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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O destaque editorial do ano são os “Contos de Kolimá”, do russo Varlam Chalámov

CONTOS DE KOLIMA
Em Kolimá, região desolada no extremo leste da Sibéria, onde as temperaturas alcançam 60 graus negativos, localizavam-se alguns dos campos de trabalhos forçados mais terríveis da era stalinista. Foi aí que o escritor russo Varlam Chalámov (1907-1982) cumpriu a maior parte de sua pena de quase vinte anos, trabalhando até 16 horas por dia em minas de ouro e carvão, constantemente doente e subnutrido

As editoras brasileiras descobriram a literatura russa, há alguns anos, e estão publicando traduções de qualidade. Boris Schnai­derman, Paulo Bezerra, Bruno Gomide, Nivaldo dos Santos, Aurora Fornoni Bernar­dini, Rubens Figueiredo e Irineu Franco Perpetuo são alguns dos tradutores que põem os brasileiros em contato, de maneira competente, com escritores como Púchkin, Gógol, Dos­toiévski, Tolstói, Turguêniev, Tchekhov e Vassili Grossman. 

Agora, por recomendação de Boris Schnaider­man, a Editora 34 preenche uma grande lacuna e começa a publicar, a partir de agosto, os “Contos de Kolimá”, de Varlam Chalámov (1907-1982), em seis volumes. É a obra-prima literária — os russos misturam, com perspicácia, ficção e realidade, com uma iluminando a outra — sobre a vida desumana, e ainda assim demasiado humana, no Gulag.

Varlam Chalámov foi levado para Kolyma, na Sibéria — sob temperatura de -45º — e trabalhou praticamente como “escravo”. Mas sobreviveu, como Alexander Soljenítsin, para contar. Ele era preso político. Mas o que, exatamente, fez contra o governo do ditador Ióssif Stálin? Nada. Só não o apoiava. A Editora 34 vai publicar “Contos de Kolimá” (tradução de Denise Sales e Elena Vasi­levich), em agosto, e, entre se­tembro e dezembro, “A Margem Esquerda” (tradução de Cecília Rosas), “O Artista da Pá” (tradu­ção de Lucas Simone), “Ensaios Sobre o Mundo do Crime” (Fran­cisco Araújo), “A Ressurreição do Lariço” (tradução de Daniela Mountian e Moissei Mountian) e “A Luva ou KR-2” (tradução de Nivaldo Santos). O time de oito tradutores é praticamente uma seleção.

Anote: é um dos maiores lançamentos do ano. Imperdível.

O que falta traduzir agora? Muito; por exemplo, o grande Alexander Herzen (1812-1870), escritor respeitado tanto por Lênin quanto pelo filósofo Isaiah Berlin. Este escreveu brilhantemente sobre Herzen no livro “Pensadores Russos” (Companhia das Letras).

Referência: JORNAL OPÇÃO


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