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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Porque apesar do crescimento do número de expectadores, o cinema nacional experimentou perda de renda





As salas de cinema do Brasil receberam, no ano passado, um total de 155,6 milhões de espectadores, número 4,1% superior ao registrado em 2013. O crescimento de renda foi ainda mais acentuado, de 11,6%, com a arrecadação totalizando R$ 1,96 bilhão


Segundo o documento, as salas de cinema do país receberam um total de 155,6 milhões de espectadores, 4,1% a mais do que em 2013. A renda teve um crescimento ainda maior: R$ 1,96 bilhão, número 11,6% maior do que no ano anterior. O parque exibidor também cresceu, com 205 novas salas de cinema, totalizando 2.830 salas no país todo.

A renda total dos filmes exibidos no Brasil e o número de ingressos vendidos cresceram em 2014, mas o cinema nacional não se beneficiou desse crescimento. É o que demonstra o relatório preliminar de acompanhamento do mercado divulgado pela Ancine (Agência Nacional do Cinema) nesta quarta-feira (21).

Este crescimento foi puxado especialmente pelas produções estrangeiras, já que os filmes brasileiros atraíram 19 milhões de espectadores em 2014, número inferior ao recorde de 27,8 milhões registrado em 2013. O número de lançamentos nacionais também caiu: de 129 em 2013 para 114 no ano passado. O cinema nacional representou 12,2% dos ingressos vendidos em 2014 ("market share"), fração também menor do que os 18,6% de 2013.

O desempenho do ano passado é um dos piores desde 2009: apenas em 2012 o market share dos filmes nacionais foi menor, 10,7%.

Entre os títulos brasileiros exibidos no ano, seis filmes ultrapassaram a marca de um milhão de espectadores ("Até que a Sorte nos Separe 2", "O Candidato Honesto", "Os Homens São de Marte... E É para Lá que Eu Vou", "S.O.S. Mulheres ao Mar", "Muita Calma nessa Hora 2", e "Vestido pra Casar") e 21 alcançaram mais de 100 mil ingressos. Em 2013, foram dez e 24 filmes, respectivamente.

O relatório da Ancine confirma levantamento feito pelo UOL no fim de 2014, que já previa este recuo do cinema nacional. Segundo especialistas consultados, a perda de espaço em 2014 se deve à falta de competitividade dos filmes brasileiros.

"Alguns defendem que se trata da safra, que teve menos filmes competitivos", comentou na ocasião o produtor André Carreira, que assina a produção de um dos campeões nacionais de bilheteria do ano ("O Candidato Honesto"). "Isso com certeza é um fator, mas acredito que ainda dependemos muito dos sucessos das nossas comédias e filmes biográficos. Conseguir competir em outros gêneros, como o suspense, o policial e o infanto-juvenil, pode ser a chave para uma maior participação. Mas é realmente um desafio, pois esses filmes normalmente possuem um valor mais alto de produção, demandam um volume maior de financiamento, sem a garantia de êxito", disse Carreira.

Distribuidoras

O fraco desempenho do cinema brasileiro afetou também as distribuidoras: enquanto a participação das internacionais na arrecadação cresceu 7,8%, chegando a R$ 1,43 bilhão (73,2% da renda total do ano com apenas 20,4% dos títulos lançados), a renda das nacionais caiu 12,7%, ficando em R$ 521,9 milhões ( 26,8% da renda do ano com 79,6% dos títulos lançados, contra 30,7% em 2013).

Quem saiu ganhando foi a Fox, que teve a maior participação do mercado em 2014, R$ 445,9 milhões ou 22,8%. Das dez maiores bilheterias do ano, incluindo o primeiro lugar para o fenômeno "A Culpa É das Estrelas".

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