terça-feira, 30 de junho de 2015

Convidado principal da Flip 2015, italiano Roberto Saviano cancela participação





Principal atração da feira, o escritor não foi autorizado a deixar o continente europeu por motivos de segurança e acabou cancelando sua participação na Festa Literária Internacional de Paraty


Roberto é jurado de morte pela máfia pelo seu livro 'Gomorra', best-seller que narra fatos e detalhes obscuros do crime organizado. A justificativa para o cancelamento é que ele recebeu uma recomendação do governo italiano de não deixar a Europa. 

A organização do Flip confirmou sua ausência, mas ainda não definiu quem vai ocupar sua vaga na mesa de sábado à noite. Roberto Saviano vive sob constante vigilância policial desde que recebeu ameaças, morando em lugar indefinido e sob proteção o tempo todo.

O italiano de 35 anos ficou conhecido mundialmente por Gomorra, livro lançado em 2006 que documenta a ação das máfias italianas. Além de se tornar um best-seller traduzido em mais de 40 países, o volume fez de Saviano um dos autores mais perseguidos do mundo – o escritor vive com escolta policial permanente. No ano passado, o autor lançou Zero Zero Zero, no qual aborda o tráfico internacional de cocaína.

– Facções de narcotraficantes saíram do Rio e foram para Paraty. Este é um dos maiores problemas da cidade e do país – afirmou o curador Paulo Werneck, ao justificar a ausência do escritor. Saviano iria conversar com o jornalista Caco Barcellos.


Mundo de Candinho leva reproduções de obras de Portinari a parque em São Paulo


Reproduções em tamanho real das obras do artista brasileiro Candido Portinari serão inauguradas amanhã (30), na capital paulista. As 12 obras produzidas em porcelanato poderão ser apreciadas no Parque Urbano Candido Portinari, na zona oeste, onde ficarão expostas de forma permanente

Segundo Eduardo Scoco, gerente de marketing da ViaRosa Porcelanato, empresa que confeccionou parte das reproduções, as pinturas escolhidas remetem à infância, temática que combina com o principal público frequentador do parque. “O curador das obras é o filho de Portinari, João Candido Portinari, que fez essa escolha por se tratar de um parque onde vão muitas crianças. Ele resolveu buscar essas obras que são mais lúdicas para decorar o parque.”

O projeto recebeu o nome de Mundo de Candinho, segundo o gerente, “pensando no grande amor que Portinari dedicava às crianças, elegemos o tema da infância para decorar este espaço que, naturalmente, será frequentado por meninos e meninas que se verão retratados pelo artista".

"O Mundo de Candinho é um convite para um passeio lúdico à cultura brasileira, passando pelo universo infantil de menino do interior: as delícias de cavalgar entre os pés de café das fazendas de Brodowski [terra natal de Portinari], de brincar de gude, pião, ioiô, de amarelinha, de pique e de pular carniça, entre tantos folguedos próprios daquela época”, declarou o filho do artista, João Candido Portinari.

Foram feitas recriações das obras Papa-Vento(1956), Menino Soltando Pipas (1938), Denise com Gato (1960), Denise a Cavalo (1960),Palhacinhos na Gangorra (1957), Meninos com Carneiro (1955), Meninos Brincando (1955),Meninos Brincando (1958), Meninos com Carneiro (1954), Meninos Soltando Pipas (1959),Dança de Rodas (1955) e Meninos no Balanço(1055).

“Conseguimos as imagens originais em alta definição e reproduzimos com impressão digital no porcelanato. Essa técnica é o que tem de mais moderno para revestimento de porcelanato. A gente consegue pegar qualquer tipo de desenho, seja na tela de pintura, um mármore, numa superfície de madeira, agente consegue captar numa fotografia e transformar em imagem, para transpor numa superfície de porcelanato”, explica Eduardo Scoco.

O Parque Urbano Cândido Portinari está localizado na Avenida Queirós Filho, 1.365, ao lado do Parque Villa-Lobos. O parque abre diariamente das 5h30 às 19h.

Fonte: EBC

domingo, 28 de junho de 2015

Memorial da Câmara de Salvador BA: história para todos os públicos





Até o século XIX, ninguém fazia questão de passar muito tempo no local onde hoje funciona a Câmara de Vereadores de Salvador, tendo em vista que no local funcionava a cadeia pública que abrigava presos e escravos
Em 29 de dezembro de 2010, o Memorial foi reinaugurado com um trabalho de revitalização do seu espaço cujo projeto e obras fizeram destacar:O Memorial da Câmara Municipal de Salvador foi criado pelo Decreto Legislativo n° 855 de 10 de outubro de 1997 e aberto ao público em 2001. 

Museu público e sem fins lucrativos de responsabilidade da Casa Legislativa da capital baiana, é dedicado à preservação e divulgação da memória histórica e cultural da instituição, assim como da cidade do Salvador, através de seu acervo documental, iconográfico e mobiliário.

· Visualização do subsolo do prédio, onde funcionavam as enxovias (prisões subterrâneas);

· Materiais arqueológicos garimpados nas escavações;

· Pinturas originais nas colunas de sustentação, do início do século XX, em técnica Escariole;

· Beleza arquitetônica do madeirame de sustentação do assoalho;

· Revitalização do acervo existente dentro de um layout moderno.

O núcleo inicial do Memorial foi a Pinacoteca do Paço Municipal, composta, em sua maioria, por retratos de personalidades históricas de Salvador, pintados por artistas renomados como: Lopes Rodrigues, Presciliano Silva, Alberto Valença, Victor Meireles, Henrique Passos, Carlos Bastos e Floriano Teixeira.

Além dos retratos, também fazem parte do acervo alguns exemplares de mobiliário do século XIX, uma urna de prata trazida de Portugal, medalhas e condecorações, achados arqueológicos, fotografias e réplicas de cerâmicas indígenas doadas pela Associação de Ceramistas da Bahia.

O Memorial da Câmara Municipal de Salvador é um espaço voltado para diversos públicos. Sua missão é contribuir para a aproximação da população com o patrimônio histórico e a memória cultural da cidade, através de ações que evidenciem a importância de Salvador e de seu poder municipal no contexto da história do Brasil.

Turismo náutico por ilhas da costa é opção de passeio na Bahia pouco exploradas até pelos nativos

As águas calmas da Baía de Todos os Santos, aliadas às belezas naturais e o patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da região, fazem da Bahia um dos destinos mais prazerosos para a prática de turismo náutico

As águas mornas da maior baía tropical do Atlântico e os ventos constantes se estendem por mais de mil quilômetros quadrados, na Bahia. A zona turística abrange Salvador e 17 municípios do Recôncavo e região metropolitana e recebe milhares de visitantes por ano.
Embora ainda pouco explorada, até mesmo pelos moradores, a Baía de Todos os Santos conta com 56 ilhas, dentre as quais se destacam Itaparica, ilha de Maré, ilha dos Frades, Salinas da Margarida e ilha de Cajaíba, além da própria cidade de Salvador, que tem o seu lado sul completamente cercado pelo mar.

As águas mornas da maior baía tropical do Atlântico e os ventos constantes representam um importante atrativo e se estendem por mais de mil quilômetros quadrados. Entre os visitantes, destaque para os europeus, que esquecem a distância e os longos dias de viagem, e chegam aos mares baianos a bordo de embarcações modernas e também de pequenos veleiros.

Regatas

A maioria dos turistas náuticos que visita o estado chega através das regatas que têm como ponto de partida as cidades européias e como linha de chegada a região. Entre as principais competições que tiveram a capital baiana como destino final estão as regatas internacionais Transat 6.5, Jaques Vabre e Cape to Bahia.

Entre os eventos de caráter nacional e regional estão as regatas Aratu/Maragojipe e João das Botas. Essa última reúne apenas embarcações como os saveiros de pelo menos 200 anos de idade (numa arte característica do recôncavo baiano passada de pai para filho).

Quem chega à Bahia em barco próprio tem diversas opções de visitação. No entanto, as marinas mais bem estruturadas para a acomodação das embarcações estão situadas em Salvador e em Itaparica.

