terça-feira, 28 de abril de 2015

A comida japonesa superou a fase em que era sinônimo de programa de burguês e atinge cada vez mais outras camadas da população


 



Foi-se o tempo em que a maioria das pessoas torcia o nariz para os peixes crus e os bolinhos de arroz envolvidos em algas. A culinária japonesa cresceu e vem conquistando uma legião de adeptos, seduzidos pelos sabores exóticos e o apelo de comida saudável

Os restaurantes do segmento eram raros e o cardápio e ofereciam pouca variedade. Como agravante, para conseguir degustar os pratos orientais, era necessário ir até o bairro conhecido por cultivar tradições japonesas e outros costumes asiáticos. 

Nesses locais os cardápios eram escritos em ideogramas japoneses e 90% dos frequentadores não falavam português. Os pratos eram somente a la carte, sem festivais e muito menos rodízios. Além disso, seu conhecimento em manusear hashis era uma obrigação. Pedir talheres era mais feio do que colocar ketchup no macarrão da nona.

Muita coisa mudou

A comida oriental tornou-se uma refeição muito popular no Brasil. Não só a nipônica, mas também a chinesa e a tailandesa. Assim, junto com a fama da culinária desses países no Brasil, vieram centenas de restaurantes. Quem ganhou com isso foi o consumidor. A concorrência obrigou os restaurantes a investirem em qualidade, variedade, atendimento e preços.

O boom da culinária japonesa também possibilitou o surgimento de pratos mais contemporâneos, como o cream cheese, hot rolls e molho teriaki. Há quem julgue isso um crime com a tradição milenar, mas temos de concordar que esses restaurantes e temakerias ocuparam um espaço que poderia ser do fast-food junk. Melhor um temaki com cream cheese e tabasco do que um x-burguer com maionese, bacon e outros `venenos` para a saúde.

Você e admirador da comida japonesa? Então acompanhe essas dicas: 

Pouco shoyu!

Quem nunca viu a galera que praticamente afoga a comida na piscina de shoyu? Tá tudo errado. Shoyu é como sal na comida. Se você coloca de mais, mata o sabor dos outros ingredientes e deixa tudo com o mesmo gosto. Além de fazer mal em excesso.

Se você bebe mais líquido do que o normal quando faz uma refeição no restaurante japonês, provavelmente está exagerando no shoyu e detonando com seu paladar. Não é a toa que alguns rodízios cobram R$4 em refrigerante. Eles sabem desse péssimo hábito do brasileiro de entupir a comida de sal e tiram proveito disso.
Coma em restaurante tradicional

Comida japonesa não é só sushi, sashimi e niguiris. Isso é só 10% do que há na culinária nipônica. Portanto, pesquise. Pergunte para aquele seu amigo que já esta há mais tempo no universo dos `japas` e siga seus passos. Nada pior que enfrentar comida de baixa qualidade de restaurantes picaretas. 

Conheça o ambiente do local
Cuidado com rodízios muito baratos e em lugares desconhecidos. É tradição dos restaurantes japoneses deixar o peixe à mostra no sushi bar. Isso não é a toa. Cheque a cor do peixe antes de se posicionar para a refeição. Se achar a qualidade duvidosa, saia do local.

Ah, outra informação importante. O wasabi não é só um temperinho maneiro que arde a boca. Ele é também uma planta medicinal e antídoto para envenenamentos, por isso é servido com o peixe cru desde as épocas mais remotas no Japão. Ele era o responsável por evitar contaminação caso o peixe não estivesse fresco.

Se diante disso ficou com água na boca a dica é procurar um bom restaurante e deliciar-se com a culinária culinária japonesa.

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