores como o primeiro local de desembarque dos portugueses no Brasil, em 1500.

Como pode ser observado, as opções são múltiplas na “Bahia de Todos os Santos, encantos e axés...”. É escolher e curtir o mais receptivo dos Estados brasileiros. Boa Viagem!

Fonte: Governo da Bahia

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Riqueza cultural e degradação convivem no Centro Histórico de São Paulo



Salta aos olhos o estado de total abandono que se encontra os principais locais do centro histórico da cidade de São Paulo, da Santa Ifigênia à Avenida São João, passando pelo Largo do Payssandu à Praça Júlio Mesquita, com muita pichação, moradores de rua e uma “Cracolândia” em cada esquina

Pessoas que estudam o fenômeno afirmam que a decadência da região central da cidade de São Paulo começou já nos anos 1960, mas há uma outra corrente que assegura que ele remonta aos anos 70 e 80 quando, apesar de já existirem alguns shoppings, na zona sul, havia uma vida cultural e comercial muito intensa no centro, seja nos diversos cinemas que lá havia, seja nos grandes magazines.

Para esse grupo, por mais paradoxal que pareça, o centro começou a perder sua força quando foram construídos diversos calçadões, como nas ruas São Bento e Direita, e Barão de Itapetininga e 24 de maio, por exemplo. Por quê? Porque dificultava o estacionamento de veículos, seja para levar mercadorias ou mesmo a falta de estacionamentos para clientes. 


Esse fato, fez com que os proprietários de lojas migrassem para shoppings onde tinha tudo isso, mesmo porque os calçadões facilitaram a circulação de moradores de rua, contribuindo para o aumento da violência em geral, com destaque para número de assaltos.

O retrato do centro paulistano hoje é de abandono, exalando os mais fétidos odores nas ruas transversais, com hotéis, bares e restaurantes dando claríssimos sinais de decadência, figuras fantasmagóricas povoando as ruas em plena luz do dia, autodestruindo-se pelo consumo de drogas em geral, com destaque para o devastador crack.

O reverso da medalha


Mas engana-se quem pensa que a região se resume à degradação. Andando por um trecho da Rua Vitória, por exemplo, é grande a possibilidade do transeunte se deparar com um aglomerado de pessoas se reunidas para consumir crack, porém alguns metros depois vai chegar à iluminada Av. Ipiranga onde ela cruza com a São João. Aí vai vir à lembrança “Sampa”, o hino da capital paulista composto pelo baiano Caetano Veloso e bem à sua frente, um dos ambientes mais cultuados da cidade: o Bar Brahma.

Como quem luta para se manter vivo e pulsante, o mesmo degradado Centro Histórico de São Paulo procura guardar a beleza arquitetônica de construções antigas, já que a região ainda é extremamente rica culturalmente, abrigando museus de peso como a relevância histórica do Pateo do Collegio, belíssimos concertos na formosa Sala São Paulo, contemplação de uma vista privilegiada da cidade em mirantes como o do Edifício Martinelli e a imperdível Pinacoteca do Estado.


O prédio de tijolos aparentes da Pinacoteca projetado por Ramos de Azevedo foi o primeiro museu de arte de São Paulo, inaugurado em 1905 no bairro da Luz. O prédio foi restaurado em 1998, e hoje a abriga em seu acervo uma coleção de arte brasileira dos séculos 19 e 20, que está entre as mais conservadas e importantes do país.

Um dos maiores nomes da música portuguesa, Eugénia Melo e Castro estreia show em São Paulo



Em "SereiA Portuguesa", a cantora apresenta o melhor das memórias emocionais da música de Portugal com fados e canções, enquanto conta as suas histórias de viagens musicais e pessoais entre Brasil e Portugal ao longo destes últimos 35 anos

Eugénia Melo e Castro construiu sua carreira em constantes viagens entre Brasil e Portugal. Nestes 35 anos de carreira fez centenas de shows, lançou 26 CDs e, pela primeira vez, traz um show exclusivo composto somente por músicas portuguesas para uma temporada em São Paulo: SereiA Portuguesa fica em cartaz de 21 de outubro a 26 de novembro no Teatro MuBE Nova Cultural com apresentações às quartas e quintas às 21 horas.

Neste novo projeto, apresenta exclusivamente ao Brasil o melhor das memórias emocionais da música de Portugal. Em SereiA Portuguesa, Eugénia passeia entre canções portuguesas e fados, escondidos na memória musical de brasileiros e portugueses no Brasil, instalada em um cenário recheado de imagens e objetos de culto de Portugal, antigos, modernos, de todas as regiões de Portugal, em um misto de informações visuais e estéticas, enquanto conta as suas histórias de viagens musicais e pessoais, entre Brasil e Portugal, ao longo destes últimos 35 anos.

"Este Show nasceu de uma ideia que lentamente se instalou em mim, em um misto de resposta afetiva aos inúmeros pedidos do público no Brasil para eu cantar mais canções portuguesas nos meus shows. Eu não estava preparada para isso até hoje e, por isso, é um enorme desafio criar e fazer esta SereiA Portuguesa. Desta vez, vou ser bem portuguesa e criar um ambiente musical e estético que mistura vários “Portugais” em um só. Falarei de literatura, música, poesia, artes plásticas, costumes, gastronomia, moda, design, arquitetura, história, lendas, tudo o que couber em um diálogo com o público sobre o Portugal de hoje e sobre o Portugal de sempre, suas referências, tradições e contradições", comenta Eugénia.