Na capital baiana, os principais pontos de atracação são o Terminal Náutico, no bairro do Comércio, a Bahia Marina, na Avenida Contorno e a Marina da Penha, na Península de Itapagipe. No total, são 1462 vagas secas e 1099 vagas molhadas para a acomodação dos barcos. Além das marinas, há nove atracadouros e 12 terminais hidroviários.

Para quem não tem embarcação, um passeio de escuna custa em média R$ 35. Para garantir a viagem, é preciso fazer a reserva no Terminal Náutico, que fica em frente ao Elevador Lacerda e ao Mercado Modelo. O passeio inclui uma viagem pela principal enseada da baía de Todos os Santos e duas paradas: a ilha dos Frades e a Ponta de Nossa Senhora.

Cartões-postais do estado


Presente nas obras e terra natal do escritor baiano João Ubaldo Ribeiro, a ilha de Itaparica é um dos cartões-postais da Bahia. Dividida entre o município que leva o seu nome e a cidade de Vera Cruz, Itaparica reúne belas praias e riqueza cultural.

O mar, que alterna tons de verde e azul, a areia alva e as áreas de Mata Atlântica oferecem opções de mergulhos, caminhadas, cavalgadas, passeios de bicicleta, aventuras em caiaques e grandes piscinas naturais de águas calmas.

Mesmo com 40 km de praias, dentre elas Ponta de Areia, Cacha Pregos e Mar Grande, Itaparica, que ainda conserva as características bucólicas presentes nas páginas de João Ubaldo, possui também a vocação para o turismo cultural, com construções de variadas épocas.

Itaparica é também o único município que dispõe de água mineral com propriedades medicinais, à beira-mar, além de possuir alguns prédios de arquitetura militar e religiosa, como o Forte de São Lourenço e Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento.

Outra localidade que impressiona é a ilha dos Frades, localizada a menos de 20 km de Salvador. A região abriga belas praias como a de Paramana e é um dos destinos mais requisitados nos passeios de escuna pela baía de Todos os Santos.

Com apenas oito quilômetros de extensão, a ilha tem a forma de uma estrela de 15 pontas, cada uma delas com uma praia propícia para mergulho. Com uma profundidade máxima de 11 metros o local possui formações de corais e recifes, tal qual a vizinha, ilha de Maré, onde o artesanato em renda de bilro e os doces feitos na palha da bananeira são a atração principal.

As águas mornas da maior baía tropical do Atlântico e os ventos constantes se estendem por mais de mil quilômetros quadrados, na Bahia

Salinas da Margarida


De aspecto interiorano, Salinas da Margarida possui um importante manancial de belezas naturais. Entre os principais atrativos estão a Barra do Paraguaçu, a Ponta do Dourado e a Praia da Ponte. Na cidade, todos os anos é realizado o Festival do Marisco, evento em que são feitas moquecas e outros pratos à base de frutos do mar. Uma das iguarias da culinária local é a mariscada, em que mariscos, lagostas, camarões e siris são cozidos no azeite de dendê, ingrediente muito utilizado na cozinha baiana.

Outra parada na baía de Todos os Santos é a ilha de Cajaíba, no município de São Francisco do Conde. Repleto de manguezais, lagos e enseadas, o lugar seduz visitantes e investidores. O local vai receber, nos próximos cinco anos, o maior empreendimento hoteleiro privado da história da Bahia. Um grupo estrangeiro pretende aplicar US$ 600 milhões na construção de um resort de luxo no local.

Espetáculo em Salvador celebra 70 anos de Raul Seixas com com show no TCA


Um dos maiores ícones do rock brasileiro, o baiano Raul Seixas, completaria 70 anos no dia 28 deste mês. Em homenagem ao eterno ‘Maluco Beleza’, a Secretaria de Cultura do Estado (Secult), por meio do Teatro Castro Alves (TCA) e da Fundação Cultural (Funceb), promove uma programação para celebrar a memória e a obra do artista, que permanece influenciando gerações

No domingo (28/6), às 11h, também dia do rock, o projeto Domingo No TCA apresenta o show ‘10 Mil Anos Atrás’, um tributo comandado por Carlos Eládio, que integrou o grupo Raulzito e os Panteras, com a presença de convidados. Os ingressos, no valor de R$ 1, como sempre, serão vendidos a partir das 9h, somente no dia da exibição, com acesso imediato do público ao teatro.

Da homenagem consta ainda a reapresentação, no sábado (27/6) e domingo, às 17h, do espetáculo infanto-juvenil ‘As Aventuras do Maluco Beleza’, projeto escrito e dirigido por Edvard Passos, a partir da edição 2009/2010 do Edital TCA.
 A direção musical é de Luciano Salvador Bahia e o elenco é formado por Alan Miranda, Daniel Farias, Jarbas Oliver, José Carlos Jr., Thais Laila e Talis Castro, que viverá Raulzito. Ingressos a de R$ 10 a R$ 30.

Superprodução

Ainda na temática dos 70 anos de Raulzito, o TCA receberá o espetáculo ‘Viva Raul-O Musical’, uma superprodução que chega a Salvador para única apresentação no dia 3 de julho, às 21h, no TCA. O musical é um passeio por toda a carreira de Raul Seixas, relembrando desde o impacto inicial como artista até seus últimos hits já no fim dos anos 1980. O clima é gerado pelo trabalho de luzes e grafismos, que ajudam a criar os ambientes e os cenários onde os clássicos são executados. A direção artística do musical é de Carlos ‘Branco’ Gualberto e a realização é da Íris Produções.

Homenagens realizadas

O cantor Marcos Clement e a banda Arapuka se apresentaram no projeto Música no Parque, no último dia 13, no Parque Costa Azul. No repertório, constaram releituras de clássicos como ‘Maluco Beleza’, ‘Metamorfose Ambulante’, ‘Gita’ e ‘Tente Outra Vez’.

Na Biblioteca Anísio Teixeira - unidade da Fundação Pedro Calmon - foi realizado, no último dia 18, a oficina Desvendando Raul, com o arte-educador Ronaldo Bonfim. A atividade buscou, por meio de leituras e discussões sobre as canções de Raul Seixas, relembrar a trajetória deste importante artista. Ao final, Bonfim, que também é músico, interpretou as canções de Raul junto com o público, relembrando grandes sucessos como ‘Mosca na Sopa’.

Fonte: SECULT BA

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Pode não ser tão divulgada, mas a gastronomia capixaba é rica em sabores, fortemente calcada nos frutos do mar





Alguns estados brasileiros notabilizam-se por uma culinária típica e, dessa forma, têm-se a força do churrasco gaúcho, os pratos exóticos do Pará, o leitão à pururuca mineiro e a internacionalmente conhecida moqueca baiana, devidamente acompanhada do acarajé, mas a culinária capixaba notabiliza-se pela diversidade de pratos com base nos frutos do mar


Um dos grandes atrativos turísticos do Espírito Santo, a cozinha capixaba é rica e eclética, fruto da tradição pesqueira e do caldeirão cultural herdado dos indígenas, negros, portugueses e de imigrantes europeus.

A base da sua culinária são o pescado e os frutos do mar preparados em panelas de barro. A farinha de mandioca também é um ingrediente comum. Entre os pratos típicos mais famosos citam-se a torta capixaba e a moqueca. Também há a caranguejada, a muma de siri, o peroá frito, a moqueca de banana-da-terra, o muxá (à base de canjiquinha) e o mingau de folhas. Além disso, assim como no resto do Brasil, os capixabas adotaram o tradicional feijão com arroz para o dia-a-dia.

A torta capixaba é uma fritada de frutos do mar, como siri desfiado, camarão, ostra e sururu, além de bacalhau e palmito, feita em panela ou frigideira de barro e servida, tradicionalmente, na Sexta-feira Santa.
A moqueca capixaba é conhecida internacionalmente. O nome "moqueca" designa um estilo de preparar o alimento em cozimento sem água, apenas com os vegetais e frutos do mar. Assim, o peixe é cozido também em panela de barro, temperado e colorido com tintura de urucum. Difere da baiana, pois não inclui nem o azeite de dendê nem o leite de coco.

