terça-feira, 31 de março de 2015

Museu de Arte Moderna de Nova York celebra os 60 anos da arquitetura modernista da América Latina



O MoMA sedia exposição que vai apresentar até julho mais de 500 imagens, vídeos e maquetes de projetos executados entre 1965 e 1980, com destaque para a construção de Brasília, seus traços e a modernidade das suas linhas

A mostra é composta por documentos e plantas originais do arquiteto e urbanista Lúcio Costa, que venceu o concurso para o desenho da capital; e do arquiteto Oscar Niemeyer e do engenheiro Joaquim Cardoso para a construção do Congresso Nacional.
O Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York, nos Estados Unidos, apresentará até o dia 19 de julho a exposição “Latin America in Construction: Architecture 1965-1980”, que reúne mais de 500 imagens, croquis, maquetes e vídeos dos principais trabalhos arquitetônicos de capitais da América Latina, com destaque para a construção de Brasília durante a década de 50.

Apesar de contemplar os projetos arquitetônicos executados entre 1965 e 1980, a exposição retrata os principais acontecimentos que antecederam o fortalecimento do movimento modernista nas três décadas anteriores, com o objetivo de celebrar os 60 anos da arquitetura modernista em países latino-americanos.
Destaque para Brasília
A exposição mostra como Brasília foi erguida no meio do cerrado a partir de um concurso para escolher o melhor projeto para a nova cidade. Em documentos da época, o arquiteto e urbanista Lúcio Costa disse que nem pretendia competir, ele não tinha nem escritório. Apresentou um projeto curto, resumido e justificou: "Não terei perdido meu tempo nem tomado o tempo de ninguém".

Como se sabe, foi exatamente este o projeto vencedor. Brasília seguiu os traços dele e foi disposta ao longo de dois eixos que lembram a forma de um avião, com suas asas e o imenso corpo que é o eixo central da capital brasileira.

Semana Santa:período de meditação, reflexão, recolhimento e do caminho que queremos para as nossas vidas





Quais os mistérios que cercam a Semana Santa? No seu âmago, ela deve ser um período de meditação, reflexão, recolhimento. Por quê? Para quê? Para meditarmos sobre as nossas próprias vidas, o que temos feito para sermos melhores como seres humanos e como servos de Deus


E na contemporaneidade? Deturpou-se tudo: grande parte das pessoas consomem carne vermelha, quarta e quinta-feira são dias normais e, na Sexta Feira, inventaram o “baba do vinho”, onde após disputar o jogo de futebol com muitos xingamentos e entradas duras, todos se empanturram de bacalhau, moqueca, vatapá, caruru, tudo regado a muito vinho e outras bebidas alcoólicas. 
O que era para ser um dia de jejum, virou uma verdadeira orgia gastronômica.
Nos primórdios da minha infância, lembro-me bem do absoluto respeito que nossa família devotava à Semana Santa. As proibições iam muito além de não comer carne vermelha da Quarta-Feira de Trevas, - como se dizia à época, - até a Sexta-Feira Santa. Nada de desavenças entre as crianças, sequer falava-se alto e, principalmente, as orações antes das refeições eram itens obrigatórios. Na Sexta-Feira Santana, meu pai não ordenhava as vacas, ninguém fazia qualquer trabalho braçal e os adultos jejuavam até a hora do almoço.
Como se trata de um período dedicado à reflexão, compartilho abaixo o texto do “Orientar Centro Educacional”, que aborda o tema com muita propriedade.

Euriques Carneiro

"Ser cristã e cristão nos dias de hoje requer muita atenção a tudo o que nos cerca. O nosso mundo, o mundo atual vem embalado de várias formas, todas elas muito sedutoras. É um mundo onde tudo se pode comprar. De objetos pessoais até viagens à Lua. É um mundo inebriante, que salta os olhos. Que nos leva a crer que tudo é possível se tivermos dinheiro.

Será que podemos comprar amor, carinho? Podemos comprar dignidade? Podemos comprar solidariedade, compaixão? Podemos comprar valores como honestidade? Verdade? Não. Mas, se não podemos comprar estes bens, como conseguir encontra-los em um mundo tão consumista que estimula o “TER” e deixa em segundo e terceiro plano o “SER”?

Procuremos, portanto, nesta semana, retomarmos atitudes perdidas ao longo do tempo, mas que eram tão presentes na nossa infância. Vamos vivenciar esta Semana Santa não só como mais um feriado para descanso, mas sobretudo, dias para que nos recolhamos, nos voltemos para nós mesmos. Façamos um exercício de autoconhecimento. Ao nos dar a conhecer, certamente estaremos mais próximos de Deus e consequentemente mais próximos de nossa(o)s irmã(o)s.

Creio que se nos dermos esta chance, se nos amarmos como Jesus nos amou, conseguiremos reverter alguns dos males deste século o estresse – a solidão – a depressão e conseguiremos dar mais significado a VIDA, percebendo no OUTRO(A) o Cristo ressuscitado. Feliz Páscoa!"

segunda-feira, 30 de março de 2015

Filme brasileiro "Ausência" vence o Festival Cinelatino de Toulouse





Com seu filme “Ausência”, o cineasta brasileiro Chico Teixeira foi o ganhador, no último sábado, do grande prêmio do Festival Cinelatino de Toulouse, película que narra o amadurecimento prematuro do personagem Serginho, após ser abandonado pelos pais, obrigando-o a emancipar-se


Composto pelo cineasta mexicano Pedro González Rubio, pela brasileira Juliana Rojas e pelo búlgaro Lubomir Bakchev, o júri valorizou "a maturidade da visão sobre a dificuldade de crescer na ausência dos pais, o que obriga Serginho [de 14 anos] a se emancipar".

Apesar de se tratar de um longa de ficção, o carioca Chico Teixeira não abandona em "Ausência" o olhar de documentarista do início de sua carreira. O brasileiro "Beira-Mar", de Filipe Matzembacher e Márcio Reolon, era um dos filmes na disputa pelo prêmio de melhor longa.

Mais Brasil
Na sexta-feira, o também brasileiro "Tudo Vai Ficar da Cor que Você Quiser", de Letícia Simões, já havia conquistado o prêmio de melhor documentário.

Um dos favoritos no festival, "Ixcanul" (2015), do guatemalteco Jayro Bustamante, recebeu o Prêmio do Público e o da Crítica francesa. O filme já havia conquistado o Urso de Prata no Festival de Berlim e o prêmio de melhor filme no Festival de Cartagena.

Já o cubano Carlos Machado Quintela levou o prêmio FIPRESCI, da Federação Internacional da Imprensa Cinematográfica, por "La obra del siglo" (2015), sobre as esperanças e desesperanças de três gerações de cubanos da "Cidade Nuclear".

Dedicada à juventude, a 27ª edição do Festival Cinelatino de Toulouse terminou ontem, domingo, com a exibição das produções vencedoras do festival.

Fonte: Emol

domingo, 29 de março de 2015

A concessão de canais de TV no Brasil: patrimônio do Estado e não de entidades privadas





Desde o pleito presidencial de 2014, muito se tem falado sobre as concessões de emissoras de TV e a sua atuação junto à sociedade, pois se trata de um serviço público, garantido pela Constituição e disponibilizado à iniciativa privada por meio de concessão. Por ser então um espaço público, é patrimônio do Estado, não do governo e nem de entidades privadas
  

Há muito tempo questões ligadas à produção audiovisual andavam esquecidas das pautas dos meios de comunicação, com exceção da imprensa especializada e publicações científicas. Com a digitalização do sinal e todos os desdobramentos técnicos e de conteúdo que o novo sistema irá proporcionar, a televisão tem ocupado espaço na agenda, não apenas na cobertura factual, como também em análises sobre o contexto no qual vem se desenhando a política de migração digital.

Embora se tratando de um bem público, a implantação da televisão brasileira trilhou o caminho inverso ao dos modelos europeu e norte-americano. Começou privada, e somente depois de quase 20 anos, o telespectador brasileiro (inicialmente apenas os paulistas) passou a ter acesso ao modelo de TV pública, com a criação da TV Cultura.

