quinta-feira, 19 de março de 2015

No seu segundo trabalho por trás das câmaras, Tommy Lee Jones vem com “Dívida de Honra", um western com viés feminista



Os famosos westerns estrelados por John Wayne, Giuliano Gema e Lee Van Cleef já não fazem sucesso e foram substituídos pelos filmes de ação onde, além das armas, os atores exibem um monte de músculos, embora o talento não seja tão abundante assim

"Dívida de Honra", segundo longa para cinema dirigido por Tommy Lee Jones, desde sua estreia no Festival de Cannes de 2014, tem sido chamado, não sem razão, de um western feminista. 

1854. Por mais que seja forte e independente, Mary Bee Cuddy (Hilary Swank) guarda uma profunda mágoa devido à solidão que sente. Ela precisa levar três mulheres insanas até o Iowa, onde poderão viver em paz. No caminho ela encontra Georges Briggs (Tommy Lee Jones), um criminoso que tem sua vida salva por Mary Bee. Em retribuição, ele segue viagem ao lado dela e a ajuda em sua jornada. Os dois decidem unir forças para enfrentar juntos os perigos que rondam as vastas extensões da fronteira americana.

Assim, Tommy Lee Jones fez um belo e sensível filme em que o masculino e o feminino aparecem em perspectivas revisionistas. Com poucas exceções –Johnny Guitar, de Nicholas Ray, dever ser a maior delas –, as mulheres sempre viveram numa região de sombra, como coadjuvantes de uma história que não era a delas.

Dívida de honra, portanto, ilumina áreas obscuras da presença feminina nos anos da colonização do Oeste americano. Adaptado de um romance, o filme conta uma história dolorosa e de muita compaixão sobre quatro mulheres perdidas no meio do nada, numa região seca e isolada.

Essa é uma expressão que encerra em si uma espécie de paradoxo, uma vez que o gênero é, por excelência, terra de homens solitários e damas em apuros, que são, em geral, personagens secundárias e dependentes dos homens para sua salvação. O filme estreia nesta quinta (19).

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