Com a vinda de imigrantes europeus novos pratos foram acrescentados à cozinha capixaba. Dos italianos, os que exerceram maior influência, temos o minestroni, o agnolini (capeletti), o tortei (um ravioli maiorzinho, com recheio de abóbora), a zuppa pavese (fatia de pão torrado sobre o qual se quebra um ovo cru, cobre-se com caldo de carne fervente e salpica-se queijo ralado), o risoto e a polenta. Os alemães também trouxeram o chucrute. A culinária siri-libanesa também exerceu influência, através do arroz com lentilhas, o tabule e o quibe.
As comidas nordestina, nortista e mineira foram trazidas para a culinária capixaba com as migrações interna nas décadas de 40 e 50 do século 20. Assim, também se encontram pratos típicos desses locais, como o péla-égua (canjiquinha com costeleta de porco) e o vatapá.
Os doces são bem variados, destacam-se a banana-da-terra com açúcar e canela, bolo de mandioca, bolo de fubá, biju de tapioca e doces em compota.

Em alguns restaurantes de Vitória pode-se apreciar tais preparações com segurança. A Prefeitura da capital, visando à melhoria da qualidade dos serviços turísticos, criou, em 2000, o Selo de Qualidade Turística, que consiste na avaliação da qualidade do atendimento aos turistas nos restaurantes. O selo é consentido aos restaurantes que obtêm a classificação "Muito Bom" pela Vigilância Sanitária e que oferecem conforto e bom atendimento aos turistas que visitam a cidade. A avaliação dos restaurantes é feita anualmente.

Curiosidade: O restaurante de comida a quilo, atualmente presente em todo o país, tem origem capixaba!

Panelas de Barro

A panela de barro é, sem dúvida, uma das maiores expressões da cultura popular do Espírito Santo. Desde a sua origem - nas tribos indígenas que habitaram o litoral do Estado - até os dias de hoje, a técnica de sua confecção e a estrutura social das artesãs pouco mudou. O trabalho artesanal das paneleiras sempre garantiu a sobrevivência econômica de seus familiares, como também de suas tradições. A região de Goiabeiras, ao norte da Ilha de Vitória, sempre foi o local tradicional da produção de panelas de barro. No início, o trabalho era de cunho familiar e as panelas eram feitas nos quintais das casas das paneleiras.

As panelas de barro constituem o principal elemento cultural na elaboração de pratos típicos da culinária capixaba. A moqueca capixaba, a moqueca de garoupa salgada com banana-da-terra e a torta capixaba têm de ser feitas em panela de barro, para serem autênticas. A produção é constante e todas as peças produzidas são vendidas aos turistas e à população da Grande Vitória. As vendas são feitas diretamente no galpão da Associação das Paneleiras, em Goiabeiras, e nas lojas de artesanato.

Cantora Maria Gadú mostra novo som do disco Guelã


Com sonoridade amplificada, a intérprete mostra ao público canções inéditas como Obloco, onde procura equilibrar-se entre a MPB e o experimentalismo, com toques de música tribal, mas com resultado final que vai do pop ao radiofônico
Experimentações tem sido a marca registrada do que convencionou-se chamar de nova música popular brasileira. Dentro desse cenário inclui-se a paulista Maria Gadú, cantora que apresenta ao seu público o disco Guelã.

Com sonoridade amplificada, a intérprete mostra ao público canções inéditas como Obloco, que promete surpreender quem está acostumado a faixas mais acústicas, tal como o hit 'Shimbalaiê'. “O mundo vem produzindo esse tipo de sonoridade amplificada há muitos anos”, afirma Gadú.

“Todas as referências que temos, inclusive, para nossas experimentações, vêm de outra geração. Não podemos nunca esquecer de Caetano Veloso que, em 1972, nos presenteava com seu Transa. O que transforma Guelã em autobiografia completa é a busca da sonoridade, os arranjos, o discurso sonoro”, explica.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Com a nostalgia própria de um tango, um grupo de fãs do rei da música platina Carlos Gardel (1890-1935) homenageou o ídolo, na última quarta-feira em Buenos Aires, nos 80 anos do aniversário de sua morte

"Para entender o tango, a vida tem de passar por cima de você", afirmou Mariángeles Blasco, de 70 anos, uma das muitas aposentadas que se emocionaram a ouvir os clássicos do "zorzal criollo" (o "sabiá crioulo"), enquanto olhava enternecida para sua estátua rodeada de flores, fotos, cartazes e presentes dos fãs, todos na mesma faixa etária.

A maioria se cumprimentava com familiaridade, prometendo se ver no mesmo lugar no ano que vem, para lembrar do intérprete de "El día que me quieras" e "Volver".

Às 15h10, hora exata do falecimento de Gardel, os presentes fizeram um minuto de silêncio. O cantor morreu em 24 de junho de 1935, em um acidente aéreo em Medellín, na Colômbia, no auge da fama.

Na Casa Museu Carlos Gardel será apresentado o disco "Morocho", uma adaptação pop de 13 clássicos do cantor, interpretados por Leo García, Kevin Johansen, pelo grupo Onda Vaga, pelo brasileiro Moreno Veloso e pelo uruguaio Martín Buscaglia.

Exposição "Carlos Gardel, do homem ao mito"


Fotografias, sapatos, cartas, chapéus e até um terno de Carlos Gardel estão sendo exibidos em Buenos Aires por ocasião do 80º aniversário de sua morte em um acidente de avião que transformou esta referência do tango em um mito para os argentinos.

Uma gravata, um mate, uma piteira, um violão, presentes, fotos e telegramas são algumas das peças que formam a mostra "Carlos Gardel, do homem ao mito", uma denominação que o artista ganhou ao morrer, quando estava no auge de sua carreira.

A exposição percorre sua vida, sua relação com a música e o cinema e as circunstâncias de sua morte, que conta com uma seção própria na qual são exibidas as manchetes de jornais posteriores à tragédia área, assim como destroços recuperados do acidente e a última foto de Gardel antes de entrar no avião em que realizaria sua última viagem.

Na confluência dos estados de RS e SC, o Cânion do Itaimbezinho é uma das maiores atrações turísticas da região





Itaimbezinho é um nome de origem Tupi-Guarani, ita significa pedra e Ai be afiada. Está localizado entre Cambará do Sul e Praia Grande, no Parque Nacional dos Aparados da Serra, a 18 Km da sede do município. O acesso ao parque é possível através da RS 429 ou pela SC 360, em uma estrada de chão batido

A Trilha do Vértice - de onde se visualiza a Cascata das Andorinhas, que caindo de uma altura de 700 metros em direção ao fundo do cânion, produz uma névoa antes de atingi-lo. A trilha permite uma ótima vista das cascatas das Andorinhas e Véu da Noiva. Tão impressionante quanto as cascatas é a sensação de caminhar na borda do cânion. A trilha começa no Centro de Visitantes, e em menos de 1 hora pode-se percorrer 1,4 km pelas bordas do cânion.

O Cânion do Itaimbezinho está localizado entre as cidades de Cambará do Sul e Praia Grande, sendo considerado como o mais famoso dos cânions que compõem os Aparados da Serra. Estende-se por cerca de 5.800 metros com uma largura máxima de 2.000 metros, onde as paredes rochosas erguem-se a uma altura máxima de 720 metros, cobertas por uma vegetação baixa e pinheiros nativos sobre o Planalto dos Campos da Serra Geral. Para quem nunca esteve à beira de um cânion, a sensação é realmente indescritível. O nome do cânion tem sua origem no Tupi-Guarani, onde Ita significa pedra e Aí'be significa afiada.

O rio Perdizes desce as paredes rochosas para formar a cascata "Andorinhas", de grande beleza. No fundo do cânion o Rio do Boi se move preguiçosamente entre as pedras formando uma série de caprichosas cachoeiras, que deslizam para o vizinho Estado de Santa Catarina.

O Cânion do Itaimbezinho, assim como o Parque Nacional dos Aparados da Serra, é administrado pelo IBAMA, o qual mantém sua sede na estrutura do Parque, compondo uma infra-estrutura com centro de informações, sala de áudio visual, espaço cultural, estacionamento, lancheria e guias de ecoturismo.

