segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ao invés da alegria e das cores da Disneyland, o parque dos horrores Dismaland chega como um ‘não-lugar’ às avessas





O parque Dismaland, versão macabra da Disney criada pelo misterioso artista Banksy, promete ser o centro de turismo mais decepcionante no mundo, com trabalhos de 59 artistas contemporâneos, parque/galeria de arte que inclui um castelo sombrio da Cinderela, uma estátua perturbadora da Pequena Sereia


Os adoradores de Banksy estão eufóricos. O artista urbano, que é conhecido por usar ícones pop para construir várias imagens políticas e provocadoras, espalhadas pelos quatro cantos do mundo, criou o Dismaland e, como não poderia deixar de ser, a sua principal referência é a Disney, com Mickey e Minnie sendo parodiados em diversos grafites.

Superando nas suas paródias de humor negro, ele criou no Reino Unido um "parque de confusões", chamado Dismaland. Ao invés da alegria e das cores da Disneyland, este lugar promete ser o centro de turismo mais decepcionante no mundo.

Incluindo trabalhos de 59 artistas contemporâneos, o parque/galeria de arte inclui um castelo sombrio da Cinderela, uma estátua perturbadora da Pequena Sereia, lagos com produtos tóxicos e visitantes sendo atacados por pássaros. Não é incrível?

Com imagens da morte brincando em um carrinho de bate-bate, da carruagem da Cinderela capotada e cercada de paparazzis, - uma clara alusão à morte trágica de Lady Di, - cona ainda com uma amostra do lado negro do capitalismo, simbolizado pelo desmantelamento da Disneyland.
Dismaland fica na região de Weston-super-Mare, Somerset, Inglaterra e está aberto à visitação do dia 22 de agosto a 27 de setembro

domingo, 30 de agosto de 2015

Egito corta relações com museu inglês de Northampton por venda da estátua faraônica de Sejemka



A estátua foi leiloada na casa Christies de Londres por 26,9 milhões de dólares, muito acima do preço e o Conselho de Arte da Inglaterra já avisou que o novo Museu de Northampton poderá ficar excluído de subvenções pela decisão de se desfazer da estátua

O ministro egípcio das Antiguidades, Mamduh al-Damati, suspendeu este sábado as relações das instituições do seu país com o Museu de Northampton, no Reino Unido, por este vender a estátua faraônica de Sejemka, com mais de 4 mil anos, e qualificou o ato como um ‘crime moral’.

Damati anunciou, em entrevista coletiva realizada este sábado, no Cairo, que, apesar da venda e segundo as leis britânicas, a estátua não pode sair do Reino Unido até ao meio-dia de 28 de agosto. Mas o prazo pode ser prorrogado até 29 de março de 2016 caso surja uma oferta fixada definitivamente para uma nova compra da estátua.

Assim, Damati convidou todos os egípcios e os amantes da civilização egípcia, sobretudo os egípcios residentes no Reino Unido, a comprarem a estátua, já que esta seria uma nova tentativa de devolver a antiguidade faraônica às terras egípcias.

Damati disse que todas as organizações internacionais, entre elas a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Conselho Internacional de Museus (ICOM, sigla em inglês), apóiam o Egito na sua tentativa de conservar a estátua. O ministro acrescentou que estas instituições adotam todas as medidas legais e normas morais que proíbem aos museus a venda das suas propriedades.

O Festival de Música de Igatu teve mais uma edição nesse final de semana, levando um grande público à Machu Picchu da Bahia





Aconteceu nesse final de semana o Festival de Música de Igatu, evento de música e arte onde os chapadeiros e visitantes puderam se divertir com atrações locais e nacionais, além de oficinas temáticas em todos os dias do festival

O Festival de Igatu é uma festa tradicional, que ficou muitos anos sem acontecer. Após este retorno esta é a sua terceira edição e para não parecer que o festival está começando agora, os organizadores preferiram não enumerar as edições depois deste retorno recente. O festival é tradicional na região, e já aconteceram inúmeras vezes, tendo se tornado uma dos mais tradicionais eventos artísticos culturais da Chapada Diamantina. 
O palco do pequeno vilarejo, tombado como patrimônio nacional pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já recebeu músicos de renome como Belchior, Flávio Venturini, Guilherme Arantes, Jú Moraes, Targino Gondin, Mariene de Castro, Vander Lee, Alex Cohen e Xangai. Além de apresentações de corais e cantadores da região.
Igatu – Machu Picchu baiana

Visitar Igatu, conhecida também como Cidade de Pedra ou Machu Picchu baiana, é descobrir um pouco da história da Bahia no auge e declínio dos diamantes. Neste período, Xique-Xique de Igatu, antigo nome da vila que foi uma das capitais do garimpo, era habitado por mais de 9 mil pessoas e tudo na cidade foi feito de pedras. Hoje, pouco mais de 300 moradores mantêm o prazer de viver tranquilamente neste verdadeiro patrimônio da natureza, transitando, ao mesmo tempo, entre o passado, o presente e o futuro.

A Vila de Igatu, antiga Xique Xique, nasceu com a descoberta de diamantes no inicio do século XIX, na serrado Sincora, no centro da Chapada Diamantina. Hoje, destino do turismo ecológico e cultural, cenário de filmes e documentários, protegida pelo IPHAN, pelo IPAC e pelo Parque Nacional, que limitam toda a área urbana desta encantadora e preservada Vila.

Preferencialmente, visite Igatu sem pressa. Caminhe na Vila a pé vagarosamente, acomode o seu carro, sinta a tranquilidade do lugar, converse com as pessoas, desfrute da Natureza, tome banho nas cachoeiras, veja as estrelas e a lua nascer entre as montanhas, durma pelo menos uma noite e saboreie a sua peculiar cozinha, em fim descubra Igatu, o verdadeiro paraíso da Chapada.

sábado, 29 de agosto de 2015

100 ANOS DE INGRID BERGMAN – UM MARCO NA HISTÓRIA DO CINEMA





No ano do seu centenário, Ingrid Bergman, uma das maiores estrelas do cinema em todos os tempos, marcou seu nome tanto em grandes produções hollywoodianas quanto em filmes independentes europeus e é conhecida por ter protagonizado clássicos como Casablanca, Sonata de Outono, Interlúdio e Quando Fala o Coração. Durante sua carreira, Ingrid venceu três Oscars e atuou em 47 filmes
 


“Os críticos a chamavam de incandescente. Ou radiante. Ou iluminada. Diziam que suas atuações eram sinceras, naturais. Às vezes, um adjetivo sozinho não era suficiente.”
Esta citação é parte de um texto publicado pelo jornal americano “New York Times” em 1982, quando noticiou a morte de Ingrid Bergman, uma das atrizes mais importantes da história do cinema. A estrela de tantos filmes de sucesso morreu em 29 de agosto, no dia em que completava 67 anos.

