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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Com documentário sobre o compositor pernambucano, o Cais do Sertão, em Recife PE, homenageia Zé Dantas



 








A homenagem ao parceiro de Luiz Gonzaga não foi algo aleatório pois, se estivesse vivo, o músico completaria 94 anos, no fim deste mês e, para celebrar a data, toda a programação de fevereiro do museu Cais do Sertão está rendendo homenagem ao artista 
Dentro da programação do museu, a cada dois meses, o Cais do Sertão homenageia um grande nome da música. Para fechar a programação de fevereiro, a casa apresentará o documentário ‘Psiu!’, que conta um pouco sobre a trajetória do poeta, cantor e compositor, Zé Dantas.

“Toda a programação voltou-se para ele: os educadores receberam os visitantes com uma gravatinha borboleta, adereço que singularizava o traje do compositor e apresentado ao público no espaço DNA do Baião, dentro do território temático intitulado ‘Cantar’. No ‘Imbalança’, espaço de vivência com instrumentos musicais típicos da cultura sertaneja, todas as músicas trabalhadas pelo educativo foram de autoria de Zé Dantas”, pontuou Mario Ribeiro.

A exibição do curta-metragem está prevista para as 19h. A entrada é gratuita.

Serviço:

Exibição do documentário Psiu!

Terça (24) | 19h

Museu Cais do Sertão (Av. Alfredo Lisboa, s/n, Antigo Armazém 10 do Porto do Recife)


Medicina e música


José de Souza Dantas Filho, Zé Dantas ou Zedantas, como costumava assinar, nasceu no município de Carnaíba de Flores, Sertão do Alto Pajeú de Pernambuco, no dia 27 de fevereiro de 1921.

Em 1947, quando ainda estudava Medicina, já com certa fama de artista "improvisador" e compositor no meio universitário recifense, já era grande admirador do cantor e compositor Luiz Gonzaga, procurou o Rei do Baião e entregou-lhe algumas composições suas, mas em destaque “A volta da Asa Branca”, um contraponto à já popularíssima “Asa Branca” de Humberto Teixeira.

Gonzagão decidiu gravar a canção mas Zé Dantas fez-lhe apenas um pedido: que nos créditos do compositor não figurasse o seu nome. Explicou: “é que, se meu pai descobre que eu estou metido com música, corta minha mesada e adeus vida boêmia e o curso de Medicina, no Rio de Janeiro...” A música foi gravada com o um pseudônimo de Zé Dantas e, ainda hoje, é um dos grandes sucessos da carreira de Luiz “Rei do Sertão” Gonzaga.

Zedantas nunca estudou música nem sabia tocar qualquer instrumento. Compunha marcando o compasso com o auxílio de uma caixa de fósforos. Tinha muita facilidade em fazer versos. Autodefinia-se como pesquisador e divulgador da cultura popular do Nordeste brasileiro. Como compositor, poeta e folclorista, foi um dos grandes responsáveis pela fixação do baião como um gênero musical de sucesso no Brasil, através das suas parcerias com O Rei do Baião, desde 1950.

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