No Brasil, Eugénia Melo e Castro fez parcerias autorais e cantou com Tom Jobim, Caetano Veloso, Chico Buarque, Milton Nascimento Ney Matogrosso, Adriana Calcanhoto, Gonzaguinha, Gal Costa, Maria Bethânia, Simone, Wagner Tiso, Jacques Morelembaum, Jorge Ben Jor, Chico César, Moska, entre outros grandes nomes da MPB. Em Portugal trabalhou com Júlio Pereira, Mário Laginha, Jorge Palma, António Pinho Vargas, Pedro Caldeira Cabral, Sérgio Godinho, Fausto, Zeca Afonso. Assim, Eugénia mostrou o melhor da música brasileira em Portugal e vice-versa, o melhor de Portugal no Brasil.

Serviço: 'SereiA Portuguesa'

Quando: Quartas e quintas (de 21 de outubro à 26 de novembro)

Local: Teatro MuBE Nova Cultural

Endereço: Av. Europa, 218 - Jardim Europa

Horário: 21 horas

Preço: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

A Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo chega à sua décima edição no CCSP – Centro Cultural São Paulo, com a apresentação de Ledores no Breu


A Cooperativa Paulista de Teatro realiza no período de 30 de Outubro a 08 de Novembro de 2015, a 10ª edição da Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo

Para esta edição, a X Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo terá como eixo temático ARTIVISMO LATINO: RESISTÊNCIAS POÉTICAS. Tal escolha, feita após amplo debate com o corpo de cooperados da entidade, tem como razão abrir uma ampla reflexão sobre a criação estética como ação política, a arte como estratégia simbólica de ação no campo da intervenção social.

A X Mostra Latino-Americana é uma mostra nacional e internacional de peças teatrais de diversos gêneros e formatos, inéditos ou não, para público adulto e infanto-juvenil, em espaços fechados ou de rua, selecionados e/ou convidados.

A Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo chega à sua décima edição com avanços no número de atividades e de locais de apresentações. Serão 12 espetáculos, de quatro companhias internacionais (Cuba, Chile, Equador e Argentina) e oito nacionais (Natal/RN, Ribeirão Preto/SP e São Paulo/SP), em 11 locais diferentes, em um total de 52 interações com o público, todas gratuitas. 

Haverá ainda intercâmbio entre as companhias nacionais e internacionais, a Plataforma Crepúsculo da Terra Guarani (coordenada por Francisco Carlos), a leitura cênica de Papa Highirte (dirigida por Marco Antônio Rodrigues) e o lançamento do projeto Placca (Plataforma de Cooperação Cultural e Artística) na capital paulista.

A abertura da X Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo será no dia 30 de outubro de 2015, no CCSP – Centro Cultural São Paulo com a apresentação de Ledores no Breu, da Cia do Tijolo.


Fotos de Arkadiusz Podniesinski mostram área de Fukushima anos após acidente nuclear


Carros que estão sendo engolidos pela natureza

O fotógrafo polonês Arkadiusz Podniesinski viajou para o local do desastre nuclear de Fukushima para vê-lo com seus próprios olhos. Quando ele obteve autorização para entrar na Zona de Exclusão de aproximadamente 20 km, foi confrontado com uma cena semelhante a um filme pós-apocalíptico

“Não são terremotos ou tsunamis que são os culpados pelo desastre nuclear de Fukushima, mas os seres humanos”, escreve Podniesinski em seu site. Ele realizou o projeto para que as pessoas pudessem tirar suas “próprias conclusões sem ser influenciadas por qualquer sensação na mídia, propaganda do governo, ou lobistas nucleares que estão tentando jogar para baixo os efeitos do desastre”.

Depois de viajar para a Ucrânia, documentando em imagens o cenário deixado após o acidente nuclear de Chernobyl, em 1986, o fotógrafo polonês Arkadiusz Podniesinski decidiu conhecer e fotografar Fukushima, no Japão.
Uma motocicleta acorrentada no desastre

Quase cinco anos após o desastre que isolou toda a região nordeste do país, o resultado não poderia ser outro. Além do completo abandono da área, a natureza lentamente retoma seu curso, cobrindo toda a área contaminada com vegetação.

Além de diversas construções, eletrodomésticos, automóveis, motos e outros objetos deixados pelos antigos moradores da região, diversos sacos pretos com dejetos contaminados são agrupados em diferentes pilhas e barreiras.
O que restou de um supermercado
Apesar de a radiação ter acontecido após dois terremotos e um tsunami, o polonês diz que a população é a principal culpada pela catástrofe. "Humanos são os culpados pelo desastre de Fukushima. Esse desastre poderia ter sido previsto e prevenido", concluiu.

Neste espaço, mostramos apenas algumas imagens que mostram um pouco da viagem de Podniesinski ao país, mas no site do fotógrafo é possível ver fotos de outras expedições que passeiam por cenários desolados em diferentes pontos do planeta.
Um jantar que não chegou a ser servido

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Exposição 'O Tempo e Eu (e Vc)' leva o visitante por um labirinto de 20 mil livros mostrando o universo de Câmara Cascudo


Ele traduziu a memória coletiva do povo brasileiro. Da história da alimentação aos nossos gestos e costumes, através de obras fundamentais como o "Dicionário do Folclore Brasileiro" e "História da Alimentação no Brasil", o etnógrafo, pesquisador, folclorista e escritor norte-rio-grandense Luís da Câmara Cascudo é o homenageado da exposição

A exposição O Tempo e Eu (e Vc) recebe o visitante em um labirinto de 20 mil livros, em uma representação da “Babilônia”, apelido carinhoso que o escritor Câmara Cascudo deu à sua biblioteca. O escritório desse pernambucano, que foi um dos grandes pesquisadores das crenças e costumes brasileiros, é complementado por uma estante com objetos pessoais que apresentam diversas facetas do autor

Cascudo, (30/12/1898 - 30/07/1986), deixou um rico legado que permanece ainda pouco conhecido, explorado e vivenciado pelas novas gerações. “Um autor que o público conhece muito pouco ou, às vezes, nem conhece”, ressalta o curador da exposição sobre Câmara Cascudo, Gustavo Wanderley, aberta ao público no Museu da Língua Portuguesa, ao lado da Estação da Luz, região central da capital paulista.

