terça-feira, 12 de maio de 2015

Professor por formação, fotógrafo por opção e aventureiro por paixão, o cearense José Albano continuar cortando estradas com a sua Honda ML 125





Cearense de Fortaleza, onde veio ao mundo em 1944, graduou-se em inglês e português, pela Universidade Federal do Ceará, em 1968 e, quatro anos mais tarde, obteve o grau de mestre em fotografia pela Newhouse School of Public Communications da Syracuse University, de Nova York (EUA)

Nos anos de 1974 e de 1975, tornou-se bastante conhecido no Ceará, com a publicação de duas séries semanais de 16 reportagens no jornal O Povo, intitulada De carona na Europa com José Albano, que englobaram um total de 32 páginas inteiras.

Causa indígena

Do ponto de vista profissional dividiu-se entre o jornalismo e a fotografia de publicidade, desenvolvendo simultaneamente um expressivo trabalho pessoal singularizado pelo engajamento com as lutas em prol das causas ecológicas, da autonomia das comunidades alternativas e da preservação da identidade e da independência dos povos indígenas.

José Albano desenvolveu intensa atividade didática ao longo dos anos, desempenhando papel de liderança para toda uma geração que encontrava em seu sítio as portas sempre abertas do invulgar estúdio de taipa que ele construiu com as próprias mãos, numa proposta alternativa e desmistificadora.

Albano ilustrou com suas fotografias diversos livros, entre os quais: Os índios no Siará, de José Cordeiro (1989); O livro do Menino e o Mundo, de Angela Linhares (1991); As Asas do Anjo, de Jussânia Borges (1994);Ceará Terra da Luz, de Angela Linhares (1996) e Brinquedos Populares, de Gilmar Chaves (1996). Publicou também Manual do Viajante Solitário (2010), relatando suas viagens pelo Brasil com uma moto de 125cc.

Albano, por ele mesmo

O multifacetado artista fala de si mesmo: “Meu trabalho autoral foi publicado no livro "José Albano 40 Anos de Fotografia", lançado em 2009, também pela Terra da Luz Editorial.

Embora tenha sido contemplado com dois prêmios pelo conjunto da minha obra, ainda não pendurei as chuteiras. Agora, já na minha fase digital, faço documentação fotográfica, junto ao meu irmão Maurício Albano, para o projeto “Comida Ceará” do Centro Cultural Dragão do Mar e continuo fotografando tudo o que me interessa na vida... e não é pouco!

E quanto ao assunto desse livro, aos 66 anos continuo usando a mesma velha Honda ML125cc. E, junto com ela, não tenho a menor intenção de parar de motociclar!”

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