sexta-feira, 31 de julho de 2015

O melhor da Bossa Nova na voz de Carlos Pitta, hoje, 31, em Salvador



Os músicos e compositores baianos Aderbal Duarte e Carlos Pitta apresentam o show Bim Bom, nesta sexta-feira (31) e no sábado, às 20h30, no Café Teatro Rubi, que funciona no Hotel Sheraton da Bahia, no Campo Grande, em Salvador

No repertório, grandes sucessos da bossa nova, como Samba de Verão, Chega de Saudade, Garota de Ipanema, Eu Sei Que Vou te Amar e outros clássicos de Tom Jobim, Vinícius de Morais, Tom Zé, Dorival Caymmi, Carlos Coqueiro, Alcivando Luz e Baden Powell.

O nome do show surgiu como forma de homenagear um dos pais da nossa nova, o cantor e violonista João Gilberto, autor da música homônima.

“Bim bom lembra a batida do violão do João, que mudou toda a nossa concepção de cantar, tocar e sentir a música popular mais rica desse nosso país. A bossa nova é raiz da grande matriz que é o samba, com influência do jazz e da música impressionista”, destaca Carlos Pitta.

Parceria 


Interioranos, de Itapetinga e Feira de Santana, respectivamente, Aderbal Duarte e Carlos Pitta já demonstravam amor pela música popular brasileira de qualidade desde a infância. A amizade entre ambos surgiu no final da década de 70, na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, quando faziam o curso superior de composição e regência.

“Tivemos a oportunidade de vivenciar experiências musicais com professores como Walter Smetak, Ernst Widmer e Lindembergue Cardoso”, relembra Aderbal Duarte, pesquisador da MPB contemporânea e autor do livro “Segredos do violão bossa nova”.

Esta é a segunda apresentação do show Bim Bom, que estreou no fim de novembro passado, no Palacete das Artes, alcançando sucesso de público e da crítica musical.

O espetáculo também contará com a presença de Ivan Sacerdote (clarineta) e outros músicos convidados. Os ingressos custam R$ 50.

Produtos apreendidos pela Receita Federal irão a leilão na Bahia, com renda revertida para as Voluntárias Sociais





A Apreensão de produtos contrabandeados e/ou sem origem comprovada, resulta em ação social na Bahia, com valor auferido destinado às ações das Voluntárias Sociais do estado, que poderão dar andamento a vários projetos de auxílio a comunidades carentes

As Voluntárias Sociais da Bahia farão um bazar neste sábado (1º) e no domingo, das 9h às 18h, no Palácio da Aclamação, na Avenida Sete de Setembro, em Salvador. O bazar reúne produtos novos que foram apreendidos pela Receita Federal, como brinquedos, perfumes, eletroeletrônicos, videogames, tablets e roupas, entre outros, que serão vendidos com pelo menos 50% de desconto.

O pagamento pode ser feito em dinheiro, cartão de débito e, se a compra ultrapassar mil reais, poderá ser dividido em três vezes. O dinheiro arrecadado será direcionado às obras das Voluntárias, que têm projetos sociais em prol dos mais carentes.

A partir de segunda-feira (3), os produtos que não forem vendidos durante o bazar do fim de semana estarão disponíveis na própria sede das Voluntárias Sociais, no Largo do Campo Grande, em Salvador BA, das 9h às 16h.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Pensando em uma viagem pela América do Sul? Inclua a Colômbia no seu roteiro e desfrute de atrações que já inspiraram personalidades como Gabriel García Márquez e Fernando Botero

Quando o assunto é turismo na América do Sul, os primeiros destinos que vêm à mente é Buenos Aires e Santiago, mas a Colômbia reserva gratas surpresas para quem opta pelas suas atrações que vão de Bogotá a Cartagena, de Santa Marta a San Andrés, passando ainda por Providência e Barranquilla

Um bom ponto de partida para iniciar o tour é visitar as galerias, o Museu do Ouro (cuja coleção é a mais importante do mundo em seu gênero com cerca de 30.000 peças de arte pré-colombiana) e o Museu de Botero, as bibliotecas, praças e tantas outras atrações que serviram de inspiração para talentos como o escritor Gabriel García Márquez e o pintor Fernando Botero. E ainda tem, o pôr do sol em Bogotá pode ser um verdadeiro espetáculo!

A Colômbia é um destino que reserva grandes surpresas aos turistas. Mas, antes de começar a fazer as malas, vale a pena conferir algumas dicas essenciais sobre o país: a primeira delas é que brasileiros têm entrada livre, ou seja, não é preciso de visto para entrar na Colômbia. Quando feita de avião, a viagem de dura de seis a oito horas, saindo de São Paulo para Bogotá.

Na capital, reserve algumas horas para conhecer a La Candelaria, um bairro que preserva uma incrível arquitetura. Visite a Plaza Mayor de Santafé de Bogotá, um local perfeito para admirar casas com estilo colonial e para saborear o autêntico café colombiano. Na Plaza de Bolívar, é possível visitar a Catedral Primada de Bogotá e a Capilla del Sagrario, esta última erguida no século XVII.

Mirante, museus e o consulado em Bogotá

Para quem deseja ter uma visão privilegiada de toda a cidade, a dica é subir os 3.200 metros do Cerro Monserrate. No alto do monte, há um santuário e equipes especiais para melhor orientar os turistas. É possível chegar até lá por meio de teleférico ou por trem (funicular). Quem já foi garante que o passeio é deslumbrante.

Ainda em Bogotá, é possível encontrar vários museus que contam a história do país, como o Museo Nacional de Colombia. As heranças do período exploratório espanhol podem ser contempladas no Museo del Oro e no Museo de la Esmeralda.

Outros pontos turísticos da Colômbia

Saindo da capital colombiana, o interior do país apresenta atrações mais voltadas para a natureza. Um bom exemplo é o Salto del Tequendama, uma catarata a 30 km de Bogotá que recebe os visitantes com uma cascata de quase 160 metros.

Outro ponto que vale a pena visitar é a Catedral de Sal em Zipaquirá, localizada a 50 km de Bogotá, onde é possível encontrar paredes esculpidas, altares e até passagens da Via Crucis em cerâmicas de sal.

Uma viagem até a Colômbia não estaria completa sem uma passagem por Cartagena de Índias, no Caribe colombiano. Passar uma tarde lá é voltar no tempo graças às ruas cercadas por casarões com sacadas coloridas, igrejas belíssimas e praças. Uma curiosidade é que o centro histórico fica em uma área cercada por 13 km de muralhas. O motivo? Ataques piratas no século XVI.

Para quem gosta de cidades históricas, Villa de Leyva parece ter parado no tempo. Os casarões em estilo colonial espanhol e as ruas de pedras dão um charme todo especial ao lugar. Chegando lá, não deixe de conferir uma das maiores praças de toda a América do Sul, a Plaza Mayor. Visite também a Casa Quintera e seus bares e restaurantes com cozinhas de várias partes do mundo. O seu paladar ficará deveras agradecido.

Ghost Town: a vila fantasma que a Disney construiu e abandonou sem qualquer razão



Talvez poucos saibam, mas a Disney é a principal responsável por tornar uma pequena comunidade em uma vila fantasma que hoje é conhecida como Ghost Town. Sabe-se lá buscando o que, a Disney construiu o Treasure Island Resort (Resort da Ilha do Tesouro)", que em 1999 teve o nome alterado para Discovery Island (Ilha da Descoberta)" que esta localizada na Baía de Baker, nas Bahamas 
O Palácio de Mogli era um empreendimento polêmico desde o início. A Disney comprou uma tonelada de terra de alto custo para o projeto, e na verdade houve um escândalo envolvendo algumas das compras. O governo local declarou as casas das pessoas como "domínio eminente" e as vendeu para a Disney. Em determinado ponto, uma casa que tinha acabado de ser construída era simplesmente condenada com pouca ou nenhuma explicação.
Eles culparam as águas rasas (rasas demais para que seus navios operassem em segurança), e sobrou até para os trabalhadores. A Disney disse que como eles eram das Bahamas, eles eram muito preguiçosos para trabalhar em um horário regular.Discovery Island não era uma vila fantasma. Navios de cruzeiro da Disney realmente desembarcavam no resort e deixava os turistas para relaxarem no luxo. Outro fato verdadeiro que você mesmo pode comprovar é que a Disney investiu 30 milhões neste paraíso tropical... Sim, trinta milhões de dólares. Em seguida eles simplesmente abandonaram o local.

É aqui que a natureza factual da história acaba. Não era por causa da areia, e obviamente não era porque "os trabalhadores eram preguiçosos demais". Ambas eram desculpas convenientes.

Se você não estiver familiarizado com o personagem Mogli, então você deve se lembrar melhor da história Mogli - O Menino Lobo. Se você não o viu antes em outro lugar, você talvez o conheça como um personagem dos desenhos da Disney de décadas atrás. Mogli é uma criança abandonada na selva, simultaneamente criado e também ameaçado por animais.

