quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O festival de artes integradas Feira Noise apresenta a sua sexta edição em novembro próximo

Conhecida pelos parcos eventos de cunho cultural, Feira de Santana sediará o Feira Coletivo Cultural, coletivo integrado ao Circuito Fora do Eixo, responsável pela produção do Feira Noise

O festival reúne diversas atividades como oficinas, debates, mesas redondas, exposições e é claro, muitos shows musicais. 

O Feira Coletivo é um grupo formado 2009 e tem como ideologia trabalhar com fomentação e circulação de arte e música independente autoral. 

O Feira Noise costuma acontecer no final do ano e, nesse ano, será realizado no próximo mês de novembro, no Centro de Cultura Amélio Amorim, um dos poucos espaços reservados à cultura na progressista Feira de Santana e os seus quase 700 mil habitantes.

“Nosso sertão urbano”

Explorando temas e conceitos da atualidade, o festival vem se consolidando como um dos principais do estado. Na edição de 2014 o festival explorou o tema “nosso sertão urbano”, aliando o sertão feirense com a modernidade de um grande centro urbano, utilizando nas redes sociais as tags #OxeEuVou e #OxeÉNoise.

O evento contou com mais de 30 atrações musicais alternativas, algumas renomadas no cenário independente nacional como Moveis Coloniais de Acaju, Diamba, Scambo, Canto dos Malditos na Terra do Nunca, IFÁ Afrobeat, The Baggios, além de atrações internacionais como o grupo feminino Las Taradas da Argentina e as já conhecidas bandas feirenses Clube de Patifes e Novelta.

Nesse ano de 2015 o festival vem com o tema e conceito #FeiraNoise‎FEIRAMUNDO e, mais que isso, nessa edição o Feira Noise se propõe a ser o palco do encontro entre as diversas bandeiras e comunidades ao redor de mesas discussão, oficinas, dança, poesia, artes visuais e muitos shows musicais. Em novembro teremos um mundo de coisas pra descobrir e acontecer em Feira de Santana, Bahia e você é o nosso convidado especial.

As atividades acontecem entre 7 e 29 de Novembro, o mês dedicado as ações com oficinas de dança, fotografia, produção audiovisual, produção literária, além de debates sobre o cenário cultural e musical e exposições artísticas. Nos próximos dias no site do festival e nas páginas do Feira Coletivo e do Feira Noise Festival no Facebook será exposta a grade de atrações musicais que ocorrem no último final de semana do mês e as datas exatas de todas as atividades que serão realizadas.

Acompanhe a página do Feira Noise Festival e do Feira Coletivo no Facebook e veja toda a programação.

Confirme presença: 

http://bit.ly/feiranoise2015 (evento criado no Facebook)

‪#‎FeiraNoiseFEIRAMUNDO (tag do tema de 2015 utilizada para redes sociais)

#‎RBF2015 (tag destinada para a Rede Brasil de Festivais Independentes, onde o coletivo se integra)

‪#‎CircuitoNordeste (tag utilizada para o Circuito de festivais da Rede Brasil no Nordeste)


Foi confirmado na manhã de terça-feira, 29, que a banda ‘O Rappa’, vai gravar seu novo DVD no Recife


 



O show acontecerá no dia 21 de novembro e o Cais da Alfândega foi o lugar escolhido para a gravação, que contará com a participação de artistas locais como Lula Queiroga, Silvério Pessoa e Galo Preto. Além disso, serão captadas imagens da banda na Oficina Brennand e de pontos turísticos da capital pernambucana

Com um viés filantrópico, o show será aberto ao público mas haverá um espaço no front stage cujo acesso será comercializado com renda revertida para o Hospital do Câncer de Pernambuco. 

Através do empresário da banda, Ricardo Chantily, foi revelado que a escolha da capital pernambucana se deu após o show no Carnaval, no Marco Zero. “É um sonho antigo da banda gravar DVD em Pernambuco. O público daqui passa uma energia diferente. Além disso, é o Estado onde temos os principais fãs clubes”.

A produção e gravação do DVD serão da Lune Produções, com direção do cineasta pernambucano Lírio Ferreira. O lançamento está previsto para abril, também no Recife. O grupo e toda sua produção ficarão hospedados em um dos principais hotéis recifenses e as instalações do espaço servirão de cenário para o Diário de Bordo do DVD. 

Além de toda a infraestrutura de serviços para o público, o Estado fará investimentos para garantir o pagamento de cachês dos artistas locais.


"Chico - Artista Brasileiro", documentário sobre o cantor e compositor Chico Buarque, será o filme de abertura do Festival do Rio 2015


Dirigido por Miguel Faria Jr., o longa-metragem conta com uma apresentação exclusiva feita pelo homenageado, repleta de participações especiais. A cada nova canção, o próprio Chico conta detalhes sobre como foi composta e a repercussão que teve em sua carreira

Vale lembrar que o diretor já comandou outro documentário centrado em um ícone da música popular brasileira: Vinícius, sobre o cantor e compositor Vinícius de Moraes. O longa-metragem foi o filme de abertura do Festival do Rio 2005 e é até hoje o documentário brasileiro mais visto nos cinemas, com quase 272 mil espectadores.