Neste sábado, 29 de agosto de 2015, é celebrado o centenário de nascimento de Bergman, que já era uma atriz importante na Suécia, seu país natal, quando o filme “Intermezzo” chamou a atenção do produtor americano David O. Selznick. A estreia em Hollywood foi em 1939 e na década seguinte ela se firmaria como estrela.

Tudo mudou em 1950, quando ficou grávida do diretor italiano Roberto Rossellini antes de se divorciar do primeiro marido. Condenada pela imprensa e por grande parte do público, ela deixou os EUA por sete anos. Quando voltou, em 1956, disse – em inglês, sueco, alemão, francês e italiano – aos jornalistas que a esperavam no aeroporto: “Tive uma vida maravilhosa. Nunca me arrependi do que fiz. Me arrependo do que não fiz.”

Para homenagear o centenário de Ingrid Bergman, selecionamos dez de seus filmes mais marcantes:

Intermezzo” – 1933


O filme sueco que colocou a atriz no mapa do cinema mundial foi dirigido por Gustaf Molander. Conta a história de um violinista (Gösta Ekman) que se apaixona pela professora de piano de sua filha.

Casablanca” – 1949

Talvez o papel mais lembrado da atriz seja o de Ilsa Lund no filme de Michael Curtiz. Em Casablanca, no Marrocos, durante a Segunda Guerra, ela reencontra o americano Rick (Humprey Bogart), com quem viveu um romance inesquecível em Paris.

“Por Quem os Sinos Dobram” – 1943

A atriz recebeu sua primeira indicação ao Oscar pelo drama no qual atua com Gary Cooper. O filme de Sam Wood conta a história de um aliado americano que se apaixona durante a Guerra Civil Espanhola.

À Meia-Luz” – 1944

Bergman ganhou o Oscar pelo papel de Paula, uma jovem recém-casada que se muda para a casa da tia que morreu misteriosamente. O marido, Gregory (Charles Boyer), tem um segredo que fará de tudo para proteger. Dirigido por George Cukor.

“Interlúdio” – 1946

Dirigido por Alfred Hitchcock, tem algumas das cenas mais famosas do diretor. Bergman interpreta uma mulher recrutada por um agente americano (vivido por Cary Grant) para se infiltrar em um grupo de nazistas que está no Brasil.

“Stromboli” – 1950

O primeiro filme de Bergman com Rossellini, produzido depois de a atriz escrever uma carta dizendo que queria trabalhar com o diretor. Ela é Karen, uma mulher da região dos Balcãs que se casa com Antonio (Mario Vitale) para fugir de um campo de prisioneiros. Juntos, eles vão viver no vilarejo italiano de Stromboli.

“Romance na Itália” – 1954

Mais uma parceria de Bergman e Rossellini, conta a história de um casal que vive na Inglaterra e viaja para a Itália para vender uma propriedade. O casamento, porém, entra em crise. George Sanders interpreta o par romântico da atriz.

“Anastácia, a Princesa Esquecida” – 1956

Bergman ganhou o Oscar de melhor atriz pelo papel de Anna, uma mulher com amnésia que entra no esquema de um empresário russo: para ganhar uma fortuna, ele quer que ela se passe pela duquesa Anastasia. Direção de Anatole Litvak.

Assassinato no Expresso Oriente” – 1974

Mais um Oscar, desta vez de atriz coadjuvante, veio pelo filme dirigido por Sidney Lumet. Baseado no livro de Agatha Christie, o longa acompanha o detetive Hercule Poirot (Albert Finney) enquanto ele tenta desvendar um assassinato.

“Sonata de Outono” – 1978

A última indicação da atriz ao Oscar foi pelo filme de Ingmar Bergman. Ela interpreta uma pianista famosa que visita a filha, Eva (Liv Ulmann), com quem tem relação distante.

Referência: Mulher no Cinema

Crimeia esquece política e atrai turismo com festival de jazz até domingo

O primeiro-ministro da República da Crimeia, Sergey Aksenov, não se pronunciou ontem (28), durante a conferência de abertura do Koktebel Jazz Party, sobre a instabilidade política que envolve a península desde sua incorporação à Rússia, em março do ano passado.

Aksenov apenas ressaltou que a Crimeia não está em situação de violência e que festivais como o de Koktebel são fundamentais para atrair o turismo e transformar a república autônoma em referência cultural da Rússia.

“As autoridades da República apoiam plenamente este festival, que é de grande importância para a Crimeia. Não tenho dúvida de sua utilidade para o nosso turismo. Além disso, permite que artistas possam mostrar o seu trabalho”, ressaltou o primeiro-ministro.

Em 16 de março do ano passado, 93% da população decidiram, por meio de referendo, a separação da Crimeia da Ucrânia e a consequente integração da península à Rússia. Após o referendo, os legisladores da Crimeia votaram formalmente a separação da Ucrânia e o pedido para fazer parte da Federação Russa. A legitimidade da votação, no entanto, foi rejeitada pelo governo ucraniano e por parte da comunidade internacional.

Apesar das questões políticas, durante a conferência, o primeiro-ministro Acksenov falou apenas sobre a importância do festival internacional para a cultura da Crimeia e disse que apoia “o trabalho e o desenvolvimento de instituições de ensino de música na Crimeia, sobretudo do jazz”.

Desde a reunificação, a Crimeia tem se tornado um dos destinos mais populares para os turistas russos, satisfeitos com a atual situação da península. O Koktebel Jazz Party vai até domingo (30) e reúne importantes nomes do jazz e do blues clássico e contemporâneo.

Origem do festival

O Koktebel Jazz Festival começou em 2003 na tentativa de reviver o status de Koktebel como o centro cultural da região. Com o slogan "Jazz dos Cinco Continentes", o festival propõe unir todo o mundo por meio da música. O festival já recebeu apresentações de artistas como De-Phazz, Stanley Clarke, Billy Cobham, Nino Katamadze e Us3.

Neste ano, entre as atrações estão o saxofonista russo Igor Butman, o trompetista cubano e radicado nos Estados Unidos Arturo Sandoval, o saxofonista americano Gary Bartz, a banda alemã De-Phazz, e o guitarrista inglês Will Johns, entre outros.

Ao lado de nomes conhecidos, o festival também dá espaço a jovens grupos que são escolhidos por meio de votação do público para se apresentarem do evento.


