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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Champagne: história de uma das mais nobres das bebidas



Em meados da década de 70, enquanto Hélio Contreiras “viajava o mundo nas estampas Eucalol”, eu o fazia através das páginas do gibi ZZ7, acompanhando as aventuras e peripécias da agente da CIA Brigitte Monfort, uma espécie de James Bond de saias. A intrépida agente era apreciadora de um dos mais famosos champagne do mundo: o Don Pérignon, safra de 1955

Atendendo solicitação de amigos que nos acompanham aqui no Artecultural, disponibilizamos abaixo para apreciadores e curiosos, um breve histórico sobre uma das bebidas mais apreciadas do planeta.

Euriques Carneiro

O Champagne é considerado por muitos como o “rei dos vinhos” e por muito tempo, a região de Champagne, que fica a 150 quilômetros de Paris, lutou para que os demais vinhos gaseificados fossem denominados de ‘espumante’, ficando o nome champagne exclusivo para aqueles produzidos naquela parte da França. Apesar da decisão, aqui no Brasil, mesmo constando nos rótulos a qualificação de espumante, muitos ainda se referem à bebida como champagne.

Antes mesmo da origem da bebida, os romanos já haviam introduzido a produção de espumantes na França. A questão era que as uvas da região de Champagne produziam um efeito diferente das outras, provocando uma fermentação secundária e gerando pequenas bolhas de gás.

História

A descoberta da bebida é atribuída ao monge Dom Pérignon (1668-1715), responsável pelas adegas da Abadia de Hautvilleres, naquela região francesa e ficou curioso com a afirmação dos vinicultores de que certos tipos de vinhos fermentavam novamente depois de engarrafados. Acontece que, nesse processo, os gases estouravam as rolhas ou arrebentavam as garrafas.

Dom Pérignon então experimentou garrafas mais fortes e rolhas amarradas com arame, descobriu o ‘champenoise’, conseguindo obter a segunda fermentação dentro do recipiente... e assim surgiu um vinho espumante e delicioso que depois seria batizado de Champagne.

No entanto, havia um problema com o vinho: os resíduos da segunda fermentação permaneciam na garrafa, fazendo com que a bebida tivesse uma aparência feia, o líquido turvo e não límpido como é hoje. Foi então que a célebre viúva Clicquot (Viuve Clicquot), que também virou uma marca de Champagne, inventou os processos de remuage (girar as garrafas) e dégorgement (degolar). No primeiro os funcionários da adega inclinam e giram as garrafas, fazendo com que os resíduos se descolem do corpo do recipiente e fiquem acumulados no gargalo. Aí então entra o dégorgement, que retira todas as impurezas, fazendo que o vinho fique límpido e transparente.

Até 1846, o Champagne era uma bebida de paladar doce, não existindo o seco (brut) ou o meio seco (demi-sec). Foi uma firma inglesa que primeiro encomendou um vinho espumante sem açúcar, durante certo tempo somente consumido na Inglaterra. Hoje o mundo inteiro (inclusive os franceses) aprecia e consome o Champagne seco, mais vendido que o doce. 


Famosa desde o século XVII

Mesmo sendo criado no final do século XVII, só no reinado de Luís XV (1710-1774), o Champagne tornou-se uma bebida famosa. Sua amante, Madame Pompadour, que ficou conhecida também pelo apoio que dava às artes, exaltava a bebida. Dizem que a origem do formato das taças usadas para se tomar o vinho foi inspirada no formato dos seus seios. Que seja. Mas, durante a Revolução Francesa, o Champagne tornou-se uma bebida maldita por sua associação com a nobreza e o luxo da corte francesa. 

No Império de Napoleão o vinho foi reconduzido ao seu lugar de destaque. A primeira marca de luxo do Champagne (Cuvée de Prestige) foi feita por ordem do Czar Alexandre II, quando da ocupação da França pelas tropas russas. As primeiras embalagens foram feitas em garrafas de cristal puro. Daí a marca Cristal. O sucesso do vinho atingiu o apogeu na Bèlle Èpoque e a partir daí acabou conquistando todo o mundo.

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