quinta-feira, 2 de abril de 2015

Cauby Peixoto lança disco em abril com regravações do repertório de jazz de Nat King Cole





Estará nas lojas neste mês de abril, o projeto do novo CD de Cauby Peixoto, que começou há cinco anos, mas é acalentado pelo cantor "desde sempre". O álbum terá regravações do repertório do pianista de jazz americano Nat King Cole uma dos artistas que influenciaram a formação musical do cantor carioca

O disco terá nome em inglês, "Cauby Sings Nat King Cole", e tem como capa a foto em branco e preto de um branco e um negro: o jovem Cauby posando com Nat King Cole -ambos em roupa de gala, numa apresentação em Nova York na década de 1950. "É uma sensação. Depois que eu estive com Nat King Cole, passei a gravar os sucessos dele e viraram um pouco meus. Nunca mais parei."

Historicamente, o esquema de Cauby de lançamento, de um CD por ano, obedece a um rodízio: "Faço um trabalho para a gravadora e um que eu quero fazer". O álbum de Cole se encaixa no segundo grupo, ao contrário de outro com o cancioneiro de Roberto Carlos, lançado em 2009. "Este eu fiz para vender. E tudo bem."

Mais que “Conceição”

O álbum tem repertório quase que inteiramente composto de sucessos em inglês, como "An Affair to Remember", "Unforgettable" e "When I Fall in Love", além de um bolero em espanhol, "Noche de Ronda". E tem "Blue Gardenia", música de Cole que Cauby diz ser a primeira canção que gravou, na juventude. Ou, como falou em 1999: "É a música da minha vida. Mais do que 'Conceição'".

Uma vida cercada de música

Cauby Peixoto Barros nasceu em Niterói RJ em 10 de Fevereiro de 1934. De família de artistas populares, o pai, conhecido por Cadete, tocava violão, a mãe tocava bandolim, o tio, Nono (Romualdo Peixoto) era pianista e homem de Rádio, o primo Ciro Monteiro foi cantor e compositor famoso, os irmãos Moacir e Araquem tornaram-se instrumentistas e a irmã Andiara foi cantora.

Durante toda a década de 1960, limitou-se a apresentações em boates e clubes. Em 1970 reapareceu como vencedor do Festival de San Remo, na Itália, classificando em primeiro lugar a música que defendeu, Zíngara (R. Alberteli, versão de Nazareno de Brito). Em 1971 participou do VI FIC da TV Globo, no Rio de Janeiro, cantando Verão vermelho (Sérgio Ferreira da Cruz).

Em 1989, os 35 anos de carreira foram comemorados no bar e restaurante A Baiuca, em São Paulo, ao lado dos irmãos Moacir, Araquem e Iracema e Andiara (vozes). No mesmo ano, a RGE relançou o LP Quando os Peixotos se encontram, de 1957. Em 1993 foi o grande homenageado, ao lado de Ângela Maria, no Prêmio Sharp de Música. Em 1996, foi lançada pela Columbia caixa com 2 CDs abrangendo suas gravações de 1953 a 1959, com sucessos como Conceição.

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