A terra agarrada pelo governo era supostamente para o suposto projeto de uma rodovia nunca construída. Sabendo muito bem do que estava acontecendo, o povo passou a chamá-la de "Rodovia Mickey Mouse".

Um legítimo “não lugar”

Estamos falando de um enorme Palácio Indiano. Selva e tangas não relativamente no centro de uma área de luxo, mas sim em uma área xenofóbica do sul dos Estados Unidos. Foi uma escolha questionável a esse ponto da história.

Um membro da multidão tentou invadir o palco, mas foi impedido pelos seguranças assim que ele tentou quebrar uma das placas da frente. Disney pegou aquela comunidade e lhe quebrou os joelhos. As casas foram arrasadas, o terreno foi limpo, e não havia uma maldita coisa que qualquer um pudesse fazer sobre isso. TV e jornais locais eram contra o resort desde o início, mas alguma ligação insana entre as explorações de mídia da Disney, e os locais de interesse turístico entrou em jogo e as opiniões mudaram repentinamente.

A Disney investiu milhões no lugar e começou o trabalho. A mesma coisa aconteceu com o Palácio de Mogli. A construção estava completa. Os visitantes realmente se hospedaram no resort. As comunidades do entorno foram inundadas com o tráfego e os aborrecimentos habituais associados com o fluxo de turistas perdidos e irados.

Então, tudo parou

A Disney desligou o lugar e ninguém sabia, sequer, o que pensar. Mas eles estavam bastante felizes com isso. A perda da Disney foi bastante hilária e maravilhosa para um grande grupo pessoas que não queriam tudo aquilo em primeiro lugar.

Então, foi escrito um artigo de alguém que havia explorado a Treasure Island e criado um blog inteiro direcionado exclusivamente para as coisas loucas que ele havia achado por lá. Coisas simplesmente... Deixadas para trás. Coisas quebradas, desfiguradas, provavelmente destruídas por funcionários descontentes que perderam seus empregos.

Todos os locais ao redor tinham uma mão na destruição daquele lugar. As pessoas simplesmente ficaram furiosas sobre o Treasure Island e fizeram isso com o Palácio de Mogli. Além disso, há rumores de que a Disney havia lançado seu "estoque" de aquário nas águas locais quando fecharam... Incluindo tubarões.

Bem, o que estou querendo dizer, é que esse blog sobre o Treasure Island me fez pensar. Mesmo muitos anos tendo se passado, desde que o resort fechou, eu pensei que o Palácio de Mogli seria um lugar legal para uma "Exploração Urbana". Bater algumas fotos, escrever sobre a minha experiência, e provavelmente ver se eu encontrava alguma coisa para levar de recordação.

Naturalmente, nenhum site oficial da Disney ou fonte fazia qualquer menção sequer sobre o lugar. Ainda é possível ver alguns locais que parecem, e são, surreais.

A cozinha era como você pode imaginar... Uma área de preparação de alimentos industriais com todos os aparelhos e espaço, nenhuma despesa poupada. Cada superfície de vidro fora quebrada, cada porta havia tido suas dobradiças roubadas, cada superfície metálica havia sido chutada e amassada. O lugar inteiro cheirava muito a secreção urinária envelhecida.

O enorme freezer, nem mesmo esfriava um pouco sequer. Agora, tinha filas e filas de espaço vazio nas prateleiras. Ganchos pendurados no teto, provavelmente para pendurar os pedaços de carne, de forma quase macabra eles estavam balançam.

Cada gancho balançava em uma direção aleatória, mas seus movimentos eram tão lentos e pequenos que era quase impossível de se ver. Se alguém os fizer parar de balançar segurando-o com a mão, e em seguida, soltar cuidadosamente, em poucos segundos eles começam a balançar novamente.

Os banheiros estão em grande parte no mesmo estado que o resto do lugar. Assim como em Treasure Island, parecendo que alguém tinha metodicamente quebrado cada vaso sanitário de porcelana, repletos de fezes

Há muitos quartos no palácio, mas estão igualmente destruídos, e também não se pode esperar encontrar nada lá. Há momentos em que parece haver alguma televisão ou um rádio em um dos quartos, porque a impressão é que se ouve uma conversa tranquila saindo de um deles.

Tudo isso é um monumento à insanidade. Destruir uma comunidade, enterrar abruptamente suas crenças e seus valores, expulsar toda uma sociedade do seu habitat para, em seguida, abandonar tudo. Como diria o poeta baião Caetano Veloso: “a força da grana que ergue e destrói coisas belas...”

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Previsto para setembro, Festival de Veneza 2015 terá três filmes brasileiros



Festival de Veneza 2015, que acontece em setembro, terá The Danish Girl, Beasts Of No Nation e três representantes nacionais, dois longas e um curta-metragem

Na mostra Orizzonti, segunda mais importante do evento, a surpresa são três títulos brasileiros: Boi Neon, de Gabriel Mascaro; Mate-me Por Favor, de Anita Rocha da Silveira; e o curta Tarântula, de Aly Muritiba e Marja Calafange.Saiu o line-up da 72ª edição do Festival de Veneza, que começa no dia 2 de setembro. 


Os destaques em competição são The Danish Girl, com Eddie Redmayne vivendo a primeira transgênero; a animação Anomalisa; Remember; e Beasts of No Nation, da Netflix - todos também na seleção do Festival de Toronto -; Equals, com Kristen Stewart eNicholas Hoult; Sangue del Mio Sangue, novo de Marco Bellocchio; El Clan, de Pablo Trapero; e A Bigger Splash, com Tilda Swinton, Dakota Johnson eRalph Fiennes.

A película "Boi neon" representa a segunda produção do cineasta pernambucano Gabriel Mascaro. Juliano Cazarré é o protagonista do longa, que também conta com Vinicíus de Oliveira, Maeve Jinkings, Aline Santana e Carlos Pessoa. A trama acontece no Nordeste do Brasil e narra o drama particular de um vaqueiro e sua família.

Confira todos os selecionados:

Competição oficial

Abluka, Emin Alper
Heart of a Dog, Laurie Anderson
Sangue del mio Sangue, Marco Bellocchio
Looking for Grace, Sue Brooks
Equals, Drake Doremus
Remember, Atom Egoyan
Beasts of No Nation, Cary Fukunaga
Per amor vostro, Giuseppe M. Gaudino
Marguerite, Xavier Giannoli
Rabin, the Last Day, Amos Gitai
A Bigger Splash, Luca Guadagnino
The Endless River, Oliver Hermanus
The Danish Girl, Tom Hooper
Anomalisa, Charlie Kaufman e Duke Johnson
L’Attesa, Piero Messina
11 Minut, Jerzy Skolimowski
Francofonia, Alexandr Sokurov
El Clan, Pablo Trapero
Desde Allá, Lorenzo Vigas
L’Hermine, Christian Vincent
Behemoth, Zhao Liang

“ICON” - CINDY CRAWFORD ESTÁ DESENVOLVENDO SÉRIE DE TV SOBRE O MUNDO DAS MODELOS NOS ANOS 1980

Cindy em foto recente e estrelando anúncio da Vogue de 1987: experiência pessoal no meio fashion (Frazer Harrison/Getty Images/AFP e Vogue/Reprodução)
Cindy Crawford, que viveu época de superstars das passarelas que revelou estrelas como Naomi Campbell, Claudia Schiffer e Linda Evangelista, produz série sobre a concorrência entre modelos nos anos 1980

A top model Cindy Crawford está desenvolvendo uma série de TV com a NBC sobre a concorrência entre modelos nos anos 1980. As informações são da Variety.

Possivelmente intitulada de Icon, o programa seria a estreia de Crawford como produtora na televisão. Ela será a produtora executiva ao lado de Anne Heche e James Tupper.

Icon, que ainda está em estágios iniciais, girará em torno da guerra entre as agências Ford Modeling Agency e Elite Model Management. A série será completamente ficcional, não sendo uma adaptação das experiências de Crawford. Não serão usados nomes ou imagens das personalidades da época.

Crawford, 49 anos, não atuará interpretando ela mesma na série, apesar de ter sido uma das mais destacadas modelos da história, após conhecer a fama nos anos 80 e 90. Na mesma época emergiram "tops" tão célebres quanto ela, como Naomi Campbell, Linda Evangelista, Elle Macpherson, Christy Turlington e Claudia Schiffer.

A participação de Cindy Crawford se limitará à produção da série, que já está em fase final, segundo a Variety. A série será exibida pelo canal NBC e ainda não foi definida data para a estreia.


Com imagens feitas em 1962 e 1990 exposição de trabalhos de Vladimir Lagrange mostra o cotidiano da vida na União Soviética


“Nossa juventude”, um dos mais importantes acontecimentos de fotografia que ocorreu, em Moscou


As primeiras imagens foram tomadas em 1962, enquanto os últimos enquadramentos datam do início da década de 1990 e mostram que, mesmo quando trabalhava em relação a fatos de grande impacto, como a Guerra do Afeganistão (1979-1989), Lagrange optava por um olhar diferenciado

Fotógrafo da antiga União Soviética, Vladimir Lagrange registrou, em incríveis imagens em preto e branco, aspectos do cotidiano urbano e rural do estado socialista, com extrema delicadeza e sem estéticas ideológicas. Para apresentar esta obra tão singular, a Caixa Cultural de São Paulo inaugurou no dia 25 de julho, a individual “Assim Vivíamos”, que reúne 65 imagens. Com curadoria de Luiz Gustavo Carvalho, a mostra é a primeira exibição do trabalho do fotógrafo na América Latina.