Fonte: EBC

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

FESTIVAL DA CULTURA JAPONESA DE SALVADOR – BON ODORI homenageia os 120 anos de relação entre Brasil e Japão



As relações diplomáticas entre os dois países foram iniciadas em 05 de novembro de 1895, com o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. Para o Brasil, o acordo significou a vinda de imigrantes que ajudaram a suprir a demanda por mão de obra rural, enquanto para os japoneses, a possibilidade de um recomeço em uma terra cheia de esperanças que poderia mudar suas vidas

O Bon Odori – Festival da Cultura Japonesa de Salvador nasceu do empenho de imigrantes japoneses e seus descendentes na preservação da tradição. Iniciada na cidade há 24 anos, a festa agradece aos antepassados pelas boas graças alcançadas. 

Para manter viva a tradição da Terra do Sol Nascente e fortalecer a cultura, o Festival apresenta danças, culinária e música, com alegria e jovialidade, decorado com as famosas lanternas japonesas.

Em 2015, o Festival da Cultura Japonesa de Salvador – Bon Odori homenageia os 120 anos de relação entre Brasil e Japão. As relações diplomáticas entre os dois países foram iniciadas em 5 de novembro de 1895, com o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação. 

Para o Brasil, o acordo significou a vinda de imigrantes que ajudaram a suprir a demanda por mão de obra rural. Para os japoneses, a possibilidade de recomeçar a vida em uma terra cheia de esperanças.

Venha ao Festival da Cultura Japonesa de Salvador celebrar este importante marco entre os dois países. 

Serviço:

Quando: 29 e 30/Agosto de 2015.
Onde: Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador BA

Mahommah Gardo Baquaqua | A saga do único africano escravizado no Brasil que escreveu sua própria biografia


Graças aos seus conhecimentos em matemática e literatura que o levaram a atuar dentro de um navio de comércio de charque, Mahommah Gardo Baquaqua foi o único africano escravizado a trabalhar no Brasil a escrever uma autobiografia e virou símbolo da luta abolicionista no em todo o planeta

Do norte da África, passando por Recife, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, até se libertar da escravidão em Nova Iorque no ano de 1847. Assim foi uma parte da jornada de Mahommah Gardo Baquaqua, único escravo que passou pelo Brasil a ter escrito uma autobiografia.

“Uma interessante narrativa: biografia de Mahommah G Baquaqua”, em tradução livre, foi escrita em inglês e lançada pelo próprio Baquaqua em 1854 na cidade estadunidense de Detroit para arrecadar fundos para a campanha abolicionista.

“Baquaqua sempre foi um personagem que me intrigou. Ele escreveu a única autobiografia de um africano escravizado em terras brasileiras. Apesar disso, ele não é conhecido em nossa História nem em nossos livros didáticos”, contou Verás em entrevista ao jornal carioca.

A história de Baquaqua começa onde hoje é o norte de Benin. Filho de um comerciante, ele estudou em uma escola islâmica e aprendeu a ler e adquiriu conhecimentos em matemática. Foi escravizado pelo Império Ashanti, pois trabalhava em uma rota comercial onde vendia especiarias. Tempos depois seu irmão o comprou, mas ele foi pego novamente e enviado para o Brasil.

Sua obra conta com detalhes como era o tratamento dos escravos desde a entrada nos navios negreiros até como os escravos os tratavam em terras brasileiras. "Meus companheiros não eram tão constantes quanto eu, sendo muito dados à bebida e, por isso, eram menos rentáveis para o senhor. Aproveitei disso para procurar elevar-me em sua opinião, sendo muito prestativo e obediente, mas tudo em vão; fizesse o que fizesse, descobri que servia a um tirano e nada parecia satisfazê-lo. Então comecei a beber como os outros e, assim, éramos todos da mesma laia, mau senhor, maus escravos", conta em uma passagem.

Quando saiu do Recife e foi para o Rio de Janeiro, seus conhecimentos em matemática e literatura fizeram com que ele atuasse dentro de um navio de comércio de charque entre a capital e o Rio Grande do Sul.

Em uma encomenda de café que tinha como destino Nova Iorque, Baquaqua conta que um inglês ensinou a palavra “liberdade” a ele e dois companheiros a bordo, já que os Estados Unidos já haviam abolido a escravidão. Ele tentou fugir do navio e acabou preso, mas com a ajuda de abolicionistas locais, conseguiu escapar da prisão e ir rumo ao Haiti.

O último local que se teve notícias dele foi na cidade inglesa de Liverpool, em 1857, provavelmente por conta de seu engajamento na luta abolicionista.

seus conhecimentos em matemática e literatura fizeram com que ele atuasse dentro de um navio de comércio de charque entre a capital e o Rio Grande do Sul.

Palavras de Mahommah Gardo Baquaqua:

’Que aqueles ‘indivíduos humanitários’ que são a favor da escravidão se coloquem no lugar do escravo no porão barulhento de um navio negreiro, apenas por uma viagem da África à América, sem sequer experimentar mais que isso dos horrores da escravidão: se não saírem abolicionistas convictos, então não tenho mais nada a dizer a favor da abolição.’

(…) ‘Houve um pobre companheiro que ficou tão desesperado pela sede que tentou apanhar a faca do homem que nos trazia água. Foi levado ao convés, e eu nunca mais soube o que lhe aconteceu. Suponho que tenha sido jogado ao mar‘ (…)

‘A primeira palavra que meus dois companheiros e eu aprendemos em inglês foi F-R-E-E (L-I-V-R-E); ela nos foi ensinada por um inglês a bordo e, oh!, quantas e quantas vezes eu a repeti‘ (…)”

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Debates e oficinas abordam a Literatura Holandesa em eventos no Rio e em São Paulo



Começou ontem, 26 de agosto e até 5 de setembro, São Paulo e o Rio de Janeiro serão palco de uma erupção de expressão criativa com diversos eventos. Debates e oficinas sobre Literatura Holandesa com sete escritores holandeses e três cineastas

A Holanda tem escritores produzindo literatura de alta qualidade, mas ainda pouco conhecidos mundo afora. Para divulgar seus autores, o governo holandês através "Nederlands Letterenfonds" criou um evento itinerante no qual escritores holandeses são levados para diferentes países com o objetivo de falar sobre sua obra, ministrar oficinas e discutir literatura junto a escritores locais. 

Depois de ter acontecido na China, Itália, Espanha, Alemanha, Argentina, República Checa e França, o evento chega ao Brasil. De 26 a 30 de agosto em São Paulo, na Casa das Rosas; e de 31 de agosto a 5 de setembro no Rio de Janeiro, na Biblioteca.