Nesse período também foram formadas as redes de alcance nacional. E, há menos de 20 anos, com a implantação dos sistemas por assinatura, o telespectador de maior poder aquisitivo passou a ter acesso a uma programação segmentada e maior diversidade de conteúdo do que os disponíveis nas emissoras abertas.

Instrumento de unificação cultural

A história da televisão brasileira está disponível em várias publicações, principalmente sua cronologia de implantação. Mas o tema ainda não merece, principalmente por parte dos pesquisadores, uma atenção em volume compatível com a “avassaladora” (no entender de muitos) presença da TV no cotidiano das pessoas.

Influindo nas conversas, na decoração das casas, na vida cotidiana, na informação e no lazer. Exerce, inclusive, grande influência na formação do senso de unidade nacional e, paradoxalmente, as reflexões a seu respeito são norteadas muito mais pela tendência à “demonização” do veículo, criticando-o por princípio e por preconceito.

Sabe-se que em televisão a maior qualidade implica, muitas vezes, a redução da audiência, deslocando-se o conceito de ‘elitismo’. Por baixa que seja a audiência, o público é de centenas de milhares de telespectadores, superior à audiência de qualquer outro meio. Outro fato que a justifica está na própria economia. 

Coberturas esportivas são destaque da televisão brasileira, cujas cotas de patrocínio superam, em rentabilidade para os clubes, a própria venda dos ingressos. E há quem acredite que, futuramente, a exportação de produtos audiovisuais passe a ocupar, na balança comercial, um status tão importante quanto os produtos agrícolas, como a soja.

As concessões de cunho político

Por serem concessões públicas, o rádio e a TV eram os meios mais suscetíveis à censura. Ao contrário de outros veículos, que manifestavam claramente posições críticas, a TV optou pelo gênero predileto do público-alvo – o melodrama das telenovelas e uma linha popularesca de programação. No campo do jornalismo, permaneceram como exceções programas de entrevistas e de debates políticos, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a exemplo do Pinga-fogo, da TV Tupi de São Paulo.

A ditadura na TV

No final de 1968, com o acirramento da censura por parte do regime militar, a participação do jornalismo ficou ainda mais reduzida, e os telejornais se mantinham no ar apenas para cumprir a legislação, com algumas exceções.

Um fato que marcou o telejornalismo durante o regime militar foi a morte do diretor de jornalismo da TV Cultura de São Paulo, Vladimir Herzog, que havia assumido o cargo em setembro de 1975, depois de ter sido aprovada sua indicação pelo SNI (Serviço Nacional de Informações). O Brasil vivia o início da abertura política, mas Herzog foi mais uma vítima do regime.

Os movimentos musicais também encontraram acolhida na TV, especialmente a partir dos festivais organizados pela Excelsior, Record e Globo, a partir de 1965. Durante dez anos foram revelados jovens artistas que retratavam a realidade brasileira de modo bastante combativo, mesmo diante da força da censura.

Início da abertura

A abertura política não significou liberdade de expressão, como a minissérie 'O pagador de promessas', que foi reduzida por se referir à reforma agrária. E, como se verificou depois, o pedido inicial de interdição total não partiu da censura e, sim, do patrocinador, o grupo Bradesco Seguros.

Questões político-ideológicas não foram os únicos motivos para que a censura mostrasse sua força e um dos exemplos foi a novela Roque Santeiro, da Globo, que em 1985 apresentou uma Regina Duarte totalmente repaginada, e um Lima Duarte cujos fetiches viraram bordões. Dez anos antes, com menos de 30 capítulos gravados, a trama de Dias Gomes foi interrompida com a seguinte explicação: “ofensa à moral, à ordem pública e aos bons costumes, bem como achincalhe à Igreja”.

A Constituição de 1988 estabeleceu o fim da censura, sendo implantado o sistema de classificação etária. Mesmo assim, em 1993, o autor José Louzeiro teve sua novela O marajá proibida antes mesmo da exibição, respeitando uma liminar impetrada pelo ex-presidente e atual senador da República, Fernando Collor de Mello (que se sentiu retratado no papel-título), com base na garantia constitucional de preservação da imagem.

Entre o público e o privado

Passados 20 anos de promulgada a Constituição, ainda esperamos a regulamentação das questões que podem nortear uma política pública para a televisão, respeitando seus preceitos de complementaridade entre os sistemas público, estatal e privado. E, principalmente, uma revisão do sistema de concessão, em que a sociedade possa intervir nas decisões que, hoje, cabem unicamente aos poderes Executivo e Legislativo federais.

Papel preponderante cabe às emissoras públicas (educativo-culturais, universitárias, comunitárias, legislativas e as estatais) que, ao se fortalecerem enquanto campo, possam oferecer alternativas a esse modelo tão centralizador. Afinal, estamos tratando de um serviço público, e devemos lutar para que seja de qualidade.

Exposição em Salvador vai mostrar o lado ilustrador de Dorival Caymmi



O lado ilustrador do cantor e compositor Dorival Caymmi vai ser exposto em uma mostra que será lançada amanhã, 30 de março, no Teatro Castro Alves, em Salvador BA  

Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo vão conhecer Dorival Caymmi por outro prisma, com a mostra inédita que reúne obras do artista, tendo como inspiração suas próprias canções“Aos Olhos de Caymmi” é a exposição que mostra outra faceta artística de Dorival Caymmi

Esse lado artístico do cantor e compositor baiano será revelado durante a exposição “Aos Olhos de Caymmi”. Na esteira das comemorações pelo centenário do artista, a mostra será lançada no dia 30 de março de 2015, às 19h30, no Foyer do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador (BA). Durante o evento, Danilo Caymmi, filho do artista, apresentará uma palestra show apenas para os convidados.

A partir da interação e observação do seu universo particular, o artista traduziu nas suas composições e consequentemente, nas imagens, cenários tipicamente baianos: o coqueiral de Itapuã, a areia branca do Abaeté, as festas populares, uma puxada da rede, uma festa popular ou um acarajé com vatapá. Em “Aos Olhos de Caymmi”, o público vai conhecer dez ilustrações feitas a partir de canções de sua autoria. Com visitação gratuita, a mostra permanece no local até 03 de maio, de terça a domingo, das 12h às 18h.

O projeto, que ainda será levado para São Paulo e Rio de Janeiro, conta com a curadoria de Rose Lima, que possui 18 anos de experiência no mercado cultural. “Buscamos conectar o universo de inspiração de cada ilustração reunindo música, partitura, contexto, fonograma, intérpretes, admiradores e algumas curiosidades. 


Assim, apresentamos o pintor Dorival Caymmi, cujos olhos de artista traduziu palavras e sons em imagens”, acrescenta a curadora. A exposição tem a produção assinada pela empresa Hasta La Luna Iniciativas Culturais.

Evento de abertura 


Danilo Caymmi, filho mais novo do artista homenageado, fará uma palestra cantada no Foyer do teatro durante o evento de abertura, interpretando as canções ilustradas pelo pai. Danilo afirma que no dia 30 vai “expor para o público os contos de meu pai de forma dinâmica e interativa, com o objetivo de perpetuar a história, promover a cultura local e fortalecer a memória nacional”. 

Esta exposição está sendo considerada pelo artista “a menina dos olhos” do centenário de Caymmi. Ele disse ainda que “o público precisa conhecer os personagens da Bahia.

Além da mostra para marcar o centenário do artista, foi lançado em 2014 a reprodução de um caderno datado do ano de 1984 com os desenhos que servem de base para a exposição. Neste material, encontram-se ilustrações que ele produziu sobre as músicas “Marina”, “Dora”, “Rosa Morena”, “João Valentão”, “Vou vê Juliana”, “Rainha do Mar”, “O que é que a baiana tem?”, “A Preta do Acarajé”, “Vatapá” e “Milagre. O caderno ainda vem com um autoretrato do cantor.

sábado, 28 de março de 2015

Desde 1972, o ‘Dia Nacional do Circo’ é 27 de março, em homenagem ao palhaço Piolin



A escolha da data para comemorar o Dia Nacional do Circo tem um motivo forte. Foi no dia 27 de março de 1897 que nasceu em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Abelardo Pinto, filho de Galdino Pinto, dono do Circo Americano

Piolin lutou pelas artes circenses e teve o seu trabalho reconhecido. De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, em 1972, para comemorar 50 anos da Semana de Arte Moderna, o circo de Piolin foi armado no Belvedere do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e, nesse ano, a data de aniversário do palhaço se transformou no Dia Nacional do Circo.

