segunda-feira, 8 de junho de 2015

Com "SamBRA, 100 anos de Samba", Diogo Nogueira encara o desafio de estrelar o primeiro musical da carreira



Após arrebanhar quase 20 mil espectadores no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador, “SamBRA”, espetáculo comemorativo do centenário do samba, segue em turnê pelo país e Brasília será o próximo destino nos dias 11 e 12 de junho

Com simplicidade e competência. É assim que Diogo Nogueira sobe aos palcos para se apresentar em seu primeiro musical da carreira: o "SamBra, 100 anos de Samba", trabalho no qual encara os desafios, as emoções e a alegria de fazer parte de um espetáculo que vai homenagear grandes nomes do ritmo, inclusive seu pai, o também sambista João Nogueira.

O sambista se mostrou versátil no palco ao se apresentar no musical, mas segundo ele seu maior desafio mesmo foi decorar o texto. "Não tenho costume, foi a primeira vez", diz Diogo Nogueira, que complementa que decorar não é só guardar o texto na cabeça: "Tem que colocar o texto no coração, quando você traz isso pro coração fica mais fácil, começa a fluir".

Diogo recebeu o convite para participar do elenco de SamBra no ano passado, mas não conseguiu conciliar com sua agenda, por esse motivo, o espetáculo foi fechado para 2015. "Foram dois meses de ensaio, oito horas por dia e pra isso precisei bloquear minha agenda nesse período", explica Diogo.

Para sua performance no palco Diogo Nogueira contou com uma ajudinha, afinal atuação não era seu forte. "Eu tive um coaching, Claudio Mendes, que me ajudou muito para esses momentos”.

Além disso, o sambista também contou que teve aulas de dança e canto para poder estar completo nos palcos. "Nunca havia feito aulas de canto e foi bom para estar no nível do elenco".

O espetáculo

Foi difícil para Gustavo Gasparani reunir em duas horas a história de cem anos do samba, mas ele contou que o fato de pertencer ao mundo do samba facilitou muito. "Sempre gostei do ritmo e li muito sobre, fui passista também e participar desse projeto é maravilhoso", explica Gasparini, que é diretor do musical.

Gustavo contou que tentou mostrar no espetáculo as transformações do samba, desde o início com rodas de jongo até os dias de hoje. "Tentamos contemplar todos os artistas de alguma forma, mas sempre mostrando o que foi transformado, para história seguir, senão teríamos seis horas de espetáculo". 

Influência do pai

Falando em transformações, a família de Diogo Nogueira participou desse crescimento do ritmo e dessa luta para mantê-lo vivo. "Meu pai viveu em uma época muito conturbada, onde a música americana entrou no Brasil, por esse motivo ele fez o Clube do Samba para proteger a música brasileira", explica Diogo.

Durante o espetáculo é mostrada a cena "Morte ao Poeta", onde o poeta passa o bastão para o mais novo e é nesse momento que Diogo relembra músicas de seu pai. "Eu fico bastante emocionado, pois lembro de muitas histórias e dos últimos dias de vida do meu pai".

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