O Festival do Rio 2015 acontecerá entre os dias 1º e 14 de outubro e a estreia em circuito comercial de ‘Chico - Artista Brasileiro’ está agendada para 26 de novembro.

Figura central

Personagem fundamental da cultura brasileira nos últimos 50 anos, autor, dramaturgo e compositor de uma extraordinária coleção de canções, Chico Buarque dialoga com a própria memória neste longa de Miguel Faria Jr.

"É um artista revisitando a sua própria história do ponto de vista da maturidade", resume o diretor, que em 2005 lançou o documentário sobre Vinicius de Moraes. O documentário tem como um dos eixos a descoberta do irmão alemão de Chico, que foi publicada no seu último romance "O irmão alemão".

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Já está disponível a edição ilustrada do livro “O Negócio do Brasil”, do historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello



Considerado um dos clássicos da historiografia da presença holandesa no Nordeste, o livro “O Negócio do Brasil”, do historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello, acaba de ganhar uma nova versão ilustrada

A tese heróica de que os holandeses foram expulsos mediante a valentia dos portugueses, dos índios e dos negros é revista nessa reconstituição histórica feita por Evaldo Cabral de Mello, um dos maiores historiadores brasileiros, especialista em história regional e no período de domínio holandês em Pernambuco no século XVII.

Sessenta e três toneladas de ouro: esse foi o preço que Portugal pagou aos holandeses para que eles devolvessem o Nordeste aos lusitanos; essa negociação teria sido o arremate de uma guerra que já havia sido vencida pelos Portugueses, que mesmo assim sentiam-se vulneráveis ao rivalizar com a principal potência econômica e militar do século o XVII.

Lançado pela primeira vez em 1998, o livro revelou como, após as batalhas que culminaram com a expulsão dos holandeses de Pernambuco, em 1654, Portugal só conseguiu assegurar seu domínio sobre o Nordeste Brasileiro após negociações diplomáticas que envolveram o pagamento do equivalente a 63 toneladas de ouro às Províncias Unidas dos Países Baixos - já então conhecida pelo nome da mais poderosa de suas províncias, a Holanda.

Nova edição


Enfim, de certa forma Portugal precisou recomprar o Brasil da Holanda. A nova edição da Editora Capivara, ainda não disponível nas livrarias alagoanas (sempre atrasadas quando se trata de lançamentos, ainda mais quando não são Best-sellers), traz não apenas imagens clássicas da região no período retratadas por pintores como do holandês Frans Post, como mapas, gravuras e outras ilustrações que ajudam na compreensão da narrativa. "História diplomática é uma leitura árida e só diplomata gosta. Se adoça com gravuras e representações, atrai mais leitores", diz o próprio historiador Evaldo Cabral de Mello

Cineasta brasileiro Zé do Caixão será mostrada em série do canal Space

A série de Zé do Caixão, que estreia em setembro pelo canal de assinatura Space, acompanha a vida e a obra do cineasta brasileira José Mojica Marins, que será vivido pelo ator Matheus Nachtergaele

Com seis episódios de 45 minutos cada, o seriado permitirá que os espectadores conheçam mais a fundo a vida de Mojica e sua paixão pelo cinema. “No ano retrasado (2013), o Vitor (Mafra, diretor da série) me ligou e falou sobre a possibilidade de levar o projeto para a TV. Achei um milhão de vezes melhor, já que vamos ter um público muito maior e poderemos contar muito mais sobre a história do Mojica.”

Pensando nisso, Barcinski e os outros responsáveis pelo roteiro do projeto, que incluem o próprio Mafra e o roteirista Ricardo Grynszpan, resolveram dedicar cada capítulo do programa a um filme importante da carreira de Mojica, mostrando as filmagens e as dificuldades de produção, além de contar paralelamente como era a vida de Mojica nas diferentes épocas.

“A gente não queria fazer essas cinebiografias normais do tipo ‘nasceu em tal ano, aí depois virou adolescente’. Não queríamos fazer uma coisa careta, ou digamos, tão didática. Então pensamos que o tema central da série deveria ser a luta do Mojica para fazer os seus filmes. Ele sempre fez isso, é difícil dissociar os filmes da vida dele. Para quem não sabe, os pais dele chegaram a vender tudo pra fazer o primeiro filme do Zé do Caixão”, completa Barcinski, que conhece Mojica há cerca de 30 anos.

Na época da ditadura militar, em 1964, seus filmes foram proibidos por conta do sadismo do personagem. Até hoje, José Mojica é mais conhecido como Zé do Caixão do que por seu próprio nome, tamanha popularidade de seu principal personagem.

