Construção - Reforma - Manutenção

Construção - Reforma - Manutenção
Clientes encantados é a nossa meta!

terça-feira, 3 de março de 2015

Com o projeto PARA SEMPRE DOMINGUINHOS, o Clube do Choro leva a Brasília o melhor da obra do cantor, compositor e sanfoneiro pernambucano








O mestre Dominguinhos nos últimos shows de sua carreira se fez acompanhar do acordeonista sergipano Mestrinho, de 27 anos e o considerava a grande revelação do instrumento nesta década

De 04 a 06 de março, Mestrinho e a cantora Liv Moraes, filha do consagrado sanfoneiro de Garanhus PE, são as atrações da abertura do projeto PARA SEMPRE DOMINGUINHOS, que o Clube do Choro realiza em 2015.

Ao lado do grupo Choro Livre, eles vão fazer um apanhado dos grandes sucessos compostos pelo mestre do acordeom nos dias 04,05 e 06 de março, incluindo "Só Quero um Xodó", "De volta pro Aconchego", "Lamento Sertanejo", "Isso Aqui tá Bom Demais", "Quem me Levará Sou Eu", "Abri a Porta" e muitos outros.

A programação de março e abril do Clube do Choro também inclui o maestro pernambucano Spock e seu grupo, o bandolinista paulista Danilo Brito, o trio carioca Madeira Brasil, o acordeonista cearense Waldonys, o violonista paraense Sebastião Tapajós, o guitarrista carioca Romero Lubambo, o gaitista gaúcho Renato Borghethi e o violonista gaúcho Artur Bonilla. Os shows do projeto, que até dezembro chegarão a 120, são sempre às quartas, quintas e sextas-feiras, e maiores informações poderão ser obtidas pelo telefone 0xx-61-3224-0599 ou pelo site www.clubedochoro.com.br.

TALENTO UNIVERSAL


Compositor, cantor, instrumentista e sobretudo homem do povo, José Domingos de Moraes é o que se pode chamar de um artista brasileiro autêntico. Formado nos circos e feiras livres do interior do país, muitas vezes tocando em troca de um prato de comida, transitou entre o sofisticado e o popular, a vanguarda e as raízes. E sentia-se tão à vontade entre artistas inovadores como Gil, Caetano e Gal, aos quais acompanhou em fases de grande sucesso, quanto ao lado de talentos rústicos da sua região de origem, capazes de cantar as dores e esperanças do homem ante a natureza inclemente.

Afilhado de Luiz Gonzaga e por ele nomeado seu sucessor, Dominguinhos conseguia assimilar elementos do choro, da bossa-nova e até do jazz, gêneros considerados complexos e requintados, sem perder a característica genuína do artista sertanejo que foi até morrer. A arquitetura musical intuitiva que ele soube construir tinha ângulos surpreendentes, inesperados, outros alegres e irresistíveis, entremeados a muitos de puro lirismo, sempre com a moldura de sua perícia incomparável ao acordeom.

Justamente por ter sido capaz de sintetizar em seu estilo a diversidade da nossa música popular é que Dominguinhos merece ser cada vez mais ouvido e apreciado. Artistas como ele são espécimes em extinção nesses tempos de idolatria à cultura globalizada. Parafraseando Tolstoi, Dominguinhos foi universal cantando seu Nordeste. Agora é preciso que a obra dele permaneça, para que algo fundamental não se perca na essência da alma brasileira.

As apresentações acontecem as Quartas, Quintas e Sextas-Feiras a partir das 21:00 horas. Ingressos: R$ 10,00 (meia) e R$20,00 (inteira)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!