O menino cresceu no circo e, em meio às brincadeiras, ia aprendendo funções da arte que mais tarde passou a defender – das acrobacias ao contorcionismo até se tornar palhaço, a figura central do circo, e passar a ser chamado de Piolin, em 1918.

Apesar da falta de apoio à arte circense, há motivo para comemoração, com os projetos montados para fomentar a atividade. Esses projetos ajudam a espalhar a cultura pelo país, já que o circo é uma casa de espetáculo itinerante e vai a lugares onde nenhum outro espetáculo ao vivo aparece. Nas cidades mais distantes, nos territórios mais remotos, a presença do circo está lá. Ele leva a arte e a cultura aos lugares mais inóspitos do país.

Nesta sexta-feira, 28, como que para atender à pergunta que os palhaços costumam fazer – Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor... – ele vai ocorrer em várias partes do país. Na Escola Nacional de Circo (ENC), que fica na Praça da Bandeira, zona norte do Rio, e é a única instituição pública de formação circense ligada ao Ministério da Cultura, cerca de 500 alunos e 40 professores vão participar do espetáculo Tudo Novo de Novo, marcado para as 10h.

A escola, criada em 1982, já formou artistas que chegaram a integrar o Cirque du Soleil, companhia canadense que se espalhou pelo mundo. “A escola reúne artistas de múltipla formação, com diversas técnicas circenses, não só os oriundos do circo itinerante, e permite que eles assumam nova perspectiva na sua formação. A escola concentra todos os equipamentos e profissionais qualificados para o trabalho e é a única na América Latina desse tipo.

Vale lembrar que vários alunos, depois de terminar a carreira como artistas, retornam à escola para trabalhar como professor. Os alunos são procedentes de todos os estados do país. Desde 2010, a escola tem um programa de bolsa de estudos que permite a alunos de todo o Brasil fazer pelo menos o início da escola contemplados com o benefício. A escola tem alunos de todo o país com formação de circo em suas regiões e alunos que vêm da ginástica olímpica, da dança, inclusive formados em educação física. Eles procuram a escola para uma complementação da sua formação.

Neste Dia Nacional do Circo há que se comemorar e festejar a celebração do circo como um todo. Com uma conjuntura cultural favorável, o circo vive um momento de fortalecimento como linguagem, como manifestação artística e esse é o principal ponto para celebrar neste Dia Nacional do Circo.

Referência: Agência Brasil

Festival comemora 20 anos apresentando 109 documentários de 31 países





Completando 20 anos, o Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade começa no dia 9 de abril, em São Paulo, e no dia 10 de abril, no Rio de Janeiro, apresentando 109 filmes de 31 países, 16 deles inéditos


Segundo Amir Labaki, fundador e diretor do festival, serão feitas neste ano três homenagens. “Há, na verdade, três efemérides a celebrar: os 80 anos de um dos maiores cineastas brasileiros, Vladimir Carvalho, o centenário de nascimento de um de nossos inspiradores, Orson Welles (1915-1985), e as duas décadas do festival”, disse ele.

Os 80 anos de Carvalho serão celebrados com a apresentação de quatro de seus principais longas e dois retratos biográficos dedicados a ele, entre eles o filme Conterrâneos Velhos de Guerra (1991), que conta histórias dos trabalhadores, de todas as partes do Brasil, que participaram da construção da nova capital, Brasília.

O centenário de Welles, por sua vez, será comemorado com a exibição de It’s All True – Baseado em Um Filme Inacabado de Orson Welles (1993), de Bill Krohn, Myron Meisel e Richard Wilson, um filme sobre o documentário interrompido rodado por Welles no Brasil em 1942, além da versão restaurada de Verdades e Mentiras (F for Fake, 1973), um ensaio sobre o verdadeiro e o falso, a autoria e a arte, desenvolvido a partir de um perfil do falsificador de pinturas do século 20 Elmyr de Hory (1905-1976).

Os 20 anos do festival serão comemorados especialmente com duas mesas-redondas, que vão discutir a produção documental do período, e uma retrospectiva de filmes chamada 20! Vinte aos Pares.

A sessão de abertura vai apresentar o filme Últimas Conversas, o último documentário dirigido por Eduardo Coutinho (1933-2014). Com cerca de uma hora e meia de duração, Coutinho dialoga com jovens estudantes cariocas. "Últimas Conversas não carregava, de origem, as marcas de um filme de despedida, mas é um belíssimo fecho para uma das obras mais originais da história do documentário mundial e do cinema brasileiro”, disse o diretor.

O festival termina no dia 19 de abril em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas depois seguirá para Belo Horizonte (29 de abril a 4 de maio), Santos (7 a 10 de maio) e Brasília (27 de maio a 1º junho). A entrada é gratuita.


Referência: EBC

sexta-feira, 27 de março de 2015

“Dicionário Biográfico Cangaceiros e Jagunços” é lançado por Renato Bandeira, na terra de Lampião, Serra Talhada PE


Renato 1

Jornalista, escritor e apaixonado pela história do cangaço, Renato Luiz Bandeira, esteve em Serra Talhada, terra do cangaceiro Virgolino Lampião, para lançar o “Dicionário Biográfico Cangaceiro e Jagunços”, que reúne 1.200 nomes de cangaceiros e jagunços que atuaram no Nordeste brasileiro desde o final do século XVII 

Renato é apaixonado pela pesquisa e cultura, e afirma que sempre teve uma atração pelo cangaço. Mesmo tendo nascido em Salvador, o jornalista foi atraído pelo Sertão. Na vida do escritor sempre estiveram presentes a seca, o modo de vida do sertanejo e suas crenças.

Apesar de ter nascido em Salvador, o universo do sertão sempre lhe atraiu. A seca, o modo de vida do sertanejo, suas crenças e seus costumes, sempre estiveram muito presentes na vida do escritor, que mesmo depois de já ter escrito mais de 21 obras, entre elas oito na literatura infantil, algo o atraia para o universo do cangaço.

O escritor, em recente entrevista, revelou que embora faça incursões pelo conto e romance, sua grande paixão de fato é a pesquisa, tanto que trás em seu currículo, trabalhos em arqueologia e até em ufologia.

“Sou de família de comerciantes… empresários e, deveria ter ido estudar na Europa, como meus outros irmãos, mas peitei meu pai… encarei e disse a ele, quero ficar aqui, meu lugar é no sertão, e assim fiz”, declarou Renato Luiz e reconhece ser um daqueles que quando abastados são chamados de “excêntricos, quando não são malucos mesmo”, afirma de forma bem humorada.

Modesto, o jornalista não vê sua obra como algo fenomenal e não dá a importância que a mesma tem para estudiosos e pesquisadores pois a sua intenção é atingir as pessoas que se identificam com o mundo do cangaço e do sertanejo em si.

6000 km pelo Nordeste

Renato Luiz Bandeira é sócio efetivo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e presidente da Academia de Letras e Artes da Chapada Diamantina, mas largou tudo e resolveu fazer uma peregrinação por todo nordeste, “uma expedição de 6.000 quilômetros”, que faz solitariamente viajando em carro popular. Tem 65 anos e conforme diz. Desde a adolescência que “viaja” pelo mundo das letras e da cultura.

“Lampião não entrou em Mossoró, mas eu vou entrar”, brinca ela quando fala desta sua jornada, e em todas as suas falas, deixa transparecer toda sua paixão pelo que abraçou, “tenho consciência de que venho fazendo minha parte” diz modestamente, sem querer rotular de que com a sua mais recente obra: Dicionário Biográfico Cangaceiros e Jagunços presta um grande serviço para memória e história do país.