O canal Space está disponível nas principais operadoras de TV por assinatura do Brasil.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Vendas de livros voltam a registrar crescimento entre agosto e setembro



Na contramão de outros segmentos que vêm enfrentando retração, as vendas de livros no varejo em todo o país voltaram a apresentar pequeno crescimento entre os dias 10 de agosto e 6 de setembro, em comparação com o mesmo período do ano passado

Pelo índice medido anteriormente, correspondente às quatro semanas entre 13 de julho e 9 de agosto, as vendas em livrarias e supermercados tinham apresentado pela primeira vez no ano resultado negativo, com uma queda de 5,5% em volume e em 3,1% no faturamento, em comparação com o mesmo período de 2014.

De acordo com dados divulgados hoje (28) pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), o aumento foi 0,8% em volume e 2,2% em valor, alcançando um total de R$ 112,6 milhões.

No acumulado do ano, os dados do Painel das Vendas de Livros no Brasil mostram, até o início de setembro, aumento de 5,94% em volume e de 5,62% no faturamento, no confronto com idêntico período do ano passado. De acordo com o Snel, os números do faturamento levam em conta as políticas de descontos em relação ao preço de capa, praticadas pelas redes varejistas.

“Vamos aguardar os números do próximo painel para ver se os lançamentos da Bienal do Livro do Rio tiveram o impacto esperado no mercado”, comentou o presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira. Ele disse que espera fechar o ano com um crescimento de 6% na receita da indústria editorial brasileira.

Divulgado a cada quatro semanas pelo Snel, o Painel das Vendas de Livros no Brasil foi criado com o objetivo de dar maior transparência ao desempenho do setor. Os números têm como base o BookScan, serviço de monitoramento de vendas de livros, presente em dez países, entre eles o Brasil. Os dados são coletados diretamente do caixa das livrarias, do e-commerce e de outros varejistas.

Edição: Graça Adjuto (EBC)

Com construção datada de 1735, São Miguel das Missões no RS, é um dos sitos arqueológicos mais importantes do país


Segundo destino mais procurado do RS, atrás apenas das cidades gêmeas Gramado e Canela, São Miguel Arcanjo é o único patrimônio histórico-cultural do sul do Brasil reconhecido pela Unesco, com sítio arqueológico formado por igreja, sacristia, cruz missionária, colégio, oficinas, quinta e cemitério, além de um museu

A fachada de pedra avermelhada ainda se sustenta, imponente, no meio do gramado verde. Com os olhos fechados, talvez seja possível ouvir na imaginação o burburinho das crianças guaranis, ou a missa rezada com sotaque espanhol. A redução de São Miguel Arcanjo, hoje o município gaúcho de São Miguel das Missões, já assistiu à passagem de mais de três séculos.

Quem alguma vez abriu um livro de História do Brasil deve se lembrar dos jesuítas - padres portugueses e espanhóis que, na América descoberta, organizavam comunidades com o objetivo de catequizar os índios. Além de ter sido importante no Rio Grande do Sul, o movimento se estendeu à Argentina e ao Paraguai. 

No Brasil, a partir de 1636, esses povoados sofreram fortes ataques dos bandeirantes paulistas que buscavam escravos. Em 1638, acabaram migrando para o outro lado do rio Uruguai. Os padres jesuítas só retornaram a São Miguel Arcanjo em 1687, quando fundaram os Sete Povos das Missões. O conjunto de aldeamentos indígenas do noroeste gaúcho incluía também São Lourenço Mártir, São João Batista e São Nicolau, São Borja, São Luís Gonzaga e Santo Ângelo.

A construção do complexo arquitetônico ainda existente em São Miguel foi realizada após o retorno. O sítio arqueológico é formado por igreja, sacristia, cruz missionária, colégio, oficinas, quinta e cemitério, além de um museu.

A antiga igreja é, sem dúvida, o que mais chama a atenção no local. Seus blocos de arenito percorreram 20 quilômetros para chegar ali, onde passaram dez anos sendo empilhados para dar o formato de cruz latina que diferencia o edifício das demais igrejas missionárias. O projeto foi assinado pelo italiano Gian Batista Primolli, que se mostrou bastante antenado com as novidades da arquitetura européia da época ao desenhar sua obra barroca.

O sino que badalava na torre principal da igreja descansa hoje no Museu das Missões, instalado em uma casa inspirada nas habitações dos missioneiros. O museu abriga ainda cerca de cem imagens religiosas confeccionadas pelos índios e que antes decoravam o templo.

Para entender mais sobre São Miguel, um vídeo é exibido aos visitantes de hora em hora, na sacristia. À noite, um espetáculo de som e luz conta a história das missões. O sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo é o único patrimônio histórico-cultural do sul do Brasil reconhecido pela Unesco. 



Sítio arqueológico de São Miguel:

Horário de visitação: das 9h às 12h e das 14h às 18h, com alterações durante o horário de verão.