Apesar da forte ligação com os livros, Cascudo se esforçou para escutar e sentir os elementos que formam a cultura brasileira. “Cascudo era um grande leitor, mas também um grande etnógrafo, ele ia aos lugares. Interessava a ele ouvir e estar com as pessoas. Então, ele viajava por todo o Brasil, inclusive para fora do país”, destaca Wanderley.

Em mais de 600 m² de área, o setor de exposições deste que é um dos maiores centros culturais da América Latina é o endereço para quem quiser vivenciar esta experiência de navegar pelo mundo de Câmara Cascudo, com todas as suas viagens sensoriais - cores, texturas, movimentos e sons da cultura popular brasileira, compreendendo a importância e a contemporaneidade de seus conhecimentos. 

A mostra sobre Câmara Cascudo seguirá o mesmo conceito de outras exposições já realizadas no local, como as de Jorge Amado, Clarice Lispector e Fernando Pessoa.

Três exposições marcam aniversário de 11 anos do Museu Afro Brasil





Três exposições homenageiam os 11 anos do Museu Afro Brasil na capital paulista. Fotografias, cultura popular e artes plásticas fazem parte das exposições que, embora tenham entrado em cartaz no mesmo dia, na sexta-feira (23), são independentes e discutem diferentes temas


Cartas ao Mar, com fotografias de Eustáquio Neves; Raízes e Fragmentos – uma viagem ao território mental, de Duda Penteado; e A nossa invenção da arte, com itens da coleção do engenheiro Ladi Biezus, formam o trio de projetos que ficará à mostra para paulistanos e turistas até o dia 3 de janeiro.

A exposição Cartas ao Mar é resultado de uma pesquisa do artista mineiro Eustáquio Neves, na qual ele apresenta 12 fotos em grandes dimensões a partir da experimentação de procedimentos fotográficos. Ele buscou documentos, arquivos e depoimentos de moradores e comerciantes da área portuária conhecida como Valongo, no Rio de Janeiro. Esse local foi utilizado entre os séculos 17 e 19 como porto de entrada de negros vindos da África para o trabalho escravo. “Essas grandes fotos trazem memórias de antigos escravos, de gente que foi jogada ao mar”, destacou Araújo.

O diretor do museu e responsável pela curadoria das exposições, Emanoel Araújo, destaca a contribuição da instituição para a valorização do universo cultural brasileiro do museu em mais de uma década de existência. “O museu é uma referência nacional e internacional. Ele tem uma missão que é a de defender a história, a arte e a memória do nosso país e, com isso, afrodescententes, portugueses e o povo brasileiro em geral. Por isso que ele se chama Afro Brasil”, explicou. O museu funciona Parque Ibirapuera, de terça a domingo, das 10h às 18h, e é gratuito aos sábados.

Em Raízes e Fragmentos – uma viagem ao território mental, Duda Penteado, um artista plástico multimídia que vive nos Estados Unidos, desenvolve temas relacionados a fenômenos geopolíticos e sociais deste século, como paz, globalização, diáspora, dupla nacionalidade, entre outros. De acordo com a apresentação da exposição, o artista trabalha na recomposição da sua identidade, primeiramente como cidadão brasileiro e depois, como cidadão global.

A força da arte tradicional popular é o mote da exposição A nossa invenção da arte, a partir da coleção de Ladi Biezus. “Uma coleção de arte feita sem intencionalidade, ao longo de 45 anos”, destaca o museu. O curador Emanoel Araújo explica o nome dado à mostra. “Invenção no sentido da invenção mesmo, popular, que não está vinculada a nenhuma academia e que é uma manifestação cultural do povo brasileiro. Nós somos um dos poucos países que tem essa arte voltada para essas condições de invenção”, disse Araújo.

Entre os artistas populares, o curador cita Antonio Botero, Agnaldo Manoel dos Santos e Chico da Silva. Também estarão expostas peças de José Antonio da Silva, Isabel de Jesus, Mirian Inês da Silva, Emygdio de Souza, Valdomiro de Deus Souza, Mestre Guarany, Mestre Dezinho, Mestre Vitalino, Mestre Nosa, Raimundo de Oliveira, Elza O S, Conceição dos Bugres, Véio (Cicero Alves dos Santos), Ivonaldo Veloso de Mello e Maria Auxiliadora.


Fonte: EBC

domingo, 25 de outubro de 2015

Berlim inaugurou o Spy Museu, Museu da Espionagem que tem setor dedicado a 007



Berlim, que foi considerada a "capital da espionagem" durante a Guerra Fria, inaugurou no último sábado o primeiro Museu da Espionagem interativo, uma viagem no tempo na qual são mostrados objetos originais utilizados pelos agentes secretos ao longo da história 
Desde sábado, 24, quem for à capital da Alemanha pode conhecer mais um museu – entre tantos em Berlim – que remete aos tempos em que o país era dividido: o Spy Museu, Museu da Espionagem, no local onde 25 anos atrás se erguia o Muro de Berlim, na Leipziger Platz. 

Com uma área expositiva de 2 mil metros quadrados, irá mostrar ao visitante o mundo obscuro dos serviços secretos, dos agentes (como eram chamados os espiões) e explicar seus métodos e manobras – desde a época da Guerra Fria até os tempos atuais, com informações interessantes sobre a evolução e as conquistas tecnológicas da espionagem. 