Em Serra Talhada seu livro pode ser encontrado na Fundação Casa da Cultura de Serra Talhada, ou, quem desejar pode entrar em contato com o autor pelo e-mail: renatoluisbandeira@gmail.com

Tradição da Páscoa: consumir peixe da Quarta até a Sexta-Feira Santa e muito chocolate no domingo



Um dos mandamentos da Igreja Católica é abster-se de carne [vermelha] e observar o jejum nos dias por ela estabelecidos [Quarta-feira de Cinzas, Quinta e Sexta-feira Santas]. Essa convenção remonta ao século XI, quando o Papa Urbano II a determinou como prática de penitência

O peixe, símbolo profundo na tradição cristã, tornou-se assim, uma opção para o consumo de carne na Semana Santa. Em grego, a palavra peixe – ichtys – servia para a identificação entre os seguidores de Cristo quando eram perseguidos. São as letras iniciais da seguinte frase, em grego: “Jesus Cristo, Filho de Deus Salvador”.

Em quase todas as regiões brasileiras o peixe reina em inúmeras receitas culinárias elaboradas especialmente para o período da semana santa. A variedade de pescados típicos do litoral brasileiro estimula o seu preparo nas mais diversas formas. 

Os ingredientes locais, herança das culturas étnicas – portuguesa, hispânica, africana e ameríndia –, são responsáveis pela adequação dos alimentos do período pascal ao paladar de cada região. Neles são acrescentados condimentos africanos, indígenas, muito de adaptação do povo brasileiro aos costumes portugueses – azeite, vinhos e bacalhau –, temperos e iguarias.

Tradição do bacalhau

A presença do bacalhau na mesa brasileira remonta as primeiras décadas da colonização portuguesa e sua origem é, basicamente, do mar da Noruega. Bacalhau é o nome “genérico” de quatro peixes, o Saithe, o Ling, o Zarbo e, o mais nobre deles, o Cod. Com o bacalhau são elaborados pratos que, muitas vezes, seguem à risca a maneira como o povo lusitano o prepara ou de outra forma, com adaptações ou acréscimos, sem comprometer o sabor.

Já o costume português, incorpora, na Páscoa também a carne de cordeiro. Segundo o Antigo Testamento, na Páscoa dos judeus, um cordeiro era sacrificado e degustado na ceia. O animal deveria ser macho, de um ano e sem defeito, assado inteiro, sem quebrar os ossos, acompanhado de ervas amargas e pão ázimo. No Brasil, poucos fieis adotariam esse cardápio. A maioria prefere o bacalhau, camarão, lagosta, crustáceos e peixes de todos os tipos.

Ovos de Páscoa

A presença dos ovos na Páscoa remonta à antiga Pérsia – onde eram utilizados ovos de galinha – para evocar a vida no final do inverno. Os orientais tinham como costume cozinhá-los com beterraba e, após a infusão de ervas como açafrão, embrulhá-los com cascas de cebola. Os egípcios, persas e chineses distribuíam os ovos, que depois de retirados da casca ficavam com desenhos mosqueados, no início da primavera. Para eles, o ovo significa, sobretudo, a origem da vida. O hábito foi adotado, séculos depois, pelos cristãos como símbolo oficial da Páscoa representando a ressurreição da Humanidade.

Os ovos naturais foram utilizados durante alguns séculos pelos católicos, mas com o decorrer dos anos foram substituídos pelos de chocolate. Vindos de Paris, chegaram ao Brasil na segunda década de 1900 e poucos tinham acesso à guloseima. Depois do avanço dos processos industriais, que permitiu maior produção e diminuição do custo, o ovo de chocolate ganhou espaço na mesa de quase todas as famílias.

III Festival Internacional da Sanfona será realizado em julho, em Juazeiro e Petrolina



As cidades de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco, vão sediar de 14 a 18 de julho, a terceira edição do Festival Internacional da Sanfona, e constará do evento uma programação extensa e eclética, com concursos, exposições, oficinas, workshops e shows nacionais e internacionais,exaltando a cultura popular brasileira

Na grade de atrações, concursos, exposições, oficinas, workshops e shows nacionais e internacionais, exaltarão a cultura popular brasileira, tantas vezes desprezada em grandes eventos e meios de comunicação.A 3ª edição do festival que reúne grandes nomes da música nacional e mundial em Juazeiro e Petrolina, o Festival Internacional da Sanfona, já se tornou um evento já consagrado, que vem encantando e deixando saudades desde 2010 - quando foi realizada a última edição. Desta feira, o festival oferecerá ao público uma programação extensa e eclética.

Hermeto Pascoal, Dominguinhos, Luizinho Calixto, Mestre Camarão, Cicinho de Assis, Quinteto de cordas da Paraíba, Sexteto Pernambucano de Acordeon, Renato Borghetti e muitos outros artistas já fizeram parte da programação de shows.

Targino Gondim

A edição 2015 contará com algumas novidades. Em recente entrevista, Targino Gondim nos disse que o evento acontecerá nas duas cidades: “Os patrocinadores gostam da ideia do festival dessa forma e nós também, queremos agregar as duas cidades neste projeto” disse o sanfoneiro de ouro.

Sobre o que acontecerá no festival, o autor de “Esperando na Janela” falou que será no mesmo formato dos anos anteriores, porém com algumas novidades. Haverá no Grande Hotel de Juazeiro workshops e exposições durante todo o dia, além de shows à noite no Centro de Cultura. Em Petrolina, também haverá show na Concha Acústica: “A novidade deste ano serão os shows diários”.

A cada noite, serão convidados artistas de cada região do país que se apresentarão mostrando a peculiaridade de cada lugar, enriquecendo ainda mais o evento. Representantes do sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste mostrarão o melhor da sanfona” conta Targino que acredita que a programação sairá até o final de abril.

quinta-feira, 26 de março de 2015

3º FESTIVAL ARTES DO SAGRADO 2015 – EVENTO CULTURAL AGITA SALVADOR ATÉ O DIA 05 DE ABRIL


Clique para ver a agenda de Festival Artes do Sagrado 2015


Integrada às comemorações dos 466 anos de Salvador, a 3ª edição do Festival Artes do Sagrado realiza de hoje, 26, até o começo de abril, em diversos pontos da cidade, uma série de eventos culturais que buscam levar ao público o sagrado presente na música, dança, artesanato, gastronomia e teatro

Para este mês, a programação traz gratuitamente quatro concertos e uma palestra com o religioso dominicano Frei Betto, que abordará temas ligados à educação com confronto com a crise da modernidade.

Abertura sonora

Para abrir o festival, a Orquestra de Câmara do NEOJIBÁ junto com a maestrina e fagotista inglesa Catherine Maguire e o oboísta britânico Gordon Hunt – ambos convidados especiais – realizam concerto às 19h desta quinta (26), na Igreja de São Francisco (Pelourinho).

Mais concertos

Já na sexta (27), às 20h, o Farol da Barra recebe a apresentação do instrumentista Jaques Morelenbaum e do seu CelloSam3aTrio; e no domingo (29), às 20h30, a do Concerto da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) com a participação do violonista espanhol Pablo Villegas.

Na segunda (30), às 19h, a Orquestra de Violões da UFBA se apresenta na Igreja de São Francisco. No dia seguinte (31), às 16h30, é a vez de acontecer o recital de música antiga em órgão de tubo na Basílica Nossa Senhora da Conceição da Praia (Comércio).

Sermão com Frei Betto

O festival promove ainda, às 17h desta sexta (27), na Arena do Teatro Sesc/Senac Pelourinho, uma oratória com o escritor e teólogo Frei Betto. Na ocasião, o militante de movimentos sociais e pastorais discorre sobre o tema “Educação da subjetividade e crise da modernidade”.

