quinta-feira, 18 de junho de 2015

Na terra onde estão queijos famosos em todo o mundo, Queijo de Minas é premiado em competição internacional





Região da Serra da Canastra que conta com cerca de 800 produtores de queijo, sedia o produto que recebeu a medalha de prata em concurso com mais de 600 concorrentes no país europeu


O produtor atribui o sucesso no concurso ao resgate do gado Caracu, ao tipo de solo com minerais e água pura da região. A competição organiza os queijos em pratos que são identificados apenas por um número, sem informar a origem. O queijo foi levado para a competição por um produtor mineiro que foi ao país para fazer um curso de afinação de queijos. 

Junto com o produto da Estância Capim Canastra, outros sete tipos feitos no Brasil foram escolhidos para participar da competição.Minas Gerais está a cada dia se consolidando mais no roteiro mundial. Esta semana, um feito inédito chamou a atenção para a Região da Serra da Canastra. Um queijo produzido na região, na fazenda Estância Capim Canastra, ganhou sua primeira medalha de prata em uma competição internacional. A competição Mondial du Fromage de Tours foi realizada na França, no início da semana, e avaliou mais de 600 tipos de queijo. A categoria vencida pelo queijo mineiro foi a de massa prensada não cozida de leite cru de vaca.

O produtor do queijo medalhista, Guilherme Ferreira, comemorou a conquista e disse que ela veio em boa hora. “É um reconhecimento histórico. Eu não imaginava que o queijo que a gente fabrica poderia chegar a um lugar desses. Acredito que essa premiação vá incentivar os produtores do canastra na região, para que corram atrás e regularizem sua produção para poder vender para todo o país”, afirma.

A medalha de prata na França garantiu à Estância Capim Canastra aumento na demanda do produto e consequentemente, agregar valor à iguaria. O queijo que antes era vendido a R$ 35 o quilo agora passa a ser comercializado a R$ 45. E as pessoas que quiserem consumir o queijo medalhista vão ter que aguardar. Até ontem, a lista de espera para adquirir o produto era de 20 dias. A produção na fazenda é de 20 peças de um quilo por dia e Guilherme garante que não tem a intenção de aumentar essa escala. “Não quero aumentar a produção, mas sim ajudar os outros produtores da região, fazendo com que eles entendam a importância de conseguir a certificação para comercializar os queijos”, ressaltou.

Atualmente, a Região da Serra da Canastra conta com cerca de 800 produtores de queijo, mas apenas 40 deles são certificados. O produtor acaba de conseguir o selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura e, com ele, o queijo já pode ser comercializado em todo o Brasil. Guilherme conta que a produção de queijo canastra da Estância Capim Canastra foi retomada há quatro anos, quando ele assumiu a fazenda da família, depois de se formar em medicina veterinária. De lá para cá, foram feitas reformas no curral e nas instalações para fabricação do queijo.

Origem Em dezembro de 2014 o queijo produzido na Serra da Canastra ganhou um selo de identificação geográfica, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O objetivo do selo é dificultar a venda desregrada de outros tipos da iguaria com as mesmas especificidades como se fossem produzidos na Canastra. O queijo produzido na região é comercializado com três identificações: o selo da vigilância sanitária, outro de identificação geográfica e a logomarca criada pelos produtores. O primeiro atesta as condições produtivas; o outro garante que o queijo foi feito seguindo as regras certificadas pelo Inpi e o último confirma a

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