segunda-feira, 16 de março de 2015

Os trotes nas universidades vem passando dos limites e já carecem de atenção especial da sociedade



Entrar na faculdade é o sonho da maioria dos jovens brasileiros e, semestralmente, centenas de calouros que iniciam a vida acadêmica e têm que se submeter ao trote que, nos dias atuais, tem sido motivo de apreensão o que era pura diversão

Mesmo se sujeitando à situações vexatórias, é fato que muitos calouros, para se sentirem incluídos no novo grupo, acabam se sujeitando a riscos, como exposição física e abuso de álcool. Por isso, o ritual de passagem deve ter atenção da universidade, dos veteranos e até da família do recém-chegado, como defendem vários profissionais como psicólogos, médicos e terapeutas. Está claro que é preciso acompanhar o trote, porque muitos alunos ficam com medo de episódios violentos. 
Há alguns cursos que já têm esse histórico de humilhar o calouro, então indivíduos desse grupo precisam se cuidar.O primeiro dia de aula sempre foi lembrado por brincadeiras e clima de festa, mas quando alguns resolveram exagerar, o resultado é noticiado pelos meios de comunicação a cada início de semestre: situações desagradáveis e vexatórias, humilhações, situações bizarras a já houve casos extremos de morte.

Foi-se o tempo de raspar os cabelos, jogar ovos e farinha de trigo nos calouros e vieram os trotes violentos, quase sempre com forte vinculação com o consumo de álcool. Para conter as brincadeiras de mau gosto, algumas faculdades promovem trotes solidários, com doação de alimentos, de sangue e até trote ecológico.

Exemplos

Em janeiro, calouros do curso de Agronomia da Universidade de Brasília (UnB) levaram banho de tinta, ovos, farinha e as calouras tiveram que lamber uma linguiça coberta de leite condensado. O episódio chocou a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República e a reitoria da universidade abriu processo para apurar os responsáveis pelas atividades.

Na Universidade Federal do Paraná (UFPR) o trote é tradicional e organizado pela instituição. Os calouros da UFPR participam de um banho da lama, farinha e ovos, e a festa é aprovada pelos pais. Apesar disso, no ano passado um calouro passou mal e foi parar na UTI.

Trote positivo

A regra básica para que um trote seja positivo é não exigir a participação dos calouros. Eles devem ser livres para negar as brincadeiras, sem sofrer qualquer tipo de bullying ou represália. Em alguns casos, como na UFPR, se faz o mesmo tipo de trote há mais anos e cerca de 90% dos estudantes concordam em participar das brincadeiras que vão desde pintura com tinta até gincana com torta na cara e pedido de dinheiro nas ruas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!