A entrada do Parque situa-se a cerca de 18 km da cidade de Cambará do Sul, pela rodovia CS-360 (em estrada de terra) e cerca de 22 km da cidade de Praia Grande (SC), através das rodovias SC-450 e a mesma SC-360, num belíssimo trajeto em estrada de terra através da borda sul do Cânion através da Serra do Faxinal, onde, na divisa RS/SC um mirante natural a 1.007 metros de altitude permite visualizar a cidade de Torres e todo o litoral da região.

Trilhas: 

Existem 3 trilhas dentro dos limites do parque, sendo que cada uma delas deve ser feita com o acompanhamento de um guia:

A Trilha do Cotovelo - vista imperdível dos paredões do Cânion Itaimbezinho. Caminhada fácil por estrada até um mirante com a maior visão geral do cânion, percurso de 6,3 quilômetros que leva em torno de 3 horas. Atenção: o último horário para fazer a trilha é às 15:00 hs.

A Trilha do Rio do Boi - por dentro do abismo, para aqueles que gostam de atividades mais radicais esta trilha é a mais indicada.

Paredões

Caminha-se por dentro dos paredões de 700 m formados pelo cânion, seguindo o leito do Rio do Boi. São 8 km (ida e volta) que podem ser percorridos em 7 horas. Trilha longa e cansativa, com muitas pedras e diversas travessias do rio do Boi (dependendo do nível do rio a água pode estar acima do joelho), com ótimas piscinas naturais para um banho gelado. É a única de acesso liberado ao interior do cânion, saindo de sua porção basal, a partir da cidade de Praia Grande.

Os Parques Nacionais dos Aparados da Serra e Serra Geral, pertencem ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina, visto que 1 metro abaixo da borda dos cânions já é Santa Catarina, e os parques englobam também as encostas, rios e matas abaixo das serras, e o visual pela parte de baixo dos cânions é de rara beleza.

Geologicamente o Cânion do Itaimbezinho está posicionado sobre a mesma unidade geológica encontrada no Cânion Fortaleza, composta por um conjunto de derrames de composição ácida (riolitos, riodacitos) relacionados ao período de vulcanismo ocorrido durante o período Cretáceo, datado entre 135 a 120 milhões de anos, idade esta correlacionável ao período de rompimento do continente Gondwânico e abertura do oceano Atlântico.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

CCBB – RJ recebe a exposição ‘Picasso e a Modernidade Espanhola – Obras da Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía’, a partir de 24.06











A exposição Picasso e a Modernidade Espanhola, organizada e realizada em colaboração com o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía e a Fundación Mapfre, chega ao Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB- RJ, a partir de hoje, 24.06

Com cerca de 90 obras a exposição evidencia a influência de Picasso na arte moderna espanhola e os traços mais importantes e originais da sensibilidade artística que o pintor e seus contemporâneos espanhóis imprimiram ao cenário internacional das artes.

A exposição faz referência ao percurso de Picasso como artista e como mito, até chegar à realização de Guernica; à sua relação com mestres da arte moderna espanhola, como Gris, Miró, Dalí, Domínguez e Tàpies, entre outros presentes na mostra; e a suas contribuições para uma noção de modernidade voltada para o tempo presente.

Divisão em oito módulos

A exposição é dividida em oito módulos, voltados para a relação do artista com a modernidade e suas possibilidades criativas. Em uma área especial, o público pode perceber como foi concebida a iconografia de Guernica – a mais conhecida obra do artista, que a concebeu como reação a um bombardeio nazista na cidade do mesmo nome, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939) – a partir de elaborações em torno do tema O Monstro e a Tragédia.

Entre as obras estão Cabeça de Mulher (1910), Busto e Paleta (1932), Retrato de Dora Maar (1939) e O Pintor e a Modelo (1963), além de estudos e esboços para Guernica. No Rio, oito desenhos que não foram apresentados na temporada paulista passam a integrar a mostra.

Picasso e a Modernidade Espanhola fica em cartaz até 7 de setembro, e pode ser vista, com entrada franca, de quarta-feira a segunda-feira, das 9h às 21h. O Centro Cultural Banco do Brasil fica na Rua Primeiro de Março, 66, no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Fontes: CCBB e EBC

'Divertida Mente', novo filme da Disney, tenta mostrar que a felicidade existe sim, mas pode vir acompanhada de um pouco de tristeza



O diretor Pete Docten deixa clara a mensagem em 'Divertida Mente', que não existe felicidade plena e nem paz de espírito sem tristeza. É preciso ficar triste de vez em quando, aprender a enfrentar os dois lados e saber dar valor ao que há bom na vida

 Para qualquer mortal, crescer pode ser uma verdadeira aventura e com Riley não é diferente! Quando seu pai arruma um novo emprego em São Francisco, a menina é forçada a sair de sua vida no meio-oeste americano para acompanhar sua família

As emoções vivem no centro de controle dentro da mente da menina e a ajudam com conselhos em sua vida cotidiana. Conforme a garota e suas emoções tentam se adaptar à nova vida, começa uma agitação no centro de controle. Apesar de Alegria, a principal e mais importante emoção de Riley, tente se manter positiva, as emoções entram em conflito sobre qual melhor jeito de viver em uma nova cidade, casa e escola.

Riley é uma garota divertida de 11 anos de idade, que deve enfrentar mudanças importantes em sua vida quando seus pais decidem deixar a sua cidade natal, no estado de Minnesota, para viver em San Francisco. Dentro do cérebro de Riley, convivem várias emoções diferentes, como a Alegria, o Medo, a Raiva, o Nojinho e a Tristeza.

A líder deles é Alegria, que se esforça bastante para fazer com que a vida de Riley seja sempre feliz. Entretanto, uma confusão na sala de controle faz com que ela e Tristeza sejam expelidas para fora do local. Agora, elas precisam percorrer as várias ilhas existentes nos pensamentos de Riley para que possam retornar à sala de controle - e, enquanto isto não acontece, a vida da garota muda radicalmente.
Parece complexo para um filme de animação? 

Pode ser, mas quem disse que desenhos animados são coisas de criança apenas? 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Por necessidade ou por prazer, o ato de cozinhar vem atraindo um público variado para os cursos de gastronomia, que vai do jovem que busca um espaço no mercado de trabalho ao profissional liberal que quer apenas receber bem os amigos





Cada vez mais os cursos de Gastronomia atraem estudantes para as cozinhas – e cozinheiros para a sala de aula. Grande parte dessa procura ocorre porque o profissional está em evidência, mas não é pequena a parcela de candidatos a chef que voltam aos bancos da escola por simples hobby. São empresários, aposentados e apreciadores da boa mesa que querem apenas preparar pratos simples ou refinados para receber amigos em sua casa


O perfil do aluno varia muito de acordo com a turma. Normalmente, no horário da manhã, são pessoas mais jovens recém saídas do ensino médio, que estão tendo o primeiro contato com a cozinha. À noite, muitos alunos já têm uma primeira graduação e buscam na culinária uma forma de hobby. Outros querem largar a carreira anterior e seguir trabalhando como cozinheiros. Existem também os estudantes que tinham a prática, mas nenhuma qualificação formal.
São vários os cursos que são oferecidos nas principais capitais. O primeiro curso superior de Gastronomia na cidade de São Paulo foi da faculdade Anhembi Morumbi. Criada em 1999, a graduação tecnóloga tem ingresso pelo vestibular, sem necessidade de prova específica. Após terminar a graduação de dois anos, o aluno recebe um diploma de tecnólogo na área de gastronomia.

Desde que o curso foi aberto, há 12 anos, o interesse do público tem aumentado consideravelmente. É o que afirma o coordenador Marcelo Neri. "Isso se deve, em grande parte, à glamorização da profissão. Cada vez mais observamos programas de TV e livros de culinária famosos. Isso gerou uma exposição maior do chef e uma valorização da profissão", afirma. Essa grande procura se reflete em números: no começo, o curso contava com três cozinhas, enquanto hoje existem 18.

Durante os dois anos, o aluno depara com diversas áreas da gastronomia. A mais dinâmica chama-se práticas na cozinha, na qual ele aprende sobre as técnicas de preparo, os ingredientes e os pratos específicos de cada país. Entre outras disciplinas, estão o aprendizado sobre a parte nutricional dos alimentos, os processos físicos que ocorrem durante o preparo da comida e até mesmo as cadeiras de administração de negócios.

