Construção - Reforma - Manutenção

Construção - Reforma - Manutenção
Clientes encantados é a nossa meta!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Em Feira de Santana BA, onde a produção e a divulgação da cultura não recebe qualquer apoio institucional do município, o espaço Cidade da Cultura traz em agosto, a cantora e compositora Cátia de França


A cidade é uma metrópole com estimados 700 mil habitantes, maior que várias capitais de Estado do Brasil, mas culturalmente falando, não passa de um vilarejo. Teatro, para que? Shows musicais? Só se o artista já tiver apresentação agendada na capital aí, se sobrar uma data, vem a Feira de Santana. E cultura popular? Essa vive de alguns visionários que podemos classificar como “Dom Quixote” que tocam a duras penas um programa de rádio aqui, um espaço cultural acolá...


Dentre esses que podemos classificar como o personagem maior de Miguel de Cervantes, está o multifacetado agitador cultural Asa Filho que, ao lado da Jacimar, mantêm viva a chama no seu espaço Cidade da Cultura. É tão difícil fomentar a cultura na cidade que, em 2014, Asa Filho e mais alguns abnegados trouxeram o poeta Chico Pedroza para uma apresentação e o espaço não recebeu mais que duas dezenas de expectadores. Estivesse no palco qualquer ‘arrocheiro’, - que Deus nos livre, - a casa estaria lotada e choviam patrocinadores para o “show”.

Dentro da proposta que a casa e os seus idealizadores conceberam, o espaço Cidade da Cultura traz no próximo dia 27 de agosto, a cantora, compositora e poeta Cátia de França para uma apresentação. Oportunidade única para os amantes da boa música deleitarem-se com a interpretação de Cátia para as suas impagáveis “Kukukaya”, “Coito das Araras” e “Quatro Cravos”, entre outras que compõem o vasto repertório da paraibana Catarina Maria de França Carneiro, ou simplesmente, Cátia de França.

Euriques Carneiro
-------------------------------------------------------------------

Trajetória da artista
Buscando novos espaços artísticos, no final da década de 1960, Cátia de França viajou para a Europa, integrando um grupo folclórico. Em 1970, ao voltar para o Brasil, gravou um compacto duplo com algumas músicas vencedoras de festivais estaduais da Paraíba. Logo depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde conheceu músicos e compositores radicados naquele estado, como Zé Ramalho, Xangai, Amelinha e Sivuca. 

No ano de 1979, lançou seu primeiro LP "20 palavras ao redor do sol". Nesse disco, em que faz melodia para poemas de João Cabral de Mello Neto, incluiu diversas composições de sua autoria, como "Ensacado", com Sergio Natureza; "Djaniras", com Xangai e Israel Semente; "Eu vou pegar o metrô", com Lourival Lemes e as duas composições que a tornariam mais conhecida do grande público, "Coito das araras" e "Kukukaya (Jogo da asa da bruxa)", ambas de sua autoria e posteriormente regravadas por Amelinha e Elba Ramalho.

Lançou ainda disco com músicas inspiradas na literatura de José Lins do Rego, interpretou novas versões para seus dois maiores sucessos: "Coito das araras", "Ponta do Seixas" e "Kukukaya". Elba Ramalho, uma de suas maiores intérpretes, também gravou, de sua autoria, a composição "Oitava". Em 1995, teve sua composição "Quatro Cravos", com Jarbas Mariz, gravada por Jereba, no disco "Jereba Dance", que foi gravado na Alemanha, pela Jereba Produções. Em 1998, lançou o CD "Avatar", pelo selo CPC Umes. O álbum contou com produção de Ricardo Anísio e participação especial de Chico César, Xangai e Quinteto de Cordas da Paraíba. O disco incluiu "Rogaciano", "Apuleio" e "Antoninha me leva", as três, em parceria com o poeta pantaneiro Manoel de Barros.

Em 2005, recebeu da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba a medalha Augusto dos Anjos, de reconhecimento artístico e cultural. No ano seguinte, recebeu o Prêmio de Maestra das Artes, também concedido pelo Governo do Estado da Paraíba. Possui carreira paralela de escritora, já tendo escrito cordéis, tais como "A Peleja de Lampião Contra a Fibra Ótica" e "Saga de Zumbi", que foi publicado em 8 volumes; e livros de temática infanto-juvenil, como "Falando da natureza naturalmente". Participou duas vezes no "Projeto Pixinguinha", apresentando-se ao lado de Jackson do Pandeiro, Anastácia, Paulo Diniz e Quinteto Violado. Apresentou-se também, por duas vezes, na Sala Funarte, ao lado de Dominguinhos, João do Vale, Teca Calazans e Guadalupe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!