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domingo, 22 de fevereiro de 2015

A exemplo das maiores estrelas da MPB, grandes nomes do rock estão a caminho da aposentadoria




Quando o assunto é MPB, os maiores expoentes do segmento já estão na casa do 70 anos e, quando estendemos a análise para as estrelas do rock mundial, constatamos a mesma situação, a exemplo do vocalista do Iron Maiden, setentão e doente, que luta pela recuperação da saúde


Passando por um período particularmente infértil, a nossa MPB ainda vive daquilo que foi produzido há 40, 50 anos atrás. Estrelas como Caetano Veloso, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethania, passando ainda por Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Fagner e o ‘foragido’ Belchior, ainda lotam os seus shows, mas desfilam um rosário de sucessos do início das suas carreiras.

Nada de novo surge no cenário nacional que possa sugerir substitutos para esses nomes que, apesar de ser monstros sagrados da nossa música, já ultrapassaram a barreira dos 70 anos. Tempos atrás, surgiu um nome que parecia beber na mesma fonte das estrelas acima citadas: Chico Cesar... compôs um punhado de músicas boas para, logo em seguida, mergulhar no limbo da mesmice, sem manter a pegada inicial.

Também tivemos o movimento dos Tribalistas, que reuniu Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes e a maravilhosa Marisa Monte. Fizeram um belo disco e... nada mais. Aliás, o timbaleiro Brown tem sido os dos poucos que conseguem manter um bom ritmo de produção, embora escorregue em algumas composições vazias e sem nexo.

Se hoje, clássicos composto em meados do século passado como Carinhoso e “As rosas não falam” ainda são músicas que educam a audição, a impressão que temos é que na próxima década, ainda continuaremos ouvindo “Sampa”, “Travessia”, “Foi um rio que passou na minha vida” e “Como nosso pais”, entre outras, por absoluta falta de nomes e composições novas com a qualidade dos clássicos citados.

Rock internacional

Para não dizer que não falei do rock, na última quinta-feira, o Iron Maiden anunciou pela página oficial da banda no Facebook que o vocalista, Bruce Dickinson está em tratamento para recuperação de um tumor na língua. A notícia deixou em alerta os fãs de lendárias bandas do rock, com a possibilidade do ídolo enfrentar uma doença grave e ficar um tempo longe dos palcos.

Antes de Bruce, Malcom Young, do AC/DC, Bono Vox, do U2, e Morrissey, do The Smiths, entre outros (ver quadro), já haviam sofrido doenças e/ou acidentes graves, que os obrigaram a ficar de molho e afastados das turnês. Apesar de veteranos e com décadas de carreira, suas bandas ainda atraem multidões de fãs devotos por onde tocam e são queridinhas dos mais famosos festivais de música do mundo. Com o fim da linha cada vez mais próximo, estaria a indústria da música preparada para a aposentadoria desses gigantes do rock?

Rock in Rio

O que se viu de novo nas últimas edições do Rock in Rio? Quem atraiu milhares de fãs ao evento foram bandas como Metallica, Iron Maiden, Guns’n’Roses e Bruce Springsteen, todos com mais de 30 anos de carreira. Elas se revezaram como as principais atrações das noites roqueiras do evento.

O U2 — cujo vocalista, Bono Vox, sofreu um acidente de bicicleta no fim do ano passado e, devido às fraturas pode nunca mais tocar guitarra novamente — é dono da turnê mais lucrativa e popular de todos os tempos. A 360º Tour, que começou em 2009 e terminou em 2011, conseguiu arrecadar cerca de US$ 736 milhões (R$ 1,2 bilhão) e foi assistida por mais de 7 milhões de pessoas no mundo.

Quanto ao resto da lista, percebe-se o domínio dos veteranos: Rolling Stones, Roger Waters, AC/DC, The Police, Bruce Springsteen, todos com turnês relativamente recentes, estão entre os artistas que o público mais quer ver ao vivo. E os novatos, onde estão? O que acontecerá com o rock internacional quando essas feras se aposentarem ou se mudarem ‘para o andar de cima”? aqui como lá, não há nada que nos deixe otimistas.

Euriques Carneiro

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