O coordenador acredita que essas aulas de gerenciamento são muito importantes e apontam para uma tendência: o aluno abrir o seu próprio negócio, porém não com um espaço físico fixo. ¿Podemos notar um aumento no número de profissionais que trabalham individualmente, cozinhando para pessoas em suas casas¿, afirma Neri. Ele também salienta que existe muito espaço para a gastronomia, não apenas na TV, mas também em revistas de culinária, tanto as mais sofisticadas quanto as de R$ 1,99, e todas precisam de um cozinheiro qualificado.

Diferentemente da Anhembi, o curso de graduação em gastronomia da PUC-PR é mais focado na área humana. Criado em 2008, ele tem duração de dois anos e meio. Ao longo do curso, os alunos também aprendem a preparar pratos da cozinha internacional, mas não aprendem apenas sobre as comidas típicas. Aspectos como a cultura, a situação atual do país e até mesmo questões da cultura religiosa, em alguns casos, são estudados.

Interessante notar que a maioria dos estudantes formados acaba em restaurantes e hotéis. Logo depois, vêm aqueles que resolvem formar seu próprio negócio e tem a parcela formada por pessoas bem sucedidas, que já estão com a vida estabilizada buscam no curso apenas se tornar um bom anfitrião para receber amigos com pratos bem elaborados.

O prazer de cozinhar

Se antes ir para a cozinha não era uma atividade das mais valorizadas no Brasil, o ato de cozinhar passou a ter um certo glamour a partir da década de 80 e, hoje, está na moda. Fazer o próprio jantar, chamar os amigos e degustá-lo sem tanta pressa ganha cada vez mais espaço na sociedade atual, principalmente entre as classes média e alta.

O movimento é quase um retorno às origens, em detrimento à cultura de fast-foods que se desenvolveu nas últimas décadas. O ótimo cenário da gastronomia no país e até a culinária como terapia também são considerados elementos motivadores desta tendência que, ao que tudo indica, veio pra ficar.

Escolher os produtos, cozinhar, assar e fermentar funciona, em muitos casos, como uma válvula de escape depois de uma dura semana de trabalho. Homens e mulheres, normalmente já bem-sucedidos em suas profissões, vêm aproveitando o tempo livre para encarar o desafio de preparar uma nova receita, relaxar e ainda reunir amigos e familiares.

Theatro Municipal sedia Semana do Violino, com palestras e concertos diários




Com sete concertos, precedidos de palestras, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro sedia, de hoje (22) até o próximo domingo (28), a 2ª Semana do Violino, evento que pretende ampliar para o público em geral o conhecimento sobre esse instrumento, fundamental para a música

Os próprios violinistas que vão se apresentar, no Teatro B, no prédio anexo ao Municipal, acompanhados de intérpretes de outros instrumentos, serão os responsáveis, no dia seguinte, pelas palestras.

Realizada pela primeira vez no ano passado, no Instituto Villa-Lobos, Escola de Música da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), a Semana do Violino ganha neste ano um local de maior repercussão. Usado para cursos, palestras e ensaios dos corpos estáveis do Theatro Municipal, o Teatro B, com 161 lugares, oferece acústica adequada à música de câmara e já vem sendo aberto ao público para eventos da casa, como a série Ópera do Meio-dia, apresentada na terceira quarta-feira de cada mês, com ingressos a preços populares.

“Nosso objetivo é proporcionar mais um espaço para a música de câmara e aproximar a cultura violinística do dia a dia das pessoas”, diz o violinista Ayran Nicodemo, integrante da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal, produtor e diretor artístico do evento. “As palestras antes de cada concerto têm foco didático, este ano voltado para o gênero sonata e seu contexto no universo do violino”, explica.

O panorama sobre a sonata no violino começa com os compositores barrocos, passa por Beethoven e pelo romantismo de Brahms, Mendelssohn e Paganini e chega aos compositores brasileiros, como Heitor Villa-Lobos, Leopoldo Miguez e César Guerra-Peixe. A pouco executada sonata Desesperance, de Villa-Lobos, abre a programação nesta segunda-feira, em concerto do violinista Ricardo Amado e do pianista Flávio Augusto, precedido de uma palestra do professor Paulo Dantas.

Até sábado (27), os concertos serão às 20h, com palestras uma hora antes. Domingo, a programação começa mais cedo, com palestra às 17h e concerto às 18h.

Os ingressos custam R$ 10 e o Teatro B do Municipal fica na Praça Floriano, com acesso peloboulevard da Avenida Treze de Maio, no centro do Rio.

Fonte:EBC

domingo, 21 de junho de 2015

Com “Casa-Grande & Senzala”, Gilberto Freyre finca um marco indelével da sociologia brasileira



Alternando adjetivos como ‘emancipadora e uma verdadeira porta de entrada para o entendimento do Brasil’ e ‘como canto do cisne das reacionárias oligarquias nordestinas’, o livro perscrutador e repleto de mistificações sobre a sociedade brasileira Casa grande & senzala, mantém-se como a principal obra de Gilberto Freyre, mostrando-se refratária a classificações fáceis e simplistas
Em 1933, após exaustiva pesquisa em arquivos nacionais e estrangeiros, Gilberto Freyre publica Casa-Grande & Senzala, um livro que revoluciona os estudos no Brasil, tanto pela novidade dos conceitos quanto pela qualidade literária.

Gilberto Freyre foi buscar nos diários dos senhores de engenho e na vida pessoal de seus próprios antepassados a história do homem brasileiro. As plantações de cana em Pernambuco eram o cenário das relações íntimas e do cruzamento das três raças: índios, africanos e portugueses.

Em Casa-Grande & Senzala, o escritor exprime claramente o seu pensamento. Ele diz: "o que houve no Brasil foi a degradação das raças atrasadas pelo domínio da adiantada" . Os índios foram submetidos ao cativeiro e à prostituição. A relação entre brancos e mulheres de cor foi a de vencedores e vencidos.

Os negros, muitos agora, libertos pela alforria, pela revolta ou pelas fugas, unidos nos quilombos, lutavam pelo fim da escravidão. Aliavam-se aos ideais libertários os filhos de poderosos senhores de engenho que se tornavam abolicionistas por motivos econômicos, humanitários ou, simplesmente, pelo apego que tinham às suas mães de leite.

" Os brancos diziam que em nenhum país do mundo essa nefanda instituição foi tão doce como no Brasil. Agora não me passa pela cabeça - não deve passar pela cabeça de ninguém - que essa nefanda instituição, como os próprios brancos chamavam a escravidão, que ela pudesse ser doce em algum lugar. Ela só pode ser doce da perspectiva de quem estivesse na casa-grande e não na perspectiva de quem estivesse na senzala." opina Florestan Fernandes, cientista social.

Em 1984, numa de suas últimas entrevistas, o escritor Gilberto Freyre resumia o seu pensamento sobre a situação presente do negro, lembrando o abolicionista pernambucano Joaquim Nabuco:

"O problema é que a abolição da escravatura, embora tenha sido fato notável na história da formação brasileira, foi muito incompleta." Com a abolição, os problemas do negro estariam apenas começando. Mas quem se interessou por isso? Ninguém se interessou. O negro livre deixou as fazendas e os engenhos e foi inchar as periferias das cidades. Abandonado, constituiu-se num sub-brasileiro".


Gilberto Freyre (1994, p.90), que era um mestre no processo de auto-estilização, gostava de se reconhecer como um contraditório, sendo em algumas coisas "revolucionário", noutras um "conservador". Se o próprio autor de Casa grande & senzala se define dessa maneira, não seria estranho constatar que um certo sentimento de dualidade pudesse ser encontrado em boa parte da crítica sobre o ensaísta pernambucano.

Art Basel, Feira de Arte da Basileia, indica mercado de arte em ascensão





Na Art Basel, feira de arte de Basileia, é possível adquirir tanto uma pintura de Picasso quanto uma obra de Damien Hirst ou uma escultura de Jeff Koons. Até este domingo (21), 284 renomadas galerias de 33 países colocam obras de arte à venda na cidade suíça à beira do rio Reno. O leque de ofertas abrange de arte moderna a contemporânea
"É um mito isso de que a feira é atraente apenas para milionários e que todos os artistas recebem fortunas." Com estas palavras, Marc Spiegler, diretor da Art Basel, abriu a coletiva de imprensa da feira deste ano.