Quanto: R$ 5, sendo que estudantes e idosos pagam meia e alunos de escolas públicas entram de graça. Informações: www.saomiguel-rs.com.br/Turismo.

domingo, 27 de setembro de 2015

Com filmes ainda em lançamento e preço de assinatura de pouco mais de R$ 22,00 a Netflix é a grande sacada do mercado de entretenimento



A Netflix vai dominar o mundo? Para uns, é uma questão de tempo pois, para esse grupo, a invasão já está em curso e, em breve, o símbolo máximo da globalização será a Netflix que conseguiu reunir qualidade na programação com baixo custo

Em entrevista à rede norte americana de televisão por assinatura CNBC no domingo passado, 20, o CEO da Netflix, Reed hastings, falou sobre o futuro do mercado de televisão e vídeo. De acordo com o executivo, em um período de 10 a 20 anos a partir de hoje, todos os programas, filmes e atrações que atualmente vemos na televisão estarão na internet.

Durante a entrevista, Hastings comentou sobre a competição entre seu serviço e as empresas de TV a cabo. Segundo ele, atualmente poucas pessoas deixaram de assinar TV a cabo por conta do Netflix, "mas isso é uma preocupação no longo prazo". Mesmo programas de esporte, que continuam sendo um dos principais trunfos das operadoras de TV a cabo, serão disponibilizados na internet no futuro.

Para o CEO da empresa, o principal motivo para o sucesso de seus negócios é a forma interativa de assistir programas que ele possibilita. "As pessoas adoram poder clicar e assistir, é interação muito mais normal do que esperar até as 6h ou as 8h por um programa específico".

Outro motivo para o sucesso da Netflix é sua capacidade de análise de dados dos programas que disponibiliza. "Nós somos uma máquina de aprendizado. Cada vez que nós lançamos um novo programa, nós o analisamos, descobrimos o que funciona e o que não funciona para que possamos fazer melhor da próxima vez", comentou.

Rock in Rio | Sérgio Mendes convida Carlinhos Brown e celebra a qualidade dos músicos nacionais



 Sérgio Mendes, ao lado de nomes como Naná Vasconcelos, é daqueles artistas brasileiros que fazem mais sucesso lá fora do que em seu país natal e, não foi à toa que, na sua apresentação no Rock in Rio, ele tocou músicas transformadas em sucesso por ele nos EUA
O pianista Sérgio Mendes não ignorou durante show ontem, sábado, no Rock in Rio, os hits com os quais ganhou notoriedade além do Brasil. Mas o ícone da bossa nova tampouco poderia esquecer dos gênios da música nacional no último show do dia no palco Sunset.

“País Tropical” (Jorge Ben Jor), “Águas de Março” (Tom Jobim), “Água de Beber” (Tom e Vinícius de Morais), “Sou Eu” (Moacir Santos), “A Rã” (João Donato), “Berimbau” (Baden Powell) e “Consolação” (Powell e Vinícius) foram tocadas por Mendes com a companhia do rapper H2O e um trio de cantoras que inclui a esposa do artista, Gracinha Leporace.

“Surfboard”, gravada com will.i.am, do Black Eyed Peas, “Never Gonna Let You Go “ e ”Goin' Out of My Head", consagradas por Mendes nos Estados Unidos, junto com “The Look of Love”, de Diana Krall, deixaram o clima menos tropical na Cidade do Rock. Isso até Carlinhos Brown aparecer.

O músico baiano e Mendes apresentaram parcerias suas, “Indiado” e “Favo de Mel”, para finalmente se despedirem com a mundialmente famosa "Mas que Nada", outra de Jorge Ben. O sábado, penúltimo dia de Rock in Rio, ainda teve Sheppard, Sam Smith e Rihanna.

Referência: Rolling Stone

sábado, 26 de setembro de 2015

Estou de dieta e não quero abrir mão dos drinques! Quais as opções que eu tenho?





É cada vez maior o número de pessoas que, preocupadas com saúde e o bem estar futuros, estão buscando alimentos e bebidas saudáveis. Ao mesmo tempo, quando o assunto é diversão, fica muito difícil resistir ao chope gelado, às roskas com frutas tropicais, a um bom wisque 12 anos...


Mas se a opção é zero álcool, segue-se a trilha dos chás, sucos naturais e no máximo refrigerantes zero. Com o crescimento de receitas fitness e lights, os adeptos de dietas podem contar com uma gama de dicas de bebidas. Evidentemente que o álcool pode comprometer os resultados de uma dieta, para isso surgiram as opções que combinam drinques sem álcool e com poucas calorias.

Permita-se a exceção


Se você optou pela rotina de uma dieta rigorosa, saiba que isso pode acabar com sua motivação e sua satisfação pessoal em momento de lazer. No entanto, isso deve ser feito com cuidado. A redução de peso é uma tarefa difícil para muitos, e se torna ainda mais, quando nos sentimos aprisionados. É fundamental permitir a diversão e uns bons drinques sem álcool ás vezes não faz mal a ninguém. Você deve escolher o momento certo para essas exceções. Pode ter certeza que se deliciar com uns drinques sem álcool em uma festa especial ou em uma reunião com os amigos pode estimular ainda mais a busca pelo objetivo

Não tem muito como fugir: estão chegando as festas de final de ano e é tempo de comemoração. Como muita gente adora uma bebidinha, a dica é ficar atento! Como a gente sempre diz por aqui, você não precisa – e nem deve – abrir mão de tudo que gosta para ter uma vida mais saudável, basta saber escolher. 

