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terça-feira, 28 de julho de 2015

Há 10 anos, Xangai recolhia a sua cantoria teatral e gravava o DVD “Estampas Eucalol”

Revendo no youtube o DVD “Estampas Eucalol” que Xangai gravou em 2005, me dei conta já se vão 10 anos da gravação desse momento histórico da música regional brasileira

O inimitável Xangai quase não mudou nesses 10 anos e continua com a sua estampa de catingueiro de Itapebi, - ali pertinho de Potiraguá, - em plena forma física com a sua compleição de “carne de priquito” com ele autodefine-se. O que mudou nesse interregno de uma década é a qualidade da música feita no Brasil: ela está cada vez pior, com letras, ritmos e melodias cada dia mais deploráveis. Diante de um quadro destes, temos mais é que enaltecer e zelar pelos remanescentes da nossa música, que ainda cantam e produzem com alta qualidade.

A bênção, mestre Xangai!

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Poucos artistas brasileiros fazem uma música tão imagética e teatral quanto Xangai. Era mais do que merecido, portanto, um registro em DVD. Essa empreitada coube à Kuarup que lançou há 10 amos, Estampas Eucalol, título de uma conhecida música da carreira do cantador baiano. 

O vídeo registra um show de Xangai na Sala Funarte (RJ) no ano de 2005 e inclui uma entrevista musicada de 55 minutos gravada entre Belo Horizonte e Lauro de Freitas, cidade-sede da fazenda de Xangai. De quebra, uma imagem rara de Elomar em cantoria descompromissada com ele num fim de tarde na roça (cantam Dassanta, de Elomar com o próprio ao violão).

O show recupera 18 faixas da carreira de Xangai, contemplando praticamente tudo o que de mais importante ele gravou. Tem desde famosas de Elomar (como Violero, Dos Labutos) e outras parceiros importantes dele como Capinam (Qué Qui Tu Tem Canário?), Cátia de França (Kukukaya), Hélio Contreiras (faixa-título), Maciel Melo, que cedeu uma das três inéditas incluídas (João e Duvê, dedicada aos filhos de Xangai) e o goiano Juraildes da Cruz, que aparece na entrevista musicada, na verdade, os extras do vídeo, cantando com ele Vida no Campo e Meninos.

Para o show, Xangai contou com uma banda enxuta e uma sonoridade camerística tocada por um trio liderado pelo violonista, maestro e arranjador João Omar (filho de Elomar). As outras duas inéditas são do próprio Xangai com parceiros e numa delas, o coco trava-língua Muqueca de Cágado (com Demóstenes Campos), ele conta com a participação vocal da filha Mariá.

Com a sua platéia cativa, Xangai é um brincalhão e prende atenção do público o tempo inteiro tanto com os maneios de voz quanto os causos que vai contando durante o show. A tal entrevista musicada inova ao repassar a carreira do músico de forma ilustrada, com depoimentos de parceiros e amigos em cada canção, além de mostrar a intimidade dele na fazenda. A edição deixou as filmagens longas em demasia, mas não atrapalha a boa sugestão ao público dele o ter de forma tão completa.

Para quem já viu, vale a pena ver de novo e para quem não conhece, fica a nossa sugestão para um deleite musical. Ia esquecendo: para quem não conhece a origem do mote da música “Estampas Eucalol”, vale lembrar que 'Eucalol' era uma marca de sabonete bastante popular nos anos 70 e que trazia nas embalagens, fotos de pontos turísticos do mundo inteiro como o Big Ben, a Torre de Pizza, a Torre Eiffel e as Pirâmides do Egito, entre outros monumentos. Daí a expressão cunhada por Hélio Contreiras, ‘viajava o mundo inteiro nas estampas Eucalol...”
Euriques Carneiro

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