Apesar dos tempos de recessão econômica, a disposição para investir em arte está crescendo. Em 2014, as vendas de arte movimentaram 51,22 milhões de euros mundo afora. Em 2004, menos da metade desse valor havia sido investido em feiras, leilões e galerias de arte.

Thaddaeus Ropac é dono de uma galeria austríaca e participa da Art Basel há 30 anos. Neste ano, ele traz obras de Georg Baselitz, Joseph Beuys e Robert Rauschenberg. Ele não recomenda a compra de arte por cobiça especulativa. "Não somos consultores de investimento", diz ele. "Estamos tentando criar e acompanhar acervos, cuja relevância deve perdurar."

Nesta edição da feira, a disposição de compra dos colecionadores na Art Basel também parece desenfreada. Os colecionadores e compradores de arte dos museus mais importantes do mundo são convidados a visitar a feira antes do público regular.

Celebridades também costumam marcar presença no evento suíço. Neste ano, o ator Leonardo di Caprio voltou a dar um pouco de glamour à feira de arte. E há obras de milhões de euros à venda – entre elas uma pintura de Mark Rothko, que deve mudar de proprietário por cerca de 45 milhões de euros.

O estande de Ropac foi praticamente esvaziado já nas primeiras duas horas da prévia da feira. Uma obra de Robert Rauschenberg foi vendida por quase um milhão de euros, e um "Georg Baselitz", por 550 mil euros. A escultura de Beuys e uma obra de Robert Longo também foram vendidas. "Muitas peças são ofertadas aos colecionadores antecipadamente, depois, basta uma breve visita para fechar o negócio”, explica o dono da galeria.

De 800 galerias que se candidataram, 284 foram selecionadas para a Art Basel deste ano. Aquelas que marcam presença na feira são consideradas as grandes do mercado de arte. A participação na Art Basel é uma espécie de gratificação, mas também pode ser um risco, pois um estande custa pelo menos 45 mil euros. Pequenas galerias podem não resistir a um fracasso em Basileia.

O valor do montante das transações na Art Basel permanece um mistério. Afinal, o mercado de arte vive de sua discrição, e quando se trata de números, muita coisa é mantida em segredo. Quando uma obra é vendida, o colecionador pode não autorizar a divulgação do preço que pagou por ela.

Mais uma vez, a Art Basel mostra que o mercado de arte está em ascensão. "É possível notar um interesse enorme, que aumenta ano após ano", diz Ropac. Cerca de 90 mil visitantes são aguardados nesta edição da feira em Basileia.


Fonte: vermelho.org

Homenageando o mais célebre compositor de forró de todos os tempos, Câmara celebra o centenário de Humberto Teixeira


 



A Câmara dos Deputados realizou no dia 26 de maio sessão solene em homenagem ao centenário do compositor cearense Humberto Teixeira. A sessão, solicitada pelo deputado Chico Lopes (PCdoB-CE), prestou tributo a um dos mais importantes nomes da cultura brasileira


“Humberto Teixeira é um dos maiores protagonistas da cultura em todos os tempos, um nome que orgulha, além do Ceará, todo o Brasil. Uma referência para a música brasileira, para a luta pelos direitos autorais, pelo fortalecimento da classe artística e pela maior difusão da cultura brasileira no exterior”, destaca Chico Lopes.
Conhecido como o “doutor do baião”, que, nascido em Iguatu, se tornou nacionalmente reconhecido e trabalhou pela afirmação artística e cultural do povo nordestino e pela valorização dos artistas em todo o País.
Mesmo longe da sua terra, Humberto cantou as coisas simples da vida do povo, o cotidiano, os costumes, a natureza, a força do nordestino, os personagens do sertão, os desafios das desigualdades e da luta por uma vida mais justa, sem deixar de passar pela alegria da nossa gente.

Ressalta, lembrando canções como “Asa branca”, “Baião”, “Légua tirana”, “Kalu”, “Dono dos teus olhos” e “Qui nem jiló”, entre dezenas de clássicos de Humberto Teixeira, sozinho ou com parceiros como o inesquecível Luiz Gonzaga e o grande compositor cearense Lauro Maia.

“O Homem que Engarrafava Nuvens” 

Para a solenidade, foram convidadas personalidades ligadas à trajetória de Humberto Teixeira, como a filha do compositor, a atriz Denise Dumont, produtora do filme “O Homem que Engarrafava Nuvens”, documentário dirigido por Lírio Ferreira, que inclui depoimentos de personalidades como Fagner, Belchior, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Elba Ramalho, entre vários outros.

História
Cearense de Iguatu, Humberto Teixeira nasceu em 5 de janeiro de 1915 e, logo cedo, mostrou que levava jeito para a música. Aos 13 anos, já compunha e editava canções, como a iniciante Miss Hermengarda. Aos 15, partiu para o Rio de Janeiro, onde se formou em Direito. Nem por isso largou a música, sendo gravado por nomes como Dalva de Oliveira, Emilinha Borba e Orlando Silva. No entanto, nenhum nome foi tão importante nessa história quanto o do Rei do Baião. Cercados de sanfona, zabumba e triângulo, que tocaram sucessos como Assum preto, Qui nem jiló e Respeita Januário, Humberto e Luiz ganharam o Brasil mostrando um Nordeste sofrido, mas feliz e balançado.

Teixeira saiu do Nordeste muito cedo mas, a sua sensibilidade fez com que ele compusesse músicas que se tornaram clássicos na voz de Luiz Gonzaga. Em “No meu pé de serra”, o Rei do Baião tinha apenas um refrão: ‘lá no meu pé de serra / deixei ficar meu coração...”e só. Teixeira compôs o restante da letra, mesmo estando há 3 mil km do pé da serra da Caiçara, de onde Gonzagão saiu para conquistar o mundo.
Já em “Juazeiro”, ele dispunha apenas da narrativa de Luiz Gonzaga: “lá num pé de Juazeiro, eu fiz um coração com um canivete e coloquei a minha inicial e a da Nazinha...”Apenas com esses dados, Humberto Teixeira devaneou e criou os versos de mais um impagável sucesso na voz de Gonzagão.

Em 03.10.1979, Humberto Teixeira partiu para viver em outra dimensão e o compositor Dalton Vogeler, compôs “O Adeus da Asa Branca (Tributo A Humberto Teixeira) que, como não poderia deixar de ser, foi gravada pelo grande intérprete da sua obra e amigo, Luiz Gonzaga.

“O Adeus da Asa Branca (Tributo A Humberto Teixeira)

Quando o verde dos teus óio
Se espáia na prantação
Uma lágrima doída
Vai moiá todo o sertão
No cantá do assum preto
Vai se ouvir mágoas e dor
Ribaçã morrê de sede
Com sodade de douto

Foi se embora a Asa Branca
Lá pro céu ela levou
O poeta de alma franca
Que todo mundo cantou
Meu Padrinho Padim Ciço
Faça dele um acessô
Morre o homem fica o nome
E o nome dele ficou

Tim Maia é homenageado com escultura em praça de bairro onde nasceu no RJ



Os admiradores do cantor e compositor Tim Maia têm um motivo a mais para conhecer o bairro onde ele nasceu: foi inaugurada nesta sexta-feira (19), na Praça Afonso Pena, na Tijuca, a escultura dele como se estivesse abraçando um fã, enquanto canta

Quando encontrei o Carmelo, perguntei como ele gostaria de ter a escultura do pai. Ele disse que em um abraço, cantando. Fiquei com aquilo na cabeça e peguei um pouco de tudo. Ele fazia muito esse movimento com a mão para falar com a orquestra. Então, peguei um pouco de todos esses movimentos para homenagear o Carmelo também.” A artista plástica Christina Motta, autora da obra de 650 quilos e 1,80m de altura, feita em bronze, disse que a ideia de mostrar Tim dessa forma foi do filho, o ator e empresário Carmelo Maia.

Para o ator, é uma oportunidade de mostrar o comportamento carinhoso do pai. “O meu pai não era só temperamento. Costumo dizer que ele era um bebê gigante. Ele era um homem carinhoso. Então, é uma forma carinhosa de poder passar quem ele era. Ele não era só aquele temperamento. O Tim Maia doidão. Não, ele era um cara supergentil, carinhoso demais.”