Entre os objetos expostos, curiosidades como “conservas de odores”, pasta para documentos equipada com câmera infravermelha, câmeras escondidas em sobretudos. Lá também se encontra uma máquina Enigma, da Segunda Guerra Mundial – uma das legendárias máquinas alemãs para a codificação e decodificação de mensagens secretas.

Setor dedicado a 007

Além das informações sobre os aparatos de espionagem do serviço de inteligência alemão BND; do serviço secreto Stasi, da antiga Alemanha oriental; do serviço de inteligência de Hitler; e da espionagem atual de dados e industrial, o museu multimídia oferece um setor dedicado a James Bond e outros “espiões mestres“.

Outras exposições, no Stasimuseum

Outro cenário a ser transformado em museu é o antigo recinto do Ministério da Segurança do Estado, que a partir de 1950 atuava como serviço policial secreto e como serviço de inteligência. No lugar, em meados de 2015, haverá uma exposição permanente ao ar livre: “Revolução Pacífica 1989/90“ da sociedade Robert-Havemann-Gesellschaft e.V.

A última vez que a exposição pôde ser visitada pelo público foi em 2009, na Alexanderplatz, em Berlim.

O movimento Slowfood concede prêmio a produtor de queijo de São Roque de Minas





O prêmio foi entregue durante a abertura em Bra (norte da Itália) de "Cheese", um encontro internacional dedicado ao queijo e ao leite no qual participam produtores de todo o mundo

Além do brasileiro, a espanhola María Jesús Jiménez Horwitz, presidente da Rede Espanhola de Laticínios de Campo e Artesãos, também foi agraciada com o mesmo prêmio.

Em sua quarta edição, a premiação reconhece pastores e queijeiros artesãos "que se distinguem pela paixão, dedicação e o compromisso na busca de qualidade, rejeitando as simplificações da modernidade e respeitando a naturalidade, a tradição e o gosto", segundo um comunicado do Slowfood.

Trata-se de "pequenos produtores que resistem, no entanto, às dificuldades, aos riscos e ao isolamento, mantendo vivos extraordinários patrimônios de destrezas, de paisagens e de relação com os animais".

Além do brasileiro e da espanhola, outros quatro produtores de queijo e criadores de cabras também ganharam o prêmio, que foi entregue por Carlo Petrini, fundador do Slowfood, movimento que agrupa mais de um milhão de pessoas no mundo e que atua em favor de uma comida boa, limpa e justa.

Tradição mineira

O queijo Canastra é produzido em sete cidades localizadas na região centro-oeste do estado de Minas Gerais, mas é em São Roque de Minas que estão concentrados o maior número de produtores. E grande parte da fama que o queijo Canastra orgulhosamente ostenta hoje só surgiu por causa de gente como o Seu Zé Mário, ganhador do prêmio de melhor queijo artesanal brasileiro por três anos consecutivos e o Joãozinho da Agro Serra, presidente da Associação dos Produtores de Queijo Canastra.

Dizem que lá eles vivem no ritmo da natureza e que tudo é feito respeitando o tempo das vacas, do leite e das chuvas. Que cada queijo, além de representar o trabalho de um produtor, representa também a história de sua família. E que muito mais do que produtores, eles são guardiões de toda uma cultura. Você um apreciador de queijos? Então você tem que ver isso com os próprios olhos! 

RJ lança prêmio e edital para incentivar produções literárias e audiovisuais





Iniciativas pioneiras, o Prêmio Rio de Literatura e o Programa Estadual de Fomento ao Curta Universitário somam recursos de R$ 360 mil e espera atrair escritores e profissionais do setor audiovisual com os dois grandes estímulos para a criação de novas obras


Numa ação inédita de estímulo à criação literária nacional e, especialmente, a fluminense, o Prêmio Rio de Literatura irá contemplar três obras em duas modalidades. Na modalidade Obras Publicadas, podem concorrer edições lançadas entre janeiro de 2014 e setembro de 2015, nas categorias Ficção e Ensaio.Com o lançamento do Prêmio Rio de Literatura e do Edital Elipse – Programa Estadual de Fomento ao Curta Universitário, projetos criados pela Secretaria de Estado de Cultura [do Rio de Janeiro], em parceria com a Fundação Cesgranrio, as duas iniciativas congregam recursos da ordem de R$ 360 mil para os contemplados.

Os autores dos livros selecionados serão premiados, cada um, com R$ 100 mil. Já na categoria Novo Autor Fluminense, o ganhador receberá R$ 10 mil, e terá publicados mil exemplares de sua obra, que serão doados ao autor e distribuídos para bibliotecas públicas e comunitárias do estado.

A Secretária de Estado de Cultura, Eva Doris Rosental, destacou a importância da parceria com a Fundação Cesgranrio e ressaltou que o prêmio reafirma a vocação literária da cidade:

“A Cesgranrio é uma instituição de extrema importância tanto na difusão da cultura quanto da educação, não só no Rio de Janeiro, mas no país. O prêmio faz jus ao estado, porque temos aqui a sede da Academia Brasileira de Letras e a Biblioteca Nacional, além de grandes universidades. Hoje, lançamos um prêmio à altura do que a produção literária do nosso estado merece”, disse a Secretária, que será uma das curadoras das obras selecionadas, ao lado do escritor Arnaldo Niskier, do acadêmico Marcos Vilaça, do professor de Literatura e também escritor Italo Moriconi, da autora e pesquisadora Beatriz Resende e de Carlos Alberto Serpa, presidente da Fundação Cesgranrio.