“É uma oportunidade única para o público carioca conhecer mais profundamente o cotidiano da vida na antiga União Soviética através de uma testemunha sensível e direta. Na obra de Lagrange, encontram-se drama e humor, além de uma perene compaixão pelo ‘homem simples’, retratado pelo fotógrafo por meio de uma linguagem visual profunda e singular”, afirma Luiz Gustavo.

Em um período marcado pela forte censura, Lagrange optou por retratar a humanidade dos seus conterrâneos em sua obra. Até nas cenas “oficiais”, seu trabalho se diferenciava dos demais fotógrafos ao escolher enquadrar o indivíduo em vez das multidões.

“Como aconteceu com diversos artistas durante a história soviética, a censura sofrida por Vladimir Lagrange era muito grande. Certa vez, fez uma foto de um minerador com cara suja, e esta foto foi imediatamente criticada e censurada pelo editor da revista, que disse que o homem soviético não era assim. A sinceridade artística e o respeito de Vladimir pelos seus personagens são visíveis nas pessoas bonitas, heróicas, amantes de trabalho e, ao mesmo tempo, muito sofridas e infelizes com o regime”, explica o curador.

Trajetória 

Lagrange iniciou o seu trabalho como foto jornalista, em 1959, aos 20 anos de idade, na agência de notícias TASS. Em 1962, suas fotografias foram escolhidas para integrar a exposição “Nossa juventude”, um dos mais importantes acontecimentos de fotografia que ocorreu, em Moscou, naquele ano.

Em uma de suas obras, Lagrange retratou a Praça Vermelha, que até então representava uma potência bélica opressora do regime soviético, enquadrando jovens numa comemoração escolar com o símbolo da paz, ao invés dos cenários típicos, o que representou uma quebra de dogmas na época.

Vladimir contribuiu para diversas revistas soviéticas. Durante 25 anos, trabalhou na revista “União Soviética”, a principal publicação do país dedicada à sociedade e à política, editada em 21 línguas e distribuída em mais 130 países.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Há 10 anos, Xangai recolhia a sua cantoria teatral e gravava o DVD “Estampas Eucalol”

Revendo no youtube o DVD “Estampas Eucalol” que Xangai gravou em 2005, me dei conta já se vão 10 anos da gravação desse momento histórico da música regional brasileira

O inimitável Xangai quase não mudou nesses 10 anos e continua com a sua estampa de catingueiro de Itapebi, - ali pertinho de Potiraguá, - em plena forma física com a sua compleição de “carne de priquito” com ele autodefine-se. O que mudou nesse interregno de uma década é a qualidade da música feita no Brasil: ela está cada vez pior, com letras, ritmos e melodias cada dia mais deploráveis. Diante de um quadro destes, temos mais é que enaltecer e zelar pelos remanescentes da nossa música, que ainda cantam e produzem com alta qualidade.

A bênção, mestre Xangai!

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Poucos artistas brasileiros fazem uma música tão imagética e teatral quanto Xangai. Era mais do que merecido, portanto, um registro em DVD. Essa empreitada coube à Kuarup que lançou há 10 amos, Estampas Eucalol, título de uma conhecida música da carreira do cantador baiano. 

O vídeo registra um show de Xangai na Sala Funarte (RJ) no ano de 2005 e inclui uma entrevista musicada de 55 minutos gravada entre Belo Horizonte e Lauro de Freitas, cidade-sede da fazenda de Xangai. De quebra, uma imagem rara de Elomar em cantoria descompromissada com ele num fim de tarde na roça (cantam Dassanta, de Elomar com o próprio ao violão).

O show recupera 18 faixas da carreira de Xangai, contemplando praticamente tudo o que de mais importante ele gravou. Tem desde famosas de Elomar (como Violero, Dos Labutos) e outras parceiros importantes dele como Capinam (Qué Qui Tu Tem Canário?), Cátia de França (Kukukaya), Hélio Contreiras (faixa-título), Maciel Melo, que cedeu uma das três inéditas incluídas (João e Duvê, dedicada aos filhos de Xangai) e o goiano Juraildes da Cruz, que aparece na entrevista musicada, na verdade, os extras do vídeo, cantando com ele Vida no Campo e Meninos.

Para o show, Xangai contou com uma banda enxuta e uma sonoridade camerística tocada por um trio liderado pelo violonista, maestro e arranjador João Omar (filho de Elomar). As outras duas inéditas são do próprio Xangai com parceiros e numa delas, o coco trava-língua Muqueca de Cágado (com Demóstenes Campos), ele conta com a participação vocal da filha Mariá.

Com a sua platéia cativa, Xangai é um brincalhão e prende atenção do público o tempo inteiro tanto com os maneios de voz quanto os causos que vai contando durante o show. A tal entrevista musicada inova ao repassar a carreira do músico de forma ilustrada, com depoimentos de parceiros e amigos em cada canção, além de mostrar a intimidade dele na fazenda. A edição deixou as filmagens longas em demasia, mas não atrapalha a boa sugestão ao público dele o ter de forma tão completa.

Para quem já viu, vale a pena ver de novo e para quem não conhece, fica a nossa sugestão para um deleite musical. Ia esquecendo: para quem não conhece a origem do mote da música “Estampas Eucalol”, vale lembrar que 'Eucalol' era uma marca de sabonete bastante popular nos anos 70 e que trazia nas embalagens, fotos de pontos turísticos do mundo inteiro como o Big Ben, a Torre de Pizza, a Torre Eiffel e as Pirâmides do Egito, entre outros monumentos. Daí a expressão cunhada por Hélio Contreiras, ‘viajava o mundo inteiro nas estampas Eucalol...”
Euriques Carneiro

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Após a luta para se tornar Patrimônio Cultural da Humanidade, praticantes da capoeira debatem regulamentação da profissão





Capoeira é liberdade, expressão, arte, filosofia, música, amor, alegria. Um renomado mestre costumava falar que a capoeira é o único kung-fu que tem música e o único balé que tem pancada”


Quem filosofa nas palavras do professor é o baiano Ronivon Nascimento dos Santos, ou Bico-Duro, como é conhecido o mestre que há 20 adotou a capoeira como uma filosofia de vida. Sua explicação é coerente com o verdadeiro emaranhado artístico que resultou na criação dessa luta, que pode ser dança, mas que também pode ser jogo.
Dando seu tempero característico em diversas dimensões da cultura, seja como luta, dança, esporte ou jogo, a capoeira não se limita a nenhum desses atributos por tratar-se de uma manifestação complexa e multidimensional.
Descrimininalização
Desde que a prática da capoeira deixou de ser considerado crime, em 1940, suas raízes têm ultrapassado as fronteiras do Brasil. Hoje, ela é praticada em mais 150 países. Reconhecida em sua pluralidade expressiva, em 2008 foi declarada patrimônio cultural brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Depois da batalha para que a capoeira fosse considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, mestres, alunos e entusiastas da prática vêem com ceticismo os benefícios que a eventual regulamentação do profissional da capoeira pode trazer. Representantes de um movimento que já foi considerado crime e proibido no passado se mostram contrários a fórmulas que, segundo eles, podem institucionalizar e dividir a capoeira

Um dos pontos polêmicos das propostas sobre o tema que tramitam atualmente no Congresso Nacional diz respeito às exigências para que os profissionais sejam formados em educação física ou, então, acompanhados por educadores físicos. O representante do ministério da Cultura Daniel Castro disse que a pasta está mais interessada em esclarecer que a capoeira não deve constar nas regulamentações dos profissionais de educação física do que na profissionalização em si. "A gente acha que esses [projetos que regulamentam a profissão] ainda estão muito imaturos.”

Essa é a mesma opinião de Mariana Monteiro, 26 anos, que assistiu ao debate. Ela participa há três anos de um grupo no Guará, região administrativa Distrito Federal, e questiona a forma como a mudança iria dar reconhecimento aos mestres, que há anos ensinam a jogar capoeira. “Acho que não tem nada a ver porque não tem como você falar para um mestre que já é mestre de capoeira fazer educação física agora. Nem botar nenhuma pessoa como professor dizendo que vai ensinar capoeira melhor que o mestre. Acho difícil profissionalizarem porque a capoeira é uma cultura.”