Christina Motta assegurou que quem olhar a obra vai lembrar do cantor e se sentir mais perto dele. A artista plástica disse que teve apenas três meses para fazer o trabalho, mas que valeu a pena se envolver com a pesquisa. “Fiquei encantada com a irreverência dele, a loucura, os palpites.

Infelizmente nada disso dá para ser esculpido. É mais olhar para ele, e [para] quem o conheceu, vem tudo na cabeça por conta de vê-lo. Em três dimensões, é diferente do que ver um filme, ver um vídeo e ouvir a voz.”

O local para a instalação da escultura, na Praça Afonso Pena, também foi uma sugestão de Carmelo. Segundo o filho de Tim, não haveria melhor lugar para que o pai pudesse voltar à origem, onde nasceu e foi criado. “Não tinha outro lugar mais significativo, a não ser a Tijuca, a Praça Afonso Pena. Ele nasceu na Rua Afonso Pena, 24. “Aqui é o cenário para ele voltar e ser imortalizado”, disse. “É uma forma de matar saudade e revê-lo”, acrescentou.

A homenagem ao pai foi uma surpresa para Carmelo. “Eu estava no trânsito e me emocionei muito, chorei bastante, porque fui pego de surpresa. É uma homenagem mais do que merecida, uma forma de imortalizar e deixar todo mundo da comunidade, da população revendo-o todos os dias.”

A aposentada Julieta Cardoso, de 90 anos, conhecia a família de Tim Maia, ficou satisfeita com a homenagem ao cantor. “Gostei bem do que eu vim ver, a estátua do Tim Maia é muito bacana aqui, para a Tijuca. Eu o conheci quando era criança, a família toda. Uma irmã dele casou com um cunhado meu. Era uma família muito boa, excelente”, lembra.

A moradora do bairro, Antônia Gois, de 66 anos, teme apenas que ocorram depredações, a exemplo das que atingiram outras obras na cidade, como a escultura em homenagem ao poeta Carlos Drummond de Andrade, em Copacabana, na zona sul. “A minha opinião é que não vai durar um mês. A turma vai começar a quebrar e levar os pedaços”, considerou, acrescentando que é preciso mais policiamento na área, mas ponderou que a questão da falta de segurança é um problema mundial.

Christina Motta também é a autora da escultura em homenagem ao compositor Tom Jobim, instalada no Arpoador, na zona sul do Rio. Na avaliação da artista plástica, a população já se apropriou das duas obras. “Fico muito feliz de saber que as pessoas gostam tanto, mas já não são minhas. Acho que o Tim Maia e o Tom Jobim são abraçados pelo que eles eram, não é mais a escultura”, completou.

Fonte: vermelho.org

Inezita Barroso é o tema da Virada Cultural de São Paulo que começa hoje





A Virada Cultural de São Paulo começou às 18h de hoje (20) com homenagem a apresentadora, cantora e pesquisadora cultural Inezita Barroso, que morreu em março. A abertura oficial foi no palco da Praça da República, região central, com o Arraial da Inezita Barroso, feita pela Orquestra Paulistana de Viola Caipira, regida pelo maestro Rui Torneze



Entre as atrações estão a dupla mineira Zé Mulato e Cassiano, os paulistas Pedro Bento e Zé Estrada e os grupos Matuto Moderno, acompanhados do violeiro Índio Cachoeira, e Os Favoritos da Catira. No arraial, estão sendo oferecidas comidas típicas das festas juninas.“O evento tem uma curadoria que foi transitando do caipira indo mais para o nordestino, depois voltando para o caipira e caindo para um lado até mais sofisticado, até mais urbano da viola brasileira, ligado à música urbana. O palco tem um conceito de mostrar várias facetas dessa obra caipira, regional e de raiz”, destacou o curador de música da Virada Cultural, Aloisio Milani.

“O panorama dessas atrações que vão estar no palco República dialogam com a obra dela, com o legado da obra dela. A maioria dos cantores são amigos da Inezita, pessoas que a admiravam muito”, ressaltou Milani.

A artista apresentava o programa semanal 'Viola, Minha Viola', na TV Cultura, retransmitido pela TV Brasil. Inezita teve atuação marcante não só na abertura de espaços a talentos da música caipira, como em diversos ramos da cultura. Além de gravar músicas de sucesso, como Ronda, a Marvada Pinga e Lampião de Gás, foi uma das primeiras atrizes da antiga companhia cinematográfica Vera Cruz.

A cantora nasceu em São Paulo e viveu entre o Bairro Barra Funda, na capital, e a fazenda da família, no interior do estado. Formada em biblioteconomia, Inezita tinha grande interesse nos valores regionais do Brasil e tornou-se professora universitária de folclore nacional.

Junto com a abertura oficial, 80 atrações, que tiveram inicio também às 18h, se apresentam na Virada Cultural. Um dos destaques é o palco São João, na Avenida São João, onde ocorremshows em homenagem aos 50 anos da Jovem Guarda, símbolo do rock nacional que influenciou a música, a moda e o comportamento da juventude das décadas de 1960 e 1970. Desde as 18h, o cantor Jerry Adriani comanda a apresentação.

Nesta edição, pela primeira vez a Virada Cultural conta com programação especial de corais. O Coral Paulistano Mário de Andrade, corpo artístico do Theatro Municipal de São Paulo, apresenta-se em diversos espaços, como o Cemitério da Consolação, o Palácio da Justiça e a sala do Conservatório da Praça das Artes. Ao menos 2 mil vozes irão compor o programa dos corais.

Fonte: EBC

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Tom Hanks negocia fazer papel de Cheley "Sully" Sullenberger, piloto que pousou avião no rio Hudson





O premiado ator de 58 anos de idade e já premiado com Oscar irá estrelar o filme baseado na autobiografia do piloto Sullenberger que, após a façanha, ganhou status de herói pelo seu feito, salvando a vida de mais de uma centena de pessoas quando conseguiu pousar o avião no rio Hudson 


Tom Hanks está em negociações para viver no cinema o capitão Cheley "Sully" Sullenberger, piloto que pousou um avião comercial no rio Hudson, em Nova York, em 2009, informou na noite desta sexta-feira o site The Wrap. Na ocasião, o piloto salvou a vida de 155 pessoas, entre passageiros e tripulação.

Recentemente, foi noticiado que o estúdio Warner contratou Clint Eastwood para dirigir o filme. A notícia de que Hanks, ator que já ganhou dois Oscars, fará o papel do piloto foi dada por uma fonte próxima à produção, segundo o The Wrap.

O roteiro do longa, que também será produzido por Eastwood, ficará a cargo de Todd Komarnicki, baseado no livro "Highest Duty: My Search for What Really Matters", de Sullenberger e Jeffrey Zaslow.

Ainda sem previsão lançamento, o filme promete revelar os bastidores e antecedentes do pouso nas águas do rio, que rendeu a Sullenberger o status de herói nacional nos Estados Unidos.

Com uma manobra precisa, ele aterrissou um Airbus A320 da US Airways sobre as águas do rio Hudson, oeste de Manhattan, com a frente do avião voltada para cima.

Isso impediu que a aeronave submergisse imediatamente, permitindo o resgate dos passageiros. No momento do pouso, a temperatura estava abaixo dos -6º C.

Jennifer Lopez pode ser processada por autoridades do Marrocos em virtude de sensualidade em show


A alta Autoridade da Comunicação do Marrocos e um grupo ligado à educação querem processar a cantora Jennifer Lopez um show considerado muito sensual naquele país
Segundo o site TMZ, o grupo que entrou com o processo alega que ao se apresentar e ter o show transmitido na TV marroquina, J.Lo causou distúrbios à ordem pública e corroeu a honra das mulheres".

J.Lo foi uma das atrações do Festival Mawazine Rythmes du Monde, no dia 29 de maio. Ela já havia cantado no país em outras ocasiões, mas essa foi a primeira vez que o show foi transmitido pela televisão.

Na apresentação, repleta de coreografias provocantes, J,Lo usou sete figurinos, entre eles um maiô com decote que também deixava suas pernas à mostra.