· Salvador

· 71 3494-0966 | contato@festivalartesdosagrado.com.br

· De 26/3 a 5/4

· Grátis

· Festival Artes do Sagrado


· http://festivalartesdosagrado.com.br/


Lollapalooza Brasil acontece nos dias 28 e 29.03, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo



A programação das atrações do Lollapalooza Brasil 2015 já tem shows e bandas confirmadas. O Lineup completo foi divulgado no dia 16.11 às 22 horas, com mais de 50 atrações que irão se apresentar em 5 palcos diferentes

O Lollapalooza 2015 Brasil será realizado nos dias 28 e 29 de março no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda.
Lollapalooza 2015 Lineup – Bandas e Atrações do Festival no Brasil

As principais atrações do Lollapaloza Brasil 2015 serão:

Dia 28 – Sábado

Palco Skol

12:05 – Baleia
13:45 – Banda do Mar
15:55 – Alt-j
18:20 – Robert Plant
21:15 – Jack White

Palco Onix

12:55 – Bula
14:50 – Fitz and the Tantrums
17:00 – Kasabian
19:40 – Skrillex

Palco Axe

12:00 – 89 FM
13:00 – Boogarins
14:15 – Nem Liminha Ouviu
15:30 – Kongos
17:00 – St. Vincent
18:45 – SBTRKT
20:15 – Mariana and the Diamonds
21:45 – Bastille

Palco Perry

13:00 – Anna
14:15 – Vintage Culture
15:30 – E-Cologyx vs Jakko
16:45 – DJ Snake
18:15 – Dillon Francis
20:00 – Ritmo Machine
21:30 – Major Lazer

Dia 29 – Domingo

Palco Skol

11:50 – Scalene
13:30 – Molotov
15:25 – Interpol
17:35 – Foster The People
20:15 – Pharrell Williams

Palco Onix

12:40 – Far From Alaska
14:20 – Rudimental
16:30 – The Kooks
18:55 – DJ Calvin Harris

Palco Axe

12:00 – Dr. Pheabes
13:00 – Mombojó
14:30 – O Terno
16:00 – Three Days Grace
17:30 – Pitty
19:00 – Young the Giant
20:30 – Smashing Pumpkins

Palco Perry

12:15 – Chemical Surf
13:15 – Fatnotronic
14:14 – Victor Ruiz AV Any Mello
15:15 – Big Gigantic
16:30 – Carnage
17:45 – The Chain Smokers
19:15 – Childish Gambino
20:45 – Steve Aoki


Lollapalooza Chicago

Já a versão original do festival Lollapalooza, que acontece em Chicago, terá sua edição de 2015 entre os dias 31 de Julho e 02 de Agosto, próximos, no Grant Park

A organização do evento anunciou ontem quarta-feira (25) mais de 130 atrações, entre elas Paul McCartney, Metallica e Florence and the Machine. Essa é a primeira aparição do ex-Beatle no Lollapalooza e também a primeira vez que o Metallica é headliner desde 1996.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Para celebrar os 40 anos, Grupo Corpo monta espetáculo com duas coreografias



A peça, que deverá ser a segunda coreografia do novo espetáculo do Corpo, cuja abertura provavelmente será feita com a de autoria de Samuel Rosa & Cia., do Skank, tem trilhas, composições de Marco Antônio Guimarães e interpretações do Uakti e da Filarmônica

Recém-chegados da turnê de 45 dias pela Europa, com direito a passagens por Inglaterra e Alemanha, os bailarinos do Corpo entraram de férias na terça-feira, retornando ao trabalho em 19 de janeiro, quando irão embarcar para uma nova turnê, com apresentações previstas na França e nos Estados Unidos. 

Ainda sob o efeito dos exatos 46 minutos e 45 segundos de duração da nova peça que Marco Antonio Guimarães compôs para o Grupo Corpo, Rodrigo Pederneiras deixou o Estúdio Bemol, na Serra, Centro-Sul de Belo Horizonte, na tarde de terça-feira, consciente de que jamais havia ouvido algo do gênero.

“Nossa, é das coisas mais geniais que já ouvi. De formato completamente diferente”, disse a respeito da trilha sinfônica que uma das companhias de dança contemporânea mais importantes do país irá unir à também inédita que o Skank vai compor para a montagem do espetáculo comemorativo dos 40 anos de atividades, no ano que vem.

Autor de 'Uakti' (1988), '21' (1992), 'Sete ou oito peças para um ballet', com Philip Glass (1994), e 'Bach' (1996), Marco Antônio Guimarães foi convocado pelos irmãos Rodrigo (coreógrafo) e Paulo Pederneiras (diretor artístico) para compor a trilha que, além do Uakti, conta com a participação da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais (OFMG), sob a regência de Fabio Mechetti.

A peça, que deverá ser a segunda coreografia do novo espetáculo do Corpo, cuja abertura provavelmente será feita com a de autoria de Samuel Rosa & Cia., do Skank, vai unir duas vertentes musicais (sinfônica e pop) que, por mais que possam ter se distanciado, andam cada dias mais próximas na cena nacional. A trilha de Marco Antônio, que mescla instrumentos de orquestra com os do Uakti, feitos à base de PVC e outros materiais, tem tudo para impactar.

Grandeza

Em abril, eles iniciam os ensaios das duas novas coreografias que irão compor o espetáculo inédito, ainda sem título, cuja estreia ocorrerá em agosto. “Agora é a minha vez de entrar em ação”, disse Rodrigo a Marco Antônio. “O meu papel agora é dormir com ela”, acrescentou a respeito da trilha, em tom de brincadeira. “Escutar, escutar, escutar”, explicou o processo de criação da nova coreografia, enquanto a do Skank será entregue à jovem coreógrafa Cássia Abranches, que também foi bailarina do Corpo.

“Nada melhor do que apresentar a pessoa que vai ficar em meu lugar”, justificou o apoio à jovem, que é casada com o filho de Rodrigo, Gabriel Pederneiras, que já divide com o tio Paulo Pederneiras funções como produção e iluminação na companhia. Na opinião de Rodrigo, a nova composição de Marco Antônio Guimarães para o Corpo é de uma grandeza impressionante.

Geometria no palco

Improvisação “Vou ter de tirar dúvidas com ele”, anunciou o coreógrafo, impressionado, principalmente, com a questão rítmica da nova trilha. Se em 21 o mago do Uakti explorou a divisão em sete, agora, em alguns momentos, Marco Antonio Guimarães optou pela divisão em 11. “É uma ideia antiga de trabalhar com figuras geométricas”, explica o compositor, que em determinado trecho da composição explora 11 tempos, em frases de 11.

“É uma divisão diferente, mas tem uma lógica”, pondera o músico, salientando que a divisão em 11 é a versão sinfônica do trabalho que ele fez antes e depois de 21. De acordo com o compositor, a nova dezena explorada por ele partiu da ideia de partituras que estimulassem a improvisação. “Que fosse exata e valorizasse figuras geométricas como o triângulo, quadrado, hexágono”, acrescenta Marco Antônio Guimarães, que, para chegar à nova dezena explorada musicalmente, pegou a régua e foi desenhando e fazendo combinações entre as figuras geométricas.

Segundo relata, “o pessoal (músicos) pegou rápido a ideia dele e começou a improvisar” em cima das figuras. Vale ressaltar que, de acordo com Marco Antônio, a exploração das divisões em 11 está no final de trilha composta por ele. Já remasterizada, ela deverá ser lançada em CD, juntamente com a do Skank, na estreia do espetáculo comemorativo das quatro décadas da trajetória do Corpo.

Sobre a composição de Samuel Rosa & Cia., Rodrigo diz que o convite à banda pop partiu do desejo de ter “uma coisa mais nova, mais aberta” no aniversário de 40 anos da companhia. Já a criação de Marco Antônio, finalizada e reunida em partituras, de acordo com o compositor, ocupa publicação comparada ao praticamente extinto catálogo telefônico. Imagina o resultado!

Exposição “Quem é o homem do Sudário” é uma grande opção cultural em Feira de Santana BA, a partir de amanhã, 26.03



Depois de ser incluída na programação oficial da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro e percorrer outras cidades brasileiras, a exposição estréia em Feira de Santana, a partir de amanhã, 26 de março, em um shopping da cidade

Além dos artigos religiosos ‘de misteriosas crenças’, conferências com especialistas, painéis, vídeos e infográficos explicativos, com informações de estudos envolvendo o tema do Santo Sudário, também são atrações evento.A exposição apresenta a réplica do Santo Sudário, conservada na Catedral de Turim, na Itália, e a reconstituição artística e o holograma em 3D (em tamanho natural) da imagem do ‘Homem do Sudário’, produzido pelo cientista holandês Petrus Soons. Traz também a cópia fiel dos flagelos, da coroa de espinhos, da lança e dos pregos produzidos em Israel. Ao total, são 60 peças.

