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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

De início, não causou tanto furor, mas "Que Horas Ela Volta?" vira fenômeno popular nos cinemas nacionais

Pré-indicado ao Oscar, filme de Anna Muylaert quase dobrou número de cinemas em cartaz na última semana, contando a historia da pernambucana Val (Regina Casé) que se mudou para São Paulo a fim de dar melhores condições de vida para sua filha Jéssica

Com muito receio, ela deixou a menina no interior de Pernambuco para ser babá de Fabinho, morando integralmente na casa de seus patrões. Treze anos depois, quando o menino (Michel Joelsas) vai prestar vestibular, Jéssica (Camila Márdila) lhe telefona, pedindo ajuda para ir à São Paulo, no intuito de prestar a mesma prova. Os chefes de Val recebem a menina de braços abertos, só que quando ela deixa de seguir certo protocolo, circulando livremente, como não deveria, a situação se complica.

Quem vê Que Horas Ela Volta? logo percebe: trata-se de um filme incomum na cinematografia nacional, dada a sua capacidade de refletir sobre o país a partir de uma abordagem acessível a todos os públicos. O que torna o longa de Anna Muylaert ainda mais sui generis é a maneira como vem conquistando os espectadores.

O filme estreou badalado pela crítica, mas pouco prestigiado pelos espectadores. Em sua primeira semana, entre 27 de agosto e 2 de setembro, vendeu 287ingressos por dia em cada uma das 91 salas brasileiras em que estava sendo exibido. Na semana seguinte, cumpriu um movimento comum à maioria dos títulos em cartaz: foi visto por menos gente, o que levou os exibidores a cederem seu espaço para outros longas. Em média, um filme vende 40% menos bilhetes da primeira para a segunda semana de exibição.

O que (quase) nunca acontece é o que sucedeu com Que Horas Ela Volta? da terceira para a quarta semana, iniciada anteontem: um aumento significativo de público fez o longa alcançar a média de 617 espectadores por sala e, em consequência disso, ser levado a mais cinemas. No total, desde quinta-feira, 17, ‘Que Horas Ela Volta?’ está em exibição em cerca de 150 salas.

– Estávamos em 78, ou seja, quase dobramos a ocupação após 20 dias em cartaz. Nunca vi isso acontecer com um longa nacional – vibra André Sturm, diretor da distribuidora Pandora. – Graças a essa virada, o filme poderá ser visto em cidades para as quais talvez não fosse levado (são 18 a mais nesta semana, na comparação com a estreia). E, mesmo em certas regiões, como a zona norte do Rio. Até então, na capital carioca, Que Horas Ela Volta? só estava nas salas do centro e da Zona Sul.

O fenômeno fez o filme alcançar um público de periferia que, em princípio, não alcançaria. Algo especialmente significativo por se tratar de um projeto que aborda as mudanças sociais no país a partir da relação de uma família da classe alta de São Paulo com sua empregada doméstica de origem nordestina.

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