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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Em novo livro tendo fatos da sua vida pessoal como pano de fundo, Marcelo Rubens Paiva narra a história de sua mãe



O escritor Marcelo Rubens Paiva foi a voz de uma geração pós-ditadura no clássico contemporâneo Feliz Ano Velho, de 1982. Paiva narra com humor e determinação as transformações da juventude e a repercussão do acidente que mudou sua vida para sempre

Ele tinha vinte anos quando pulou numa lagoa imitando o Tio Patinhas e acabou quebrando uma vértebra que lhe tirou os movimentos.

Mais de vinte anos depois, o livro ganha agora em agosto uma reedição pelo selo Alfaguara (agora parte do grupo Companhia das Letras). Também neste mês o selo lança o inédito Ainda Estou Aqui, que fala de Eunice, a mãe do escritor.

Vencedor do prêmio Jabuti de 1982, Feliz Ano Velho também aborda os desaparecimentos de pessoas contrárias à ditadura no regime militar. No período mais duro da ditadura, em 1971, o pai do autor, o deputado Rubens Paiva foi preso por supostas ligações com comunistas. Nunca mais foi encontrado. Os militares afirmaram que ele teria fugido com ajuda de militantes comunistas. 

No entanto, a família descobriu que ele foi torturado até a morte um dia depois de ser preso. O caso foi esclarecido durante a Comissão da Verdade: o corpo foi enterrado e depois desenterrado para ser jogado ao mar, segundo testemunhas.

Ainda Estou Aqui mostra a luta de Eunice Paiva antes e depois do desaparecimento do marido. Ele o acompanhou quando ele foi exilado em 1964 e nunca desistiu de esclarecer o desaparecimento do marido em 1971. Em meio à dor, ela voltou a estudar, tornou-se advogada e defensora de direitos indígenas. Nunca chorou em frente às câmeras.

Marcelo Rubens Paiva descreve ainda a última luta da mãe, contra o Alzheimer. Assim como Feliz Ano Velho, o novo Ainda Estou Aqui é também sobre memória, tanto pessoal e familiar aos Paiva, quanto de todos os brasileiros no que diz respeito às feridas nunca fechadas da ditadura militar.

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