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terça-feira, 18 de agosto de 2015

18 de agosto de 1964 | Há 51 anos a África do Sul era Banida dos Jogos Olímpicos por persistir no regime do Apartheid





Uma das mais funestas páginas da história, o Apartheid que vigorou por décadas na África do Sul, levou o país a ser banido dos Jogos Olímpicos em 1964 e decisão do Comitê Olímpico Internacional representou um dos momentos históricos da luta mundial contra aquele hediondo regime

Neste dia, África do Sul é alvo de uma consequência política por persistir no regime do Apartheid, contra o qual Nelson Mandela lutou. O Comitê Olímpico afasta o país dos Jogos Olímpicos, a 18 de agosto de 1964.

O fato de África do Sul não renunciar ao regime de segregação racial levou o Comitê Olímpico Internacional a banir o país da maior competição desportiva do mundo, a 18 de agosto de 1964.

Esta decisão representa um dos momentos históricos da luta mundial contra aquele regime. Esse combate foi liderado pelo maior símbolo do combate ao Apartheid: Nelson Mandela.

Adotado em 1948 pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul, o Apartheid fez lei até 1994. Com este regime, os direitos de grande maioria dos cidadãos foram limitados pelo governo formado por uma minoria branca.

A legislação sul-africana dividia os habitantes em grupos raciais, o que gerou repulsa em diversas entidades mundiais, entre as quais o Comitê Olímpico, que tomou medidas, a 18 de agosto de 1964.

Liderado por Nelson Mandela, o Congresso Nacional Africano conseguiu vencer as eleições multirraciais e democráticas de 1994, pondo termo ao Apartheid.

História de horror


O apartheid, termo africâner que quer dizer separação, surgiu oficialmente na África do Sul em 1944, e serve para designar a política de segregação racial e de organização territorial aplicada de forma sistemática a aquele país, durou até 1990.

O objetivo do apartheid era separar as raças no terreno jurídico (brancos, asiáticos, mestiços ou coloured, bantus ou negros), estabelecendo uma hierarquia em que a raça branca dominava o resto da população e, no plano geográfico, mediante a criação forçada de territórios reservados: os Bantustanes.

Em 1959, com o ato de autogoverno, o apartheid alcançou o sua plenitude quando sua população negra ficou relegada a pequenos territórios marginais, autônomos e privados da cidadania sul africana.

Em 1960, a África do Sul foi excluída da Commonwealth (Comunidade das Nações). A ONU aplicou sanções. Finalmente, em 1977, o regime sul africano foi oficialmente condenado pela comunidade ocidental e submetido a um embargo de armas e material militar. Em 1985, o Conselho de Segurança da ONU convocou seus Estados membros para adotar sanções econômicas.

Em todas estas condenações internacionais houve certa hipocrisia. Durante a Guerra Fria, o regime racista foi visto como um muro de contenção à expansão do comunismo na África. Moscou, pelo contrário, animou a luta contra o apartheid armando Angola e Moçambique, países cujos governos pró soviéticos se enfrentavam em guerrilhas patrocinadas pelo ocidente e apoiadas pela África do Sul.

O fim da Guerra Fria precipitou o fim do apartheid. O presidente Frederik de Klerk ,depois de várias negociações com os representantes das diversas comunidades étnicas do país, pôs fim ao regime racista em junho de 1991. Daí em diante, a população negra recuperou seus direitos civis e políticos.

O processo culminou com a chegada de Nelson Mandela, mítico militante anti-apartheid que tinha passado 27 anos na prisão, à presidência da República da África do Sul.

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