terça-feira, 9 de junho de 2015

Galeria Bergamin apresenta retrospectiva do multifacetado artista Manfredo de Souza Netto



Na retrospectiva da galeria Bergamin, que foi aberta nesta terça-feira, 9, intitulada apropriadamente de ‘Paisagem Ainda Que’, estão reunidas obras, que representam as montanhas de Minas não por meio de uma figuração evocativa, mas pela presença concreta de pigmentos naturais obtidos de amostras coletadas na terra natal de Manfredo

Escultor, pintor, cartunista, designer gráfico, ilustrador, Para citar mais uma vez o suíço LaurentWolf, essa forma artesanal de preparar as cores, retornando ao modo arcaico de fabricação da tinta, aproximou Manfredo dos pintores do Quattrocento italiano com seus ocres e cores rebaixadas que em tudo representaram um contraponto ao delírio cromático predominante na arte brasileira quando o pintor mineiro começou sua carreira.

Desenhista e cenógrafo. Em 1969, mudou-se para Belo Horizonte. No colégio, começou de forma autodidata a desenhar quadrinhos e, em 1971, passou a colaborar com charges e ilustrações em jornais mineiros. Entre 1971 e 1972, conheceu, por intermédio de Manfredo de Souza Netto (1947), os artistas Lotus Lobo (1943) e Noviello (1929) e o colecionador Gilberto Chateaubriand, que adquiriu alguns de seus desenhos. Participou da 12ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1973. 

Em 1974, conquistou o prêmio viagem ao México no 2° Salão
Global de Inverno de Belo Horizonte e, em 1977, o grande prêmio da
International Cartoon Exhibition, em Atenas. Ainda em 1977, voltou a sua cidade natal, e lá permaneceu por um ano, época em que teve a oportunidade de fazer uma série de brinquedos de materiais reciclados e orgânicos para seus filhos.

Participou, em 1979, da caravana de artistas promovida por Paulo Laender (1945) para o vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, onde teve contato com diversos artesãos locais e passou a dedicar-se à criação de objetos tridimensionais e instalações. Criou, em 1988, a cenografia dos espetáculos Uatki e Mulheres, do Grupo Corpo, de Belo Horizonte. Em 1989, com o convite para expor na 20ª Bienal Internacional de São Paulo, iniciou a fase de produção de obras em grandes escalas e dimensões.

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