terça-feira, 31 de março de 2015

Semana Santa:período de meditação, reflexão, recolhimento e do caminho que queremos para as nossas vidas





Quais os mistérios que cercam a Semana Santa? No seu âmago, ela deve ser um período de meditação, reflexão, recolhimento. Por quê? Para quê? Para meditarmos sobre as nossas próprias vidas, o que temos feito para sermos melhores como seres humanos e como servos de Deus


E na contemporaneidade? Deturpou-se tudo: grande parte das pessoas consomem carne vermelha, quarta e quinta-feira são dias normais e, na Sexta Feira, inventaram o “baba do vinho”, onde após disputar o jogo de futebol com muitos xingamentos e entradas duras, todos se empanturram de bacalhau, moqueca, vatapá, caruru, tudo regado a muito vinho e outras bebidas alcoólicas. 
O que era para ser um dia de jejum, virou uma verdadeira orgia gastronômica.
Nos primórdios da minha infância, lembro-me bem do absoluto respeito que nossa família devotava à Semana Santa. As proibições iam muito além de não comer carne vermelha da Quarta-Feira de Trevas, - como se dizia à época, - até a Sexta-Feira Santa. Nada de desavenças entre as crianças, sequer falava-se alto e, principalmente, as orações antes das refeições eram itens obrigatórios. Na Sexta-Feira Santana, meu pai não ordenhava as vacas, ninguém fazia qualquer trabalho braçal e os adultos jejuavam até a hora do almoço.
Como se trata de um período dedicado à reflexão, compartilho abaixo o texto do “Orientar Centro Educacional”, que aborda o tema com muita propriedade.

Euriques Carneiro

"Ser cristã e cristão nos dias de hoje requer muita atenção a tudo o que nos cerca. O nosso mundo, o mundo atual vem embalado de várias formas, todas elas muito sedutoras. É um mundo onde tudo se pode comprar. De objetos pessoais até viagens à Lua. É um mundo inebriante, que salta os olhos. Que nos leva a crer que tudo é possível se tivermos dinheiro.

Será que podemos comprar amor, carinho? Podemos comprar dignidade? Podemos comprar solidariedade, compaixão? Podemos comprar valores como honestidade? Verdade? Não. Mas, se não podemos comprar estes bens, como conseguir encontra-los em um mundo tão consumista que estimula o “TER” e deixa em segundo e terceiro plano o “SER”?

Procuremos, portanto, nesta semana, retomarmos atitudes perdidas ao longo do tempo, mas que eram tão presentes na nossa infância. Vamos vivenciar esta Semana Santa não só como mais um feriado para descanso, mas sobretudo, dias para que nos recolhamos, nos voltemos para nós mesmos. Façamos um exercício de autoconhecimento. Ao nos dar a conhecer, certamente estaremos mais próximos de Deus e consequentemente mais próximos de nossa(o)s irmã(o)s.

Creio que se nos dermos esta chance, se nos amarmos como Jesus nos amou, conseguiremos reverter alguns dos males deste século o estresse – a solidão – a depressão e conseguiremos dar mais significado a VIDA, percebendo no OUTRO(A) o Cristo ressuscitado. Feliz Páscoa!"

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