Um dos maiores mistérios do cristianismo

A tradição da Igreja e os resultados da pesquisa científica afirmam que, com altíssima probabilidade, o corpo cuja imagem foi impressa no tecido de Turim pertence a Jesus. De fato, o tecido mostra um homem adulto, de aproximadamente 40 anos, cerca de 1.80m, que mostra os sinais da flagelação e da crucificação, ao qual foi tributada uma sepultura honrosa.

A imagem que emerge do Santo Sudário é a de um cadáver martirizado, com a cabeça e a nuca feridas por um conjunto de objetos pontiagudos; os joelhos e o septo nasal escoriados e manchados de terra, como depois de uma queda; uma ampla ferida no lado, que foi aberta depois do falecimento; as munhecas e os pés atravessados por pregos; e as escápulas marcadas provavelmente por uma viga pesada.

A imagem que ficou estampada no tecido sindônico nos fala de um corpo que manifesta todos os sintomas do rigor mortis, a particular rigidez muscular que se dá após a morte: a cabeça está flexionada de forma forçada sobre o peito, sem que haja sinais de uma sustentação abaixo da nuca; e igualmente os membros superiores e inferiores têm uma posição nada natural. Em particular, a perfuração das munhecas e dos pés, a postura contraída do tórax e dos músculos das pernas, as escoriações deixadas por um grande suporte rígido sobre as costas mostram que o homem foi ”ajustiçado" por meio da crucificação.

Flagelo e tortura

Antes de ser flagelado, ele foi desnudado e, de fato, sobre quase toda a superfície corporal, exceto no rosto, foram contadas 120 lesões paralelas, duas a duas, provocadas quase certamente por um chicote composto por um cabo ligado a duas tiras, ou longas tiras de couro que terminavam com dois pequenos pesos de chumbo. Neste caso, é preciso lembrar que ele recebeu 60 golpes.

A maior parte dos especialistas concorda em considerar que o homem do Sudário tinha 1.80m de altura. Os sinais de envelhecimento que se manifestam no seu rosto induzem a afirmar que ele tinha cerca de 40 anos. O septo nasal apresenta uma fratura e a parte direita do rosto está completamente intumescida. O sangue encontrado sobre o tecido, como demonstrou o cirurgião Pierluigi Baima Bollone, é humano, do grupo AB – o estatisticamente mais raro; na Europa, corresponde a 5% da população, enquanto entre os judeus a porcentagem é muito mais elevada – e contém uma grande quantidade de bilirrubina, algo típico em quem sofreu uma morte violenta. Na região do crânio, aparecem marcas de 20 feridas infligidas por objetos punçantes, iguais, dispostos na parte superior da cabeça, formando uma espécie de capacete.

As hemorragias dependem, em alguns casos, de feridas que o homem sofreu estando vivo, e de outras feitas após a sua morte. O exame de fluxo sanguíneo indica que o homem foi envolvido no tecido em um momento preciso – não mais que duas horas e meia depois de ter morrido. Na região das escápulas, as marcas aparecem aumentadas e ulceradas, como se ele tivesse transportado um grande objeto rígido – dado este que faz pensar no transporte do patibulum, a viga de madeira que pesava mais de 50 kg e que era carregada pelo condenado até o lugar da execução; ela teria formado o braço horizontal da cruz e seria içada sobre um pau fincado na terra, chamado stipes.

Algumas anomalias – o transporte do patibulum, a utilização de pregos para as mãos e pés, a coroa de espinhos, o fato de que o corpo não tenha acabado em uma fossa comum –, além de tornar esta crucificação um caso muito particular, fazem pensar que se tratou de uma execução particularmente dura.

As lesões que aparecem são numericamente muito superiores às previsíveis em um condenado que deveria sofrer a execução capital. A flagelação mostra uma dura obstinação, um severo castigo. Segundo o costume romano, o número de chicotadas estava limitado pela proibição de matar o condenado, enquanto, entre os judeus, o número de chicotadas era limitado a 40, um número sagrado, como se lê em Deuteronômio 25, 3. Por isso, quando usavam o chicote com três extremos, os judeus só davam 39 chicotadas, para não expor-se ao perigo de ultrapassar este número limite.


Serviço:

O que: Exposição Quem é o homem do Sudário

Quando: a partir de 26 de março, quinta-feira

Onde: Boulevard Shoping - Feira de Santana

terça-feira, 24 de março de 2015

Eventos dedicados ao Brasil ainda são destaque após o Salão do Livro de Paris





O Salão do Livro de Paris, que neste ano teve o Brasil como convidado de honra, chegou ao fim na segunda-feira (23), mas a programação em torno das letras brasileiras ainda se estende por alguns dias, em diferentes instituições de Paris e do interior da França


Da primeira participam nomes como Antônio Torres (presidente da Academia Brasileira de Letras), Nélida Piñon, Ana Maria Machado, Luiz Ruffato e Fernando Morais. À segunda devem comparecer o escritor Daniel Munduruku e a antropóloga Betty Mindlin.

Nesta terça (24) e amanhã, quarta-feira (25), o Centro de Pesquisas sobre Países Lusófonos da Universidade Sorbonne Nouvelle (Paris 3) promove jornadas, respectivamente, sobre a relação entre autor, editor e tradutor e sobre o elo entre literatura e imaginário ameríndio.

Também na quarta tem início na Universidade Sorbonne (Paris 4) a segunda edição da Primavera Literária Brasileira, com mesas sobre romance policial, quadrinhos, dramaturgia e ilustração produzidos no país. Adriana Lisboa, Luiz Ruffato, Edney Silvestre, Sérgio Rodrigues e Sérgio Roveri são alguns dos convidados. A programação completa pode ser acessada no site http://etudeslusophonesparis4.blogspot.fr/.

Na quinta (26), o museu Quai Branly, dedicado às culturas dos continentes africano, americano, asiático e da Oceania, sedia o encontro "Histórias Mestiças, Histórias Plurais", com a presença dos escritores Conceição Evaristo e Daniel Munduruku, além da antropóloga Lilia Moritz Schwarcz.

Por fim, na segunda (30), no centro de arte moderna e contemporânea Georges Pompidou, realiza-se a mesa redonda "O Mundo Visto do Brasil", com Paulo Lins, Tatiana Salem Levy, Conceição Evaristo, Bernardo Carvalho e Sérgio Roveri. O debate será precedido pela projeção do documentário "Saudade do Futuro" (2000), de César Paes.

Integrantes da delegação brasileira também estão escalados para encontros com o público nos próximos dias em universidades em Poitiers (centro-oeste do país) e em Bordeaux (sul).

EDITORES
O Salão do Livro de Paris é mais identificado como um evento de apelo popular do que como um balcão de negócios para editores. No cenário europeu, as feiras de Londres (em abril) e Frankfurt (esta, a maior do mundo, realizada em outubro) superam o encontro francês em termos de negociações e contratos.

Tanto que, mesmo se tratando de uma edição especial para o Brasil, uma editora de grande porte como a Companhia das Letras não enviou ninguém à capital da França. A Londres irá cinco profissionais da casa, que despachou comitiva de mesmo tamanho para Frankfurt em 2013, quando a literatura brasileira foi saudada por lá.

Entre as editoras presentes ao salão parisiense estavam Cosac Naify, Boitempo, Estação Liberdade e Record, mas nenhuma delas compareceu aos quatro dias da feira.

Editor-executivo da Record, Carlos Andreazza fez uma avaliação positiva da participação brasileira. Elogiou a disposição espacial do estande do país (de 500 m²) e o fato de haver uma livraria temática (Fnac) dentro dele, o que permitiu aos visitantes adquirir obras nacionais imediatamente após os debates com os autores.

A ressalva de Andreazza foi à curadoria da participação brasileira, à qual ele avaliou ter faltado ousadia.

"Achei pouco criativa, previsível, apesar de correta. Fazer mesa em 2015 sobre futebol e literatura é dar um passo para trás", disse ele à reportagem, por telefone. "Fiquei incomodado com os tipos de recortes feitos [para agrupar os escritores]: regionais, da periferia...".

