quarta-feira, 15 de abril de 2015

Paquistanesa criou uma nova versão de riquixá motorizado anti-assédio e está à procura de patrocinadores para viabilizar a produção



A ativista paquistanesa Zara Aslam criou um riquixá motorizado que pode evitar que mulheres sejam vítimas de assédio sexual no transporte público, já que é conduzido por mulheres. O desafio agora é conseguir parceiros para investir no novo serviço



Sem condições de colocar outros veículos em funcionamento, o serviço começou a funcionar na cidade de Lahore com um veículo. Zara Aslam disse que lançou a ideia porque estava em virtude dos inúmeros assédios que foi vítima por parte de motoristas do sexo masculino.

O veículo é um triciclo com uma carroceria de dois lugares e sempre pilotado por uma mulher. Aslam afirma que a iniciativa ajuda também a quebrar o estigma de que as mulheres não poderiam ser motoristas, o que tornou um serviço uma exclusividade dos homens.

Para que o serviço seja disponibilizado para outras mulheres paquistanesas, Aslam está em busca de patrocinadores para colocar mais 24 veículos em funcionamento ainda em 2015.

Riquixá no Brasil

Inicialmente, o sucesso do riquixá ficou restrito à índia e China, mas já começam a aparecer aos montes por cidades em regiões da América Latina, como o Peru e Colômbia, servindo como veículos para o transporte de cargas leves e passageiros. 

Eles são também conhecidos como tuk-tuk, trishaw, auto-rickshaw, baby-táxi ou bajaj. Aqui no Brasil são chamados de triciclo e são oferecidos em três opções: dois para o transporte de cargas, - um com baú isotérmico e outro com caçamba aberta, - e um para o transporte de passageiros.

Cada modelo obedece a uma legislação específica, que os liberam para circular em certos lugares e em outros não. Os triciclos de carga, por exemplo, podem circular por todo Brasil, enquanto a versão para passageiros tem um uso mais restrito. 

O triciclo de passageiro, que já é usado como moto táxi, necessita de uma liberação municipal. Em São Paulo, por exemplo, é proibido, mas em muitas cidades do nordeste e no sul seu uso é liberado.

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