Referência: EBC

domingo, 26 de julho de 2015

Museu no Japão relembra os kamikazes da II Guerra Mundial





Espelhando-se nos antigos códigos de conduta dos samurais, os pilotos consideravam a missão como espécie de honra e assim, cerca de 4.000 japoneses morreram pilotando seus aviões, nos quais transportavam bombas de até 250 quilos 

A poucos meses do aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, centenas de japoneses prestaram homenagem aos kamikazes em uma antiga base do sudeste do Japão, de onde os pilotos decolavam para as missões suicidas.
A multidão, na qual estavam familiares dos pilotos, se reuniu em Chiran, na ilha de Kyushi, a partir da qual voaram 439 kamikazes até o final do conflito bélico.A poucos meses do aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, centenas de japoneses prestaram homenagem aos kamikazes em uma antiga base do sudeste do Japão, de onde os pilotos decolavam para as missões suicidas.
Okinawa 1945
A partir de 1944, nos momentos finais da Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), durante a campanha do Pacífico, diversos navios de guerra aliados passaram a sofrer ataques suicidas deflagrados por militares pertencentes às forças armadas imperais japonesas. Esta desesperada tática, fruto das sucessivas derrotas militares japonesas neste período do conflito, foi desencadeada por militares conhecidos como kamikazes, ou “vento divino”.

Os kamikazes faziam parte de um esquadrão especial de ataque, sendo designados para cumprir a missão de jogar contra os navios inimigos os próprios aviões repletos de explosivos. Oriundo de uma peculiar ética militar, que mesclava às táticas modernas a concepções distorcidas dos antigos códigos de conduta dos samurais, este tipo de missão era considerada como espécie de honra suprema por parte daqueles que eram designados a tal tarefa.

Não se sabe ao certo quantos ataques deste tipo vieram a ser desencadeados, ainda que os números sejam impressionantes: foram 47 embarcações que teriam sido afundadas, bem como outras 300 avariadas. Nessas investidas, cerca de 4 mil japoneses kamikazes morreram. O sucesso desse tipo de ataque costumava ser maior do que os combates convencionais, dadas as maiores proporções dos impactos e resultados de seu uso. O pico do uso deste tipo de ataque veio a ocorrer na Batalha de Okinawa, em 1945.

Apesar das baixas, os Aliados não vieram a sofrer perdas consideráveis ao ponto de refrear sua ofensiva nesta fase do conflito. O Império Japonês, ao contrário, viu serem sacrificados milhares de seus soldados em sua defesa por meio destes ataques: o antigo lema samurai “lealdade e honra até a morte” era interpretado de maneira quase literal pelos kamikazes como meio de recusa de render-se diante do inimigo.

Antes das missões, os kamikazes deixavam cartas de despedida para familiares ou simplesmente falavam do orgulho com o qual encaravam a missão suicida. Alguns exemplos:

Tenho o prazer de ter sido escolhido como um membro da Força de Ataque Especial, mas não posso deixar de chorar quando penso em você, mãe. Quando reflito sobre as esperanças que você tinha para o meu futuro… Eu me sinto tão triste que eu vou morrer sem fazer nada para lhe trazer alegria” – Ichizo Hayashi, última carta para casa poucos dias antes de seu voo final. Abril 1945.

Caro Masanori e Kiyoko,

Mesmo que não possam me ver, eu vou sempre estar observando vocês. Obedeçam a sua mãe, e não a perturbem. Quando vocês crescerem, sigam o caminho que vocês gostariam e cresçam para serem boas pessoas. Não invejem o pai de outros, pois eu me tornarei um espírito e observarei de perto vocês dois. Ambos, estudem muito e ajudem sua mãe com o trabalho. Eu não posso ser o cavalinho para montar, mas vocês dois serão bons amigos. Do Pai.” – Carta do Capitão Masanobu Kuno aos filhos de 5 e 2 anos, enviada na véspera do ataque.

Motoko,

Muitas vezes você olhou e sorriu para o meu rosto. Você também dormiu em meus braços, e tomamos banho juntos. Quando você crescer e quiser saber sobre mim, pergunte a sua mãe e tia Kayo. Meu álbum de fotos foi deixado para você em casa. Dei-lhe o nome de Motoko, esperando que você fosse uma pessoa gentil, bondosa e carinhosa.

Eu quero ter a certeza de que você estará feliz quando crescer e se tornará uma noiva esplêndida, e mesmo que eu morra sem você me conhecer, você nunca deve se sentir triste. Quando você crescer e quiser me encontrar, por favor, venha ao Kudan [Templo de adoração àqueles que se foram]. E se você orar profundamente, com certeza o rosto de seu pai vai mostrar-se dentro do seu coração. Eu acredito que você vá ser feliz. Desde o seu nascimento você mostra grande semelhança a mim, e outras pessoas costumam dizer que quando eles te viram, sentiram como se estivessem me vendo. Seu tio e minha tia vão cuidar bem de você que é a minha única esperança de sua mãe sobreviver. Mesmo que alguma coisa me aconteça, você certamente não deve pensar em si mesma como uma filha sem pai. Estou sempre te protegendo. Por favor, seja uma pessoa boa com as outras. Quando você crescer e começar a pensar em mim, por favor, leia esta carta. Do pai.

PS: No meu avião, eu continuo carregando como um amuleto a boneca que você ganhou quando nasceu. Então isso significa, Motoko, que está junto do pai. Digo isso porque eu estar aqui sem o seu conhecimento faz meu coração doer.” – Considerada uma das cartas mais bonitas, foi escrita pelo Tenente Sanehisa Uemura de 25 anos à filha Motoko.


A palavra "kamikaze" significa "vento divino", em referência aos tufões providenciais que destruíram as frotas de invasores mongóis no século XIII.

Sítio Histórico da Pedra do Reino foi o palco para celebração de missa em homenagem a Ariano Suassuna





Foi celebrada na manhã deste domingo (26) a Missa de Um Ano de Encantamento do Imperador da Pedra do Reino, homenageando Ariano Suassuna, cujo falecimento ocorreu há um ano. A celebração foi feita no Sítio Histórico Pedra do Reino, zona rural de São José do Belmonte, Sertão de Pernambuco
Às 11h, o arcebispo de Olinda e Recife Dom Fernando Saburido celebrou uma missa para o mestre Ariano Suassuna, no Palácio do Campo das Princesas. “Estamos aqui para celebrar a esperança, a ressurreição. A experiência da morte é sempre algo que nos choca, mas que as portas do céu estejam abertas para ele”, disse Saburido.

Durante a missa, Dom Fernando confessou que Ariano contou uma vez que a esposa, Zélia Suassuna, foi o instrumento de Deus responsável para que o dramaturgo se voltasse para a fé. A missa foi finalizada com a versão cantada da Oração de São Francisco e uma carta em verso feita pela Arquidiocese de Olinda e Recife, entregue à viúva de Ariano.

O cantor Claudionor Germano esteve no velório e disse que Suassuna era um sinônimo de amizade e respeito. “É uma saudade muito grande. Estaremos juntos em breve. Espero que não muito em breve”, contou.

O irmão do cantor e artista plástico Abelardo da Hora também esteve no Palácio do Campo das Princesas e ressaltou a importância de Ariano para a cultura brasileira.

A presidenta da Academia Pernambucana de Letras, Fátima Quintas, falou da relevância de Ariano para a literatura nacional. “Ele vem de uma safra de homens ecléticos que contemplam bem a vida social. Tudo isso apoiado na cultura clássica. Ele é um pedaço da Terra Mãe que ele tanto amava”, concluiu a cronista.

A 45ª Missa do Vaqueiro em Serrita (PE), no Sertão Central, movimentou a região entre do dia 23 até hoje, 26 de julho

 
Tradicional evento do Sertão de Pernambuco, a Missa do Vaqueiro realizada no município de Serrita chegou ao 45º ano com uma vasta programação, que foi aberta na última quinta (23) e prosseguiu até hoje, domingo (26)

Encerrou-se hoje, domingo a programação da 45ª Missa do Vaqueiro, em Serrita, no Sertão de Pernambuco. O evento deste ano contou com shows de bandas nacionais, pega de boi, vaquejada, exposição de artesanato e culto ecumênico, realizado no domingo (26). Entre as atrações musicais, nomes como Lucy Alves, Mastruz com Leite, Josildo Sá, Coral Aboios, Arreio de Ouro, Raniery e Flávio Leandro.

Uma das novidades desta edição foi a estreia, na sexta-feira (24), da programação diurna do evento, com a montagem de quatro tendas no Parque Lajes, todas com rodas de forró pé de serra e shows de aboiadores, repentistas e cantadores a partir das 17h. Entre as atrações, a banda Baião Mais Eu, Xote Federal e Nildo do Acordeon. A iniciativa foi da Associação dos Vaqueiros de Pega de Boi na Caatinga do Alto Sertão de Pernambuco (Apega), com apoio da Fundação Padre João Câncio, que juntas promovem o evento.

Todas as atividades se concentraram no Parque do Vaqueiro, local da celebração da missa em homenagem a Raimundo Jacó. O padre Domingo Pedro foi o celebrante. Os músicos Josildo Sá e Flávio Leandro, o poeta Pedro Bandeira, o Coral Aboios e as duplas de aboiadores Fernando e Ronaldo e Chico Justino e Cícero Mendes também participaram da celebração da Missa.

O evento, conhecido por misturar o sagrado e o profano, tradicionalmente conta com o prestígio de milhares de turistas de todo o Nordeste, lotando as poucas hospedagens da cidade e dos municípios vizinhos, como Salgueiro, Exu, Parnamirim e Morelândia, além de movimentar o fluxo do comércio local.

