sexta-feira, 5 de junho de 2015

Como surgiram as festas juninas e as mais famosas da Bahia



O surgimento das festas juninas foi no período pré-gregoriano, como uma celebração pagã em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas, na época em que denominaram de solstício de verão. Essas comemorações também aconteciam no dia 24 de junho, para nós, dia de São João
No hemisfério norte, várias celebrações pagãs aconteciam durante o solstício de verão. Essa importante data astronômica marca o dia mais longo e a noite mais curta do ano, o que ocorre nos dias 21 ou 22 de junho no hemisfério norte. Diversos povos da Antiguidade, como os celtas e os egípcios, aproveitavam a ocasião para organizar rituais em que pediam fartura nas colheitas. 
"Na Europa, os cultos à fertilidade em junho foram reproduzidos até por volta do século 10. Como a igreja não conseguia combatê-los, decidiu cristianizá-los, instituindo dias de homenagens aos três santos no mesmo mês", diz a antropóloga Lucia Helena Rangel, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
O curioso é que os índios que habitavam o Brasil antes da chegada dos portugueses também faziam importantes rituais durante o mês de junho. Apesar de essa época marcar o início do inverno por aqui, eles tinham várias celebrações ligadas à agricultura, com cantos, danças e muita comida. 
Com a chegada dos jesuítas portugueses, os costumes indígenas e o caráter religioso dos festejos juninos se fundiram. É por isso que as festas tanto celebram santos católicos como oferecem uma variedade de pratos feitos com alimentos típicos dos nativos. Já a valorização da vida caipira nessas comemorações reflete a organização da sociedade brasileira até meados do século 20, quando 70% da população vivia no campo. 
Hoje, as grandes festas juninas se concentram no Nordeste, com destaque para as cidades de Caruaru (PE) e Campina Grande (PB).As festas juninas homenageiam três santos católicos: Santo Antônio (no dia 13 de junho), São João Batista (dia 24) e São Pedro (dia 29). No entanto, a origem das comemorações nessa época do ano é anterior à era cristã.
Festas juninas na Bahia



Amargosa oferece uma das mais badaladas festas de São João da Bahia, com duração de dez dias.

Cruz das Almas, a 145 km da capital, possui umas das mais tradicionais festas de São João da Bahia, com muito forró no Parque Sumaúma e na Praça Multiuso. O mais tradicional da cidade, o Forró do Bosque, que acontece em ambiente fechado, a chamada “Festa de Camisa”.

Jequié tem uma das maiores programações juninas da Bahia por conta dos festejos do Trezenário de Santo Antônio, padroeiro da cidade, realizado a partir de 1° dia do mês de junho. Na Vila Junina, atrações regionais, trios de forró e brincadeiras.

Em Senhor do Bonfim, a 374 km de Salvador, também conhecida como a ‘Capital Baiana do Forró’, a festa acontece em dois circuitos montados para a festa: Forrobodó e Espaço Gonzagão, no Parque da Cidade.

Para quem gosta de festa de camisa, o Forró do Sfrega é mais tradicional da cidade que já reuniu cerca de 25 mil pessoas em cada dia de evento.

A festa em Santo Antônio de Jesus é hoje uma das mais badaladas da Bahia, com atrações para todos os gostos. É bem verdade que, para os que admiram o autêntico forró deve procurar outras plagas, mas o espaço oficial fica sempre lotado.

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