Oito escritores vêm da Holanda. Entre eles estão o jornalista Arnon, um dos mais importantes escritores contemporâneos do país, autor de “Tirza”, a ser lançado no Brasil pela Rádio Londres em meados de agosto; Toine Heijmans, também jornalista, na lista dos mais vendidos em Amsterdã com seu “No mar”, que será editado pela Cosac Naify no mesmo mês; o poeta Arjen Duinker, que terá uma seleção de poemas lançada em julho pela Confraria do Vento; e a artista gráfica Barbara Stok, autora de “Vincent”, HQ sobre a vida de Van Gogh, adotada no próprio Museu Van Gogh, e que chega ao país pela L&PM. E os escritores Marjolijn Hof, Ton Meijer, Janny van der Molen eTommy Wieringa.

Capitaneado pelo ícone da dramaturgia, Othon Bastos, “O Último Cine Drive-In“ marca um dos bons momentos do cinema nacional



O jovem Marlombrando insiste em manter vivo o cinema drive in da família, mesmo não atraindo mais espectadores como na década de 70. Para isso, conta com a ajuda de apenas dois funcionários: Paula, que cuida da projeção e da lanchonete e José um velho amigo que ajuda a vender ingressos no caixa e da limpeza do local. Com a ameaça de demolição do Cine Drive-in pai e filho vão ter que se unir e tentar dar a volta por cima
Fartamente elogiado no último festival de cinema de Gramado, O Último Cine Drive-In marca a estréia do diretor Iberê Carvalho na direção e com muita delicadeza faz uma bela homenagem ao mundo perdido dos 35 mm e dos Drive-in, praticamente extintos no Brasil e que antes faziam parte do circuito cinematográfico brasileiro. Com uma poderosa atuação do experiente Othon Bastos e com as ótimas interpretações de Fernanda Rocha , Breno Nina , o filme cria um entrosado clima para desfrute dos cinéfilos de plantão.

Na trama, conhecemos o jovem Marlombrando (Breno Nina), um rapaz de menos da meia idade que se vê perdido em um caos emocional enorme com a ida da mãe a um hospital, os conflitos do passado que precisa enfrentar e as lembranças lindas de uma vida antiga mas que ainda o traz boas lembranças. Seu pai, Almeida (Othon Bastos) é dono de um quase abandonado Drive-in em Brasília e lá o futuro de todos será decidido a partir das escolhas que são muito mais do coração do que da razão.

Em meio a 35 mms, uma crítica (não muito profunda) a indústria cinematográfica e aos governantes que muitas vezes preferem construir prédios em vez de investir na cultura, o longa-metragem de 100 minutos é um drama carregado de emoção que possui um primeiro ato praticamente perfeito que deixam o espectador com os olhos grudados nos acontecimentos. A carga emocional embutida em cada conflito de cada personagem ajuda e muito a história de tornar interessante a todos. O Último Cine Drive-In , de uma maneira geral, é, sem dúvidas, um dos trabalhos mais consistentes do nosso cinema nos últimos anos.

O único fator que pode causar algum ponto negativo com o filme, é que a trama arma todo seu conteúdo para um grande final, ou alguma surpreendente ideia que a história possa apresentar, porém, as conclusões que se chega ao final são bem pés no chão e nem de longe há um clímax impactante. Mas, como já mencionado, a delicadeza com que os personagens são interpretados gera uma empatia instantânea com o público, que deve gostar bastante desse belo trabalho nacional.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

E o descaso com a cultura continua |O ECSP pode perder sua sede e encerrar atividades gratuitas





Ao lado das comemorações dos 18 anos prestando serviços sem fins lucrativos, o Espaço Cenográfico está prestes completa 18 anos de atividades sem fins lucrativos enfrenta uma grave crise e pode fechar as portas por falta de apoio financeiro


Esquecido pelos poderes público e privado, há 08 anos o Espaço Cenográfico está sem receber nenhum patrocínio ou apoio cultural, seja por editais ou colaborações espontâneas do setor privado para sua manutenção.

Seu idealizador, o cenógrafo J.C. Serroni vem mantendo algumas atividades gratuitas e os custos fixos da ONG com recursos de sua atividades profissionais e da sua empresa de Arquitetura JC Serroni Criações Visuais Ltda. Nos últimos anos JC entrou com um grupo de idealizadores no projeto e criação da SP Escola de Teatro que mantém 08 cursos, todos gratuitos (Atuação, Dramaturgia, Cenografia e Figurinos, Iluminação, Humor, Sonoplastia e Técnicas de Palco).

Com sua dedicação à Escola e as dificuldades com patrocínios e apoios, fizeram com que o Espaço Cenográfico entrasse em um período crítico de dívidas e baixa manutenção, estando hoje em vias de encerrar sua atividades.

Em reunião com alguns artistas que passaram pelo Espaço e acompanharam sua trajetória, vislumbramos uma última esperança de ingressar a Instituição no “Crowfunding” que estimularam seu criador e alguns colaboradores a lutar para reerguer a Instituição e colocá-lo de volta no estrito hall de instituições que trabalham em prol da cultura em nossa comunidade.

Além de aluguéis atrasados, com ameaça de ação de despejo e contas administrativas (funcionários, contador, telefones, água, luz, material de consumo, manutenção, etc), o Espaço necessita passar por algumas reformas além da manutenção do acervo artístico de maquetes e figurinos. Para tal, foi criada a ação colaborativa via a plataforma Benfeitoria. Ajude o EC e ganhe recompensas. Vamos resgatar e movimentar um espaço que é palco da cenografia e figurinos da cena Paulista.


Grupos de sarau de todo o país se reunirão na Bienal do Livro no RJ



Dos bares, das praças e das ruas, a efervescência cultural que impulsiona grupos de sarau por todo o país será compartilhada entre os dias 4 e 6 de setembro, na 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro

Pela primeira vez em uma feira de livros desse tamanho, com público previsto de 660 mil pessoas, artistas e poetas vão poder trocar experiências entre si e com o público, compartilhar linguagens e declamar muita poesia, com microfone aberto.

A experiência é organizada no espaço SarAll, que reunirá na bienal nomes da cena atual, como o poeta Sérgio Vaz, da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), que promove eventos para 400 pessoas, em São Paulo, além de percussores, como os poetas Bernardo Vilhena – um dos criadores do grupo Nuvem Cigana, marco na contracultura na década de 70 – e Moduan Matos, que é reconhecido por ter levado o modelo de saraus para a Baixada Fluminense, onde ainda é frequentador deles.