Sobre Raimundo Jacó

Por sua habilidade, Raimundo Jacó não atraía apenas o gado, mas também a inveja de outros vaqueiros, o que teria ocasionado a sua morte. Foi seu cachorro, fiel companheiro na aboiada, que teria velado seu corpo, todos os dias, até morrer também.

Essa história se tornou um clássico sertanejo. Parte disso se deveu a Luiz Gonzaga, Rei do Baião e seu primo, que, três anos após sua morte, o imortalizou com "A morte do vaqueiro", uma de suas canções mais emblemáticas.

Não satisfeito, Gonzaga queria mais. Uniu-se a João Câncio dos Santos, o padre que, ao ver a pobreza e as injustiças cometidas contra os sertanejos, passou a pregar a palavra de Deus (só que vestido de gibão).

Juntos, fizeram do caso de Jacó o mote para o ofício do vaqueiro. A partir daí, no Sítio Lajes, em Serrita, onde o corpo de Jacó foi encontrado, passou-se a celebrar a Missa do Vaqueiro. O primeiro evento foi em 1970 e os organizadores o classificam com um dos mais emblemáticos do nordeste.

Miséria de pai para filho
filho raimundo jacó

O pai morreu assassinado e um dos seus filhos, Francisco Pereira Jacó, vive anônimo e esquecido em situação de miséria, numa casa de taipa no sitio olho d’água, município de Bodocó, na região do Araripe, em Pernambuco.

Francisco é viúvo e vive na companhia de um filho, que tem problemas de saúde. Dorme em uma rede de balanço por não possuir cama. Além disso, corre risco constante de adquirir doença de chagas, pois o barbeiro (inseto causador da doença) habita nas brechas das paredes de sua casa.

O filho de Raimundo Jacó revelou em entrevista que só se alimenta dignamente quando as pessoas que moram próximo levam comida e, para ir às festividades em homenagem a seu pai, na cidade de Serrita, ele conta com a ajuda dos amigos para passagem e demais despesas como alimentação e acomodações.

Como é natural no humilde povo nordestino, Francisco, sem disfarçar o olhar tristonho, tem um pedido bem simples: que se lembrem dele e levem ao conhecimento da população e, principalmente, das autoridades, sua situação de absoluta privação das necessidades básicas. Claro que uma ajuda para que ele conseguisse ao menos uma moradia digna para ele e seu filho portador de necessidades especiais, seria muito bem vinda.

sábado, 25 de julho de 2015

Ópera do Arame, em Curitiba, recebe no próximo dia 08 de agosto o espetáculo "Suor Angelica"


Suor Angelica é uma ópera de um ato, composta por Giacomo Puccini, com libreto de Giovacchino Forzano tem estréia prevista para o dia 8 de agosto com montagem da Opera Orchestra Curytiba, Suor Angelica, em Curitiba

Estreou no Metropolitan de New York em dezembro de 1918, juntamente a outras duas operas de um ato, “Il Tabarro” e “Gianni Schicchi”, formando assim “Il trittico” (O triptico). Trata-se de um projeto no qual Puccini estava pensando fazia algum tempo: reunir em uma única noite os três aspectos fundamentais da linguagem teatral: o trágico, o lírico e o cômico.

É possível que a ideia tenha nascido do fato de que uma irmã de Puccini, Iginia, fosse freira no convento de Vicopelago, nas colinas de Lucca. Neste convento ele mesmo tocou a ópera pela primeira vez, em 1917. É interessante a carta com a qual ele descreve essa visita: “Contei para elas, com trepidação e precaução, o tema embaraçoso. As freiras todas atentas, comovidas e em lágrimas exclamaram ‘coitadinha, como foi infeliz’, Deus misericordioso, com certeza a acolheu no céu! 

E outras frases tenras e comoventes. Eu achei que ficariam escandalizadas, esperava alguma frase de repreensão, por causa do atrevimento da trama. Ao contrário, encontrei somente piedade e uma generosa simpatia cristã, perfumada de um verdadeiro e edificante sentimento religioso”.

Sinopse

A história se passa no fim do sec. XVII, em um convento da Toscana. Suor Angelica alcança as irmãs que rezam na pequena igreja. A irmã Monitora aplica as duras regras da vida de clausura, punindo duas irmãs leigas, responsáveis por alguma falha. As freiras falam de seus pequenos desejos, somente suor Angelica diz não ter nenhum, mas todas sabem que está mentindo. De origem nobre, ela foi mandada para o convento por punição e não tem notícias de sua família desde que chegou, há 7 anos. Aparentemente resignada, sofre na realidade pelo silêncio da família.

As irmãs de Caridade, voltando de suas buscas, anunciam que uma luxuosa carruagem parou na entrada do convento. Angelica fica ansiosa e a campainha anuncia uma visita: a Abadessa chama suor Angelica, entra a velha Tia Princesa, que pede com altivez para assinar a renúncia ao patrimônio de sua família, por ela administrado, em virtude do iminente casamento da irmã de Angelica, Anna Viola. Casamento que, segundo ela, tirara a desonra na qual Angelica jogou a família, ao ter tido um filho fora do casamento.

Suor Angelica quer noticias do filho que tiraram de seus braços logo que nasceu, mas a impassível e cruel tia, revela que a criança morreu há dois anos, vítima de uma grave doença. A tia se retira, Suor Angelica cai em desespero e decide se suicidar.

Conhecedora de plantas e flores, prepara então, uma poção de ervas venenosas e a ingere. Imediatamente se arrepende de seu gesto, mas é tarde demais. Implora então para “Nossa Senhora”, pedindo que envie um sinal de perdão, e acontece o milagre: a igreja se ilumina de uma luz imensa e aparece “Nossa Senhora”, com uma criança, seu filho, Angelica está perdoada.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

O parque nacional da Chapada das Mesas é uma das maiores atrações turísticas do Maranhão

Não são poucas as ‘chapadas’ famosas Brasil afora. Na Bahia, a internacionalmente famosa Chapada Diamantina, em Goiás, a não menos aclamada Chapada dos Veadeiros e no Maranhão, o destaque é o parque nacional da Chapada das Mesas

Cachoeiras, trilhas ecológicas, belas paisagens. São inúmeras as surpresas que uma viagem à Chapada das Mesas pode revelar ao viajante. As principais cidades do pólo são Imperatriz, Carolina e Riachão, circundadas por um mundo mágico e grandioso.

Com uma área de proteção ambiental que abrange 160 046 hectares de Cerrado nos municípios de Carolina, Riachão, Estreito e Imperatriz, no centro-sul do Maranhão, o parque dispõe de atrações como cachoeiras, cânions, formações rochosas, cerrado, estradas de terra e areia, entre outros componentes do cenário.

Só dá para explorar o lugar contratando agências, que oferecem vários roteiros com duração de um dia: Poço Azul, Encanto Azul (dois poços de água cristalina) e Cachoeira Santa Bárbara (76 m); cachoeiras São Romão (22 m de altura e 33 m de largura, grande volume de água o ano todo) e Prata (26 m); cachoeiras do Capelão (20 m) e Caverna (15 m) com poços para banho.

A agência Trilha do Cerrado leva também às cachoeiras da Mansinha (2 m) e do Dodô (10 m), com poços naturais; e a Cia. do Cerrado monta um passeio até a Cachoeira do Dodô e o chamado "Portal da Chapada" - mirante natural perfeito para observar o pôr do sol.

Outros atrativos

Cachoeira de Pedra Caída - As cachoeiras são responsáveis por grande parte do encanto que envolve a Chapada das Mesas. Mas Pedra Caída é com certeza a que mais chama a atenção, e com todo os méritos. Tudo começa com um rio que em determinado ponto do seu curso encontra uma fenda. Nesse ponto a água despenca a uma altura de cerca de 50 metros, formando lá embaixo, entre paredões rochosos, uma piscina natural de beleza indescritível. Fica às margens da BR-230, a 35 quilômetros de Carolina

O homenageado aprovou o documentário "Cauby - Começaria tudo outra vez" e, apesar da crítica torcer o nariz, o filme tem agradado ao público





Documentário que conta a história do cantor Cauby Peixoto, uma figura icônica na música brasileira. Interpretando músicas desde a Bossa Nova até o Rock’n Roll, ele é considerado o maior cantor do Brasil por grandes nomes da música brasileira, como Elis Regina e Agnaldo Rayol

Através de um vasto material de arquivo, a trajetória musical do intérprete de ‘Conceição’ é apresentada em ‘Cauby — Começaria Tudo Outra Vez’. Quem é fã pode cantar junto com o ídolo. Quem não é, consegue entender os altos e baixos de uma carreira de mais de sete décadas. O carisma do personagem é evidente. Mas quem é Cauby além do cantor de visual exótico mostrado no documentário de Nelson Hoineff? 

