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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Rock in Rio 2015: um palco à altura de "Carbono”, o novo álbum do pernambucano Lenine




No dia 18 de setembro, o cantor Lenine sobe ao palco Sunset, no Rock in Rio, para apresentar o seu novo projeto autoral, “Carbono”. O espetáculo contará com a participação da banda do cantor e de todos os artistas que fizeram parte da gravação do disco

Carbono é o título do sexto álbum de inéditas da discografia solo de Lenine. Com um repertório que traz 11 faixas inéditas compostas por ele com Carlos Posada, Vinicius Calderoni, Carlos Rennó, Pupillo, Dengue, Lucio Maia e Jorge du Peixe, João Cavalcanti, Dudu Falcão, Marco Polo e Lula Queiroga.

E geográfico. Ele concorda. “Talvez seja o meu trabalho mais pernambucano”, considera o compositor de Leão do Norte, um dos clássicos musicais do estado. Toques de frevo, ciranda e maracatu, a referência à celebração à cultura afro-brasileira em À meia-noite dos tambores silenciosos e a entonação da fala mesclada às agruras ambientais em Quede água são as mais explícitas, em meio a outras mais discretas, tachadas de legendas.

Sonoramente, Carbono marca o retorno da percussão e bateria, suprimidas de Chão para dar lugar a tons mais orgânicos, como o canto do canário belga Frederico VI na canção Amor é pra quem ama. “Sístole e diástole”, define, lançando mão de termos emprestados da biologia para contração e relaxamento do músculo cardíaco.

“Químico, físico e biológico”


“Do ser ao pó é só carbono”, filosofa, em A causa e o pó, parceria com o primogênito, João Cavalcanti. Os filhos Bruno Giorgi - produtor de Chão e novamente envolvido na missão -, Bernardo e João completam o coro dos vocais. “Nossa glote e aparelho fonador são parecidos. Temos o mesmo timbre”, justifica Lenine. “É um disco químico, físico, biológico”, conta o pernambucano formado em engenharia química, entre incontáveis termos técnicos e acadêmicos.

“Tem a tonalidade melódica, algo meio Dominguinhos, e a melancolia”, analisa, apesar de se definir como otimista. “O Antropoceno (período geológico atual) é muito novo. Nós nunca influenciamos tanto a vida do planeta. Eu acredito no homem. O poder que ele tem de destruir é o de construir”, diz. E Carbono é uma construção de Lenine para dentro de si.

A ilustração da capa foi feita apenas com lápis pelo artista plástico José Carlos "Lolo", vencedor do Prêmio Jabuti de literatura na categoria didático e paradidático por Crônicas da norma: Pequenas histórias gramaticais, em parceria com Bladina Franco e Gabriel Perissé. Os dois trabalharam juntos no espetáculo Cambaio, dirigido por João e Adriana Falcão, para o qual Lenine fez trilha sonora.

Referência: Diario de Pernambuco

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