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sábado, 29 de agosto de 2015

100 ANOS DE INGRID BERGMAN – UM MARCO NA HISTÓRIA DO CINEMA





No ano do seu centenário, Ingrid Bergman, uma das maiores estrelas do cinema em todos os tempos, marcou seu nome tanto em grandes produções hollywoodianas quanto em filmes independentes europeus e é conhecida por ter protagonizado clássicos como Casablanca, Sonata de Outono, Interlúdio e Quando Fala o Coração. Durante sua carreira, Ingrid venceu três Oscars e atuou em 47 filmes
 


“Os críticos a chamavam de incandescente. Ou radiante. Ou iluminada. Diziam que suas atuações eram sinceras, naturais. Às vezes, um adjetivo sozinho não era suficiente.”
Esta citação é parte de um texto publicado pelo jornal americano “New York Times” em 1982, quando noticiou a morte de Ingrid Bergman, uma das atrizes mais importantes da história do cinema. A estrela de tantos filmes de sucesso morreu em 29 de agosto, no dia em que completava 67 anos.

Neste sábado, 29 de agosto de 2015, é celebrado o centenário de nascimento de Bergman, que já era uma atriz importante na Suécia, seu país natal, quando o filme “Intermezzo” chamou a atenção do produtor americano David O. Selznick. A estreia em Hollywood foi em 1939 e na década seguinte ela se firmaria como estrela.

Tudo mudou em 1950, quando ficou grávida do diretor italiano Roberto Rossellini antes de se divorciar do primeiro marido. Condenada pela imprensa e por grande parte do público, ela deixou os EUA por sete anos. Quando voltou, em 1956, disse – em inglês, sueco, alemão, francês e italiano – aos jornalistas que a esperavam no aeroporto: “Tive uma vida maravilhosa. Nunca me arrependi do que fiz. Me arrependo do que não fiz.”

Para homenagear o centenário de Ingrid Bergman, selecionamos dez de seus filmes mais marcantes:

Intermezzo” – 1933


O filme sueco que colocou a atriz no mapa do cinema mundial foi dirigido por Gustaf Molander. Conta a história de um violinista (Gösta Ekman) que se apaixona pela professora de piano de sua filha.

Casablanca” – 1949

Talvez o papel mais lembrado da atriz seja o de Ilsa Lund no filme de Michael Curtiz. Em Casablanca, no Marrocos, durante a Segunda Guerra, ela reencontra o americano Rick (Humprey Bogart), com quem viveu um romance inesquecível em Paris.

“Por Quem os Sinos Dobram” – 1943

A atriz recebeu sua primeira indicação ao Oscar pelo drama no qual atua com Gary Cooper. O filme de Sam Wood conta a história de um aliado americano que se apaixona durante a Guerra Civil Espanhola.

À Meia-Luz” – 1944

Bergman ganhou o Oscar pelo papel de Paula, uma jovem recém-casada que se muda para a casa da tia que morreu misteriosamente. O marido, Gregory (Charles Boyer), tem um segredo que fará de tudo para proteger. Dirigido por George Cukor.

“Interlúdio” – 1946

Dirigido por Alfred Hitchcock, tem algumas das cenas mais famosas do diretor. Bergman interpreta uma mulher recrutada por um agente americano (vivido por Cary Grant) para se infiltrar em um grupo de nazistas que está no Brasil.

“Stromboli” – 1950

O primeiro filme de Bergman com Rossellini, produzido depois de a atriz escrever uma carta dizendo que queria trabalhar com o diretor. Ela é Karen, uma mulher da região dos Balcãs que se casa com Antonio (Mario Vitale) para fugir de um campo de prisioneiros. Juntos, eles vão viver no vilarejo italiano de Stromboli.

“Romance na Itália” – 1954

Mais uma parceria de Bergman e Rossellini, conta a história de um casal que vive na Inglaterra e viaja para a Itália para vender uma propriedade. O casamento, porém, entra em crise. George Sanders interpreta o par romântico da atriz.

“Anastácia, a Princesa Esquecida” – 1956

Bergman ganhou o Oscar de melhor atriz pelo papel de Anna, uma mulher com amnésia que entra no esquema de um empresário russo: para ganhar uma fortuna, ele quer que ela se passe pela duquesa Anastasia. Direção de Anatole Litvak.

Assassinato no Expresso Oriente” – 1974

Mais um Oscar, desta vez de atriz coadjuvante, veio pelo filme dirigido por Sidney Lumet. Baseado no livro de Agatha Christie, o longa acompanha o detetive Hercule Poirot (Albert Finney) enquanto ele tenta desvendar um assassinato.

“Sonata de Outono” – 1978

A última indicação da atriz ao Oscar foi pelo filme de Ingmar Bergman. Ela interpreta uma pianista famosa que visita a filha, Eva (Liv Ulmann), com quem tem relação distante.

Referência: Mulher no Cinema

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