sábado, 25 de julho de 2015

Ópera do Arame, em Curitiba, recebe no próximo dia 08 de agosto o espetáculo "Suor Angelica"


Suor Angelica é uma ópera de um ato, composta por Giacomo Puccini, com libreto de Giovacchino Forzano tem estréia prevista para o dia 8 de agosto com montagem da Opera Orchestra Curytiba, Suor Angelica, em Curitiba

Estreou no Metropolitan de New York em dezembro de 1918, juntamente a outras duas operas de um ato, “Il Tabarro” e “Gianni Schicchi”, formando assim “Il trittico” (O triptico). Trata-se de um projeto no qual Puccini estava pensando fazia algum tempo: reunir em uma única noite os três aspectos fundamentais da linguagem teatral: o trágico, o lírico e o cômico.

É possível que a ideia tenha nascido do fato de que uma irmã de Puccini, Iginia, fosse freira no convento de Vicopelago, nas colinas de Lucca. Neste convento ele mesmo tocou a ópera pela primeira vez, em 1917. É interessante a carta com a qual ele descreve essa visita: “Contei para elas, com trepidação e precaução, o tema embaraçoso. As freiras todas atentas, comovidas e em lágrimas exclamaram ‘coitadinha, como foi infeliz’, Deus misericordioso, com certeza a acolheu no céu! 

E outras frases tenras e comoventes. Eu achei que ficariam escandalizadas, esperava alguma frase de repreensão, por causa do atrevimento da trama. Ao contrário, encontrei somente piedade e uma generosa simpatia cristã, perfumada de um verdadeiro e edificante sentimento religioso”.

Sinopse

A história se passa no fim do sec. XVII, em um convento da Toscana. Suor Angelica alcança as irmãs que rezam na pequena igreja. A irmã Monitora aplica as duras regras da vida de clausura, punindo duas irmãs leigas, responsáveis por alguma falha. As freiras falam de seus pequenos desejos, somente suor Angelica diz não ter nenhum, mas todas sabem que está mentindo. De origem nobre, ela foi mandada para o convento por punição e não tem notícias de sua família desde que chegou, há 7 anos. Aparentemente resignada, sofre na realidade pelo silêncio da família.

As irmãs de Caridade, voltando de suas buscas, anunciam que uma luxuosa carruagem parou na entrada do convento. Angelica fica ansiosa e a campainha anuncia uma visita: a Abadessa chama suor Angelica, entra a velha Tia Princesa, que pede com altivez para assinar a renúncia ao patrimônio de sua família, por ela administrado, em virtude do iminente casamento da irmã de Angelica, Anna Viola. Casamento que, segundo ela, tirara a desonra na qual Angelica jogou a família, ao ter tido um filho fora do casamento.

Suor Angelica quer noticias do filho que tiraram de seus braços logo que nasceu, mas a impassível e cruel tia, revela que a criança morreu há dois anos, vítima de uma grave doença. A tia se retira, Suor Angelica cai em desespero e decide se suicidar.

Conhecedora de plantas e flores, prepara então, uma poção de ervas venenosas e a ingere. Imediatamente se arrepende de seu gesto, mas é tarde demais. Implora então para “Nossa Senhora”, pedindo que envie um sinal de perdão, e acontece o milagre: a igreja se ilumina de uma luz imensa e aparece “Nossa Senhora”, com uma criança, seu filho, Angelica está perdoada.

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