Por isso, seguem algumas opções de drinques que podem enriquecer os seus encontros com nutrientes para você aproveitar sem peso na consciência. Só não vale esquecer que equilíbrio e moderação são fundamentais em todos os casos, hein?

· Sangria

Em uma jarra grande, adicione: frutas como maçãs, abacaxi, pêssego e laranjas cortados em cubos. Complete com uma garrafa de vinho tinto, suco de limão, suco de laranja e gelo. Acrescente folhas de hortelã e canela em pau para dar um sabor especial.

· Mimosa

É a mistura de champanhe com suco de laranja. A medida é simples: para 100 ml de champanhe, 200 ml de suco. Você também pode experimentar os drinques com outros sucos de frutas, como pêssego e manga.

· Coquetéis sem álcool

Para os que não são fãs de bebidas alcoólicas, há opções de drinques feitos com frutas, sucos e ervas aromáticas. Em uma panela, ferva frutas picadas, sucos, água, canela em pau, noz moscada e ervas. Leve à geladeira e sirva bem gelado.

· Smoothies

Estes drinques podem ser preparados combinando frutas, polpas de frutas, e iogurtes batidos com gelo! Uma boa dica é utilizar iogurtes desnatados para reduzir a quantidade de gorduras do seu drinque.

· Raspadinhas

Ótima pedida para dias de calor, este drinque é sucesso também entre as crianças! Em um liquidificador, misture suco de fruta com bastante gelo, e tome de canudinho. Seus convidados vão adorar esta ideia!

· Água aromatizada

Em uma jarra, coloque água, rodelas de laranja, limão, ervas naturais como hortelã, menta, manjericão ou alecrim, e gelo. As especiarias dão um toque de frescor e sabor à água. Não há necessidade de acrescentar açúcar!

Não se esqueça de que, as bebidas feitas com suco de frutas, não precisam ser adoçadas. Para os outros casos, você pode ousar e usar mel.

Comemoração dos 50 anos da Jovem Guarda tem shows no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Brasília





O CCBB Brasília participa das comemorações que visam celebrar os 50 anos de um dos maiores movimentos musicais brasileiros, a Jovem Guarda, que teve como marco o nascimento de um programa de televisão de mesmo nome, apresentado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, com shows neste final de semana


Em homenagem aos 50 anos da Jovem Guarda, o CCBB está apresentando uma série de shows e encontros com artistas do movimento, como Wanderléa, Jerry Adriani, Renato e seus Blue Caps com Michael Sullivan, dentre outros. Além de shows, o projeto conta também com palestras com o jornalista Irlam Rocha Lima, Pedro Só e José Teles. 

O evento busca valorizar, difundir e discutir o movimento musical que marcou o país não apenas na música, mas no comportamento de toda uma geração.O CCBB preparou uma programação especial que contará com uma série de shows com nomes de destaque da Jovem Guarda como Lafayette e os Tremendões (com Getúlio Côrtes), Jerry Adriani e Wanderléa, a Ternurinha, que fecha a programação do domingo (27).

A recomendação é que os visitantes venham à caráter, vestido com as roupas da época, já que existe a possibilidade de tirar fotos com os artistas preferidos, depois dos shows.

Os shows serão projetados ao vivo em um telão no Vão Central do CCBB.

Direção e produção artística: Humberto Braga
Curador: Marcelo Fróes

PROGRAMAÇÃO DESTE FINAL DE SEMANA:


26/9 (sábado)

12h30 - Papo Firme com: Jerry Adriani e Marcelo Fróes
20h30 - Show de Jerry Adriani

27/9 (domingo)

12h30 - Papo Firme com: José Teles, Irlam Rocha e Marcelo Fróes
20h30 - Show de Wanderléa

Duração dos shows: 90 minutos

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Mia Couto | Um dos mais produtivos escritores da literatura em língua portuguesa em prosa e verso



Moçambique não costuma se destacar no campo das artes e mas, provavelmente, você já ouviu o nome de Mia Couto, nascido na cidade da Beira e que é um dos mais profícuos escritores da atualidade, sucesso de público e crítica

Mia Couto é o pseudônimo de Antônio Emílio Leite Couto, um apaixonado por gatos que nasceu no dia 5 de julho de 1955. A paixão pela escrita floresceu ainda na adolescência, quando teve seus primeiros poemas publicados em um jornal de sua cidade, o “Notícias da Beira”. 

Ingressou na faculdade de Medicina, mas a paixão pelas letras e, em especial, pelo jornalismo fez-no abandonar o curso no terceiro ano. Durante a década de 70 foi nomeado diretor da Agência de Informação de Moçambique e posteriormente colaborou como diretor da revista Tempo e como jornalista do jornal Notícias.