Sentado à cama, no quarto pequeno de seu apartamento em Higienópolis, São Paulo, Cauby narra descobertas de adolescente junto a outros meninos, que considerava "muito naturais". O choque – que praticamente não tem obtido repercussão – é o que vem a seguir, quando diz que logo deixou de lado "as bobagens de garoto" e começou a "andar direito", relacionando-se com mulheres.

Desde a estreia do documentário Cauby – Começaria Tudo Outra Vez, o longa tem atraído novamente as atenções para o cantor, graças a um trecho específico do filme. A câmera do crítico e cineasta Nelson Hoineff registra aquele que, anuncia-se, é seu primeiro depoimento sobre suas experiências homossexuais.

Pessoas próximas e pesquisadores como o biógrafo Rodrigo Faour na sequência atestam que o intérprete, um dos maiores do país, "reprimiu-se a vida inteira".

– Cauby é muito fechado – descreve Hoineff. – Nas primeiras entrevistas que fizemos, não dizia nada. Não fosse o (também cantor) Agnaldo Timóteo, que conversou com ele e deu algumas pistas para adentrar na sua intimidade, talvez eu tivesse desistido do projeto.

O filme
A trajetória de Cauby começa nos anos 60 e passa por diversas fases que se renovam através da arte, como por exemplo, sua ida para o exterior; a volta ao Brasil; e inúmeras situações que fazem de Cauby um artista cultuado indistintamente por várias gerações. Com um timbre invejável e uma voz impecável, Cauby construiu uma figura estética emblemática e única, interpretando desde samba a MPB, de bossa nova a rock. É considerado o maior cantor do Brasil por artistas como Agnaldo Rayol e Elis Regina.

A trajetória de Cauby começa nos anos 60 e passa por diversas fases que se renovam através da arte, como por exemplo, sua ida para o exterior; a volta ao Brasil; e inúmeras situações que fazem de Cauby um artista cultuado indistintamente por várias gerações. Com um timbre invejável e uma voz impecável, Cauby construiu uma figura estética emblemática e única, interpretando desde samba a MPB, de bossa nova a rock. É considerado o maior cantor do Brasil por artistas como Agnaldo Rayol e Elis Regina.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

ACERVO ICONOGRÁFICO DA ILHA DE ITAPARICA RESGATA IMAGENS SECULARES DE UMA DAS MAIORES ATRAÇÕES DA BAHIA



Fotos antigas da Ilha de Itaparica agora fazem parte de uma exposição permanente na Biblioteca Juracy Magalhães Júnior (Itaparica). As imagens que compreendem os séculos XIX e XX contam a história do local

Um momento singular na história da ilha de Itaparica, é como podemos definir a inauguração da Biblioteca Juracy Magalhães Júnior, no centro de Itaparica, compondo o Memorial Acervo Iconográfico da cidade. Coordenado por prepostos do Colégio Antônio Vieira, a exposição teve contribuição de seis fotos do acervo vieirense, tiradas pelo P. Camilo Torrened, SJ, no ano de 1916.

Assabita

O Acervo Iconográfico de Itaparica, iniciativa da Associação dos Amigos de Itaparica (Assabita), foi um dos projetos selecionados pelo edital de Demanda Espontânea 2012. Considerada de utilidade pública, a associação teve apoio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, da Secretaria de Cultura, no valor de R$ 96, 8 mil.


Imagens 

As ‘gêmeas’ de Vera Cruz e Itaparica são cidades sem memória e a Assabita conseguiu recolher cerca de 400 imagens, algumas estavam preservadas em acervos como o do Instituto Feminino da Bahia, o arquivo do jornal A TARDE, a Biblioteca Nacional (RJ) e coleções particulares.

Será possível voltar a ver, por exemplo, a rua mais tradicional da Ilha, o Boulevard, antes da reforma urbanística (nos anos 1930), bem como a ponte antiga de Itaparica próxima ao Forte São Lourenço.

Também surge no conjunto a capela de Nossa Senhora da Piedade, anterior à que foi inaugurada em 1923, no Centenário de Independência de Itaparica. E outra fotografia mostra a casa do pioneiro filólogo e médico itaparicano Ernesto Ribeiro Carneiro, que foi professor de Ruy Barbosa e Euclides da Cunha, entre outras personalidades.

A ideia é que a Biblioteca Juracy Magalhães Junior abrigue terminais com as imagens digitalizadas, além de um memorial com exposição permanente de fotografias, desenhos, pinturas e ilustrações, entre outras representações.

ACERVO ICONOGRÁFICO DA ILHA DE ITAPARICA

Exposição permanente de fotos antigas da cidade de Itaparica, compreendendo os séculos XIX e XX, além de um núcleo com imagens atuais.

· Biblioteca Juracy Magalhães Jr (Itaparica)

· 71 3631-1636 | bjmjr.itaparica@fpc.ba.gov.br

· Segunda a sexta, 8h às 17h; sábado, 8h às 12h

· Grátis

· FPC/ SecultBA

Rubem Fonseca é ganhador do Prêmio Machado de Assis 2015 da ABL



O escritor Rubem Fonseca, um dos mais importantes autores da literatura brasileira contemporânea, é o vencedor deste ano do Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto da obra, concedido desde 1941 pela Academia Brasileira de Letras (ABL)

Rubem Fonseca, radicado no Rio de Janeiro, ganhou nesta quinta-feira (16) o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. A academia premiou também as melhores obras publicadas em 2014. 

Rubem Fonseca ganhou R$100 mil, e os demais premiados receberam R$50 mil, cada. Os diplomas foram entregues durante uma cerimônia no Salão Nobre do Petit Trianon, no Rio de Janeiro.

Justificando a da escolha, a ABL afirma que Rubem Fonseca “consagrou-se por sua narrativa nervosa e ágil, ao mesmo tempo clássica e moderna, entre o realismo e o policial, revelando a violência urbana brasileira, sem perder o olhar sensível para a tragédia humana a ela subjacente, a solidão das grandes cidades e os matizes do erotismo”. O orador oficial da cerimônia foi o acadêmico Alberto da Costa e Silva.

Na ocasião, a ABL também entregou as Medalhas João Ribeiro à ensaísta, pesquisadora, crítica literária, autora de literatura juvenil e professora universitária Marisa Lajolo e ao professor e ocupante da Cadeira 31 da Academia Paulista de Educação Luiz Gonzaga Bertelli.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Exposição “Kandinsky - Tudo começa num ponto” do artista russo que tornou-se o expoente ocidental do abstracionismo está no CCBB SP até o final de setembro




Exposição da trajetória do artista precursor do abstracionismo, composta por 153 obras e objetos de Wassily Kandinsky, seus contemporâneos e de artistas que o influenciaram. Além da coleção do Museu Estatal Russo de São Petersburgo, o acervo conta com obras de museus da Rússia e coleções procedentes da Alemanha, Áustria, Inglaterra e França.

O russo Wassily Kandinsky (1866-1944) foi um artista revolucionário. Ele é o criador da arte abstrata, que, até o início do século 20, era apenas uma hipótese na arte ocidental. É um autor fascinante, que ocupa, sólida e merecidamente, um lugar ao lado dos mais importantes artistas de todos os tempos, quando o assunto é a história da pintura. Sua obra, contudo, não se resume à pintura. Kandinsky foi também teórico da arte e poeta.

Integram a exposição 156 itens, sendo 40 obras de Kandinsky, entre elas raridades, como suas pinturas sobre vidro. As demais obras são de contemporâneos do artista. O eixo da mostra é a biografia de Kandinsky. A exposição está dividida em nove módulos, que abordam aspectos como o universo espiritual do xamanismo do Norte da Rússia e o diálogo entre a música e a pintura de Kandinsky, entre outros.

CONTRIBUIÇÃO A obra de Kandinsky evidencia a contribuição dos russos para a história da arte do Ocidente, que é a criação de arte nova a partir da cultura popular, na opinião de Eugenia Petrova. São também de Eugenia as curadorias de duas outras mostras já apresentadas no Brasil: Avant garde russa e Coleção Ludwig.

Kandinsky começou a pintar já adulto, depois de abandonar o curso de direito, quando trabalhava na Sibéria. O jovem advogado observava o cotidiano de pequenas comunidades da região, seu artesanato e seus costumes. Esse período influencia a obra de Kandinsky de pelo menos duas maneiras. Ele recria motivos como arcos, flechas e tambores usados pelos povos dessa região e integra princípios religiosos xamânicos à sua visão da arte como manifestação simbólica e espiritual.··.

Pela pintura, artista abandonou direito

Wassily Kandinsky nasceu em Moscou, em 1866. Filho de pais divorciados é criado pela tia, que dá ao garoto noções de desenho e música. Aos 20 anos, foi estudar Direito na universidade. Formado, passa a lecionar, mas, em 1895, após visitar a exposição dos impressionistas franceses, decide mudar-se para Munique (Alemanha), para estudar pintura.

O pintor ingressa na escola de Anton Abe, mas se desencanta com a prática de pintar modelos, preferindo fazer paisagem ao ar livre. Torna-se amigo de Franz von Stuck (1863-1928) e Paul Klee (1879-1940). Mostra obras em coletivas, participa de salões, aglutina grupos de artistas interessados na renovação artística. Entre eles, o Der Blaue Reiter (Cavaleiro Azul, que vai existir entre 1911 e 1914), de inspiração expressionista, mas defendendo visualidade mais lírica, poética e menos dramática.