Com dois anos completados recentemente, o Sarau V (de Viral), de Nova Iguaçu, também convidado para a bienal, começa neste ano a fazer atividades itinerantes na cidade

A idealizadora, Janaina Tavares, acredita que a poesia deve ser vivenciada de perto. “Os poetas que a gente estuda, os cânones, eles estão mortos, mas nos saraus, estamos ao lado dos poetas vivos, da nossa cidade, da nossa realidade. O Moduan [Matos], por exemplo, é frequentador do Sarau V”.

Frequentado por 100 pessoas a cada sessão na favela Cidade de Deus, o Poesia de Esquina também tornou-se referência no Rio. A organizadora, Viviane de Sales, diz que os eventos são catalisadores da cultura local. “O sarau é a grande novidade na região metropolitana. As trocas se dão sobre as questões da periferia, sob o olhar da heterogeneidade, neste caso da Cidade de Deus”, conta ela, que lança este ano uma editora para divulgar os livros dos escritores da favela.

Os espaços onde os saraus ocorrem são variados e incluem praças, cantinhos nas ruas e bares, como é o caso do Poesia de Esquina e do Cooperifa. “Como diz Sérgio Vaz, o bar é um dos espaços que as pessoas da periferia podem transformar em espaço cultural. Por isso, temos um sarau que é frequentado por dona de casa, morador, pedreiro, empresário, poetas e artistas de várias partes do Rio”, cita Viviane. “É tudo aberto e democrático”.

Para o curador do SarAll, Ecio Sales, a importância dos saraus, que ele tenta reunir na bienal do Rio, é movimentar as comunidades e a cultura a relativo baixo custo. “É uma recuperação da energia popular das ruas, com a vantagem de não precisar de uma infraestrutura muito cara: pega um microfone, uma caixa de som e faz um sarau”, disse. Ele estima que o Rio tenha mais de 100 grupos de sarau com a oportunidade de se articular em rede no evento.

A 17º Bienal do Livro começa em 3 de setembro, no Riocentro, na zona oeste do Rio, com 200 autores convidados, de 27 países. Este ano, o evento homenageia a Argentina, que trará 14 artistas e promoverá também shows musicais e mostras. É esperada a presença da presidenta das Avós da Praça de Maio, Estela Carlotto, que falará sobre direitos humanos.

Na programação principal estão debates com consagrados ilustradores, críticos literários e escritores brasileiros, como Ferreira Gullar e Ruy Castro, rodas de conversas sobre temas da atualidade e vasta programação infantil. As entradas custam R$ 16 a inteira e R$ 8 a meia.

Fonte: EBC

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Santa Catarina vem se destacando no cenário turístico nacional e não é só pelas suas belas praias


·         

As atrações turísticas de Santa Catarina vão além das belas praias e, não é à toa que o Estado vem se destacando no cenário turístico nacional, ganhando a carinhosa menção de “Santa & Bela”, com destinos que enveredam estado adentro

Duas belíssimas opções: a Serra do Corvo Branco (pouco mais ao Norte, entre Urubici e Grão Pará), a fantástica Serra do Rio do Rastro, com as suas estradas mais sinuosas e íngremes do Brasil, mas que guardam charme e encantos inigualáveis.

O espetáculo que se descortina desde o mirante, com cerca de 1460 m de altitude é de uma beleza cênica inigualável. Pertence ao município catarinense de Lauro Müller( no sentido do litoral, já na baixada litorânea), perto do de Bom Jardim da Serra (este a Oeste da serra), que tem uma das mais belas denominações de um município brasileiro. Não cometa o erro geográfico frequente de achar que a área da Serra do Rio do Rastro é do município de Bom Jardim da Serra ( tal como a Serra do Corvo Branco que não está em Urubici, mas sim no de Grão Pará).Mas não estará de todo modo errado aqui, pois as porções planas e mais altas, são de Bom Jardim da Serra e as encostas, do de Lauro Müller.



São cerca de 12 km em subidas e descidas, de deixar todos sem fôlego e com as pernas bambas (outras coisas também) numa estrada repleta de história, num dos raros acessos rodoviários cortando a Serra Geral, entre o litoral e a serra catarinense( sentido L-W), caminho de muitas tropas cargueiras no passado, onde os muares provavelmente escolheram os primeiros caminhos da passagem, um “passo” lhe essa denominação lhe dá uma melhor ideia da Serra do Rio do Rastro. Escolha de caminhos mais seguros é típicos desses animais dotados de inteligência e conhecimento de áreas de precipícios, transportando no passado produtos pecuários (da serra, charques, lãs, queijos e do litoral sal e diversos produtos tais como frutas, tecidos, remédios, documentos,etc.), numa subida extenuante, num ambiente sempre frio, úmido e ventoso, quando em certas ocasiões, provocou grande mortalidade dos valentes animais de carga por fadiga, choques térmicos,oscilações rápidas de um microclima dinâmico e severo como poucos.

Posteriormente, a rodovia foi concretada na década de 80 devido à inclinação e fortes curvas, que não permitiram o uso de máquinas asfaltadoras nessa estrada que muito se reza e que se você estiver descendo, lamentará não ter comprado mais fraldas lá em Bom Jardim da Serra. Subindo então, dobre a atenção, pois a gravidade favorece quem desce. Fique tranquilo que raros são os acidentes por aqui, pois manter sempre a máxima atenção, mesmo o mais veterano dos motoristas sempre põe em prática. Lembre-se que o local é por demais belo para lembranças trágicas. Mantenha-se atento e saia da mesma forma que entrou nessa estupenda estrada, mas com a alma cheia de belíssimas imagens e o coração já sentindo saudades antes mesmo de terminar a passagem.


Finalmente, pare no topo como todo turista, no mirante e agradeça aos deuses por estar aqui. Se subiu com o carro fechado e climatizado, não seja rabugento e fuja do lugar comum, não reclamando do frio, do vento e se alguém de sua família indagar que aroma é esse, responda que é ar puro. É algo por demais singular, sentir o ar puro que sobe os vales do Rio do Rastro. Mas cuidado por onde pisa. Como o ar é puro, não produza outros aromas, principalmente na época de sapecadas de pinhões, na festa nacional em Lages.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

'Fear the Walking Dead' busca inspiração no clássico de Francis Ford Coppola, ‘Apocalipse Now’



A sexta temporada de The Walking Dead, estréia em outubro, onde o grupo liderado pelo policial Rick Grimes (Andrew Lincoln) estará em Alexandria, uma comunidade murada, que, claro, logo vai apresentar suas dificuldades


Os milhões de fãs da série baseada nos quadrinhos de Robert Kirkman e Tony Moore sabem que The Walking Dead não mostrou exatamente o começo do mal que transformou a maior parte da população em mortos-vivos. 

