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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Fotografias feitas por Marcel Gautherot e Pierre Verger, em 1946, retratando as carrancas em barcas do Rio São Francisco, na Bahia, estão expostas na Pinacoteca de São Paulo



A Pinacoteca do Estado de São Paulo está sediando a exposição ‘A Viagem das Carrancas’, que reúne algumas das fotografias de carrancas em barcas do Rio São Francisco, feitas em 1946 por Marcel Gautherot e Pierre Verger, durante uma viagem em que percorreram o litoral e o interior da Bahia

Em 1946, o fotógrafo Marcel Gautherot, em parceria com Pierre Verger, percorreu o litoral e o interior da Bahia e registrou as carrancas ainda encontradas nas barcas do Rio São Francisco. As fotos, publicadas nas revistas O Cruzeiro (1947), Sombra (1951) e Módulo (1955) e no livro Brésil (1950), chamaram a atenção do público e dos pesquisadores. Agora parte dessas carrancas e a série fotográfica de Gautherot chegam à Pinacoteca do Estado de São Paulo em uma exposição inédita assinada pelo curador Lorenzo Mammì.

"A Viagem das Carrancas", que teve início no dia 1º de agosto, apresenta ao público 41 carrancas de coleções públicas e particulares e 42 fotografias pertencentes ao Instituto Moreira Salles, além de pequenas esculturas, um modelo de barco e documentos diversos. Entre os destaques desta mostra está a figura de proa da lendária barca Minas Gerais, a maior embarcação que já navegou o São Francisco, esculpida por Afrânio - o primeiro escultor de carrancas conhecido ainda no fim do século XIX.

"Desde o início, as carrancas eram conhecidas pelos traços grotescos, que se tornaram uma característica recorrente do gênero. No entanto, muitas das mais antigas são bastante realistas. É o caso de uma série de cabeças de leão, de contornos quase clássicos, e da maioria dos cavalinhos, usados geralmente em embarcações menores. Todas expostas na Pinacoteca", explica Mammì.

Também faz parte desta exposição a figura esculpida na barca Americana por Francisco Biquiba dy Lafuente Guarany (1882-1985), o escultor de carrancas mais conhecido e respeitado do país. Ele começou a entalhar carrancas em 1905 e essa foi a terceira da sua carreira, finalizada em 1907. Outras seis carrancas não navegadas esculpidas por Guarany compõem a exposição. Elas pertencem à primeira fase de sua produção para colecionadores, entre as décadas de 1950 e 1960.

"Principalmente por sua qualidade estética e por não haver nada parecido em outros lugares no mundo, a descoberta das carrancas inaugurou uma nova fase na avaliação e até na criação de arte popular no Brasil. Abordar hoje esse assunto nos cobra o desenvolvimento de novos instrumentos críticos para a avaliação desse tipo de produção", completa o curador.

Um livro editado pelo Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro e co-realização do Instituto Moreira Salles e da Pinacoteca de São Paulo, tem patrocínio da Sabesp, DesenvolveSP e CCR, e ficará em cartaz no primeiro andar da Pinacoteca.

Serviço:

Exposição: "A Viagem das Carrancas", com curadoria de Lorenzo Mammì.
Datas e horários: De 1º de agosto até 18 de outubro. De terça a domingo, das 10h às 17h30 com permanência até as 18h.
Local: Pinacoteca do Estado de São Paulo | Praça da Luz, 02 - Luz.
Entrada franca até 18 de outubro.

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