Trilhando pelos campos da biologia e do jornalismo, Mia Couto é autor de mais de trinta livros, entre prosa e poesia, tendo colecionado uma série de prêmios literários, entre eles o Prêmio Camões de 2013, considerado o mais importante da literatura produzida em língua portuguesa.

Biologia & Jornalismo

Além do jornalismo, a Biologia também está entre as paixões de Mia Couto: em 1985, abandonou a carreira de jornalista para ingressar na faculdade de Biologia. Ainda hoje concilia a direção de uma empresa de consultoria ambiental com a literatura, afirmando que, assim como a escrita, a biologia não é uma profissão, mas sim uma paixão. 

Durante o dia, é biólogo e ativista; durante a noite, escreve, especialmente quando sofre com duradouras crises de insônia. A entrega à literatura já lhe rendeu frutos: Mia Couto é considerado um dos escritores mais importantes de Moçambique e também é o escritor moçambicano mais traduzido.

Vale muito a pena conhecer um pouco mais da linguagem peculiar e cheia de neologismos do escritor que tem em Guimarães Rosa uma de suas maiores influências. Ao ler os poemas do moçambicano, certamente o leitor ficará com vontade de conhecer mais versos e também a prosa desse brilhante autor. Recomendamos essa excelente leitura!

Seguido na trilha de “Babe O Porquinho Atrapalhado”, em ‘Shaun, o Carneiro’ um animal tem a missão de trazer o dono de volta para casa após perda de memória


‘Shaun, o Carneiro’ traz para as telonas a primeira passagem de Shaun, um carneiro superinteligente e criativo que é líder de seu rebanho, pela cidade grande. Quando ele decide tirar um dia de folga para se divertir, no entanto, as coisas acabam saindo do controle. Além de entrar em uma confusão, ele precisa guiar todo seu rebanho em segurança até a fazenda 

Na propriedade do Fazendeiro, as ovelhas acordam, trabalham, dormem; acordam, trabalham, dormem. E... acordam, trabalham, dormem. Não é um (des)privilégio delas. E elas não são maltratadas (muito pelo contrário). A mesma rotina é seguida pelo leal cão Bitzer, e pelo próprio fazendeiro. Entediada, uma ovelha, Shaun, resolve quebrar a rotina por um dia, mas o plano sai do controle e seu dono acaba indo parar na Cidade Grande, acidentalmente, onde perde a memória.

Para quem não ligou a temática/técnica ao estúdio, Shaun, o Carneiro é a nova produção da Aardman Animations, dos mesmos realizadores que trouxeramPor Água Abaixo (2006), Wallace & Gromit - A Batalha dos Vegetais (2005) e, claro, o excelente A Fuga das Galinhas (2000). No novo filme, estão presentes os mesmos elementos das histórias anteriores, do cenário campestre à técnica de stop motion, de massinha – que dá um trabalho do cão.

No original, o filme se chama Shaun the Sheep Movie. A ovelha surgiu há cerca de 20 anos em um curta do universo de Wallace & Gromit; e o “movie” se justifica porque o personagem virou o protagonista de uma série de TV criada pela mesma empresa.

Agora, no entanto, trata-se da produção mais universal da história da Aardman, afinal, é o primeiro longa-metragem do estúdio a chegar aos cinemas sem falas. Nadinha. Nenhum diálogo. Não à toa, coerente com o espírito acessível do filme, o fazendeiro se chama “Fazendeiro” e a cidade grande é batizada com o nome de “Cidade Grande”.

Na Cidade Grande, Shaun, os carneiros e o cachorro farão amigos – destaque para a cadela Slip, do tipo que rouba a cena -, que os ajudarão a procurar o desmemoriado Fazendeiro. Não será uma tarefa fácil, já que, no encalço dos animais está o chefe da carrocinha. E eles adotam toda uma hilária sorte de disfarces para despistá-lo.

Mais da história não é bom saber de antemão, a fim de se manterem as surpresas. Não é um filme que transcende, mas o que se pode dizer é que Shaun, O Carneiro traz uma história criativa, lúdica, sutil, divertida (conhece a expressão “contar carneirinhos” para dormir?), e cheia de referências para os adultos. Isso, para dizer o mínimo. Definitivamente, o melhor filme dos estúdios desde A Fuga das Galinhas.

Referência: Adoro Cinema

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Vladimir Putin receberá Elton John para tratar dos Direitos LGBT no seu país







Depois de dois comediantes russos terem enganado Elton John fazendo-o pensar que estava no telefone com o presidente russo Vladimir Putin, o real Putin abriu a possibilidade de marcar uma reunião sobre direitos LGBT

O porta-voz de Putin, Dimitry Peskov, revelou aos jornalistas que uma chamada real ocorreu após a brincadeira. "Putin telefonou para ele", disse Peskov. "Ele disse: 'Eu sei que alguns caras pregaram uma peça em você por telefone, mas não se sinta ofendido

São pessoas inofensivas, no entanto, claro, não justifica o que eles fizeram.". O porta-voz acrescentou que Putin ofereceu-se para falar com John e "discutir qualquer assunto que possa lhe interessar." Um representante de John confirmou a chamada para a imprensa.

