quarta-feira, 20 de maio de 2015

O documentário Os Últimos Cangaceiros narra a saga de Durvinha e Moreno remanescentes do bando de Lampião que viveram incógnitos por mais de 50 anos



Através da revelação de um casal de ter integrado o banco de Lampião e Maria Bonita e apoiado por farto material de pesquisa, o cineasta Wolney Oliveira resgata, em Os Últimos Cangaceiros, um pedaço da memória do cangaço e o insere na história do País


No Filme Online Os Últimos Cangaceiros, Jovina Maria da Conceição e José Antonio Souto são dois senhores que levam uma vida bem comum pelos últimos 50 anos. O que ninguém sabe, incluindo seus filhos, é que estes nomes são falsos. A dupla, na verdade, é conhecida como Durvinha e Moreno. 

Eles integraram o bando de Lampião, o mais controverso e famoso líder do cangaço. A verdade só vem à tona quando Moreno, aos 95 anos, resolveu compartilhar suas lembranças com os filhos, além de sair à procura de seu parentes vivos, incluindo seu primeiro filho.

Durante mais de meio século Durvinha e Moreno esconderam sua verdadeira identidade até dos próprios filhos, que cresceram acreditando que os pais se chamavam Jovina Maria da Conceição e José Antonio Souto, nomes falsos sob os quais haviam reconstruído suas vidas.

O documentário lembra a trajetória do cangaço, um movimento rotulado pela elite da época como ‘banditismo social’, que ocorreu no Nordeste brasileiro, mais intensamente no início do século XX. O cenário era de extrema pobreza, violência e ausência de poder constituído. O filme, ainda inédito, tem a duração de 79 minutos e foi rodado em 2011, com direção de Wolney Oliveira.

Pesquisa e viagens pelo Nordeste

Além de utilizar com conhecimento o acervo filmado por Benjamin Abrahão, também relembrado por Moreno e Durvinha, Wolney faz uso de cenas de filmes como O Cangaceiro (1951), de Lima Barreto, Memória do Cangaço (1964), de Paulo Gil Soares, Corisco e Dadá (1996), de Rosemberg Cariry, A Mulher no Cangaço (1974), de Hermano Penna; Baile Perfumado (1997), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, além de imagens de época de várias cidades pelas quais os cangaceiros transitaram.

Louve-se, ainda, o fato do cineasta ter percorrido diversos estados – Alagoas, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo – em busca da registro e da autenticidade dos fatos. O resultado é um documento importante sobre um pedaço desconhecido da história do cangaço que desde já se insere no processo histórico do Brasil.

Prêmios

O curta foi agraciado com vários prêmios, entre os quais se destacam:

· Menção Especial do Júri-8° Amazonas International Film Festival, Brasil, 2011.

· 3° Prêmio-Troféu Coral de Documentário -33° Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americano de Havana, Cuba, 2011.

· Prêmio-Cibervoto-Portal de Fundação do Novo Cinema Latino-americano (FNCLA), 33° Festival Internacional do Novo Cinema Latino-americano de Havana, Cuba, 2011.

· Melhor Longa-metragem Ibero-americano-DocsDF 2012-Festival de Documentários da Cidade do México.

· Melhor Longa-metragem e Melhor Longa-metragem pelo Júri Popular-RECine 2012-Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Brasil.

· Melhor Longa-metragem pelo Júri Popular-5° Festival de Cinema de Triunfo 2013, Brasil.

· Melhor Documentário-Festival Internacional de Cine Santa Cruz, Bolívia, 2013.


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