quinta-feira, 12 de março de 2015

Os vinhos de Portugal não se limitam apenas ao do Porto e da Madeira, pois existem mais de cem variedades diferentes de vinhos em terras lusitanas





Numa garrafa de vinho, o líquido sagrado de Baco que acompanha a humanidade há milênios, está o resultado da fermentação de milhares de uvas. Que importância teria saber os tipos de uvas ou castas ali presentes? A máxima!

É principalmente por esta razão, embora não exclusivamente, que atualmente é cada vez maior o número de vinhos de todas as latitudes e países do mundo que explicitam em seus rótulos e contra-rótulos as castas, ou seja, o nome da(s) uva(s) que compõem aquele mosto fermentado.

A razão é simples. Embora, os aromas e sabores de um vinho sejam influenciados fortemente por variáveis ligadas ao clima e ao solo, uma delas tem influência decisiva: a castaou as castas presentes no mesmo.

Embora haja vinhos de excelente qualidade em vários países, vamos nos ater nesta matéria vamos abordar a produção vinícola de Portugal, tradicional em produzir o que há de melhor nessa milenar bebida.

Euriques Carneiro

Os Vinhos de Portugal:


De norte a sul, o país é muito rico em bons vinhos e, além dos vinhos únicos do Porto e da Madeira, existem mais de cem variedades diferentes de vinhos, desde os vinhos de mesa a vinhos especiais, todos eles refletindo o caráter individual do respectivo solo.

Vinho do Porto:


Com uma percentagem de álcool de 19 a 22 %, este vinho está sujeito a regras de produção muito rigorosas, e é classificado de acordo com as colheitas, com o volume de açúcar e de álcool, com a idade e com o tipo de madeira dos barris usados no processo de envelhecimento.

"Tinto" - É um vinho novo, rico em cor e muito doce.

Caves de Porto
"Tinto aloirado" - É um vinho com alguns anos, tem uma cor avermelhada, sendo igualmente doce e com um forte aroma de fruta.

"Aloirado" - É um vinho mais velho, resultante da combinação de vários vinhos especiais: tem a cor quente do topázio: semi seco e doce: pode ser de primeira qualidade.

"Aloirado claro" - Este é um vinho que atingiu a etapa mais alta do processo de envelhecimento em barris. Atingiu o pico da sua carreira: cor dourada. Estes são os tipos de vinhos mais comuns, mas existe também uma grande variedade de tipos de Vinho do Porto brancos, especialmente dentro do sector dos vinhos secos e extras secos. O Instituto do Vinho do Porto assegura a autenticidade de qualquer Vinho do Porto, seja ele originário de um lote de várias colheitas, um vintage, de reserva, ou um Vinho do Porto velho de 10, 20, 30 ou 40 anos. O Instituto emite certificados de origem para todos os Portos que são exportados e selos de garantia para todos os Vinhos do Porto engarrafados em Portugal.

Vinho da Madeira:


Doce e maduro ("Malvasia"), seco e austero ("Sercial"), escuro e semi seco ("Verdelho") ou semi seco, rico e cheio ("Boal"): todas as variedades deste vinho tem um sabor afrutado muito refinado que poderá saborear como aperitivo ou como digestivo.

Vinho Verde:


É um vinho suave e gasoso, muito adocicado com um baixo volume de álcool (aprox. 10%); umas vezes achará o vinho refrescante e noutras quente; o Vinho Verde é o companheiro ideal numa refeição à base de mariscos, peixe e patê de fígado.

Vinhos do Douro:


Os frutados são de excelente qualidade, de cores fortes e muito saborosos. Os vinhos brancos são servidos com peixe e patê de fígado. Os tintos são servidos com carnes brancas e queijos fortes.

Vinhos do Dão:


Têm um volume de álcool de 11 - 13 %, e têm um sabor puro e aveludado. Os tintos têm uma linda cor de rubi, e podem ser harmoniosamente combinados com carne de animais de caça, com carnes temperadas com picante e com queijos. Os vinhos brancos são suaves, com uma cor de limão, e são servidos normalmente com carne de animais de caça, com carne grelhada e com os queijos fortes da região. Os vinhos brancos são refinados e aromáticos

Vinhos do Alentejo:


As companhias vinícolas da região do Alentejo mais famosas são as de Borba, Reguengos de Monsaraz, Vidigueira, Cuba e Alvito. A produção do vinho branco é mais importante que a do vinho tinto. No entanto, qualquer um deles é o companheiro ideal para deliciosas especialidades da região.

Vinhos de Colares:

Os vinhos tintos são o complemento perfeito para as carnes brancas e vermelhas, enquanto que o vinho branco deve ser servido gelado com peixe, patês e queijos fortes.

Vinhos de Bucelas:

Muito ácidos enquanto são novos, e secos quando envelhecem; devem ser servidos com peixe pouco condimentado.


Vinhos de Setúbal:

A uva de "Moscatel" cresce nesta região. O vinho produzido a partir dessa uva é macio e perfumado, como o mel, quando atinge a idade de 5 anos, tornando-se mais rico e ainda mais refinado depois dos 25 anos. Deve ser servido como digestivo.

Vinhos do Algarve:

Estes vinhos são suaves, aveludados, frutados e pouco encorpados; têm um volume de álcool superior a 13%. Os vinhos tintos são servidos com carne grelhada e com bacalhau. Os brancos são um aperitivo perfeito.

No final da refeição não se esqueça do quente e forte bagaço ou dos licores regionais, como por exemplo "amarginha". E repare que as rolhas das garrafas são de primeira qualidade. Dois terços das rolhas usadas no mundo inteiro vêm de Portugal: são as rolhas que criam o mistério que envolve os melhores vinhos em todo mundo.

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