Fear the Walking Dead, que os produtores chamam de “série acompanhante” em vez de spin-off, vai ao início de tudo, quando ninguém sabia o que estava acontecendo – só que em Los Angeles, em vez dos arredores de Atlanta, na Geórgia. “Há uma sensação de perigo, apreensão e paranóia”, disse o produtor Dave Erickson, em recente entrevista em Los Angeles. “O ‘não saber’ é algo interessante de explorar, porque há uma janela entre saber o que está acontecendo e ter certeza de que o mundo terminou.” 

Enquanto a série não é exibida, dá para matar a vontade de ver zumbis com Fear the Walking Dead, que estreou neste domingo (23), às 22h, no canal AMC.

Inspiração em “Apocalipse Now”
Nos seis episódios da primeira temporada, Grimes está em coma – quando ele acorda, o mundo acabou. “A civilização termina rapidamente. Vamos ver a queda, uma certa estabilização e depois as coisas aceleram. Mas queríamos começar com os nossos personagens descobrindo aos poucos o que está acontecendo”, completou Erickson, que citou Apocalipse Now, de Francis Ford Coppola, e Os Invasores de Corpos, de Philip Kaufman, como inspirações. Mas ele adianta que a série não vai revelar por que o apocalipse aconteceu.

Fear the Walking Dead começa com bem menos “walkers” – aqui, os zumbis são chamados, inicialmente, de “infectados”. No centro da história, não há policiais como Rick e Shane (Jon Bernthal), nem sobreviventes natos como Daryl (Norman Reedus). Os personagens principais são Madison (Kim Dickens), conselheira escolar, e Travis (Cliff Curtis), professor de literatura inglesa.

“Não há guerreiros instantâneos”, afirmou Dickens. “Somos os menos aptos a sobreviver ao apocalipse”, garantiu Curtis. Os dois acabaram de ir morar juntos. Madison é viúva e mãe de dois adolescentes, Nick (Frank Dillane), viciado em drogas, e Alicia (Alycia Debnam-Carey), aluna excelente. Travis é separado de Liza (Elizabeth Rodriguez) e os dois são pais do teen Christopher (Lorenzo James Henrie), que não vê graça na nova família do pai.

Fonte: SOMA


Álbum com gravações inéditas de Kurt Cobain chega em novembro



A trilha sonora de "Montage of Heck", o elogiado documentário sobre a vida de Kurt Cobain (1967-1994) será lançada no dia 6 de novembro

O álbum trará gravações inéditas do líder do Nirvana e será promovido como um trabalho solo do cantor, compositor e guitarrista

Ainda não foi divulgado qual nome será dado ao disco e que canções ele trará. Mas sabe-se que ele foi compilado a partir de diversas fitas cassetes com gravações caseiras que o diretor do filme Brett Morgen teve acesso durante sua pesquisa para o filme.

“E-Coli”

Com o lançamento do documentário Montage of Heck, dirigido por Brett Morgen, diversas faixas que seriam de autoria de Kurt Cobain - e estarão na trilha-sonora do filme a ser lançada - pipocam na internet. Saiu, nesta segunda-feira (24) mais uma dessas.

"E-Coli" reúne quase nove minutos de distorções e gritarias de Kurt. A faixa foi publicada em através do site Reddit e pouco se sabe dela. Estima-se que ela tenha sido gravada entre 1993 e 1994, ou seja, já depois da explosão de popularidade do Nirvana, banda que chegou ao fim após a morte do líder do grupo.

O site Huffington Post afirma que ela estará no disco de trilha sonora do documentário, que chegará às lojas juntamente com o DVD do filme, em novembro deste ano

domingo, 23 de agosto de 2015

Portal Terra indica a Chapada Diamantina, uma das maiores atrações turísticas da Bahia, como uma das 20 grandes maravilhas da natureza em todo o planeta

O Parque Nacional da Chapada Diamantina, localizado no coração da Bahia, foi destacado pelo Terra como “um excelente destino turístico para praticar trekking em meio a visuais impressionantes e para praticar esportes radicais como rafting e rapel”

A Chapada Diamantina, na Bahia, foi indicada pelo Portal Terra como uma das 20 grandes maravilhas da natureza em todo o mundo. A galeria, que compõe a página Vida e Estilo, elenca, além da Chapada, outras quatro localidades brasileiras: Fernando de Noronha (PE); Lençóis Maranhenses (MA); Cataratas do Iguaçu (entre Brasil e Argentina); e o Monte Roraima, localizado entre Brasil e Venezuela. Entre os mais bonitos ambientes naturais do mundo, o portal também cita o Monte Fuji (Japão), os Lagos de Plitvice (Croácia) e as Torres el Paine (Chile).

Além das belezas, que encantam visitantes vindos de todos os cantos do mundo, a exemplo da Cachoeira da Fumada, Poço Azul e Gruta da Pratinha, a Chapada Diamantina também reserva uma cultura peculiar e uma rica história, com destaque para o ciclo diamantífero que transformou a região nem um verdadeiro garimpo a céu aberto.

Voo deixa região a 55 minutos de Salvador

A região da Chapada Diamantina engloba 40 municípios turísticos, a uma distância de mais de 400 quilômetros, que podem ser percorridos de carro ou de ônibus. Para ter acesso facilitado, o turista pode partir de Salvador em um dos voos oferecidos pela Trip Linhas Aéreas, com saídas da capital baiana às quintas-feiras. O trecho de volta sempre é oferecido aos domingos. O tempo de voo entre os aeroportos de Salvador e de Lençóis é de aproximadamente 55 minutos.

Os amantes da natureza encontram na Chapada Diamantina opções de lazer durante todo o ano. Do verão ao inverno, os visitantes podem fazer desde programas leves – pequenas trilhas como a do Projeto Sempre Viva, no município de Mucugê, e visitas às vilas como a do Vale do Capão, no município de Palmeiras, e Igatu, em Andaraí – até atividades mais radicais, mais as trilhas da Cachoeira da Fumaça e do Vale do Pati, em que é preciso acampar e dormir em meio à natureza.

A temperatura na Chapada Diamantina é quase sempre alta durante o dia e aconselha-se que o visitante use roupas leves e claras. Já à noite, o friozinho faz com que todos se agasalhem. Durante o inverno, quando a temperatura cai bastante durante a noite, alguns hotéis e restaurantes servem fondue, acompanhado por bons vinhos, para quebrar o frio. A temperatura média durante a noite é de 15 a 18 graus.