O ministro da Comunicação do Marrocos, Mustapha Khalfi, já havia expressado seu desagrado em relação à visita de J.Lo ao país. Em seu Twitter, ele classificou como "inaceitável" a transmissão do show na rede pública de televisão.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Após decisão da Suprema Corte é anunciada nova biografia de Roberto Carlos





Livro será escrito por Paulo Cesar de Araújo, mesmo biógrafo do polêmico 'Roberto Carlos em Detalhes' 
lançado em 2006 e que foi o pivô de uma briga com o cantor

O escritor Paulo Cesar de Araújo vai publicar, no próximo ano, uma nova biografia sobre o cantor Roberto Carlos. Ele é o autor de “Roberto Carlos em Detalhes”, biografia lançada em dezembro de 2006 e que foi proibida pelo cantor. 

O novo projeto será publicado pela editora Record e foi divulgado exatamente uma semana depois de o Superior Tribunal Federal (STF) decidir que as biografias não autorizadas poderiam sim ser publicadas.lançado em 2006 e que foi o pivô de uma briga com o cantor

Depois da decisão da Suprema Corte, Roberto Carlos se pronunciou através de comunicado oficial para a imprensa, redigido pelo seu advogado. “Roberto Carlos e o Instituto Amigo vêm a público declarar sua grande satisfação com a decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o texto. 

Também existe uma parte que fala: “A liberdade de informação e os direitos à privacidade, imagem e honra sempre foi objeto de significativa preocupação de parte de Roberto Carlos”, dando a entender que ele aceita a publicação, porém, se preocupa com o que possa vir a ser escrito. Vamos esperar para ver como será a repercussão desta nova biografia.

Na terra onde estão queijos famosos em todo o mundo, Queijo de Minas é premiado em competição internacional





Região da Serra da Canastra que conta com cerca de 800 produtores de queijo, sedia o produto que recebeu a medalha de prata em concurso com mais de 600 concorrentes no país europeu


O produtor atribui o sucesso no concurso ao resgate do gado Caracu, ao tipo de solo com minerais e água pura da região. A competição organiza os queijos em pratos que são identificados apenas por um número, sem informar a origem. O queijo foi levado para a competição por um produtor mineiro que foi ao país para fazer um curso de afinação de queijos. 

Junto com o produto da Estância Capim Canastra, outros sete tipos feitos no Brasil foram escolhidos para participar da competição.Minas Gerais está a cada dia se consolidando mais no roteiro mundial. Esta semana, um feito inédito chamou a atenção para a Região da Serra da Canastra. Um queijo produzido na região, na fazenda Estância Capim Canastra, ganhou sua primeira medalha de prata em uma competição internacional. A competição Mondial du Fromage de Tours foi realizada na França, no início da semana, e avaliou mais de 600 tipos de queijo. A categoria vencida pelo queijo mineiro foi a de massa prensada não cozida de leite cru de vaca.

O produtor do queijo medalhista, Guilherme Ferreira, comemorou a conquista e disse que ela veio em boa hora. “É um reconhecimento histórico. Eu não imaginava que o queijo que a gente fabrica poderia chegar a um lugar desses. Acredito que essa premiação vá incentivar os produtores do canastra na região, para que corram atrás e regularizem sua produção para poder vender para todo o país”, afirma.

A medalha de prata na França garantiu à Estância Capim Canastra aumento na demanda do produto e consequentemente, agregar valor à iguaria. O queijo que antes era vendido a R$ 35 o quilo agora passa a ser comercializado a R$ 45. E as pessoas que quiserem consumir o queijo medalhista vão ter que aguardar. Até ontem, a lista de espera para adquirir o produto era de 20 dias. A produção na fazenda é de 20 peças de um quilo por dia e Guilherme garante que não tem a intenção de aumentar essa escala. “Não quero aumentar a produção, mas sim ajudar os outros produtores da região, fazendo com que eles entendam a importância de conseguir a certificação para comercializar os queijos”, ressaltou.

Atualmente, a Região da Serra da Canastra conta com cerca de 800 produtores de queijo, mas apenas 40 deles são certificados. O produtor acaba de conseguir o selo do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura e, com ele, o queijo já pode ser comercializado em todo o Brasil. Guilherme conta que a produção de queijo canastra da Estância Capim Canastra foi retomada há quatro anos, quando ele assumiu a fazenda da família, depois de se formar em medicina veterinária. De lá para cá, foram feitas reformas no curral e nas instalações para fabricação do queijo.

Origem Em dezembro de 2014 o queijo produzido na Serra da Canastra ganhou um selo de identificação geográfica, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O objetivo do selo é dificultar a venda desregrada de outros tipos da iguaria com as mesmas especificidades como se fossem produzidos na Canastra. O queijo produzido na região é comercializado com três identificações: o selo da vigilância sanitária, outro de identificação geográfica e a logomarca criada pelos produtores. O primeiro atesta as condições produtivas; o outro garante que o queijo foi feito seguindo as regras certificadas pelo Inpi e o último confirma a

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Atores e atrizes famosos interpretam coletânea de poemas de Drummond, agora disponível no Ubook





Aproveitando que aplicativos e telefonia móvel estão ajudando na popularização do formato foi relançado na última semana o audiolivro Brasil dizendo Drummond, o primeiro serviço de assinatura que oferece audiolivros via streaming no país


A obra de Drummond faz parte da audioteca do Ubook – com cerca de 1000 audiolivros – que tem acesso ilimitado, por apenas R$ 18,90 mensais. A plataforma está disponível para Web, iOs e Android: basta entrar na AppleStore ou no GooglePlay para baixar o aplicativo, fazer o cadastro e usar, em qualquer hora e lugar. 
Caso o usuário precise interromper a audição, é possível depois continuar ouvindo de onde parou, do mesmo aparelho ou de outro. Não é necessário estar conectado para ouvir o audiolivro basta baixá-lo antes.Interpretar é o que melhor fazem os atores e atrizes Ney Latorraca, Mariana Ximenes, Cássia Kiss, Miguel Fallabela, Tônia Carrero, Aracy Balabanian, Giulia Gam, Odete Lara e Drica de Morais. 
Drummond
Mas, um trabalho em especial merece destaque: a narração de uma coletânea de poemas de Carlos Drummond de Andrade, que agora está disponível também no Ubook, aplicativo brasileiro de audiolivro. 148 narradores tornam a obra “Reunião – o Brasil Dizendo Drummond” imperdível. São mais de 4 horas e meia de pura poesia. Além de atores e atrizes, o audiolivro conta com cantores, atletas, políticos e outras personalidades declamando os poemas.

Abaixo, um dos mais significativos poemas de Drummond

“Recomeçar”

Não importa aonde você parou...
Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível e necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e o mais importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
Foi aprendizado...
Chorou muito?
Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
É porque você fechou as portas até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da sua melhora...
Pois é...
Agora é hora de reiniciar...
De pensar na luz...
De encontrar prazer nas coisas mais simples de novo...
Que tal um novo emprego?
Um corte de cabelo arrojado...
Diferente?
Um novo curso...
Ou aquele velho desejo de aprender a pintar...
Desenhar...
Dominar o computador...
Ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
Quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus, o esperando.
Está se sentindo sozinho?
Besteira...
Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento"...
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
Nem nós mesmos nos suportamos...
Ficamos horríveis...
O mau humor vai comendo nosso fígado...
Até a boca fica amarga!
Recomeçar...
Hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto...
Sonhe alto...
Queira o melhor do melhor...
Queira coisas boas para a vida...
Pensando assim trazemos para nós aquilo que desejamos...
Se pensamos pequeno...
Coisas pequenas teremos...
Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é o hoje o dia da faxina mental...
Joga fora tudo que te prende ao passado...
Ao mundinho de coisas tristes...
Fotos...
Peças de roupa, papel de bala...
Ingressos de cinema, bilhete de viagens...
E toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados...
Jogue tudo fora...
Mas, principalmente, esvazie seu coração...
Fique pronto para a vida...
Para um novo amor...
Lembre-se: somos apaixonáveis...
Somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
Afinal de contas...
Nós somos o "Amor".
"Sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura".

Carlos Drummond de Andrade