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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Com imagens feitas em 1962 e 1990 exposição de trabalhos de Vladimir Lagrange mostra o cotidiano da vida na União Soviética


“Nossa juventude”, um dos mais importantes acontecimentos de fotografia que ocorreu, em Moscou


As primeiras imagens foram tomadas em 1962, enquanto os últimos enquadramentos datam do início da década de 1990 e mostram que, mesmo quando trabalhava em relação a fatos de grande impacto, como a Guerra do Afeganistão (1979-1989), Lagrange optava por um olhar diferenciado

Fotógrafo da antiga União Soviética, Vladimir Lagrange registrou, em incríveis imagens em preto e branco, aspectos do cotidiano urbano e rural do estado socialista, com extrema delicadeza e sem estéticas ideológicas. Para apresentar esta obra tão singular, a Caixa Cultural de São Paulo inaugurou no dia 25 de julho, a individual “Assim Vivíamos”, que reúne 65 imagens. Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho, a mostra é a primeira exibição do trabalho do fotógrafo na América Latina.

“É uma oportunidade única para o público carioca conhecer mais profundamente o cotidiano da vida na antiga União Soviética através de uma testemunha sensível e direta. Na obra de Lagrange, encontram-se drama e humor, além de uma perene compaixão pelo ‘homem simples’, retratado pelo fotógrafo por meio de uma linguagem visual profunda e singular”, afirma Luiz Gustavo.

Em um período marcado pela forte censura, Lagrange optou por retratar a humanidade dos seus conterrâneos em sua obra. Até nas cenas “oficiais”, seu trabalho se diferenciava dos demais fotógrafos ao escolher enquadrar o indivíduo em vez das multidões.

“Como aconteceu com diversos artistas durante a história soviética, a censura sofrida por Vladimir Lagrange era muito grande. Certa vez, fez uma foto de um minerador com cara suja, e esta foto foi imediatamente criticada e censurada pelo editor da revista, que disse que o homem soviético não era assim. A sinceridade artística e o respeito de Vladimir pelos seus personagens são visíveis nas pessoas bonitas, heróicas, amantes de trabalho e, ao mesmo tempo, muito sofridas e infelizes com o regime”, explica o curador.

Trajetória 

Lagrange iniciou o seu trabalho como foto jornalista, em 1959, aos 20 anos de idade, na agência de notícias TASS. Em 1962, suas fotografias foram escolhidas para integrar a exposição “Nossa juventude”, um dos mais importantes acontecimentos de fotografia que ocorreu, em Moscou, naquele ano.

Em uma de suas obras, Lagrange retratou a Praça Vermelha, que até então representava uma potência bélica opressora do regime soviético, enquadrando jovens numa comemoração escolar com o símbolo da paz, ao invés dos cenários típicos, o que representou uma quebra de dogmas na época.

Vladimir contribuiu para diversas revistas soviéticas. Durante 25 anos, trabalhou na revista “União Soviética”, a principal publicação do país dedicada à sociedade e à política, editada em 21 línguas e distribuída em mais 130 países.

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