A maioria dos 159 óleos e das 300 aquarelas, pintadas entre 1926 e 1933, perdeu-se depois de os nazistas terem declarado Kandinsky e outros artistas modernos degenerados. O artista vai para a França, onde morre aos 67 anos.

Serviço

Kandinsky - Tudo começa num ponto
Pinturas, gravuras e objetos. No Centro Cultural Banco do Brasil SP. De quarta a segunda-feira, das 9h às 21h. Entrada franca, com visitas agendadas, até 28 de setembro

terça-feira, 21 de julho de 2015

Inspirada na retórica emocional de Brutus e Marco Antônio estreou em SP a peça “Caesar – Como Construir um Império”





Ainda durante a campanha presidencial de 2014, o diretor Roberto Alvim, que observava os debates entre os políticos que disputavam a eleição presidencial, teve a idéia de montar Caesar – Como Construir um Império, que estreou na última sexta-feira, 17, no SESC São Paulo

A forma como aqueles políticos manobravam as palavras remeteram Alvim à retórica emocional de Brutus e Marco Antônio, da peça Julio César, de Shakespeare. “Como a política envolve uma manipulação de afetos – e hoje constatamos essa polarização que invade as redes sociais entre os favoráveis e os contrários, percebi que era o momento de montar essa peça.”
Saindo do eixo do texto shakespeariano, Alvim preferiu resumi-lo para dois atores, que transitam por todos os personagens, permitindo que o jogo político se evidencie na permanente troca de discurso. Nasceu, assim, Caesar – Como Construir um Império, que estreia na sexta-feira, 17, no teatro do Sesc Santo André – a montagem virá para São Paulo no dia 18 de setembro, no Centro Cultural São Paulo.
Elenco de dois atores
Com a presença de apenas dois atores, Caco Ciocler e Carmo Dalla Vecchia, é evidenciado o argumento de que os discursos são cambiáveis, dependendo da situação. E a trama armada por Shakespeare comprova essa tese – durante uma sessão no senado, César é morto por um grupo de conspiradores liderados por Brutus que, diante do povo romano, profere um discurso para justificar o homicídio, garantindo que a ambição iria conduzir o governante para a tirania. Matá-lo, portanto, foi a melhor maneira de manter o povo livre e salvar a democracia.

Convencido, o povo aclama Brutus como herói nacional. Em seguida Marco Antônio fala aos cidadãos e, em seu emocionado discurso, garante que César jamais se tornaria um tirano, e que Brutus e os outros não passavam de traidores. O povo avança contra Brutus e seu grupo, obrigando-os a fugir. Em seguida, Marco Antônio assume o poder do Império, enquanto os conspiradores são perseguidos e mortos. Brutus, tomado por uma crise de consciência, comete suicídio no momento em que Roma mergulha em uma guerra civil.

O cenário

O cenário onde a peça acontece é um quadrado de 36 m² coberto por milhares de moedas. No teto, surgem esqueletos pendurados e uma luz vermelha de néon de cinco metros de altura une o solo ao teto. “Um império se constrói com dinheiro e morte e é o sangue que os conecta”, justifica Alvim, ao falar da forma espartana do espaço onde se desenrola a encenação.

Decorridos 70 anos da II Guerra Mundial, o evento já serviu de mote para inúmeros filmes, uns de retumbante sucesso e outros marcados pelo fiasco


Em 2015, completa-se 70 anos do final da Segunda Guerra Mundial. Muito tempo se passou, mas até hoje o cinema demonstra muito interesse pelo tema, que ainda leva multidões aos cinemas, a cada novo lançamento dobre o tema
Para marcar estas sete décadas sobre o grande conflito do século passado, selecionamos 20 filmes que versam sobre a II Grande Guerra. Evidentemente, não temos aqui a pretensão de achar que são os 20 melhores longas sobre o tema, pois sempre haverá alguém que sentiu falta de algum, detestou uns outros, ou vislumbrou injustiças na lista. A nossa intenção foi listar as duas dezenas de trabalhos bem avaliados, mas longe de nós a intenção de classificá-los como os melhores.

Vamos a eles:

Os canhões de Navarone (The Guns of Navarone)

Diretor: Jack Lee Thompson, ano de lançamento: 1961. Sinopse: Grécia, 1943. Dois mil soldados britânicos perderam-se em Kheros. Exaustos e indefesos, eles têm apenas uma semana para partir, pois em Berlim o supremo comando do eixo determinara fazer uma demonstração de força no Mar Egeu, para fazer a Turquia entrar na guerra do seu lado. A demonstração seria em Kheros, sem valor militar, mas próximo à costa da Turquia. O melhor armamento alemão seria usado e assim os britânicos seriam facilmente dominados, a não ser que pudessem fugir antes. Porém a única rota de fuga possível estava bloqueada, pois dois canhões enormes controlados por um radar estavam em Navarone, uma ilha vizinha. Assim, um grupo aliado tem a quase impossível missão de escalar uma parede de rocha em Navarone e invadir uma fortaleza nazista, onde estão os canhões, que se não forem destruídos, vão afundar diversos navios aliados, pondo um fim na tentativa de resgatar os soldados britânicos.

O mais longo dos dias (The longest day)

Diretores: Ken Annakin, Andrew Marton, Bernhard Wicki, Gerd Oswald, Darryl F. Zanuck. EUA. Ano de lançamento: 1962. Sinopse: Estadunidenses, britânicos, canadenses, franceses. Milhares de militares, navios, tanques, aviões. As diferentes ofensivas do maior ataque planejado dos últimos tempos. Os acontecimentos do histórico Dia D, seis de junho de 1944.

Fugindo do inferno (The great escape)

Diretor: John Sturges. EUA. Ano de lançamento: 1963. Sinopse: Em 1943 os nazistas decidem transferir os prisioneiros de guerra militares, que têm maior incidência em tentativas de fugas, para o mesmo campo, que foi projetado para impedir qualquer tipo de evasão. Mas isto foi um erro, pois apesar dos prisioneiros gozarem de certos privilégios, cada um era o melhor na sua “especialidade” e não pretendiam ficar presos até o final da guerra. Logo idealizam um audacioso plano de fuga, que previa a construção de três túneis, mas a idéia não era retirar do campo alguns prisioneiros mas sim duzentos e cinqüenta. “Big X” Bartlett (Richard Attenborough) é um soldado britânico que habilmente elabora todo o plano. Ele é auxiliado por Danny Willinski (Charles Bronson), um polonês que é especialista em fazer trincheiras. Há também dois americanos: Hendley (James Marsden), que tem talento para roubar, e Hilts (Steve McQueen), que tem um jeito rebelde, além de ter idéias próprias de como fugir e ser um recordista na tentativa de fugas. Há ainda Blythe (Donald Pleasence), um mestre na falsificação. A idéia de fazerem três túneis é que se um deles for descoberto os outros ainda servirão para a evasão. Além da fuga propriamente dita há um esquema para, após saírem do campo, chegarem até a Inglaterra ou qualquer outro país neutro.

Patton: rebelde ou herói? (Patton)

Diretor: Franklin J. Schaffner. EUA. Ano de lançamento: 1970. Sinopse: Norte da África, 1943. Patton (George C. Scott) assume o comando e injeta disciplina nos seus subordinados. Na Segunda Guerra, preocupado com a batalha contra o Marechal Rommel (Karl Michael Vogler), Patton procura entendê-lo lendo o livro do próprio Rommel. Promovido, é enviado para a Itália, mas coloca o futuro de sua carreira em risco ao esbofetear um recruta que estava tendo um colapso nervoso. Este incidente o faz perder o comando do seu exército e, por extensão, ser excluído da invasão do “Dia D”, além de ser forçado a pedir desculpas públicas pelo ocorrido.

Midway: a batalha do Pacífico (Midway)

Diretor: Jack Smight. EUA. Ano de lançamento: 1973. Sinopse: A batalha de Midway ocorreu em junho de 1942, apenas seis meses depois do fatídico ataque japonês a Pearl Harbor. Midway mostra as histórias dramáticas dos homens que lutaram bravamente na batalha dando suas vidas por sua pátria. O elenco estrelado por Charlton Heston (Ben-Hur) e Henry Fonda (Era uma vez no Oeste) é garantia de muita emoção e talento em cena. Imperdível.

A águia pousou (The Eagle Has Landed)

Diretor: John Sturges. Reino Unido. Ano de lançamento: 1976. Sinopse: Em 1943 o primeiro-ministro inglês Winston Churchill se preparava para passar um tranquilo fim de semana em Norfolk, interior da Inglaterra. Mas o que ele não esperava era uma complexa operação para sequestrá-lo planejada pelo alto comando do Exército Nazista Alemão. Sob o comando de Hitler, Heinrich Himmler (Donald Pleasence) e os coronéis Max Radl (Robert Durvall), Kurt Steiner (Michael Caine) e Liam Devlin (Donald Sutherland) levam suas tropas de pára-quedas a uma pequena cidade próxima de Norfolk, disfarçados de soldados poloneses. O plano era perfeito. Ele só não era capaz de prever uma paixão no meio da operação. John Sturges dirige esta magnífica adaptação do Thriller de Jack Higgins sobre uma das manobras mais audaciosas da Segunda Guerra Mundial.