Durante o lançamento, Serpa ressaltou a parceria com a SEC:

“Hoje é o dia em que os sonhos se tornam realidade. É uma parceria perene. Os dois projetos estão saindo do campo do imaginário através do esforço e do trabalho de equipes que refletem sobre a educação e a cultura no país e o Rio estava precisando mostrar o devido valor nessas áreas de produção cultural”, afirmou o presidente da Fundação Cesgranrio.

Antes do anúncio do vencedor da categoria Novo Autor Fluminense, a SEC vai publicar uma lista com os 20 finalistas, um estímulo a mais para o reconhecimento de uma nova geração de autores e de narrativas, como avalia a Superintendente da Leitura e do Conhecimento, Vera Schroeder:

“O estado do Rio precisava há tempos de um prêmio com essa envergadura, que reconhece o potencial de produção literária do nosso estado, e no mesmo patamar dos outros prêmios literários do Brasil. O anúncio da lista com 60 nomes reafirma o potencial dos novos autores do estado”, disse Vera sobre a lista, que será publicada em fevereiro de 2016.

O curador Ítalo Moriconi acredita que a premiação contribuirá para a profissionalização de novos autores.

“Este edital irá movimentar a produção literária e, finalmente, abrir portas para novos autores. Esse incentivo é fundamental para a profissionalização da literatura, meio que sofre tanto com a falta de incentivo para publicação”, afirmou Moriconi.

As inscrições para o Prêmio “Rio de Literatura” acontecerão de 26 de outubro a 9 de novembro de 2015, somente pelo site do Centro Cultural Cesgranrio: http://cultural.cesgranrio.org.br. Os vencedores serão anunciados em maio de 2016.

Edital Elipse estimula inovação no setor audiovisual

Com o intuito de incentivar também a formação de novos profissionais do setor audiovisual e da produção cinematográfica, o Edital Elipse vai selecionar 12 projetos de curta-metragem e cada um dos ganhadores será contemplado com R$ 12.500,00 para a realização do filme.

As inscrições estão abertas somente para estudantes universitários até 30 de novembro. A temática do conteúdo a ser desenvolvido no filme é livre. Guilherme Tristão, fundador do Festival de Cinema Universitário e atual curador do Cine Art UFF, apontou que, nos últimos anos, as faculdades de cinema se multiplicaram pelo país e avaliou que o edital reafirma a importância da formação e da criação no ambiente acadêmico.

“Toda a formação era muito fragmentada, pulverizada em cursos e, hoje, após muitos anos de trabalho e elaboração do currículo, a faculdade de cinema é um ambiente sólido de formação. Esse edital para a produção de curta é mais uma conquista dessa ampliação do investimento na formação dos futuros criadores do cinema nacional”, afirmou Tristão.

A Superintendente do Audiovisual, Lia Bahia, ressaltou que a proposta de temática livre foi estipulada com o propósito de estimular a criação e não limitar a abordagem das narrativas audiovisuais.

“A proposta de criação artística, com a formação e com o desenvolvimento de uma linguagem estética do audiovisual, completamente livre, é o que queremos que os estudantes e novos profissionais da área se proponham a produzir. O processo criativo é a base para a inovação da cultura e da linguagem, e com esse edital aliamos a experimentação e a teoria acadêmica para estimular o pensamento e a construção de novas formas de fazer cinema”, avaliou Lia Bahia.

Mostra de Cinema de São Paulo não quer ser associada à crise



A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo teve início essa semana sem querer ficar associada às dificuldades que o país enfrenta. Na cerimônia de abertura, na noite da última quarta-feira (21) no Auditório Ibirapuera, a diretora do festival, Renata de Almeida, disse o espetáculo “não será a mostra da crise”

“Esse ano, a palavra que mais ouvimos, em todos os lugares, foi crise. Mas temos muita honra de anunciar um festival que, apesar de ter vários filmes que abordam crises, não é uma mostra da crise. É um evento forte, que nos orgulha”, disse ela.

Para o secretário estadual de Cultura, Marcelo Mattos Araujo, a união das três esferas de governo ajudou a tornar a mostra possível. “Mais do que nunca, a união dos patrocinadores, parceiros e das três esferas do Poder Público foi fundamental para viabilizar a mostra, que é de extrema importância para a cidade, o estado e o cinema brasileiro. União que precisamos manter para que a cultura brasileira saia dessa crise”, disse.

Em comparação ao ano passado, quando 331 filmes foram exibidos em 26 espaços de cinema, a mostra deste ano está um pouco menor - 312 filmes em 22 salas. Mas ela não deixará de exibir filmes premiados, como Deephan - O Refúgio, Palma de Ouro em Cannes, e o latino Desde Allá, premiado com o Leão de Ouro, em Veneza.

O festival prestará homenagens a diretores consagrados, como o italiano Mario Monicelli, com a exibição de cinco filmes restaurados, e José Mojica Marins, o famoso Zé do Caixão, com a apresentação da trilogia do diretor: À Meia Noite Levarei sua Alma, Esta Noite Encarnarei no teu Cadáver e Encarnação do Demônio.

Presente à cerimônia de abertura, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, exaltou a mostra como um dos mais importantes eventos do Brasil. “É uma mostra que tem a capacidade de trazer para São Paulo o que há de melhor da produção cinematográfica”, disse.

Segundo Juca, o fato de a mostra conseguir trazer ao país filmes de todo o mundo, inclusive de países sem tradição nessa arte, ajuda o Brasil a desenvolver sua própria cinematografia. “Isso tem uma importância enorme para um país como o Brasil, que está desenvolvendo a indústria cinematográfica, perto de se tornar uma indústria de fato, que é superavitária no país”, falou ele.

Para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a mostra ajuda também a atrair turistas para a cidade. “A gente recebe muita gente, do Brasil inteiro, que gosta de cinema e que tem na mostra um referencial importante. Daqui saíram grandes filmes e grandes cineastas”, disse ele.