Para quem gosta de música, boas pedidas são os festivais de Lençóis, de Jazz do Capão (Palmeiras) e o Festival de Inverno (Igatu). Durante os dias de festa, os visitantes costumam aproveitar para curtir as atrações ecoturísticas, mas a noite é de muito agito ao som de músicos brasileiros e estrangeiros. Já passaram pelos festivais nomes como Lenine, Sandra de Sá, Gilberto Gil, Naná Vasconcelos e a Orkestra Rumpilezz.

Gastronomia



A Chapada Diamantina, há muito tempo atrás foi uma importante zona de extração de diamantes. Hoje, vive do turismo e além de atrações como a caatinga, montanhas enormes e água, muita água, mas também detentora de uma gastronomia deliciosa.

O garimpeiro tinha uma culinária toda especial e é na pequenina e linda cidade de Lençóis, porta de entrada da Chapada, que ainda se encontra o que restou daquela cozinha toda especial: pirão de parida, godó de banana, cortado de mamão verde e cortado de palma, um tipo de cacto da caatinga nordestina e que serve de sustento para muitas famílias do sertão. Isso sem falar na batata da serra, um tipo de tubérculo que, segundo me garantiram, só nasce lá, no alto da serra, livre leve e solta.

Não é cultivada, é apenas colhida por dois ou três remanescentes de garimpeiros, que se encarregam de trazer a estranha batata, que pode chegar até sete quilos, para os restaurantes da região. A batata é comida crua, em saladas, e até como sobremesa, acompanhando o doce de banana feito na região. É praticamente água pura e, além de servir de sustento para os garimpeiros, hidratava o pessoal. O gosto assemelha-se a uma melancia salgada, bem interessante.

Para coroar toda gastronomia peculiar, existe na região o pirão de parida, que, como o nome diz, era para alimentar a mulher que tinha acabado de parir e estava amamentando e é feito com o caldo do ensopado de galinha caipira. Godó de banana é um ensopado feito com banana nanica verde, que acaba tendo um gosto parecido com o da batata inglesa. E o cortado de palma tem um gosto parecido com um ensopadinho de vagem. Tudo uma delícia que vale a pena conferir e degustar.

Pelo 41º ano consecutivo, Feira de Santana sediou o Festival de Violeiros do Nordeste, mantendo viva a tradição da arte do repente e do improviso

Foto: Jota Sobrinho
Aconteceu no último sábado, 22, o 41º Festival de Violeiros do Nordeste em Feira de Santana, no teatro do Centro Universitário de Cultura e Arte – Cuca, que teve as suas instalações lotadas para prestigiar os violeiros trovadores

Grandes personagens do repente nordestino fizeram-se presentes ao Cuca, em Feira de Santana BA, totalizando 5 duplas concorrentes aos troféus, sendo que os artistas convidados receberam cachês pela participação.

Tendo à frente da organização o lendário violeiro Caboquinho, - que acabou de completar 70 anos, - o Festival teve a apresentação do laureado violeiro, trovador, cantor e compositor, Bule Bule. Na platéia, nomes de peso da cultura feirense como o radialista Jota Sobrinho e o cordelista Franklin Maxado.

Os cantadores que concorreram aos prêmios foram Antônio Maracujá e Nadinho , ambos de Riachão do Jacuípe, Paraíba da Viola (radicado em Conceição do Coité) e Daví Ferreira de Ichu (Ba), João Bezerra (Paraibano radicado em Canindé do São Francisco em Sergipe) e Antonio Queiroz de Serrinha(Ba), Rafael Neto (Sergipano residente em Paulo Afonso (Ba) e Leandro Tranquilino de Candeal residente em Lauro de Freitas (Ba).João Lourenço e Luciano Leonel ambos de Caruaru (Pe) sagraram-se campeões do Festival.

Regulamento da competição

Cada dupla teve 20 minutos para sua apresentação, sendo 5 minutos para uma sextilhas, 5 para um mote setessílabo, 5 para um mote decassílabo e 5 minutos para um gênero livre. Os assuntos forma sorteados no momento da apresentação e serão produzidos pela comissão de produção do Festival.

A comissão julgadora foi composta por 3 conhecedores dos gêneros e pessoas ligadas ao segmento da cultura e teve ainda um presidente de mesa que só votaria em caso de empate entre duplas, o que não foi verificado.

O evento contou com a organização da AVTB (Associação dos Violeiros e Trovadores da Bahia) e apoio do CUCA-UEFS.

Enquanto comemora-se o Dia do Folclore, constata-se que as novas tecnologias estão contribuindo para preservação e difusão da cultura popular



No Dia do Folclore, comemorado ontem, (22), a cultura popular brasileira se reinventa com grupos e artistas se apropriando das redes sociais e da tecnologia da informação, de modo a permancer atuais, de acordo com o presidente da Comissão Nacional do Folclore, Severino Vicente

A entidade foi criada no fim da década de 1940, com orientação da Unesco, para divulgar a cultura do bem e salvaguardar o patrimônio cultural num mundo pós-guerra.

Segundo Vicente, a cultura popular nacional está passando por redefinições que tendem a acompanhar as transformações do contexto sociocultural brasileiro. “A tecnologia da informação é um dos instrumentos mais importante para se trabalhar o folclore e a cultura popular. É de fundamental importância. Está ajudando e vai ajudar muito mais a salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro.”

Pesquisador de cultura popular e afro-brasileira, Nelson Inocêncio, professor do Departamento de Artes da Universidade de Brasília, destaca a boa relação entre a tradição e o novo. Ele acrescenta que a cultura popular não está parada no tempo nem presa à práticas e tradições do passado.

Tecnologia

“As ferramentas tecnológicas devem existir também para contribuir com o conhecimento de toda atividade cultural e artística. Então, vejo com muitos bons olhos. Em sala de aula, já mostrei para os alunos que essas possibilidades existem. Trouxe um vídeo que era um cordel transformado em desenho animado. Uma coisa não está lá e outra cá. Você pode estabelecer convergência entre o que há de tradição na cultura popular e o novo, essa tecnologia que pode nos servir.”

Mas nem todos encontraram o caminho das teclas. Apesar de manter um perfil no Facebook, o mestre da Folia de Reis Sagrada Família da Mangueira, Hevalcy Sylva, afirma que, por enquanto, a tecnologia não conseguiu favorecer o grupo.

“Pode ser que futuramente surja alguma coisa do gênero para a folia. A Folia de Reis Sagrada Família da Mangueira é um dos folguedos retratados no Mapa de Cultura do estado do Rio de Janeiro e reúne 120 documentários e 8 mil fotos, divididos em 3,5 mil verbetes. O levantamento abrange os 92 municípios do estado, com informações sobre as categorias Espaços Culturais, Agenda Fixa, Gente, Patrimônio Material, Patrimônio Imaterial e Destaques.