Uma ponte longe demais (A bridge too far)

Diretor: John Sturges. EUA. Ano de lançamento: 1977. Sinopse: Setembro de 1944, os Aliados confidencialmente mandam para a Normandia um grande grupo de soldados para a operação Market Garden, cuja intenção era dar um fim para a Segunda Guerra Mundial, invadindo a Alemanha e destruindo as indústrias de guerra do 3º Reich. Durante a operação, disparidades políticas no campo de batalha, mó sorte nas condições meteorológicas e falhas na inteligência levam ao desastre da missão. A história do mais trágico erro tático da Segunda Guerra Mundial, que custou a vida de muitos soldados.

Esperança e glória (Hope and Glory)

Diretor: John Boorman. Inglaterra. Ano de lançamento: 1987. Sinopse: Na Londres devastada por bombardeios durante a Segunda Guerra Mundial, a família de Bill de nove anos, sofre as conseqüências do conflito. Enquanto seu pai luta contra os nazistas no front, sua mãe e suas irmãs vivem assustadas com os horrores e ruínas de uma cidade castigada pela guerra. Mas, não Bill… para ele, a guerra significa dias sem aula, descobertas em meio às ruínas e um festival noturno de fogos de artifício, assistidos do abrigo antiaéreo do quintal. Porém, ao final da guerra sua inocência também pode acabar.

Império do sol (Empire of the sun)

Diretor: Steven Spielberg. EUA. Ano de lançamento: 1987. Sinopse: Jim Graham (Christian Bale) é um garoto de 11 anos de uma família inglesa que vive no Oriente. Jim tem um padrão de vida alto, mas de repente é separado de seus pais em virtude da China ser invadida pelo Japão. Isto o força a se defender e o obriga a crescer, tornando-se então um sobrevivente em um campo de concentração com rígidas regras.

Os senhores do Holocausto (Day One)

 Diretor: Joseph Sargent. EUA / Canadá. Ano de lançamento: 1989. Sinopse: Baseado numa história verídica. Para encerrar a guerra mais sangrenta da história da Humanidade, um grupo de homens se reúne para construir a mais mortal das armas. Hiroshima e Nagasaki serão dizimadas por bombas atômicas e entrarão para a história de uma maneira trágica. Este filme conta a saga de cada um dos homens que, com seus gênios e conhecimentos, foram recrutados para mudar o destino da história. Em Três grupos separados, eles iniciam uma corrida contra o tempo e contra Hitler, que já tinha o projeto da bomba quase pronta. Aqueles homens não tinham tempo a perder, não podiam errar. Mas todos quase esqueceram de um detalhe: eles eram seres humanos. Do início das pequisas até a decisão de utilizar a bomba para forçar a rendição japonesa, este filme é um retrato fiel de uma época e um grupo de homens dos quais o mundo jamais esquera.

Filhos da guerra (Europa Europa)

Diretor: Agnieszka Holland. Polônia/Alemanha/França. Ano de lançamento: 1990. Sinopse: Salomon Perel (Marco Hofschneider), um jovem judeu, foge com a família para a Polônia às vésperas da Segunda Guerra Mundial. A casa da família é invadida, mas ele consegue fugir levando o irmão, Isaak (René Hofschneider). Os dois se separam e Sallomon acaba se passando por membro da Juventude Hitlerista para manter-se vivo. Baseado numa história real.

Memphis Belle: A Fortaleza Voadora (Memphis Belle)

Diretor: Michael Caton-Jones. Ing/Japão/EUA. Ano de lançamento: 1990. Sinopse: Um grupo de jovens pilotos da segunda guerra mundial, liderados por Matthew Modine e Eric Stoltz, saiu ileso de 24 missões perigosas no comando do avião B-17, também conhecido como Memphis Belle. Mas ainda falta uma última e quase suicida missão para eles voltarem como verdadeiros heróis: Bombardear a Alemanha de Hitler em plena luz do dia. É este emocionante episódio verídico que inspirou David Puttnam e Catherine Wyler a realizarem este filme, mostrando as dúvidas, incertezas e determinação de jovens que resolveram desafiar o perigo dos céus.

O triunfo do espírito (Triunph to the spirit)

 Diretor: Robert M. Yong. EUA. Ano de lançamento: 1990. Sinopse: Filme baseado em fatos reais que narra a história de um jovem boxeador greco-judaico mandado com sua familia para um campo concentração. Lá, como forma de diversão para os oficiais, é obrigadoa lutar contra outros prisioneiros, sabendo que se perder sua sentença será a morte.

Mediterrâneo (Mediterraneo). Diretor: Gabriele Salvatores. Itália 

Ano de lançamento: 1992. Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, um navio italiano deixa alguns soldados em uma pequena ilha no mar grego, com o intuito de localizar navios inimigos e manter a ilha segura em caso de ataque. O lugar parece deserto e tudo corre bem. Até que o navio dos soldados é atacado e destruido pelos inimigos, e eles encontram-se abandonados lá. É quando eles descobrem que a ilha é habitada por gregos que, aos poucos, saem de seus esconderijos nas montanhas e começam a interagir com os novos habitantes. Logo, os soldados percebem que a vida numa ilha isolada pode não ser tão ruim assim.

A lista de Schindler (Schindler’s List). Diretor: Steven Spielberg. EUA

Ano de lançamento: 1993. Sinopse: A inusitada história de Oskar Schindler (Liam Neeson), um sujeito oportunista, sedutor, “armador”, simpático, comerciante no mercado negro, mas, acima de tudo, um homem que se relacionava muito bem com o regime nazista, tanto que era membro do próprio Partido Nazista (o que não o impediu de ser preso algumas vezes, mas sempre o libertavam rapidamente, em razão dos seus contatos). No entanto, apesar dos seus defeitos, ele amava o ser humano e assim fez o impossível, a ponto de perder a sua fortuna, mas conseguir salvar mais de mil judeus dos campos de concentração.

Stalingrado – a batalha final (Stalingrad). Diretor: Joseph Vilsmaier. Alemanha. 

Ano de lançamento: 1993. Sinopse: Segunda Guerra Mundial, 1942. O filme traz um retrato da Batalha de Stalingrado, uma das mais sangrentas da história. Um pelotão alemão avança em território soviético. A história é centrada em quatro soldados alemães e através deles são mostrados os horrores da guerra, o medo, a esperança e todas as emoções dos combatentes envolvidos.

Além da lina vermelha (The thin Red Line). Diretor: Terrence Malick. EUA. 

Ano de lançamento: 1998 Sinopse: O filme focaliza as experiências de um grupo de soldados americanos durante a campanha de Guadalcanal, ilha do Pacífico controlada pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. A trama desenvolve-se em torno de uma sangrenta e turbulenta disputa por um monte ocupado por soldados japoneses, desde a chegada dos soldados americanos, seguindo os meses de cansativas e sangrentas batalhas até a partida dos sobreviventes.
Sob a ótica do jovem soldado Witt, do bravo sargento Welsh e de outros combatentes, é abordada a desintegração individual e os horrores psicológicos provocados pela guerra. Vê-se como no front as razões da guerra tornam-se remotas e a existência individual vai-se tornando pequena até se resumir à mera luta pela sobrevivência.

O resgate do soldado Ryan (Saving Private Ryan). Diretor: Steven Spielberg. EUA. 

Ano de lançamento: 1998. Sinopse: Ao desembarcar na Normandia, no dia 6 de junho de 1944, capitão Miller (Tom Hanks) recebe a missão de comandar um grupo do segundo batalhão para o resgate do soldado James Ryan, caçula de quatro irmãos, dentre os quais três morreram em combate. Por ordens do chefe George C. Marshall, eles precisam procurar o soldado e garantir o seu retorno, com vida, para casa.

O julgamento de Nuremberg (Nuremberg). Diretor: Yves Simoneau. Canadá/EUA. 

Ano de lançamento: 2000. Sinopse: Com o fim da II Guerra Mundial, os países aliados reúnem-se em Nuremberg, Alemanha, para decidir o destino de oficiais nazistas, julgados por seus bárbaros crimes nos campos de concentração. Entre eles, está o notório Hermann Goering. Com ombros pesados pela responsabilidade e todos os olhos do mundo voltados para aquela corte, o promotor Rober Jackson questiona os direitos dos acusados. E como fazer valer a justiça no mais importante julgamento da história. Com ricos detalhes sobre O Julgamento de Nuremberg, este filme – cuja produção executiva é coassinada por Alec Baldwin – manteve-se fiel até as transcrições das fitas gravadas na corte, aqui também reproduzidas fielmente. Todo o drama e dilema dos acusadores, forma minuciosamente recriados nesta produção inquestionavelmente perfeita.