O festival vai até o dia 4 de novembro e inclui exibições gratuitas e ao ar livre. A programação e informações sobre o evento podem ser encontradas no site do festival. 

Edição: Beto Coura (EBC)

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O batido mote da ‘guerra fria’ volta às telonas com “Ponte dos Espiões”, onde Spielberg dirige Tom Hanks


Um astro por trás das câmeras e outro na frente delas: Spielberg e Tom Hanks estão juntos em “Ponte dos Espiões”, onde o laureado diretor faz seu híbrido mais bem resolvido entre o cinema de gênero inofensivo e a pretensão dos grandes temas

À primeira vista, Ponte dos Espiões parece seguir o caminho dos dramas de tribunal para traçar paralelos entre os EUA da Guerra Fria e o da Era Bush, em que direitos constitucionais são negligenciados em nome de uma agenda política. 

Na trama, baseada em fatos, Tom Hanks vive o advogado James Donovan, que recebe em 1957 a ingrata missão de defender um espião britânico (Mark Rylance, ótimo ator que fornece o lastro dramático do filme) acusado nos EUA de trabalhar para os soviéticos. Enquanto Donovan tenta garantir que o espião tenha um julgamento justo, uma subtrama se desenrola, mostrando o outro lado: o que aconteceria se um espião americano fosse preso na União Soviética?

Desde que se tornou um cineasta de filmes "de prestígio" com A Cor Púrpura em 1985, Steven Spielberg intercala seus blockbusters de apelo pop com dramas históricos de grandes temas e fundo humanista. Ele vem de dois filmes assim, Cavalo de Guerra e Lincoln, na tentativa de emular um retrato da guerra à moda John Ford, mas em Ponte dos Espiões (Bridge of Spies) Spielberg troca de matriz: é o seu filme mais parecido com os Frank Capra, cineasta conhecido desde os anos 1930 por seus dramas e suas comédias do homem comum abraçado pelo mito do american way.

Humor e comicidade

Essa segunda trama vai ganhando importância à medida que fica claro que Spielberg não está interessado em refazer aqui o drama de tribunal. É como se essa esfera do debate democrático - de câmara, de bastidores, dos tomadores de decisão - tivesse se esgotado para o diretor entre Amistad e Lincoln. Spielberg parece muito mais atraído pela perspectiva de colocar com toques de humor - e por extensão auxiliado pelo timing cômico sempre ótimo de Hanks - o advogado em situações de absurdo e perigo para atestar como os ideais americanos se traduzem em ações do homem comum, que termina engrandecido por esses ideais. É a fórmula capraesca por excelência, e poucos atores hoje incorporam tão bem como Hanks esse arquétipo eternizado por James Stewart nos filmes de Capra.

Essa pegada de comédia ingênua, de pequenas gags inofensivas, é outro elemento que dá a Ponte de Espiões uma cara de filme à moda antiga, mas o roteiro co-escrito pelos irmãos Joel e Ethan Coen - cineastas especializados em passear por gêneros hollywoodianos de forma contemporânea - ajuda a manter Spielberg no presente. Não poderia haver uma combinação melhor: o idealismo de Spielberg anula o fatalismo dos Coen, e o sarcasmo dos irmãos desarma os momentos em que Ponte de Espiões poderia se acomodar na grandiloquência (inscrita principalmente na fotografia que banha o herói moral de luz, outro resquício de Lincoln).

Como resultado, Ponte de Espiões é o híbrido mais bem resolvido, pelo menos nos últimos anos, desses dois autores que se revezam nas salas: o Spielberg reinventor do escapismo, que faz entretenimento seguro e família como ninguém, e o Spielberg de tribuna, sem falsa modéstia, ciente de que seus filmes, e o cinema em geral, podem afetar a imagem que as pessoas fazem dos Estados Unidos, dos outros, de si.

Referência: Omelete/UOL

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos | Palco do sincretismo religioso que é a verdadeira identidade de Salvador BA





Um verdadeiro tesouro cultural de Salvador, a Igreja do século XVIII construída por negros escravos da Irmandade do mesmo nome, ostenta notável frontaria em estilo rococó e altares neoclássicos e era onde se fazia o velório dos membros das seitas afro-brasileiras
 

A construção da igreja levou quase todo o século 18 para ser concluída – ela foi erguida pelos membros da Irmandade de Nossa Senhora dos Homens Pretos do Pelourinho, escravos que só podiam trabalhar na obra em seus momentos de folga. Finalizada em 1796, é um dos marcos do Centro Histórico, com torres de influência indiana e fachada em estilo rococó. Em uma época em que não era permitida a presença de negros nas igrejas de Salvador, o tempo representou o resgate da fé e local onde era professada na sua plenitude por escravos e seus descendentes.

A principal atração é a missa de domingo, às 10h, que apresenta cânticos acompanhados por instrumentos africanos como atabaques, agogôs, tamborins e repiques, além de incenso perfumando o ambiente, sendo uma das maiores expressões do sincretismo baiano. Para os que preferem o final da tarde, há uma segunda celebração às terças-feiras, às 18h.

Venerável Ordem Terceira


A Venerável Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora às Portas do Carmo, ereta canonicamente na Capital do Estado da Bahia, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, Praça José de Alencar, s/nº, Pelourinho, foi fundada no ano de 1685 e elevada à categoria de Ordem Terceira em 02 de julho de 1899.

Trata-se de uma associação religiosa, sem fins lucrativos, de pessoas católicas de ambos os sexos, de cor negra, de conduta ilibada e que praticam como bons cristãos os mandamentos de Deus e da Igreja. Ao longo do tempo esta Irmandade acabou por adquirir um cunho cultural, já que sempre foi um espaço de fortalecimento de identidade e preservação da cultura afro – brasileira.