Cultura popular atualizada

Entre 26 e 31 de outubro, ocorrerá o XVII Congresso Brasileiro de Folclore, em Belo Horizonte, organizado pela Comissão Nacional. Segundo Severino Vicente, um dos focos do encontro será atualizar a Carta Nacional do Folclore, que teve a primeira versão lançada em 1951 e a segunda em 1995.

“As duas têm conteúdo muito bom, mas nós achamos que está na hora de fazer uma releitura, porque as coisas caminham tão rápidas que temos que acompanhar. A Carta do Folclore Brasileiro é o instrumento da Comissão Nacional de Folclore que não dita norma, mas orienta como se trabalhar o folclore e a cultura popular em um mundo em transformação.”

Conforme Severino, o que deve ser incluídos na carta são as matrizes culturais que não tinham sido contempladas. “As matrizes culturais alemãs, italianas, que são trabalhadas no Sul e Sudeste do país, são contempladas por uma coisa chamada de aceitação coletiva, que é um dos pontos importantes do folclore brasileiro. É aquilo que o povo viu, fez, faz, aceitou e tomou como seu. Faz parte do contexto geral do folclore e da cultura popular brasileira. A tradicionalidade, a dinamicidade, a antiguidade e a aceitação coletiva sustentam o folclore.”

Se na carta de 1995 havia a preocupação com a influência da comunicação de massa, agora serão incorporadas as novas tecnologias benéficas para preservação e difusão das manifestações culturais. “Há esse processo que a gente chama de hibridação cultural, o que é uma realidade no contexto do folclore e da cultura popular brasileiros. Uma depende da outra, uma se apropria da outra. Uma se alimentando da outra. Hoje em dia a cultura popular canta isso”, afirma Vicente.

Coordenadora do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, Elisabeth Costa destaca que a cultura popular se transforma a todo momento. O centro é ligado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e é a única instituição pública federal que desenvolve e executa programas e projetos nessa área.

Ela lembra que grandes festas brasileiras, como o carnaval, são tradições importadas e que o haloween americano já está incorporado à cultura nacional. “No Brasil, virou uma grande festa à fantasia. Os adultos se vestem de esqueletos, demônios e coisas mais macabras, mas nas escolas as crianças usam fantasias de Emília, Power Ranger, Peter Pan, entre outras. Imagino que, entre 20 e 30 anos, a festa será exclusivamente brasileira. Vamos incorporar mais uma oportunidade para festejar.”

O professor Nelson Inocêncio lembra a necessidade de se tomar cuidado para que a globalização não vire um “globaritarismo” cultural. “Quem é que participa e como participa do projeto de globalização? Não queremos ser expectadores. Queremos ser produtores, participar do processo global. Aí sim, estaremosr falando de uma globalização no sentido mais democrático.”

Folclore ou cultura popular?

Apesar de muito usados como sinônimos, Inocêncio diferencia os termos folclore e cultura popular. Segundo ele, a palavra folclore é uma construção ideológica para dar uma hierarquia aos diferentes tipos de arte. “O conceito de folclore foi constituído pela elite europeia do século 19, que, para não tratar o universo cultural dos camponeses e depois dos povos colonizados na África e na América Latina, resolveu denominar a produção cultural desses povos como folclore, numa maneira de criar uma classificação e ao mesmo tempo uma hierarquização.”

O professor questiona a existência de dois nomes para definir o mesmo fenômeno. “O Ocidente definiu o que era religião. O que não era, virou crendice. O Ocidente definiu o que era língua e os outros povos falavam dialetos. Então, na perspectiva do mundo ocidental, desde a era colonial, a arte era o que o Ocidente produzia e o que os povos não ocidentais produzia era artesanato. Tudo isso é uma construção ideológica.”

Inocêncio diz que é preciso superar o limite que estabelece a ideia da “alta cultura” e da “baixa cultura”, que supervaloriza a arte chamada erudita, em detrimento da arte popular. “São problemas que precisamos superar, de modo a não ficarmos distantes da aspiração de uma sociedade democrática de fato, em que a gente valorize e respeite todas as possibilidades, todas as formas culturais. Prefiro usar o conceito de arte e cultura popular, porque estou admitindo que se trata de cultura e também de um universo em que existe uma produção artística com sua especificidade.”

Sobre a importância de se comemorar o Dia do Folclore, Inocêncio destaca que se trata da dimensão simbólica da questão. “Ter um dia para pensar sobre tradição e cultura popular no Brasil é fundamental."

Fonte: EBC

Quem planeja a sonhada viagem a Paris e inclui no roteiro colocar o ‘cadeado do amor’ na Ponte das Artes, vai ter que procurar outra maneira para celebrar o romance


Resultado de imagem para cadeados na ponte de paris

Chegou ao fim a “era dos cadeados” como símbolo romântico da chamada Ponte do Amor, que passa sobre o Rio Sena, em Paris, quando a Prefeitura da cidade proibiu a colocação de novas ‘provas de amor’, quando parte da ponte cedeu pelos peso dos artefatos

A tradição dos cadeados de amor já vem de há muito mas tornou-se uma mania mundial graças aos dois romances de Federico Moccia – Tre Metri sopra il Cielo (Três Metros Acima do Céu) e Ho Voglia di Te (Quero-te Muito).O vice-prefeito da cidade Bruno Julliard anunciou em junho passado o início da operação de retirada dos cadeados do local – que há alguns anos virou ponto turístico de casais apaixonados na cidade.

De acordo com a lenda, ficarão para sempre juntos os amantes em Roma que escrevem os seus nomes num cadeado e o prendem ao terceiro candeeiro no lado norte da Ponte Milvio, atirando a chave ao Tiber.

Infelizmente, as autoridades em Roma livraram a Ponte Milvio dos seus cadeados em Setembro de 2012. A câmara de Dublin antecipou-se, cortando os cadeados de amor que decoravam a ponte Ha’penny em Janeiro do mesmo ano.

Ponte das Artes


Os cadeados começaram a chegar à ponte das Artes em 2008, tendo estado limitados até 2010. No entanto, a "epidemia" acabou por cobrir os 150 metros de gradeamento da ponte e espalhou-se por outras pontes e até a Torre Eiffel, onde foram recentemente encontrados 40 cadeados.

A moda dos cadeados está presente em todos os continentes e pretende eternizar o amor de quem o coloca: na ponte das Artes, os casais enamorados selam a sua união com este objeto atirando depois a chave para o rio Sena.