sexta-feira, 10 de julho de 2015

Um dos remanescentes do samba de raiz da Bahia, Edil Pacheco presenteia o seu público com seu novo trabalho “Mel da Bahia”



'Mel da Bahia' é o nome do novo CD do compositor, cantor, violonista e filho ilustre de Maragojipe, Edil Pacheco. Este é o sétimo álbum em 40 anos de carreira, o disco conta com 80% de músicas inéditas 

Segundo o sambista, o título do cd faz alusão a personagens, considerados como "emblemáticos, que fazem parte da história, o mel da Bahia". Camafeu de Oxossi, Jorge Amado, Mãe Menininha do Gantois, Batatinha e Dorival Caymmi são alguns nomes que foram inspiração para músicas como a que dá o nome ao CD, escrita por Edil e João Nogueira sobre a reinauguração do Mercado Modelo, após o incêndio que atingiu o local, em 1983. "Essa música, escrita em parceria com o mestre João Nogueira, nunca foi gravada, e agora vai fazer parte do CD", diz.

Em recente entrevista, Edil falou sobre o seu novo trabalho e da fase atual do samba baiano que, segundo ele, está em ascensão. O aumento do número de blocos de samba no Carnaval e a explosão de uma nova geração de artistas fazendo "um samba mais ligado ao que a velha guarda faz", são indicativos de que o ritmo vai indo muito bem, obrigada. "Praticamente só o Alerta Geral desfilava no Carnaval, mas hoje a quinta-feira é disputada por muitos blocos de samba, e todos lotados! Cada ano aparece mais um.", observa Edil Pacheco.

O filho ilustre da cidade de Maragojipe, no Recôncavo Baiano, também abordou alguns problemas que contribuem para o abafamento do samba da Bahia, perdendo o posto de terra natal do samba, em alguns momentos, para o Rio de Janeiro. Segundo Edil, "ainda é preciso mais espaço para o samba em Salvador" e, atrelado a isso, acrescenta que a classe média baiana precisa cultuar mais o ritmo. "No Rio, mais especificamente na Lapa, você vê as patricinhas e os mauricinhos, sem querer parecer preconceito, cultuando o samba, e aqui nada!"

Na Bahia, no geral, o jovem não dá importância ao samba de raiz, sendo constantemente embalado pela axé mu sic e seu derivados como o pagode de letra e gosto duvidoso, além da febre do arrocha que, em nada acrescenta à cultura baiana.

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