sábado, 21 de março de 2015

“Mercado da Magdalena“: gastronomia, cultura e irreverência em um dos mãos aprazíveis locais de Recife



Um dos maiores redutos da cultura da capital pernambucana, o Mercado da Magdalena data de 1925 e foi inicialmente foi denominado Mercado do Bacurau, com menção ao pássaro madrugador, por ter, na época, seu funcionamento restrito ao horário noturno

Prédio histórico, em sua parte frontal há um pórtico, ostentando o antigo brasão do Recife. O mercado tem sua importância na Cultura e na Gastronomia pernambucanas e tornou-se um ponto de encontro de muitas festas e confraternizações entre amigos. Em sua parte externa há uma praça de alimentação, funcionando as 24 horas do dia, com comidas típicas regionais.

Apogeu no açúcar

O Bairro da Madalena já foi uma zona açucareira rentável. Quando pela doação das terras recifenses, a área passou a Pedro Afonso Durol que era casado com dona Madalena Gonçalves Furtado foi implantado um engenho de açúcar, cuja propriedade ficou conhecida como Passagem de D. Madalena.

Foi em 6 de fevereiro de 1925 que foi construído o Mercado do Bacurau, hoje, Mercado da Magdalena. Bacurau era um nome em menção a um pássaro madrugador e o local só funcionava à noite. Vale ressaltar também que sua inauguração só ocorreu em 19 de outubro, daquele mesmo ano, pelo governador Sérgio Loreto. Em 1960, o Mercado teve o piso reformado e por volta de 1982 foi restaurado.

Atualmente, o espaço conta com 180 boxes oferecendo produtos diversificados e funciona todos os dias, manhã e tarde, com exceção do dia de domingo em que é aberto apenas pela manhã.

Feira de passarinhos

Ao lado do Mercado, há a conhecida feira de passarinhos que, assim como a comercialização de animais, é autorizada e regulamentada pelo Ibama. Nesse trecho, gansos, pavões, galinhas e pássaros de várias espécies formam com suas gaiolas o corredor da Rua Luiz Agonia, próxima à praça de táxis. Porém, exposições de animais, rações e os mais diversos produtos também são encontrados lá. 

São cães, aves, peixes, coelhinhos das mais variadas espécies que cativam seus futuros donos com carisma. Eles são bem cuidados e todas as observações são postas nas gaiolas, incluindo justificativa da mudança das penas dos pássaros à indicações de não colocar a mão na boca dos animais nem alimentá-los. Tudo bem organizado.

Além dos utensílios como gaiolas, contêineres, aquários, alguns deles artesanais, onde é possível “flagrar” comerciantes fabricando seus próprios produtos para vendas, a exposição de animais é um evento que atrai bastante ao público, embora que no momento não há eventos em divulgação.

Gastronomia, cultura e irreverência


Um dos pontos de maior frequência na “praça de alimentação” é a concentração de encontros na Confraria dos Chifrudos e no bar do Jairo. Na confraria, há um sino onde o frequentador é convidado a tocá-lo, caso faça parte do grupo. O Mercado é um local que constrói grandes histórias e firma ótimas amizades. Quem vai, geralmente volta, quem não conhece, não pode deixar de ir e conferir de perto o que há de melhor oferecido da cultura nordestina.

Próximo à Confraria dos Chifrudos, o Box Canto Sertanejo apresenta a cultura regional através da divulgação musical, comércio de produtos alimentícios e bebidas diversas. No Canto Sertanejo, a exposição de uma camisa do 2º Encontro de Sanfoneiros do Recife, além da literatura de cordel, típica da região. É nele que a música e poesias preenchem as tardes de sábado dos que frequentam o Mercado.



Além do arroz da terra, também conhecido por “arroz vermelho”, da rapadura e produtos com mel, livros e CDs fazem parte do que lá é comercializado. O Box Sertanejo é conhecido como o local que reúne os matutos na cidade, mas é também onde artistas da cultura nordestina expõem seus talentos e divulgam seus CDs e trabalhos artísticos.

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