domingo, 26 de abril de 2015

Os 70 anos de morte de Mário de Andrade são comemorados com exposição em São Paulo





Exposição em São Paulo marca os 70 anos de morte do modernista, autor de Paulicéia Desvairada e Macunaíma, Mário de Andrade. O evento é organizado pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP), tem entrada franca e pode ser conferido até o dia 10 de julho no saguão do Campus Butantã, no prédio da Reitoria


A exposição reúne cerca de 30 obras assinadas por Nássara, Millôr Fernandes, Paulo Cavalcanti, Antonio Paim Vieira, Hilde Weber, José Corrêa Moura, Nicolielo, Hippert, entre outros artistas. O acervo foi doado em 1998 pelo funcionário público carioca Carlos Alberto Passos, admirador do escritor modernista.

Algumas gravuras mostram o escritor entre suas cartas. A coordenadora lembra que ele era conhecido por responder a todas as correspondências. Há também desenhos que retratam a época em que ele morou no Rio de Janeiro. “Ele frequentava a Taberna da Glória. Três caricaturas trazem a lembrança desse período que ele esteve lá”, ressalta Bianca.

Fazem parte da mostra caricaturas colecionadas pelo próprio Mário de Andrade. “O acervo que veio para o instituto em 1968 deu um contorno de como todo o acervo é tratado. Ele dá essa cara do que o IEB é hoje. Ele tinha um projeto nacional de cultura, de arte, de música. Sempre voltado tanto para a parte erudita como popular”, explica a coordenadora.

O autor de Macunaíma foi relevante para a democratização dos bens culturais, para a preservação do folclore e do patrimônio histórico e para a educação infantil. O público terá acesso a documentos, fotografias, músicas típicas, entre outros materiais.

Inovador

Em 1935, Mário foi nomeado chefe da Divisão de Expansão Cultural e diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, órgão que se transformou na Secretaria Municipal de Cultura. No cargo, fundou a Sociedade de Etnografia e Folclore, para a qual trabalhou Dina Lévi-Strauss, e enviou ao Nordeste a Missão de Pesquisas Folclóricas, que registrou a cultura popular. Criou ônibus-biblioteca e a Discoteca Municipal, assim como os Parques Infantis – projeto educativo para filhos do proletariado paulista, de caráter inovador.

Além disso, após deixar o Departamento, o modernista produziu um anteprojeto do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (Sphan, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan), para o governo federal, e trabalhou na recuperação de alguns imóveis, como o Convento de Embu. Depois, foi chefe da seção do Dicionário e Enciclopédia Brasileira do Ministério da Educação.

A exposição pode ser conferida de segunda a sexta-feira. O prédio da Reitoria fica na Rua da Reitoria, 374, térreo, na Cidade Universitária

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