Terça-feira passada, "Putin" chamou Elton John para discutir os direitos dos homossexuais na Rússia e arranjos feitos para atendê-lo em Moscou durante a próxima visita do cantor. "Obrigado ao presidente Vladimir Putin para estender a mão e falando por telefone comigo hoje", escreveu o cantor no Instagram.

Após a revelar que era uma brincadeira, John respondeu com sinceridade sobre a situação. "Pegadinhas são engraçadas. Homofobia, entretanto, nunca é engraçado", ele escreveu. "Eu amo a Rússia e a minha proposta para falar com o Presidente Putin sobre LGBT direito ainda está de pé. 

Eu sempre vou ficar à disposição daqueles que estão sendo degradados e discriminados. Se este infeliz incidente ajudou a empurrar esta questão vital de volta no centro das atenções, então eu estou feliz por estar presente nesta ocasião.”

Elton John há tempos tenta marcar uma reunião com Putin durante suas visitas à Rússia, fato que já o tornavam mais suscetíveis à brincadeiras. Em novembro de 2014, o cantor se manifestou contra a homofobia da Rússia durante um concerto em São Petersburgo após uma estátua de Steve Jobs ter sido tirada do ar por ordem do atual CEO da Apple, Tim Cook, ter “saído do armário”.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Bienal do Livro de Pernambuco já tem programação divulgada O Centro de Convenções, em Olinda PE, sediará de 2 a 12 de outubro



A Bienal do Livro de Pernambuco, importante evento literário, receberá convidados como o cubano Leonardo Padura, a argentina Selva Almada, Contardo Calligaris, Lourenço Mutarelli, entre outros nomes ligados à literatura

Profissionais da área como escritores, pesquisadores e jornalistas compõem a programação da X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, anunciada ontem terça-feira (22). Entre os nomes, o cubano Leonardo Padura, a argentina Selva Almada, Contardo Calligaris, Lourenço Mutarelli, Ana Martins Marques, Jeanne Marie Gagnebin, Edyr Augusto, Paulo Bezerra, Regina Dalcastagnè, Muniz Sodré, Eliane Robert Moraes. 

Autores locais também terão espaço, como é o caso de Ronaldo Correia de Brito, Samarone Lima, Fernando Monteiro, Pedro Américo de Farias e Lourival Holanda. A Bienal acontece de 02 a 12 de Outubro, no Centro de Convenções, em Olinda, o maior espaço do gênero, no estado.

Regina Dalcastagnè

A pesquisadora, escritora e crítica literária brasileira Regina Dalcastagnè é mais um nome confirmado para a programação da X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que acontece entre 2 e 12 de outubro. A convidada tem um trabalho que tem se destacado pela avaliação de aspectos da desigualdade social na literatura e com uma análise da forma como a sociedade é retratada na literatura brasileira em obras como Literatura brasileira contemporânea: um território contestado e Personagens do romance brasileiro contemporâneo.

Serviço:

Acesso ao evento: Aberto ao público
Horário Padrão: 10:00 às 22:00 horas
Horários Especiais:
Linhas de produtos e/ou serviços: comercialização de livros, geração de conteúdo e inclusão tecnológica.
Abrangência: Internacional
Frequência: Bienal
Modalidade: Feira
Setor: Artes Gráficas, Papelarias, Embalagem de Papel, Livro, Material Didático e Educativo

Localização:

Local: Pavilhão de Feiras do Centro de Convenções de Pernambuco
Endereço: Av. Professor Andrade Bezerra, 000 - Salgadinho
Cidade: Olinda - PE
Site do Evento: http://www.bienalpernambuco.com
E-mail do Evento: cia@cia-eventos.com

2015 marca os 100 anos da “Seca do 15”, uma das maiores estiagens do Nordeste, que assolou especialmente o estado do Ceará



A seca no Nordeste é um assunto por séculos lamentada, denunciada, comentada por agentes políticos, párocos, pastores, bispos, imprensa... Em 1953 Luiz Gonzaga e Zé Dantas compuseram “Vozes da Seca”, um clássico do rosário de sucessos gonzagueanos, onde os autores pediam que o Sul parasse de mandar esmolas do tipo “roupa velha, sapato velho, dinheiro...’ e resolvesse o problema com ações simples, apontadas na letra da música
O céu transparente de Quixadá narrado por Rachel de Queiroz se deixou encobrir por densas nuvens lá pelo mês de março. Pelos prognósticos da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), 2015 será um ano de seca no Sertão Central, a 169 quilômetros de Fortaleza. 

Apesar das previsões de poucas chuvas para o Ceará, o sertanejo mantém a esperança de que as nuvens que deixavam o céu bonito para chover são um sinal de que a estiagem não castigará o nordestino. E de que o cenário deste ano será diferente do de um século atrás quando a chamada 'Seca do 15' deixou milhares de nordestinos à mercê da fome e da miséria.