Como exceção bem-vinda, ele destacou o caráter inusitado do encontro entre Daniel Galera, 35, e Nélida Piñon, 77, em torno do mote "A literatura como projeto de vida", no primeiro dia do salão.

A curadoria da passagem do Brasil por Paris foi dividida entre a professora da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Guiomar de Grammont, e o professor da Sorbonne, Leonardo Tonus. Grammont foi editora de ficção nacional da Record até 2013, quando foi substituída no cargo justamente por Carlos Andreazza, que já respondia pela divisão de não ficção da casa.

Referência: Jornal de Piracicaba

A locomotiva humana – Emil Zatopek: um dos maiores nomes da história dos Jogos Olímpicos



Neste 24 de março, data que marca os 500 dias que antecedem as Olimpíadas do Brasil, o Artecultural rememora a história de Emil Zatopek, um dos maiores nomes do atletismo de todos os tempos e dono de marcas e recordes que levaram décadas para serem superadas

O atletismo é o desporto rei nos Jogos Olímpicos, o evento mais global em termos do desporto. Dentro deste quadro, há muitas modalidades que despertam a atenção dos espectadores, e alguns vivem um prestígio especial que atinge seu clímax por ocasião das Olimpíadas


É assim para a final dos 100 metros, mas é também o caso de corridas de distância, nomeadamente de 5.000, 10.000, e, claro, a Maratona. Poucos privilegiados têm a sorte de ser capaz de ganhar uma dessas provas. Ainda mais raros são aqueles conseguem ganhar os 5 mil, ou 10 mil e a Maratona, até ao momento só um único homem conseguiu essa proeza… Emil Zatopek.

As primeiras corridas e os primeiros sucessos


Nascido em 1922 numa pequena aldeia da
Checoslováquia , Zatopek cresceu numa família grande e certamente não rica. Desde tenra idade, trabalhava com o pai como ajudante de sapateiro e foi por essa altura que tudo começou. Zatopek trabalhou na “Bata”, uma grande empresa que ainda opera hoje no mercado do calçado.

Um dia, foi organizada uma corrida entre quatro rapazes que trabalhavam na fábrica. O jovem Emil foi um dos escolhidos, mas a sua reação foi menos de entusiasmo. Zatopek, de fato, protestou e disse que se sentia fraco e não seria capaz de competir.

O chefe na mesma hora enviou-o para o médico para um check-up. A resposta foi clara e definitiva, forma perfeita. E assim foi, Zatopek alinhados na partida e participou da corrida sem grandes razões, mas, apesar da sua falta de compromisso, terminou em segundo.

O resultado, tão inesperado e tão gratificante, fê-lo perceber que era bom correr e vencer uma corrida seria ainda melhor. A partir desse momento, os esforços de Zatopek, além da fábrica, foram encaminhados para a corrida, dedicando todo o tempo livre para treinar. Tornaram-se mais fáceis quando entrou na academia militar. Tinha todo o tempo do mundo para treinar, referir no caso de alguns atletas nacionais. A própria instituição dá benefícios para quem quer a carreira de atleta.

A consagração

O Zatopek talentoso tornou-se conhecido do grande público por ocasião dos Jogos Olímpicos de Londres, em 1948, onde ganhou a prova de 10.000 metros e terminou em segundo lugar nos 5.000.

Os anos seguintes viram-no a melhorar o recorde mundial em ambas as disciplinas e a bela participação em Helsinque 1952. Como previsto, Zatopek ganhou o ouro em ambos os 5.000 e 10.000. Mas foi só na véspera da maratona que a imprensa o tornou uma lenda.

Zatopek nunca tinha corrido uma maratona na sua vida, os treinos eram muitos, a garra e a vontade ainda maior, ele decidiu tomar parte na competição.

Dia da prova, um estádio cheio, todos os olhares iam para ele e o detentor do recorde mundial para a Maratona, o inglês Jim Peters, que também participava nesta prova. Peters, imediatamente impôs um ritmo muito elevado.

O resultado foi que o britânico não conseguiu aguentar muito tempo o ritmo elevado, mas o Zatopek consegue, entrando no estádio de Helsinque, na solidão perfeita e conquistando assim o seu terceiro ouro olímpico.

A Lenda da locomotiva humana

Com este feito, o atleta da Checoslováquia, entra diretamente para as lendas do atletismo. Os jornais de todo mundo falam dele e começam a chamar de ” A locomotiva humana“, tanto por seu resultado surpreendente bem como, aparentemente, pela característica de soprar ruidosamente durante a corrida.

Mas não importa, a partir daquele momento, Emil Zatopek torna-se uma lenda e é a ele que devemos a famosa frase que todos os maratonistas conhecem:

“Se quiseres ganhar alguma coisa, corre os 100 metros. Se quiseres desfrutar de uma verdadeira experiência, então corre uma maratona.”
                                              -o-o-o-o-o-o-o-o-
Dedico essa matéria ao Professor Marcel Santos Carneiro,que acompanhou tantos atletas, incentivando-os e conduzindo-os aos melhores resultados.

Euriques Carneiro

segunda-feira, 23 de março de 2015

Com “Culinária Nordestina - encontro de mar e sertão”, Raul Lody faz uma viagem pelos sabores do Nordeste, do sertão ao litoral



A culinária nordestina é fortemente influenciada pela suas condições geográficas e econômicas ao longo da história, assim como pela antiga mistura das culturas portuguesa, indígena e africana 

A influência africana se estende principalmente pela costa de Pernambuco à Bahia. No restante da costa e no interior, há menos influência da culinária africana. 
Na costa, são comuns os mariscos e os variados frutos do mar.

As comidas quase sempre têm como ingredientes produtos vegetais - muitas vezes cultivados pelos índios desde muito antes da colonização portuguesa -, carnes de gado bovino e caprino, peixes e frutos do mar, variando bastante de região para região, de acordo com suas características peculiares.

“Culinária Nordestina - encontro de mar e sertão”

Toda a riqueza de sabores da culinária nordestina, do sertão ao litoral, que marca a cozinha típica de oito estados nordestinos está à disposição do público no ensaio antropológico de Raul Lody, que conta com o prefácio do chef francês Claude Troisgros. 

O livro traz 398 receitas de pratos originais e dos famosos doces nordestinos, ricamente ilustradas com fotografias a cores de ótima qualidade. Enfocando e associando alguns aspectos da história da região com seus pratos típicos, a obra faz parte da série A Formação da Culinária Brasileira e mostra uma infinidade de receitas oriundas daquela região brasileira, ricas em sabores, cores e aromas indescritíveis.

Vejam abaixo algumas dos pratos descritos na obra de Lody:

Baião-de-dois; variações de baião-de-dois,
Maria-isabel; paçoca; variações de paçoca,
Carne-de-sol frita; farofa de bolão,
Carne-de-sol com macaxeira; lingüiça do sertão,
Feijão-verde com manteiga do sertão; feijão de coco,
Buchada de bode, cabrito ou carneiro; bode no leite de coco,
Chambaril com pirão; cabrito guisado,
Cozido do sertão com pirão; farofa molhada de cuscuz,
Arrumadinho de charque; sarapatel,
Espinhaço torrado, espinhaço; feijoada pernambucana,
Arroz com queijo de coalho; arroz de coco verde,
Galinha à cabidela; farofa matuta; capote com arroz,
Mão-de-vaca; panelada,
Rabada,
Maxixada com charque; caruru; canjica de milho verde,
Caldinho de peixe; caldinho de sururu; caldinho de feijão; caldinho de camarão,
Carne de caju; mingau pitinga,
Caldeirada; caranguejada; patinhas de caranguejo; casquinha de caranguejo,
Guaiamunzada com pirão,
Arroz de cuxá,
Torta de sururu; cuxá,
Lagosta nordestina; lagosta Maurício de Nassau,
Peixada nordestina, bagre do Pilar,
Sururu de capote; fritada de aratu; moqueca de arraia,
Doces,
Mungunzá; cuscuz de milho; bolo de pé-de-moleque; canjica,
Pé-de-moleque,
Variação de pé-de-moleque; bolo de macaxeira; variação de bolo de macaxeira; pamonha de milho verde; pudim de macaxeira,
Bolo de bacia; manauê sergipano; siricaia,
Manuê; cuscuz de tapioca,
Chouriço,
Doce-de-espécie,
Bolo de rolo,
Quadrinhos de maracujá; sequilho; bolo de milho; raiva; tapioca,
Grude; biscoito de goma,
Bolo Souza Leão,
Bolo de carimã,
Filhós de carnaval;
Variação de filhós; bom-bocado simples,
Doce de bacuri; doce de bananas em rodelas; compota de mamão laminado; compota de bacuri,
Doce de buriti; doce de queijo,
Doce de coco vede; alfinim; pastilhas; derresó,
Doce de jaca; doce de jenipapo cristalizado; doce de batata-doce; doce de jerimum com coco,
Doce de caju; doce de caju ameixa; caju seco; doce de limão azedo,
Licor de jenipapo, licor de tangerina; licor de pitanga,

