domingo, 22 de março de 2015

O rap do grupo paulistano Z'África Brasil não se resume à herança norte-americana e traz elementos do batuque, música eletrônica e nordestina



Z'África Brasil traz o "Z" de Zumbi dos Palmares, ícone da resistência negra no Brasil, e de quebra toda bagagem cultural afro-brasileira, numa explosiva fusão sonora

Toda essa bagagem, conferiu todo o prestígio que este grupo de rap brasileiro conquistou junto à mídia, meios de comunicação e antes de tudo, junto ao público.

“Os caras ficam com medo de ir ao Capão, a Campo Limpo, mas basta pegar o ônibus na Consolação, descer no fim da linha que você estará na quebrada! Agora, quem te impediu de ir lá? A barreira é mental.

A gente canta esses mundos, essa diversidade de gente, de povo, mas do lado oprimido”, resume MC Gaspar, em entrevista.Criado em 1995 por Gaspar e Fernandinho Beatbox, o Z’África Brasil é um dos representantes do rap nacional com um dos discursos mais coerentes da praça. 

Mergulhadas no universo afro-brasileiro, as letras versam sobre preconceito racial, opressão e desigualdades sociais. “O que importa é a cor / E quem tem cor age / Tem coragem de mudar o rumo da história / Coragem para transformar cada dia em vitória / É o canto da sabedoria / É o ataque / Reage agora, reage / Tem cor age, capoeira de maloca /

Rap genuinamente nacional

O rap do grupo paulistano não se resume à herança norte-americana e jamaicana. Sintetiza batuques, música eletrônica e nordestina com o canto falado brasileiro, como a embolada. “Tudo tem a mesma origem. E posso usar as 80 modalidades (do canto falado) em meu trabalho em vez de ficar parado no quatro por quatro mal rimado”, provoca Gaspar que já teve oportunidade de participar de um projeto com repentistas radicados em São Paulo.

O Z'África Brasil é formado por:

MC Gaspar
MC Funk Buia
MC Pitcho
DJ Tano

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