Atração turística

A igreja do Rosário dos Pretos atrai turistas dos mais diversos países, principalmente durante o verão. Segundo o prior Ubirajara as legendas bilíngues visam atender públicos diversos. “Desde junho deste ano (2012) mais de seis mil visitantes passaram por aqui, entre brasileiros, franceses, americanos, espanhóis e portugueses”, diz.

Sincretismo religioso


No último domingo de outubro acontece uma das missas mais bonitas do ano em Salvador. A festa se estende por quase uma semana de celebrações, ao som de atabaques, perfume do incenso e oferendas bem incomuns, uma das mais simbólicas irmandades da cidade celebram o dia da Virgem do Rosário, os 328 anos da própria Irmandade dos Homens Pretos e os 309 anos da construção da igreja.

Dos atabaques às oferendas, dos santos negros às datas comemorativas, a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos é um lugar de fé, mistérios e muito respeito. Ao longo do ano, em todas as semanas existem motivos para celebração.

Na sua história, conta-se que nossos antepassados negros tinham especial devoção pela Nossa Senhora do Rosário. Registros indicam a predileção pela Virgem Maria, com pedidos contra todo o sofrimento causado pela escravidão. Ao mesmo tempo, os santos negros – Antonio de Categeró, Benedito, Elesbão e Ilfigênia – são tradicionalmente prestigiados pelas comunidades negras brasileiras desde o tempo colonial.

Já Santa Bárbara chegou à Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em 1987 e representa um elemento afro-baiano importante para nossa cidade, já que no sincretismo, a santa é Iansã.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

CBL divulga os finalistas da primeira fase do 57º Prêmio Jabuti

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O Prêmio Jabuti anunciou nesta quinta-feira, 22, os 10 finalistas de sua 57ª edição. Entre os concorrentes das categorias mais tradicionais estão figurinhas carimbadas como Chico Buarque, Cristóvão Tezza, Maria Valéria Rezende, Humberto Werneck e Bernardo Kucinski
O jornalista Marcelo Godoy concorre com A Casa da Vovó - Uma Biografia do Doi - Codi (1969-1991), o Centro de Sequestro, Tortura e Morte da Ditadura Militar, na categoria Reportagem e Documentário.

Este ano, foram inscritas 2.575 obras em 27 áreas. A novidade foi a criação das categorias Adaptação, para quadrinhos, e Digital Infantil.

Os três primeiros colocados serão conhecidos no dia 19 de novembro, quando será realizada uma nova apuração aberta ao público. A entrega dos prêmios será no dia 3 de dezembro, no Auditório do Ibirapuera. O vencedor de cada categoria ganha R$ 3.500 e o autores do Livro do Ano de Ficção e de Não Ficção levam, ainda, R$ 35 mil.

Os finalistas das categorias mais literárias: Romance, Contos & Crônicas e Poesia:

Romance:
A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli (Companhia das Letras)

Belo como um Abismo, de Elias Fajardo (7Letras)

Caderno de um Ausente, de João Anzanello Carrascoza (Cosac Naify)

Flores Artificiais, de Luiz Ruffato (Companhia das Letras)

O Irmão Alemão, de Chico Buarque (Companhia das Letras)

O Oitavo Selo, de Heloisa Seixas (Cosac Naify)

O Professor, de Cristovão Tezza (Record)

Os Piores Dias de Minha Vida Foram Todos, de Evandro Affonso Ferreira (Record)

Quarenta Dias, de Maria Valéria Rezende (Alfaguara)

Semíramis, de Ana Miranda (Companhia Das Letras)

Contos e Crônicas:
A Calma dos Dias, de Rodrigo Naves - Editora: Companhia das Letras

Cachorros, de Ivana Arruda Leite - Editora: V. de Moura Mendonça Livros (Demônio Negro)

Dez Centímetros Acima do Chão, de Flavio Cafiero (Cosac Naify)

Noites Lebloninas, de João Ubaldo Ribeiro (Alfaguara)

O Homem-mulher, de Sérgio Sant'anna (Companhia das Letras)

Olhos D'água, de Conceição Evaristo (Pallas)

Parafilias, de Alexandre Marques Rodrigues (Record)

Sem Vista para o Mar - Contos de Fuga, de Carol Rodrigues (Edith)

Sonhos Rebobinados, de Humberto Werneck (Arquipélago)

Você Vai Voltar Pra Mim e Outros Contos, de Bernardo Kucinski (Cosac Naify)

Poesia:

11/12 Onze Duodécimos, de Horácio Costa (Lumme Editor)

A Comedia de Alissia Bloom, de Manoel Herzog (Patuá)

Clio, de Marco Lucchesi (Globo)

Corpo de Festim, de Alexandre Guarnieri (Confraria do Vento)

Experiências Extraordinárias, de Rodrigo Garcia Lopes (Kan Editora)

Garimpo, de Líria Porto (Editora Lê)

Poemas Apócrifos de Paul Valéry Traduzidos por Márcio-andré, de Márcio-andré (Confraria do Vento)

Poesia Bovina, de Érico Nogueira (É Realizações)

Saccola de Feira, de Glauco Mattoso (Nversos)

Um Esboço de Nudez, de Nathan Sousa (Penalux)

Após quase uma década Jean-Michel Jarre lança novo disco com vários convidados

Na última sexta-feira foi editado o novo disco de Jean-Michel Jarre. Este é o primeiro de dois discos que o músico francês vai editar com outros nomes conhecidos da música mundial como Air, Pete Townshend, Moby, Laurie Anderson, Armin Van Buuren, Lang Lang, 3D dos Massive Attack e John Carpenter

Quando Jean-Michel Jarre ajudou a criar a música eletrônica nos anos 70, seu som foi revolucionário. Agora que o gênero se estabilizou e é parte da cultura pop, ele tenta rastrear esta evolução. Em álbum lançado na sexta-feira, 16, - primeiro conteúdo novo de Jarre em oito anos -, o artista francês convoca colegas que considera fundamentais para a música eletrônica e os reuniu em estúdios para exibir seus estilos únicos.