Documentário “"Malucos de estrada” desvenda os mistérios da cultura do mundo hippie no Brasil, discutindo identidade, história e preconceito



Dos personagens que cotidianamente habitam as ruas e paisagens das cidades brasileiras, algumas peças se repetem quase como arquétipos do nosso tempo. Os "hippies" vendendo miçangas, esculturas em arames e outras peças artesanais, nunca falham. São figurinhas carimbadas nos pequenos paraísos turísticos ou nas metrópoles e cidades de médio e grande porte

Quem são, o que pensam e como vivem essas figuras tão comuns quanto desconhecidas foram algumas das inquietações que nortearam o projeto "Malucos de estrada", trilogia documental que traz um recorte ainda inédito sobre esses personagens no Brasil.

O filme é dirigido pelo viajante Rafael Lage e contou com um grupo de colaboradores organizados no Coletivo Beleza da Margem. Juntos, eles rodaram 19 estados ao longo de cinco anos, convivendo, entrevistando e registrando um pouco do cotidiano, ideias e histórias desses "malucos".

O filme está disponível na íntegra no YouTube. A trilogia, explica, Rafael vem sendo realizada de maneira independente, sem contar com editais de incentivo à cultura ou patrocínio direto. Recentemente, o grupo angariou R$ 65 mil para a finalização do primeiro longa. O grupo ainda aceita doações no perfil www.facebook.com/belezadamargem, que serão utilizada para backup dos seis terabytes de imagens que foram registradas.

Identidade


O principal trunfo do filme - além do recorte inédito - é desmistificar a figura do "hippie", termo com o qual raros entrevistados se reconhecem, localizando nessas figuras uma identidade cultural original do Brasil. Rafael explica que, embora, seja um dos desdobramentos do que foi a cultura hippie, o "maluco de estrada" tem signos, ideias e práticas próprias que se diferenciam de qualquer outro País. "No mundo inteiro, temos pessoas viajando. 

Os europeus, em geral, viajam no esquema mochilão, mas têm emprego formal, juntam grana e saem viajando. Não estão bancando a sua alternatividade no dia a dia, através de uma arte móvel. O latino tem a cultura do artesanato, dos malabares e da música, mas não compartilha dos códigos da malucada, nem dos valores", compara.

Ele destaca traços originais dos "malucos de estrada" brasileiros como o senso de família, de irmandade, onde um ajuda o outro e onde quem vive com menos é mais valorizado pelos demais. "Não é só fazer artesanato. Quando um maluco latino compra um rango, ele vai comer atrás do pano. Isso não existe na malucada brasileira. Se consegue um rango é para compartilhar. A graça da estrada são as necessidades que você passa. Isso que vai te modificar como pessoa", ilustra.

Com o lançamento do documentário, adianta o Rafael Lage, uma nova mobilização está sendo almejada para cobrar em Brasília o reconhecimento do "maluco de estrada" como uma manifestação cultural brasileira. "Esperamos ser entendidos como uma cultura nômade, do artista que usa a rua para se inspirar", encerra.

Referência: diario do nordeste

domingo, 22 de março de 2015

O rap do grupo paulistano Z'África Brasil não se resume à herança norte-americana e traz elementos do batuque, música eletrônica e nordestina



Z'África Brasil traz o "Z" de Zumbi dos Palmares, ícone da resistência negra no Brasil, e de quebra toda bagagem cultural afro-brasileira, numa explosiva fusão sonora

Toda essa bagagem, conferiu todo o prestígio que este grupo de rap brasileiro conquistou junto à mídia, meios de comunicação e antes de tudo, junto ao público.

“Os caras ficam com medo de ir ao Capão, a Campo Limpo, mas basta pegar o ônibus na Consolação, descer no fim da linha que você estará na quebrada! Agora, quem te impediu de ir lá? A barreira é mental.

A gente canta esses mundos, essa diversidade de gente, de povo, mas do lado oprimido”, resume MC Gaspar, em entrevista.Criado em 1995 por Gaspar e Fernandinho Beatbox, o Z’África Brasil é um dos representantes do rap nacional com um dos discursos mais coerentes da praça. 

Mergulhadas no universo afro-brasileiro, as letras versam sobre preconceito racial, opressão e desigualdades sociais. “O que importa é a cor / E quem tem cor age / Tem coragem de mudar o rumo da história / Coragem para transformar cada dia em vitória / É o canto da sabedoria / É o ataque / Reage agora, reage / Tem cor age, capoeira de maloca /

Rap genuinamente nacional

O rap do grupo paulistano não se resume à herança norte-americana e jamaicana. Sintetiza batuques, música eletrônica e nordestina com o canto falado brasileiro, como a embolada. “Tudo tem a mesma origem. E posso usar as 80 modalidades (do canto falado) em meu trabalho em vez de ficar parado no quatro por quatro mal rimado”, provoca Gaspar que já teve oportunidade de participar de um projeto com repentistas radicados em São Paulo.

O Z'África Brasil é formado por:

MC Gaspar
MC Funk Buia
MC Pitcho
DJ Tano

Está cansado do turismo sol & mar? fique mais perto da natureza, no Amazonas



Aventurando-se mata adentro ou à beira do Rio Negro, são várias as opções do seguimento do turismo alternativo no ainda pouco explorado estado do Amazonas

O turismo alternativo se caracteriza como uma opção econômica e o contato com a natureza é o diferencial para quem procura esse tipo de diversão. Não é fácil encontrar pacotes ou sugestões nos sites de viagens, tendo em vista que o turismo alternativo ainda não atrai as empresas que buscam, na sua essência, retorno comercial.

Entre as viagens para o interior e sítios no Amazonas, o turismo alternativo surge como opção para quem quer fugir do barulho e da rotina da vida urbana. São várias as opções de hospedagem desde as mais simples até aquelas dotadas de melhor estrutura e equipamentos. A poucos quilômetros da estrada para Manacapuru e mais algum de estrada vicinal é possível se deliciar em trilhas e flutuantes, além de espaço para descansar e também se divertir com amigos e família.

Sem os luxos dos resorts, existem pousadas com frondosas casas avarandadas, de frente para o Rio Negro, com áreas de camping, trilhas, flutuante para as pessoas tomarem banho e até passeios de canoa. Um outro atrativo é a possibilidade de desfrutar da vida cabocla, tudo com muita simplicidade e sem burocracia. Se preferir, o visitante pode trazer a própria comida e prepará-la à vontade.

No geral, as pousadas preocupam-se bastante com a preservação da natureza e muitas contam com a coleta seletiva do lixo. Para os mais ‘naturebas’, existe a opção de dispensar o relativo conforto dos quartos e optar por uma aventura mais selvagem e curtir os acampamentos à beira do rio ou na maloca indígena, no coração da floresta.

Entre as atividades, uma das grandes pedidas é o passeio de barco. Além de conhecer as comunidades ribeirinhas próximas às margens o espetáculo fica para o final da tarde, no encontro do Lago do Guedes e o Rio Negro. Ainda é uma opção restrita aos amantes de uma atividade mais radical, mas é cada vez maior os integrantes dessa tribo.