O livro O Quinze, o primeiro da carreira da escritora cearense Rachel de Queiroz, narra histórias fictícias baseadas no sofrimento real de quem perdeu tudo por causa da seca de 1915, uma das mais devastadoras da história. Mas assim como a personagem Dona Inácia, o sertanejo segue mantendo a fé e rezando para São José, padroeiro do Ceará. Entre os nordestinos há a crença de que se chover no dia 19 de março, dia do santo, o “inverno” será bom – e haverá chuva até maio.


“Você sabe por que, nós, do sertão, ficamos velhos cedo?”, indaga o aposentado Ribamar Lima, 66 anos. “É de fazer careta olhando para o sol para ver se vai chover. Aí engelha tudo”. Ribamar é um dos profetas da chuva, grupo de sertanejos cearenses que se reúne todos os anos em Quixadá e faz prognósticos do tempo baseados na observação de elementos da natureza. “Se as formigas caminham de uma área baixa para uma alta, é sinal de que ali vai alagar. Mas se os pássaros fazem ninho no chão, não vai chover”, ensina Ribamar, segundo o que aprendeu com o pai.

Apesar da seca que assola o Nordeste há três anos e da previsão da Funceme de manutenção desse cenário, lá estava ela: a chuva. Entre o fim de fevereiro e o início de março, havia chovido durante vários dias em quase todas as regiões do Ceará. E o agricultor, aproveitando a terra úmida, já começava a preparar o terreno ou plantava milho, feijão e a palma que servirá de alimento para o gado no “verão”. Às primeiras gotas de água, como que por milagre, a vegetação do semiárido, antes cinza, explode em tons exuberantes de verde.

Mesmo diante dessas chuvas, não há como prever como será o restante da quadra chuvosa, que começa em fevereiro e vai até maio. A Zona de Convergência Intertropical vem mudando a dinâmica do Oceano Atlântico e trazendo chuvas regulares para o estado. Esse movimento, no entanto, também pode sofrer alterações. “Ainda não temos indicações seguras de que as mudanças no Atlântico vão persistir. Desejamos que elas continuem como estão e tragam mais chuvas para recarregar nossos reservatórios”, explica o meteorologista Raul Fritz, da Funceme.


“Não confunda chuvas com inverno”, alerta o profeta Ribamar Lima. No encontro realizado em janeiro, a maioria dos profetas e profetizas disse que o inverno (termo usado pelo cearense para se referir à quadra chuvosa) não seria suficiente para encher os açudes.

Até o momento, eles estão certos. Os 149 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) tinham, juntos, até o dia 9 de março, apenas 19% da capacidade total. Alguns deles chegaram a zero. É o caso do Açude Carnaubal, que abastece o município de Crateús, a 355 quilômetros da capital, Fortaleza.

No Ceará, 70% da água dos reservatórios são usados pela agricultura. Para especialistas, trata-se de uma “injustiça hídrica” que só será revertida quando o governo priorizar a destinação da água à população – e não aos setores produtivos.

Apesar das dificuldades devido à escassez de água e do acesso desigual ao recurso, a segurança hídrica é apenas um dos pontos importantes para que o sertanejo crie raízes e permaneça no semiárido. A integrante da coordenação estadual da Articulação no Semiárido (ASA) Odaléa Severo acredita que é preciso garantir ainda o acesso à terra e formas de estocar alimentos para pessoas e animais. “Seca não se combate. É preciso criar mecanismos para viver bem no semiárido”, defende.

Mas antes de desenvolver formas de conviver com o semiárido, o sertanejo foi obrigado a migrar em busca de melhores condições de vida. A história das secas no Ceará é marcada pela figura do retirante que, no início do século 20, foi usado como mão de obra barata e foi alvo de ações higienistas e de isolamento em áreas que ficaram conhecidas como campos de concentração.


Na luta por uma convivência harmoniosa com os efeitos da seca, muitas obras já foram feitas com o intuito de levar água para a população. Desde o início do século passado, o Poder Público mantém órgãos para realização de grandes obras e açudes – que serviam mais a interesses públicos que ao sertanejo pobre. Hoje, 106 anos após a criação do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), o órgão espera por uma reestruturação e pela renovação do quadro de pessoal – formado, em sua maioria, por servidores prestes a se aposentar.

Há meses os técnicos que mantinham uma estrutura de poços e bombas para a retirada de água do lençol freático decretaram o fim dos trabalhos. Eles retiravam os equipamentos e as tubulações que sugavam o pouco que havia restado do reservatório Carnaubal, em Crateús. Em anos anteriores, o local onde os canos estavam instalados estaria submerso a, pelo menos, 10 metros de profundidade.

Os técnicos mal tiveram tempo de finalizar a retirada dos equipamentos e a esperança do sertanejo veio de novo em forma de água: a chuva.

Referência: Revista Central