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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Nessa quinta-feira, 06 de agosto, será encerrada a 324ª Romaria de Bom Jesus da Lapa, o terceiro maior evento de peregrinação católica do Brasil


A 324ª Romaria de Bom Jesus da Lapa terá seu ápice amanhã, quinta-feira, 6, e a expectativa para este ano é reunir em torno de 500 mil participantes de todas as regiões da Bahia e de outros estados

A cidade, situada a 789 km a oeste da capital, passou a ser ponto de convergência de devotos desde o dia 28 de julho, com o início da novena preparatória.

O bispo de Barreiras, dom Josafá Menezes, será o celebrante principal no dia da festa. Ele, que responde interinamente pela diocese da Lapa, também coordenou nesta quarta, 5, à noite, o encerramento da novena. Este ano os romeiros encontram novo altar da gruta de Nossa Senhora da Soledade e nova iluminação das grutas Santa Luzia, Água do Milagre e São Francisco.

O santuário recebe por ano uma média de 1,8 milhão de visitantes. É o terceiro maior em atração de peregrinos católicos do Brasil, atrás de Aparecida do Norte (SP) e Juazeiro do Norte (CE).


O Santuário do Bom Jesus da Lapa

O abrigo foi descoberto em 1691 pelo português Francisco Mendonça Mar, que exercia, como seu pai, a profissão de ourives e pintor. Com vinte e poucos anos de idade, em 1679, chegou a Salvador da Bahia, onde instalou sua própria oficina. Em 1688, foi encarregado de pintar o palácio do Governador Geral do Brasil, em Salvador, mas, ao invés de receber o pagamento, Francisco foi levado à cadeia e cruelmente açoitado. Tocado pela divina graça, reconhecendo a vaidade do mundo, ele aprendeu que a única coisa que vale é a salvação. Distribuindo seus bens, fez-se pobre e, acompanhado de uma imagem do Cristo crucificado, enveredou-se pelo sertão adentro. Caminhou entre tribos de índios antropófagos, passou fome, sofreu o calor do sol.

Uma tarde, depois de vários meses de incessante caminhada, avistou um morro, subiu uma áspera ladeira e, por uma abertura na pedra, penetrou numa gruta. Lá dentro, encontrou uma cavidade ideal para colocar a cruz que levava. Ali, à margem do rio São Francisco, começou uma vida de eremita.

Dedicado à oração e à penitência, o monge logo percebeu que o amor a Deus não pode ser isolado da vida; então começou a trabalhar em favor dos mais necessitados, trazendo para junto de si pobres, doentes, infelizes e aleijados, a fim de servi-los com amor.

No ano de 1702, a pedido do arcebispo da Bahia, dom Sebastião Monteiro de Vide, foi a Salvador preparar-se para o sacerdócio. Estudou durante três anos e, em 1705, foi ordenado padre. Tomando o nome de Padre Francisco da Soledade após a ordenação, voltou à Lapa onde viveu até sua morte, em 1722.

Os romeiros


A gruta, onde o monge Francisco colocou a cruz, tornou-se o santuário do Bom Jesus da Lapa. É mais do que uma cavidade na pedra: é um santuário construído pela mão da natureza e escolhido por Deus. Diante da imagem do Crucificado, ajoelham-se os romeiros de todas as idades, vindos de diferentes lugares do Brasil. Eles trazem consigo o coração penitente, uma oração fervorosa de palavras simples que brotam espontaneamente.

No altar do Bom Jesus, podemos ouvi-los balbuciando preces; outros, em voz alta, fazem seus pedidos e agradecimentos; outros misturam palavras com lágrimas e outros pagam promessas, deixando ex-votos, como fotos, cartas, muletas etc. É a Ele que o romeiro recomenda sua vida e a de seus familiares e amigos, entregando-se a sua proteção. 

A promessa feita e cumprida é uma forma de agradecer a Deus por todo o bem que ele, “pobre homem”, recebe das mãos divinas. O romeiro caracteriza-se pelo chapéu de palha revestido rusticamente de tecido branco e fitas coloridas. A mais comum é a de cor branca, simbolizando a esperança. Um fato pitoresco na cidade é que quase todos os telefones públicos (orelhão) são em forma de chapéu.

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