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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Após a luta para se tornar Patrimônio Cultural da Humanidade, praticantes da capoeira debatem regulamentação da profissão





Capoeira é liberdade, expressão, arte, filosofia, música, amor, alegria. Um renomado mestre costumava falar que a capoeira é o único kung-fu que tem música e o único balé que tem pancada”


Quem filosofa nas palavras do professor é o baiano Ronivon Nascimento dos Santos, ou Bico-Duro, como é conhecido o mestre que há 20 adotou a capoeira como uma filosofia de vida. Sua explicação é coerente com o verdadeiro emaranhado artístico que resultou na criação dessa luta, que pode ser dança, mas que também pode ser jogo.
Dando seu tempero característico em diversas dimensões da cultura, seja como luta, dança, esporte ou jogo, a capoeira não se limita a nenhum desses atributos por tratar-se de uma manifestação complexa e multidimensional.
Descrimininalização
Desde que a prática da capoeira deixou de ser considerado crime, em 1940, suas raízes têm ultrapassado as fronteiras do Brasil. Hoje, ela é praticada em mais 150 países. Reconhecida em sua pluralidade expressiva, em 2008 foi declarada patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Depois da batalha para que a capoeira fosse considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, mestres, alunos e entusiastas da prática vêem com ceticismo os benefícios que a eventual regulamentação do profissional da capoeira pode trazer. Representantes de um movimento que já foi considerado crime e proibido no passado se mostram contrários a fórmulas que, segundo eles, podem institucionalizar e dividir a capoeira

Um dos pontos polêmicos das propostas sobre o tema que tramitam atualmente no Congresso Nacional diz respeito às exigências para que os profissionais sejam formados em educação física ou, então, acompanhados por educadores físicos. O representante do ministério da Cultura Daniel Castro disse que a pasta está mais interessada em esclarecer que a capoeira não deve constar nas regulamentações dos profissionais de educação física do que na profissionalização em si. "A gente acha que esses [projetos que regulamentam a profissão] ainda estão muito imaturos.”

Essa é a mesma opinião de Mariana Monteiro, 26 anos, que assistiu ao debate. Ela participa há três anos de um grupo no Guará, região administrativa Distrito Federal, e questiona a forma como a mudança iria dar reconhecimento aos mestres, que há anos ensinam a jogar capoeira. “Acho que não tem nada a ver porque não tem como você falar para um mestre que já é mestre de capoeira fazer educação física agora. Nem botar nenhuma pessoa como professor dizendo que vai ensinar capoeira melhor que o mestre. Acho difícil profissionalizarem porque a capoeira é uma cultura.”

Referência: EBC

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