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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Enquanto se relembra os 26 anos da morte de Luiz Gonzaga, fica cada vez mais patente que o Rei do Baião será eterno e insubstituível

Neste 02 de agosto, o Nordeste chora os 26 anos da morte de Luiz Gonzaga. Apesar das quase três décadas, o Rei do Baião continua presente no cancioneiro brasileiro e as composições dele ainda são as mais executadas no período junino, entre maio e agosto, no país inteiro
São inúmeras as passagens pitorescas de Gonzagão e nesta data tão especial, selecionamos uma delas, do período em que esteve enfermo, na capital pernambucana.


Enquanto esteve internado na capital pernambucana, ele cativou a enfermeira Maria do Socorro Limeira, que na época trabalhava na UTI do hospital e que passou muito tempo cuidando do Rei do Baião nos últimos momentos de vida dele. Ela se lembra emocionada do momento mais marcante do “Seu Luiz”, como é chamado por ela. “Seu Luiz estava muito agitado. Já estava muito tempo preso no hospital. Ele que era um homem livre. Então, eu perguntei a ele. ‘Seu Luiz, o que o senhor precisa para ficar calmo? Ele prontamente respondeu: cantar”, relembra Maria do Socorro.

Depois de perguntar aos outros pacientes, se teria algum problema o Rei do Baião fazer a coisa que mais lhe dava prazer no mundo, a enfermeira disse: “Seu Luiz, o senhor pode cantar”. “Ele soltou um aboio. Foi a coisa mais linda do mundo. Um som forte, como ele era, mas triste”, conta bastante emocionada. Após o aboio, Maria do Socorro lembra que ele disse: “Vocês não me levem a mal. Sinto muitas dores e gosto de aboiar quando deveria gemer”.

Ultimo show no Teatro Guararapes 


Recife foi o local escolhido por Luiz Gonzaga para passar seus últimos momentos de vida. O último show realizado por Luiz Gonzaga foi no dia 06 de junho de 1989 no Teatro Guararapes do Centro de Convenções de Recife, onde recebeu homenagens de vários artistas do país. Antes de finalizar o show, o Rei do Baião proferiu estas palavras: 

“ Boa Noite minha gente! (…) Minha gente, não preciso dizer que estou enfermo. Venho receber essa Homenagem. Estou feliz, graças a Deus, por ter conseguido chegar aqui. E estou até melhor um pouquinho. Quem sabe, né?

Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão; que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor. Este sanfoneiro viveu feliz por ver o seu nome reconhecido por outros poetas, como Gonzaguinha, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Alceu Valença. Quero ser lembrado como o sanfoneiro que cantou muito o seu povo, que foi honesto, que criou filhos, que amou a vida, deixando um exemplo de trabalho, de paz e amor.

Quero ser lembrado como o sanfoneiro que amou e cantou muito seu povo, o sertão; que cantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes, os valentes, os covardes, o amor.

Gostaria que lembrassem que sou filho de Januário e dona Santana. Gostaria que lembrassem muito de mm; que esse sanfoneiro amou muito seu povo, o Sertão. Decantou as aves, os animais, os padres, os cangaceiros, os retirantes. Decantou os valentes, os covardes e também o amor. (…) Muito obrigado.”

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