Na primeira parte, "Electronica 1 - The Time Machine" são 15 os convidados e em abril de 2016 há-de chegar um segundo disco com diferentes e ilustres colaboradores.

Air, Pete Townshend, Moby, Laurie Anderson, Armin Van Buuren, Lang Lang, 3D dos Massive Attack ou John Carpenter são alguns dos participantes neste trabalho que Jean-Michel Jarre fez questão de construir com os convidados, fisicamente, viajando a vários países para estar com cada um.

Este é já o 18º álbum de Jean-Michel Jarre que editou o primeiro, "Deserted Palace" em 1972, antes do grande sucesso com "Oxygene" quatro anos mais tarde.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

“Em 2015, somos todos indígenas” | Palmas TO sedia os ‘I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas’ de 23 de outubro a 01 de novembro



Indígenas do Brasil e de várias partes do planeta já estão em Palmas, para a disputa dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (Jmpi) e, depois do sucesso da Copa do Mundo, o Brasil se credenciou como sede de mais um grande evento esportivo

O próximo desafio será a realização dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), que acontecerão de 23 de outubro a 1 de novembro de 2015 em Palmas (TO), com a presença de mais de dois mil atletas de 30 países. 

Com o mote “Em 2015, somos todos indígenas”, a capital do Tocantins está se preparando para receber atletas de dezenas de etnias de todo o mundo. Foi criada a Secretaria Extraordinária dos Jogos Indígenas, responsável por toda a organização do evento.

Ao todo serão 13 dias de programação, sendo que nos primeiros três dias de evento, todas as etnias brasileiras e estrangeiras participarão de uma excursão pelos pontos turísticos de Palmas, como forma de ambientação, socialização e integração dos participantes do evento com a comunidade de nossa cidade.

Além dos indígenas das Américas, também estarão presentes os povos da Nova Zelândia, Congo, Mongólia, Rússia e Filipinas. Do Brasil, 24 etnias devem participar da competição.

Boa parte do evento é composta por esportes indígenas, que se dividem em jogos tradicionais demonstrativos ou jogos nativos de integração. Outra parcela do evento é composta por esportes ocidentais competitivos, que também tem a característica de unificação das etnias e povos indígenas.

Paralelamente às atividades esportivas, ocorrerá um número imenso de atividades culturais, antes e durante a realização dos JMPI. Estas atividades culturais serão lideradas pelos povos indígenas do mundo e celebrarão a diversidade, a cultura nativa e as tradições do Tocantins e do mundo.

Meu Amigo Hindu | Hector Babenco avalia o seu trabalho: "Fiz o meu melhor filme”





Cineasta abre a Mostra de Cinema de SP nesta quarta, 21, com o relato de sua luta contra a doença.
“Hoje, depois de ser muito assediado pela ideia de fim, meu único pedido à morte era que ela me deixasse fazer mais um filme. E esse é o filme que a morte me deixou fazer.”


Protagonizado pelo ator americano Willem Dafoe em solo paulista, mas todo falado em inglês, com sotaque autobiográfico, o drama Meu Amigo Hindu, dirigido pelo argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco, abre com timbre existencialista a 39ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, nesta quarta-feira, no Auditório Ibirapuera.

Fruto de experiências pessoais do cineasta durante a luta contra um linfoma, o longa-metragem integra um pacote de 312 filmes, incluindo o ganhador da Palma de Ouro do Festival de Cannes (Dheepan, O Refúgio, de Jacques Audiard) e o vencedor do Leão de Ouro de Veneza (Desde Allá, de Lorenzo Viegas). Nessa cartografia de diferentes estéticas mundiais, a produção pilotada por Babenco propõe uma reflexão sobre a sobrevivência (dos corpos, dos afetos) a partir do drama do diretor Diego (papel de Dafoe), que se vê às voltas com uma doença maligna.

Fenômeno de bilheteria

Indicado ao Oscar de melhor diretor em 1986 por O Beijo da Mulher-Aranha e realizador de fenômenos nacionais de bilheteria como Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (1977) e Carandiru (2003), Babenco não filmava um longa desde 2007, quando lançou O Passado, estrelado pelo mexicano Gael García Bernal. Rodou apenas um curta: O Homem Que Roubou um Pato, para o longa em episódiosWords With Gods (2014).

No seu regresso às telas, Babenco revê a relação que teve, durante o tratamento de seu linfoma nos EUA, com um garotinho de origem hindu. "Fazer um filme é sempre um processo penoso, até doloroso, pelo esforço físico exigido. Mas a euforia quase histérica de ter conseguido representar tudo o que estava escrito no roteiro a partir da minha visão pessoal é um prazer único. Eu queria morrer dirigindo uma cena", diz o cineasta.

Estão em cena nomes como Maria Fernanda Cândido, Guilherme Weber, Maitê Proença, Dan Stulbach e Reynaldo Gianecchini, que interpreta o médico responsável por ajudar Diego a superar sua moléstia. Já Selton Mello aparece em Meu Amigo Hindu como uma figura enigmática. Mulher do cineasta, a atriz Bárbara Paz registrou detalhes da experiência em um making of do longa, que também será exibido na Mostra. Ela prepara, em paralelo, um documentário sobre a trajetória do cineasta.